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O Jornal de Angola topou-nos. Percebeu que sob esta capa de mesquinhez, provincianismo, razoável queda para o chico-espertismo e mediana trafulhice, somos é realmente vulneráveis à pilhéria. Vai daí, decidiu que a verdadeira luta dos angolanos, muito para lá de nos ficarem com as empresas, deve centrar-se num combate palmo a palmo pelas audiências do Inimigo Público. Daí que, entre outros bonecos com lugar na história que ali vão sendo publicados, esta tirinha de há dias constitua um marco inesquecível nessa batalha sem quartel para derrotar a nossa auto-estima à gargalhada. Tem um piadão esta bicada relativa ao papel dos velhos na nossa economia. Sobretudo se tivermos em conta que a graçola, o sarcasmo, a notinha de superioridade moral, vem de um órgão de comunicação conluiado com uma oligarquia política que conduz há dezenas de anos um país onde a esperança de vida à nasença (51,5) é das mais baixas do mundo  (inferior mesmo à do Níger, último classificado no ìndice de Desenolvimento Humano da ONU de 2012). Com tanta veia humorística é até surpreendente que esse baluarte do jornalismo livre e independente não tenha ainda feito uma graça que ponha em evidência que, sob a notável liderança de José Eduardo dos Santos, o país poucas preocupações terá com pensões de reforma. Aliás, é até muito pouco provável que nas próximas décadas existam velhos em Angola.


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De Fernando Gomes a 13.10.2013 às 18:06

As nossas ex-colónias têm índices maus.

O Brasil - que nunca teve uma guerra como Angola teve, internacionalizada em parte por culpa de Portugal - é um dos países mais analfabetos do mundo com milhões de famintos (tem-se falado pouco da fome no Brasil, mas elas está lá "Apesar dos grandes avanços econômicos, sociais, tecnológicos, a falta de comida para milhares de pessoas no Brasil continua. Esse processo é resultado da desigualdade de renda, a falta de dinheiro faz com que cerca de 32 milhões de pessoas passem fome, mais 65 milhões de pessoas que não ingerem a quantidade mínima diária de calorias, ou seja, se alimentam de forma precária."
No entanto, aqui ninguém fala nisso, na fome no Brasil, parece que não é politicamente correcto, nem um assunto giro.
O Brasil tem 75% de analfabetos e 38 dos alunos das faculdades são analfabetos funcionais. Também não se fala.
Os lula, ou lulos - para agradar à presidenta dilma - , pai e filho, estão, segundo a Forbes, entre os homens mais ricos do país, sem que haja QUALQUER explicação plausível para o facto, o que não impediu que tivesse sido feito doutor honoris causa em Direito... pela universidade de Coimbra, o lula, que se gabava de nunca ter lido um livro.
O Brasil é um dos países com mais corrupção no mundo.
O Brasil tem estado a ferro e fogo e há milhares de desalojados para se construirem estádios e outros cenários de felicidade.
O Brasil é um país racista - como ainda agora foi referido na feira de Frankfurt...*
No Brasil há uma má vontade contra tudo o que é português - como testemunhava alguém tão insuspeito quanto Jorge de Sena em carta privada a Sophia de Mello Breyner (o acordo ortográfico de 1945 - que unificava mesmo a ortografia a 99%, foi rejeitado unicamente por ser "lusitanizante" - entrevista de Houaiss de 11 de Maio de 1986, ao Folha de S. Paulo - e agora querem-nos impor o seu crioulo, com a ajuda da muita criadagem e irmandades daqui.

Os Angolanos, muitos deles nascidos portugueses, visitam Portugal, estudam em Portugal (ao contrários dos brasileiros, a quem o governo brasileiro cortou da lista de países subsidiáveis) fazem de Portugal o seu contacto com a Europa.

Nada das desgraças e vergonhas brasileiras parece incomodar os portugueses que, estranhamente, se incomodam tanto com Angola, com Angola tem uma genuina preocupação com a educação (o Jornal de Angola deve ser o jornal mais bem escrito em Língua Portuguesa).

Mas a Angola tudo é censurado e ao Brasil tudo parece ser permitido....
A gente sabe que o Brasil é um país altamente corrupto, com uma maçonaria forte e bem implantada em tudo o que é poder - veja-se Sarney -, maçonaria que ainda não se implantou o suficiente em Angola, e que por aqui, uma consciência é barata, mas mesmo assim conviria haver um bocadinho - apenas um bocadinho - de decência e comedimento quando se fala de Angola - e se esquece o descalabro brasileiro.

* A ministra suplicy afirmou que o critério não foi o étnico. Sim, claro. O que é estranho é que, em 70 pessoas escolhidas por mérito literário tenha havido apenas um negro... Será que os negros escrevem mal? No país de Machado de Assis, o “supreme black literary artist to date” segundo Harold Bloom?


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