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Bon appetit

por Ana Vidal, em 16.10.13

 

Presidente angolano anuncia fim da parceria estratégica com Portugal.

 

O ricochete de uma guerra de mais de uma década, com tudo o que ela implica de distorções, mazelas, ódios e feridas por cicatrizar. A vingança serve-se fria, como sempre, e esta chega em travessa de diamantes. Tudo bem temperado de desprezo e arrogância em partes iguais. Primeiro a tomada de posição, comprando metade do país. Depois a pose, sobranceira e inquestionável, de quem dita as regras.

Bon appetit, Portugal.

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29 comentários

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De Textículos a 16.10.2013 às 13:52

"When it comes to international relations, we know about the influence of ideology. But what about romance and heartbreak?"
http://nationalinterest.org/commentary/lust-hidden-influence-foreign-policy-9232
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De Ana Vidal a 16.10.2013 às 14:11

E em que categoria classifica este nosso caso com Angola, Textículos? Romance ou heartbreak? De qualquer forma, "chercher la femme" só se poderia aplicar a Isabel dos Santos, e mesmo assim...
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De Textículos a 16.10.2013 às 14:38

Tenho para mim que seria mais uma relação "friends with benefits".
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De Ana Vidal a 17.10.2013 às 16:44

Só não falo em "amizade colorida" porque a brigada do politicamente correcto há-de vir logo chamar-me racista...
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De lucklucky a 16.10.2013 às 14:04

Excelentes notícias. Os negócios continuam, interferência da política nos negócios já um pouco menos.
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De Ana Vidal a 16.10.2013 às 14:15

Ah, não há nada como um optimista. É impressão minha ou trocámos de papeis, Luck?
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De lucklucky a 16.10.2013 às 20:38

Não me parece que tenhamos trocado. Para mim menos política é quase sempre positivo.
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De Ana Vidal a 17.10.2013 às 16:52

Para mim também, não me parece é que o seja neste caso.
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De Maria a 18.10.2013 às 17:47

Nesta aldeia terrestre, onde não se pode ir lavar a roupa ao rio sem que as vizinhas cuscas reparem e comentem as nódoas da roupa, o efeito do discurso parlamentar foi de informar globalmente, quem ainda não tinha lido as notícias do burgo, que há umas lavadeiras que estão sob vigilância.
A vida dos comerciantes pode ser afectada por momentos por causa deste discurso mas quem foi mais prejudicado foi o grupo de lavadeiras sob vigilância.
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De Ana Vidal a 19.10.2013 às 11:13

Mistérios na aldeia da roupa branca?
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De William Wallace a 16.10.2013 às 17:14

Optimista não , ingénuo sim !
As Oligarquias Angolana e Portuguesa aprenderam bem as lições da Oligarquia Russa dadas há vinte anos.
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De lucklucky a 17.10.2013 às 19:36

Então você acha bem para Portugal que cada vez que vá um PM ou PR a Angola ou a qualquer outro sítio leve um bando de empresários atrás?
E depois provavelmente noutra circunstância critica promiscuidade entre eles.

Nós compramos uma data de produtos Coreanos. Do Sul. Qual a "pareceria estratégica" que temos?

Estas notícias são a normal sobrevalorização da política feita pelos jornalistas que os políticos agradecem e que os jornalistas fazem em interesse próprio.
É o Complexo Industrial Politico-Jornalista :)...
Pois quanto mais política -o que quer dizer invariavelmente mais socialismo -mais importante o jornalismo dos "jornais de referência" aqueles que escreviam em primeira página que o FMI já não vinha.
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De am a 16.10.2013 às 17:03

Será que os cavalheiros e as damas preocupadissimos (as) com o pecado mortal da corrupção em Angola... terão o mesmo pudor em relação ao Brasil, Venezuela e à China..?

Infelizmente, nós não somos exemplo de virtude... Como diz o insuspeito ex- 1º. ministro José Sócrates.









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De Ana Vidal a 17.10.2013 às 16:54

AM, não sei a que damas e cavalheiros se refere mas, para mim, a corrupção é igualmente condenável em todo o mundo e qualquer que seja o regime que a pratique. Mas não é exactamente de corrupção que trata este post.
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De am a 17.10.2013 às 17:31

Corrupção, roubo, abuso de poder... vai dar tudo ao mesmo!

Tivéssemos nós uma milésima parte das riquezas naturais de Angola... E outros valores mais altos se levantariam por cá...

O que pretendi e pretendo reafirmar é que o Brasil tem um rácio de corrupção/roubo, bastante superior ao de Angola... Só que não vejo as mesmas "virgens" ofendidas a vociferarem contra a Senhora "Presidenta" & Comandita!
ETC
Ou há moralidade ou comem todos!
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De Ana Vidal a 17.10.2013 às 19:45

Geralmente comem muito poucos, AM.

Mas concordo consigo: tivéssemos nós riquezas naturais comparáveis e os índices de corrupção seriam provavelmente os mesmos.
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De Vasco a 16.10.2013 às 20:26

Para vir o próprio chefe do gangue fazer ameaças é porque alguém tocou nas cordas certas.
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De Ana Vidal a 17.10.2013 às 16:56

Sem dúvida, Vasco.
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De Catarina a 17.10.2013 às 02:35

Neste momento, somos os mais fracos e precisamos deles quer queiramos ou não, esta é uma realidade. Quem somos nós a nível de corrupção? Somos isentos para darmos lições aos outros? Quem os colonizou? Nós. Se calhar errámos em tudo que lá fizemos, até neste aspecto. Resta-nos usar a diplomacia e o quanto antes, no mínimo para sossegar os portugueses que lá trabalham, é que não nos podemos esquecer que Passos Coelho mandou-nos emigrar.
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De Ana Vidal a 17.10.2013 às 17:03

De acordo quanto à bondade do uso da diplomacia, Catarina, mas diplomacia não é sinónimo de bajulação, não deve nunca sê-lo. Quanto ao resto, não acho de forma nenhuma que tenhamos errado em tudo o que lá fizemos. Deixámos em Angola muito investimento feito e muitas estruturas que hoje são cruciais na economia angolana. E quanto a corrupção, embora ela também exista por cá (existe em todo o lado, infelizmente), comparados com os dirigentes de Angola não passamos de meninos de coro.
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De IMMC a 17.10.2013 às 18:20

Hum ... não sei se não nos estará a desvalorizar... disse meninos de coro?!
Será que estamos mesmo a falar do mesmo?
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De Ana Vidal a 17.10.2013 às 19:51

Percebo o que quer dizer, Isabel, mas assim avaliados em bloco (não falo de casos específicos) ainda acho que o nosso governo fica a perder na comparação. Até porque não se compara a tolerância à crítica e as consequências dela nos dois países.
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De Catarina a 18.10.2013 às 01:23

Ana, o que nós lá fizemos, muito ficou destruído e se alimentámos uma guerra de anos, foi porque aquilo nos interessava, como bem sabe. Eu não falei em bajulação, mas em diplomacia que apesar de doer tem de ser feita.
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De Ana Vidal a 19.10.2013 às 11:19

É claro que estávamos lá por interesse, Maria, eu só estava a responder à sua frase "Se calhar errámos em tudo que lá fizemos", com a qual não concordo. Até porque a posterior destruição não foi feita por nós.
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De Ana Vidal a 19.10.2013 às 11:19

Catarina, e não Maria.
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De fatima a 17.10.2013 às 12:49

É a velha história: "diz o roto ao nu". Se tivessem vergonha na cara, estavam todos era bem caladinhos.
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De Ana Vidal a 17.10.2013 às 17:08

Todos quem, Fátima? Se se refere ao nosso ministro dos negócios estrangeiros que pôs o pé na argola com uma atitude indefensável, de acordo. Mas quem denuncia um regime altamente corrupto e todo-poderoso como o de Angola, quanto a mim faz muito bem em falar.
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De Dinis Lameira a 17.10.2013 às 20:22

Telhados de vidro. E o que dizer da lentidão e das fugas ao segredo da justiça portuguesa?
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De Ana Vidal a 19.10.2013 às 11:25

São um problema que toma cada vez maiores proporções. Mas não me parece ter sido o caso: em vez de uma fuga de informação, o que aconteceu foi uma interpretação abusiva e precipitada por parte de um ministro para cair nas graças de um parceiro problemático. A diplomacia não pode ser isto.

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