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Saber ouvir...

por Helena Sacadura Cabral, em 30.10.13

A economista e professora Manuela Silva, que coordena o grupo Economia e Sociedade da Comissão Nacional Justiça e Paz, da Igreja Católica, concedeu ao jornal Público uma curiosa entrevista que pode ser lida aqui.


Muitas das suas sugestões deveriam ser pensadas pelo actual governo cuja navegação à vista tem trazido os resultados que se conhecem. Mas em Portugal dialogar, ouvir quem pensa diferente, questionar as próprias decisões, não são apanágio da "partidarite bacoca" que se apossou do que entendemos ser a democracia. E isto, infelizmente, aplica-se tanto ao governo como à oposição.


7 comentários

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De amendes a 30.10.2013 às 11:14

O mal é geral...
Corrupção e branquimento de capitais no Banco Católico do Vaticano!!!!
A própria Igreja católica, diz-se está em crise!

Crises e mais crises... canhoto!
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De antónio a 30.10.2013 às 11:48

Da leitura da entrevista, parece-me que a única proposta concreta apresentada é a renegociação da dívida. Não é uma má ideia. Tem vinda a ser implantada (o alargar de prazos e diminuição de juros dos empréstimos europeus é disso exemplo) e pode/deve ser mais aprofundada no futuro. Mas depois a entrevistada comete um erro de palmatória, principalmente para uma economista. Confunde os juros de mercado secundário (q atualmente andam pelos 6% - 6.5%) com os juros que o estado paga pela divida outstanding, o real custo da dívida (que anda pelos 3.5%). Mistura alhos com bugalhos. Pode enganar quem não percebe (nem tem de perceber) os meandros destes assuntos. Mas não me parece sério!
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De Helena Sacadura Cabral a 30.10.2013 às 12:12

António
Eu dei por isso mas fiquei com dúvidas do que ela quis dizer, porque não é economista de cometer esse tipo de erros. Creio que se expressou mal.
Por outro lado, o que mais me interessou na entrevista, foram as sugestões relativamente à flexibilidade de horários, uma medida que, penso, urge tomar no nosso país.
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De cr a 30.10.2013 às 12:45

Prezada Helena
Concordo absolutamente com a flexibilização de horários de trabalho e acho que a sociedade a caminhar assim, vai na direção do abismo, uma sociedade egoista, onde não se convive, onde os filhos coexistem num turbilhão de necessidades profissionais dos pais. Em tempo de crise pior ainda, nos empregos luta-se para manter o lugar á custa de mentiras, de inimizades, de " lambe botas "que vão conquistando espaços, de patrões que ameaçam empregados com " se não concorda pode ir á sua vida, não faltarão pessoas para o(a) substituir ", enfim um flagelo.
E como descer a taxa de desemprego se exigem das pessoas empregadas mais horas de trabalho, sempre a custo zero?
Não entendo, mas não " adivinho " nada de bom.
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De Vento a 30.10.2013 às 16:42

antónio,

retirando esse pormenor sobre o valor dos juros no secundário e o custo real da dívida, o que vai produzido constitui, implicitamente e explicitamente, uma proposta concreta de revisão de políticas. Não se esqueça também dos movimentos de recompra de dívida para diminuição dos juros. Tirando este movimento não vejo qualquer outra amortização efectiva.
Aliás, tem tanto mais sentido o que se afirma nessa entrevista quanto mais tais situações foram previamente apontadas, isto é, antes de acontecer o que hoje vemos.
Mas sejamos justos, se existiu alguém que teve percepção neste país sobre tudo quanto aconteceria foi Francisco Louçã (recordo as falsas indignações que surgiram de todos os quadrantes quanto ele revelou seu pensamento). Mas, como afirma Helena Sacadura Cabral, este país encontra-se espartilhado por partidarites bacocas, que não se confinam somente aos movimentos políticos. Mas mais ainda, a acção governativa, transversalmente, tem vindo a ser exercida com o sentido de que quem governa é detentor da sabedoria suprema e dono de um quintal onde os "animaizinhos" não passam de marionetas ao serviço de um ego também bacoco; e no meio destes surgem espécies de capatazes que se consideram uma espécie de big brother que muito olham mas no sentido de seu próprio umbigo.
Este (des)governo não estará muito tempo nessa situação, e a Europa de Merkel também não se manterá. Ela, a Merkel, sem esquecer os seus mordomos, inchou tanto que só poderá rebentar. A não ser que se inicie uma terapêutica de desinsuflação.
Por último, esperamos sempre por palavras e mais palavras. Mas devo dizer-lhe que para mudar o mundo já foram proferidas todas as palavras, resta agora somente mudá-lo.
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De Helena Sacadura Cabral a 30.10.2013 às 22:49

De Vento
Neste momento o melhor comentador televisivo é, sem dúvida, Francisco Louçã!
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De Ssssstress a 30.10.2013 às 14:46

Nada de novo: o que disse e que foi transcrito para título do artigo, é (acredito eu) do conhecimento geral.
Diz a Dona Helena que: muitas das suas sugestões deveriam ser pensadas...
Concordo. Mas é sabido que o pior surdo é o que não quer ouvir!
E este governo só se quer ouvir a ele mesmo, apesar dos "apelos" que verbera.
Cumprimentos.

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