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A TSU da viuvez

por Pedro Correia, em 08.10.13

Chamo a isto um editorial perfeito. Este, sobre o anunciado corte das pensões de viuvez e orfandade. De Eduardo Oliveira e Silva, na edição de hoje do jornal i.

Para todos os membros da maioria governamental, no Executivo e no Parlamento, lerem e meditarem.

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17 comentários

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De Ferrugem a 08.10.2013 às 14:41

Permito-me acrescentar um pormenor sobre este assunto que, se foi referido, não dei por isso:

Como há dificuldades de financiamento da SS e tem sido preciso cortar aqui e ali, como explicar que não tenham o governo e os serviços e os assessores e os técnicos (e etc.) dado DURANTE DOIS ANOS pelo facto, referido pelo novel vice-primeiro, de haver quem embolse 4 mil euros de pensão própria mais 4 mil de pensão de sobrevivência?!
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De fatima a 09.10.2013 às 10:57

Adivinhou-me os pensamentos!!! Chamar "pensão de sobrevivência" a situações destas é uma afronta!... Destas e muitas mais.

Muito bem observado o texto, Pedro.
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De Pedro Correia a 10.10.2013 às 22:26

Como sobreviver a esta pensão de "sobrevivência", Fátima?
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De Teresa Ribeiro a 08.10.2013 às 14:48

Claro como água. E destaque bem merecido.
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De Pedro Correia a 08.10.2013 às 15:16

Excelente editorial. Claro, construtivo, frontal, sereno, bem informado, sem demagogia. Características que raramente se conjugam em textos deste género nos dias que vão correndo.
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De Anónimo a 08.10.2013 às 15:25

Pedir que eles meditem é algo muito pesado.
Não sei se temos a noção do que nos (des)governa. O que temos à nossa frente e chamamos de "governo" não passam de pessoas manipuladas e manietadas por marialvas que os coçam e cospem para o chão. É a única imagem que me ocorre para descrever o carácter daqueles que controlam estes individuos e a nós mesmos.

Meus senhores, se tiverem um pouco de respeito por vós mesmos, parem. Mas parem mesmo de fingir que fazem coisas. Vão para casa! Vocês aumentam a miséria e pretendem cobrir essa mesma miséria que criam fazendo outros miseráveis. É a pescadinha com o rabo na boca que não são capaz de entender.

Portas cometeu um grave erro, o de não ter sido consequente com a decisão que tomou quando apresentou a demissão. Também tenho pena de outros que se encontram no governo (em particular da ministra da justiça e do ministro da saúde). Pedro Mota Soares até pode ser bom rapaz, mas isso não é suficiente para estas lides. Poiares Maduro não deixa de mostrar um discurso conciliatório, mas só o seria mesmo (conciliador) se estivesse fora do governo.
Passos Coelho, desde a tomada de posse, mostrou ao que vinha, isto é, nem ele sabe ao que vem.
Eu tento dizer algo para os ajudar, e só me ocorre o seguinte (no que respeita à atitude para com os agiotas internos e externos): Se nos oferecem a morte a única coisa a fazer é morrer com dignidade, mostrando-lhes que a nossa morte os tornará muito infelizes.
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De Ana a 09.10.2013 às 00:56

"Portas cometeu um grave erro, o de não ter sido consequente com a decisão que tomou quando apresentou a demissão. Também tenho pena de outros que se encontram no governo (em particular da ministra da justiça e do ministro da saúde). Pedro Mota Soares até pode ser bom rapaz, mas isso não é suficiente para estas lides. Poiares Maduro não deixa de mostrar um discurso conciliatório, mas só o seria mesmo (conciliador) se estivesse fora do governo."
Nenhum deles merece a mínima consideração. Ninguém é obrigado a ir contra os seus princípios e se eles vão é porque não os têm, caso contrário demitiam-se, é tão simples quanto isto. Temos pessoas no governo sem escrúpulos, sem dignidade e desprovidos de sentimentos............
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De Anónimo a 09.10.2013 às 16:28

Minha cara Ana,

para além deste primeiro comentário produzi outros tantos no comentário do outro anónimo ali em baixo. Se quiser, após publicação do último que acabei de fazer, dê uma olhadela ao que refiro.
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De Passante a 08.10.2013 às 17:04

Estão tão dessintonizados da realidade e tão aflitos que já não pensam, já não governam, estão sem agulha e sem rumo, estão teimosamente apostados no nosso desnorte.
Parece impossível ou brincadeira, mas a verdade, começamos agora a constatar, é que chegámos aqui muito mais por culpa do governo Coelho do que do governo Sócrates.
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De Anónimo a 08.10.2013 às 18:06

Na verdade, estamos perante uma congregação de cachopos com um brinquedo novo nas mãos. Enquanto não o abrirem, esventrarem, partirem em pedacinhos para ver como funciona, não descansam. Isso, aliado à sede de "pote" (para usar os termos que eles mesmos cunharam) resulta nesta podridão em que somos forçados a viver dia-a-dia.
Já ouvi muito boa gente por aí questionar-se "mas quem é esta gente? Não tem pais, avós, ninguém que seja afectado pelas suas medidas?". A minha resposta a isso é simples - tem, claro que tem. Mas todos esses familiares estão salvaguardados, quer seja pelos elevados rendimentos que alguns já auferem, quer seja pelos elevados rendimentos que os próprios "cachopos" vão garantindo a cada dia que passa a servirem interesses cada vez menos disfarçados. Daqui a alguns anos, veremos por quais "Conselhos de Administração" andam estes meninos.
E não, não escapa nenhum. Maduro, conciliatório? Deixem-me rir! Para lá do ar estudado para parecer "blasé" ali não há nada mais. Apenas mais uma criançola que não sabe nada sobre regras de funcionamento democrático. Ministra da Justiça? Aquela que enche o peito para dizer que faz uma reforma estrutural por semana? Ou aquela que, sem qualquer noção do sentido de Estado exigido pelo cargo que ocupa, solta comentários pouco claros quando questionada sobre buscas policiais que envolvem membros do PS? Ministro da Saúde? Aquele que por estes dias sopra para a comunicação social que se pouparam 5 milhões usando tinteiros de marca branca, mas nenhum jornalista (ainda existem?) se deu ao trabalho de ir verificar se assim foi, se os serviços não passaram, pura e simplesmente, a não ter tinteiros para usar?

Lamento, mentes caridosas ou iludidas que por aí ainda se vão ouvindo, desta gente não escapa nenhum. Conseguem a inacreditável proeza de, a cada vez que abrem a boca, fazerem Santana Lopes parecer um estadista!
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De Anónimo a 08.10.2013 às 18:08

E já me esquecia de Mota Soares... O menino que não consegue cancelar um leasing de viaturas de luxo? Coitadinho, tão bom rapaz que ele é... Se há coisa que ele é, é mesmo para estas lides!
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De Anónimo a 08.10.2013 às 20:57

Meu caro anónimo,

Eu sou o anónimo ali de cima. Quando quiser comentar meu comentário chegue-se à frente. É sempre bem-vindo. Olhe que o tango dança-se a dois; e eu não me importo de dar um pézinho consigo. Eu não fiz um comentário para enxovalhar, pretendi antes realçar alguns aspectos a quem ainda não é capaz de se avaliar e de avaliar o que rodeia. O conforto dos corredores do poder, que é suportado pelos miseráveis que eles mesmo criam, e as tapeçarias com alguns motivos de caça que por ali possa existir nada mais revelam que a caça poderá ser eles, de duas formas: dos agiotas, com um outro sentido, e talvez futuramente os desesperados a quem alguns deles andam a despertar ódios.
É necessário acabar com as atitudes de governança criminosa para se evitar um banho de sangue. Parece-me que eles não acreditam que o diabo está atrás da porta. E também parece-me que eles não sabem que os povos quando chegados a determinada situação o recurso ao confronto é sempre o que repõe a ordem, mas deixa primeiro um rasto de destruição.
Sim, os cachopos não entendem muito bem isto, mas há por lá gente adulta que é capaz de os chamar à razão.
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De Anónimo a 09.10.2013 às 11:26

Caro "homónimo",

Não se amofine, não quis responder directamente ao seu comentário precisamente para não deixar a ideia de contraponto ou confronto com a sua opinião, visto que não era isso que pretendia fazer.
Simplesmente o seu comentário parece-me provir daqueles que ainda tentam manter alguma boa-vontade para com esta pandilha. Outras versões dessa boa-vontade são aqueles que dizem que o problema do governo é a comunicação das medidas ou a sua incompetência.
Não consigo concordar. Estamos perante um governo que se alçou ao poder com base numa campanha mentirosa, com objectivos que, em alguns casos conseguimos vislumbrar, noutros apenas viremos a ter a informação adequada daqui a alguns anos - repito, veremos em que Conselhos de Administração andarão daqui por uns tempos. Um bando de miúdos que desprezam o funcionamento democrático de uma sociedade e têm apenas um objectivo, fazer-nos voltar a um tempo que eles, então crianças, cresceram a ouvir dizer que era muito melhor, mais ordeiro, com respeitinho que é muito bonito e onde "não havia desemprego" nem outras sem-vergonhices que por aí pululam. Um tempo em que, invertebrados como são, teriam tido imenso sucesso pessoal e profissional. Eventualmente, denunciando os seus próprios familiares de comportamentos menos próprios (aliás, seguindo apenas o exemplo do "mais alto magistrado da Nação").
Os adultos, para usar a sua expressão, que por lá andam, se não estivessem comprometidos com esta forma de fazer política, já teriam saído, pois são precisamente eles que ainda vão emprestando uma espécie de respeitabilidade à quadrilha.
Repito, esta quadrilha conseguiu aquilo que para mim era impensável, fazer Santana Lopes parecer um estadista responsável.
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De Anónimo a 09.10.2013 às 16:21

Meu caro "homónimo",

Primeiro quero apresntar-lhe desculpas por ter interpretado erradamente seu comentário. E acrescento algo mais ao meu: A única virtude que eu vi, e vejo, na eleição deste (des)governo foi o facto de ter deitado abaixo outro de igual cariz: o de Sócrates/Teixeira dos Santos e etc. e tal.

Na realidade considero que a Paula Teixeira e o ministro da Saúde são pessoas competentes e desfazadas do contexto geral governativo. Não obstante este último facto, e não concordando em tudo com estas duas personagens políticas, louvo-lhes o que de bem têm feito e o que procuram fazer.
Paulo Portas, em quem nunca votei e não votarei, e o seu partido, já o disse aqui num post, parecem-se com a igreja tradicional, à qual pertenço mas pelas razões que considero como substantivas. E esta parecença diz respeito ao seguinte: eles são demasiado catonianos e legalistas, tão cegos quanto a cegueira das leis, e muito pouco proféticos (visionários), tal como a tradicional igreja católica cuja ala, segundo esta imagem, rejeito em absoluto. E sempre disse que o maior perigo que poderia vir para o Ocidente partiria de alguns fundamentalistas cristãos: Merkel, uma espécie de recém convertida, num outro braço do "cristianismo", é um exemplo típico (sem esquecer o que fez o perigosíssimo Bush filho). Isto não significa que não haja perigos vindos dos agnósticos, ateus e qualquer "coisita" mais.

Mota Soares, à semelhança de tantos outros, tem revelado ser um estagiário cujos erros são suportados por todos nós. No entanto, apesar da minha rejeição, procuro ver neles potencialidades de conversão, isto é, mudança de sentido.
Sobre Passos Coelho não é necessário acrescentar mais ao que disse.
Neste sentido, a minha boa vontade para com este (des)governo deve ser interpretada segundo a afirmação que produzi, isto é: "Vão para casa!".

Todavia, há outras questões que aborda em seu comentário que merecem uma reflexão. Mas a razão é a seguinte: durante séculos este país foi amofinado e espartilhado por meia dúzia de famílias que sempre viveram de negociatas com o estado e à sombra do estado (de todos) - situação que se manteve pós 25 de Abril -, e outras tantas que viveram de migalhas proporcionadas por esses e também por um estado a quem convinha ter clientelas acomodadas, pouco pensantes e de joelhos, situação que também se verifica actualmente com expressão nas corporações de vários sectores e que pretenderam, e pretendem, dar um ar de muito importantes, acima de tudo e de todos.
Por isto mesmo impõe-se uma mudança nas nossas exigências face à justiça, saúde, educação e tantas outras mais, mas também uma atitude contra a manipulação de órgãos do estado e das leis do estado em benefício de alguns. Aqui chegados é necessário compreender que temos que combater não só o neo-fascismo como também o neo-estalinismo (ambos são uma amálgama não só nas estruturas nacionais mas também nas estruturas europeias e internacionais).
Significa isto que Portugal necessita de uma classe média adulta, independente, iluminada e com capacidade de se mobilizar para combater a tradição e o que se afigura aos olhos do mundo como um rumo criminoso a que é necessário dizer Basta!
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De Sérgio de Almeida Correia a 11.10.2013 às 03:51

Eles não lêem, Pedro, nem meditam. Não te equivoques.
Isso são coisas que dão muito trabalho a quem veio dos aviários das "jotas" para viver da política à custa dos nossos impostos.
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De Pedro Correia a 11.10.2013 às 13:27

Caro Sérgio: votos das maiores felicidades na tua nova etapa pessoal e profissional. Dá abraços meus aí à gente amiga.
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De Sérgio de Almeida Correia a 12.10.2013 às 08:31

Caro Pedro,

Agradeço os teus votos, que sei sinceros e generosos, e transmitirei com toda a certeza o que me pedes.
Fico à espera da tua visita (e já agora da dos demais companheiros do Delito).
Em breve chegará um novo blogue.
Um abraço.

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