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O Jornal de Angola topou-nos. Percebeu que sob esta capa de mesquinhez, provincianismo, razoável queda para o chico-espertismo e mediana trafulhice, somos é realmente vulneráveis à pilhéria. Vai daí, decidiu que a verdadeira luta dos angolanos, muito para lá de nos ficarem com as empresas, deve centrar-se num combate palmo a palmo pelas audiências do Inimigo Público. Daí que, entre outros bonecos com lugar na história que ali vão sendo publicados, esta tirinha de há dias constitua um marco inesquecível nessa batalha sem quartel para derrotar a nossa auto-estima à gargalhada. Tem um piadão esta bicada relativa ao papel dos velhos na nossa economia. Sobretudo se tivermos em conta que a graçola, o sarcasmo, a notinha de superioridade moral, vem de um órgão de comunicação conluiado com uma oligarquia política que conduz há dezenas de anos um país onde a esperança de vida à nasença (51,5) é das mais baixas do mundo  (inferior mesmo à do Níger, último classificado no ìndice de Desenolvimento Humano da ONU de 2012). Com tanta veia humorística é até surpreendente que esse baluarte do jornalismo livre e independente não tenha ainda feito uma graça que ponha em evidência que, sob a notável liderança de José Eduardo dos Santos, o país poucas preocupações terá com pensões de reforma. Aliás, é até muito pouco provável que nas próximas décadas existam velhos em Angola.


12 comentários

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De eheh a 14.10.2013 às 10:04

Mas os corruptos e os ladrões institucionais de Angola estão todos dentro, eheh

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De amendes a 14.10.2013 às 12:18

Tanto lá como cá andam por aí...

Então que ninguém atire calhaus! Aliás, nós atiramos calhaus e eles "generosamente" , Atiram-nos pedras... preciosas"

Escolha por escolha... sendo os portugueses tão corruptos como os "outros" é preferível as pedrinhas preciosas" . Não acha?
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De eheh a 14.10.2013 às 13:23

Tomaram eles ter lá uma corrupção e um roubo institucionalizado como nós temos cá. E, que se saiba, não há em Portugal nem jornais estatais (quais?) nem jornais privados cujas ofensas a Angola se comparem às do pasquim citado. Fim.

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