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Livros que deixei a meio (10)

por Pedro Correia, em 28.09.13

 

A MORTE É UM ACTO SOLITÁRIO

de Ray Bradbury

 

Sou um leitor antigo e fervoroso de romances policiais. Tudo começou ao descobrir na biblioteca dos meus pais uns títulos que nada tinham a ver com os restantes: falavam de cadáveres desaparecidos, de vinganças implacáveis, do intolerável prazer de matar. Eram livros da Colecção Vampiro, como cedo vim a saber. Não tardei a frequentá-los com regularidade.

Ainda me lembro do primeiro que li, teria talvez uns dez anos: chamava-se O Detective Imperfeito, de Rex Stout. Não com o célebre Nero Wolfe, o mais sedentário investigador de crimes de que há memória, mas com um tal Tecumseh Fox, que nunca mais voltei a encontrar em nenhuma outra obra mas cujo peculiar nome nunca mais esqueci.

 

Devorei toda a literatura do género que me veio parar às mãos. Começando por Maurice Leblanc e o seu inapagável herói Arsène Lupin, por influência da série francesa então exibida na RTP: cheguei a ter a colecção quase completa destes livros lançados pela Editorial Notícias. Com títulos tão arrepiantes como O Mistério da Agulha Oca, Os Dentes do Tigre e A Ilha dos Trinta Ataúdes. (Onde estará hoje essa colecção? Não faço a menor ideia.)

Seguiram-se muitos outros autores, muitos outros títulos. Desde logo Agatha Christie, a Rainha do Crime. Todo o Conan Doyle, com e sem Sherlock Holmes. Quase todo o Simenon. Muito Erle Stanley Gardner -- com a infalível dupla Perry Mason-Della Street --, incluindo as obras escritas com o seu pseudónimo A. A. Fair.

Depois recuei aos primórdios, a Edgar Allan Poe, considerado o fundador do género. Li outros patriarcas do policial: G. K. Chesterton, Edgar Wallace, E. Phillips Oppenheim, S. S. Van Dine, John Dickson Carr. Actualizei-me com as novelas de Lionel White, Fredric Brown, Mickey Spillane, James Hadley Chase, Elmore Leonard e James Ellroy -- expoentes daquela escola de detectives a que os norte-americanos se habituaram a chamar hard-boiled, usando em regra a primeira pessoa do singular na boca do protagonista-narrador e adoptando uma atitude de generalizado cinismo perante a sociedade e os homens.

 

De vez em quando descobria uma obra-prima do género, como Disparem sobre o Pianista, de David Goodis, que esteve na origem da película homónima de François Truffaut, um excelente film noir que foi a segunda longa-metragem rodada pelo realizador francês, com um surpreendente Charles Aznavour no principal papel.

Li o britânico Nicolas Freeling. E o canadiano Ross Macdonald. E o suíço Friedrich Dürrenmatt. E o catalão Manuel Vásquez Montalbán, genial criador do detective Carvalho. E Ruth Rendell, legítima herdeira de Agatha Christie. Derivei para os romances de espionagem, deslumbrando-me com John Le Carré e decepcionando-me com Ian Fleming. Também fiquei decepcionado com Leslie Charteris, o criador do Santo. Nunca me converti a certos autores. Ellery Queen, por exemplo. Ou Peter Cheyney. E Dashiell Hammett sempre me deixou indiferente.

Li também os portugueses, quase todos com pseudónimo. Dennis McShade (Dinis Machado), Dick Haskins (António de Andrade Albuquerque), Artur Cortez (Modesto Navarro). Mais tarde, Francisco José Viegas -- em nome próprio -- com o seu inspector Jaime Ramos, homónimo do maior caceteiro do PSD Madeira, braço direito de Alberto João Jardim.

Regressei ciclicamente às origens. A Rex Stout, Agatha Christie, Simenon. Apaixonei-me pelas obras de Raymond Chandler -- e só lamentei que não tivesse sido um escritor mais prolífico: Philip Marlowe é uma das maiores criações literárias norte-americanas da primeira metade do século XX. Tendo apenas equivalente em Lew Archer, o detective saído da inspiração de Ross Macdonald (e que viria a ser interpretado no cinema por Paul Newman, réplica dos anos 60 e 70 ao Marlowe interpretado por Humphrey Bogart na década de 40). 

 

Andava eu no auge da minha paixão pelos policiais, em meados dos anos 80, quando se tornou notícia com impacto mundial a conversão ao género de um dos autores mais emblemáticos da ficção científica: Ray Bradbury (1920-2012) A notícia justificava-se por serem dois géneros praticamente estanques, representados durante décadas em Portugal pelas colecções Vampiro e Argonauta, ambas com público muito fiel. Geralmente quem lia uma não lia a outra. Nem vale a pena dizer qual era a minha facção.

Mas eis que Bradbury, autor das Crónicas Marcianas, cometia a heresia de trocar a ficção científica, que lhe dera fama e proveito, pelo policial após vários anos de aparente inactividade. E com um título de estreia que me pareceu excelente: A Morte é um Acto Solitário (Death is a Lonely Business), lançado entre nós em 1987.

Não tardei a comprar o livrinho de capa preta, da Biblioteca de Bolso Dom Quixote. E lancei-me à leitura.

Primeira decepção: um corpo de letra demasiado reduzido. Sempre achei uma falta de consideração pelos leitores editarem-se livros nada recomendáveis a quem possua o mais leve indício de miopia ou tenha já a vista irremediavelmente fatigada.

Mas insisti, ainda embalado pela beleza do título. Recordo-me bem das páginas iniciais, que nos transportavam à praia de Venice, na Califórnia. Numa noite carregada de maus presságios.

Prometia, mas tardou em cumprir. Virava as páginas, o enredo adensava-se de tal forma que se tornava um quebra-cabeças para o leitor. Voltei atrás, recomecei, insisti. Em vão. Para cúmulo, a letra parecia-me cada vez mais pequena -- à dimensão do fio da história.

Parei a meio. Ou antes disso.

Não foi preciso contratar nenhum detective para chegar a esta conclusão: a estreia de Bradbury no policial não passava afinal de um pastiche mal sucedido de Chandler. E eu sempre preferi os originais às cópias, seja em que género for.

 

Hoje, já há muito extintos os ecos entusiásticos da imprensa sobre Death is a Lonely Business, Bradbury é recordado por ter sido um grande autor de ficção científica. Voltou tudo ao seu lugar: uma espécie de tardia vingança da colecção Argonauta contra a Vampiro.


18 comentários

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De sammyopaquete a 28.09.2013 às 14:18

Não é difícil concordar com a sua interpretação mas guardo a ideia, mesmo tendo em conta que a solidão é um tema recorrente da literatura, algo já muito visto mas nunca esgotado, que o livro tem aspectos interessantes a começar pela manta de retalhos em que se transforma e obrigou a curiosos exercícios.
Acima de tudo tem um dos começos mais espantosos e gratificantes que conheço. E são muitos e variados os começos de livros que guardo.
Só esse começo vale os 450 escudos que o livro, na altura, custava:

«Veneza, na Califórnia, tinha nos velhos tempos, muito que a pudesse recomendar a quem gostasse de estar triste. Era o nevoeiro quase todas as noites, e era, ao longo da costa, o gemer das máquinas nos poços de petróleo, e o bater da água suja nos canais, e o zumbir da areia a roçar as vidraças, quando o vento assobiava à volta das praças e ao longo das ruas desertas.
Era no tempo em que o pontão de Veneza, a cair aos bocados, morria no mar. E podia ver-se então essa gigantesca ossada de dinossauro, a montanha-russa, a coberto ou a descoberto, com o vaivém das marés.»
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De Pedro Correia a 28.09.2013 às 15:33

Tem razão, Sammy. O início do livro, como bem refere, é deslumbrante. De tal modo que não o esqueci, mesmo tendo decorrido um quarto de século.
O meu problema com este 'policial', embora não o refira no texto, decorreu de algo muito frequente em todos os domínios, muito para além da literatura: o do confronto entre perspectivas e realidades. Tinha expectativas demasiado elevadas para a realidade que me foi surgindo, página após página. A decepção ocorreu sobretudo devido a isso.
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De Anónimo a 28.09.2013 às 15:16

Pedro, até fiquei sem fôlego com tanto nome!
Apenas li muita Agatha e Doyle (alguns deram bons filmes e séries), algum Poe, Simenon, Fleming e Le Carré.
Do Bradbury não li nada.
Gostava muito do Frederick Forsyth, ainda tenho o "The Day of the Jackal" e o "The Odessa File", que deu um filme com o Jon Voight.
A letrinha miúda é a principal responsável por eu ter deixado alguns livros a meio, e até condiciona as minhas actuais compras...
Antonieta
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De Pedro Correia a 28.09.2013 às 15:38

Sempre detestei letra com o corpo demasiado reduzido, em livros ou revistas ou jornais. E julgo até que esse é um factor decisivo para uma determinada publicação vingar ou não junto do público. Sempre critiquei, por exemplo, os jornais que alteram a linha gráfica reduzindo o corpo da letra para aumentar a dimensão dos textos. É um erro que se paga caro.
No caso do livro que menciono nem havia necessidade, pois não se trata de uma obra demasiado extensa - longe disso. Foi um disparate editorial da D. Quixote que deve servir de aviso a outras editoras.
Ray Bradbury é um autor de que muito gosto, para além das eternas discussões sobre géneros literários. Autor de um dos romances de que mais gostei de ler até hoje: 'Fahrenheit 451'. Um caso claro em que o livro é melhor do que o filme, embora a película fosse realizada por François Truffaut e protagonizada por Julie Christie, 'belle toujours'.
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De Anónimo a 28.09.2013 às 15:57

Eu vi o filme mas nunca li o livro.
Tal como "A Relíquia Macabra" do Dashiell Hammett, nunca li o livro e tenho o filme do John Huston cá em casa.
E a Julie 'Lara' Christie será sempre uma "Belle Toujours".
:-) Antonieta
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De Pedro Correia a 28.09.2013 às 16:17

No caso da 'Relíquia Macabra' sucede exactamente ao contrário do que em 'Fahrenheit 451': o filme é claramente superior ao livro.
Um dia destes isto vai dar-me motivo para uma nova série no DELITO.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 28.09.2013 às 16:08

O meu Pai era um leitor entusiasmado da colecção Vampiro. Nos idos do 50s quando aprendi a ler, foi, juntamente com o Cavaleiro Andante e as fabulosas edições para jovens de Adolfo Simões Muller, com a colecção Vampiro que adquiri hábitos de leitura antes dos dez anos. É claro que anos mais tarde quando reli os livros da Vampiro que o meu Pai guardava religiosamente, achei muito mais piada àquelas fantásticas histórias policiais. Parece mentira, mas Rex Stout, Agatha Christie, George Simenon ou Raymond Chandler, fazem parte do meu imaginário infantil.
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De Pedro Correia a 28.09.2013 às 16:20

Direi o mesmo quanto à colecção. Ainda por cima foi servida por excelentes artistas plásticos que conceberam capas inesquecíveis, nomeadamente Cândido da Costa Pinto e Lima de Freitas. E também teve óptimos tradutores a quem faço questão de prestar a minha homenagem, com destaque para Fernanda Pinto Rodrigues. Mário-Henrique Leiria, que viria a celebrizar-se como escritor, foi outro dos tradutores de grande mérito da Vampiro.
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De Carlos Faria a 28.09.2013 às 18:18

Não vou falar da obra que deixou a meio pois não a conheço... mas despertou-me saudades dos policiais que fizeram a minha transição da literatura mais juvenil para adulta, precisamente com Rex Stout, Agatha Christie, Erle Stanley Gardner, George Simenon da coleção vampiro... os livros que infelizmente desapareceram totalmente das minhas estantes com o tempo e o sismo durante as minhas deslocações de estudante, primeiro e segundo emprego e reconstrução da casa...
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De Pedro Correia a 29.09.2013 às 00:56

Lamento essa perda, caro Carlos. Porque os livros são uma companhia preciosa e de algum modo testemunham o nosso próprio amadurecimento. Mas, nesse caso da Vampiro, é sempre possível recuperá-los - no todo ou em parte.
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De Octávio dos Santos a 29.09.2013 às 21:13

Este li até ao fim, tal como outro que o Pedro já referiu que também não acabou: «A Náusea», de Jean Paul Sartre. Aliás, que me lembre, creio que só desisti de dois livros até hoje: «Ilíada», de Homero, e «Ben-Hur», de Lewis Wallace - mas faço questão de retomar pelo menos o primeiro destes, num futuro que espero não longínquo...
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De Pedro Correia a 29.09.2013 às 22:17

Grato, Octávio. Acaba de me lembrar um outro livro sobre o qual também poderei escrever no âmbito desta série: 'Ben-Hur'. Também não consegui chegar ao fim.
(É um daqueles casos em que me fiquei pelo filme...)
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De João Paulo Palha a 30.09.2013 às 20:34


Caro Pedro
Também eu sou um devoto da literatura policial - não só da literatura, mas mais do universo do livro policial em geral, mesmo de tantos e tantos livros que nunca teríamos o desplante de considerar como obras literárias - e espero que, neste ou noutro contexto, venhamos a ter tempo e espaço para discutir o assunto com a atenção e o fervor que ele merece.De qualquer maneira e fazendo um esforço por esquecer, momentaneamente, as muitas pistas que o seu texto apresenta, permito-me, pelo menos, referir, entre os clássicos, cinco nomes que não menciona e que me causam sempre uma agradecida emoção:

-Émile Gaboriau, escritor francês de meados do século XIX, considerado por muitos como o pai do romance policial, tido como o inspirador de Arthur Conan Doyle e de Maurice Leblanc e dos seus, respectivamente, Sherlock Holmes e Arsène Lupin, criador da figura de Monsieur Lecoq, autor de quem me lembro, em especial, de L'Affaire Lerouge, de Le Crime d'Orcival e de Le Dossier nº113;

-Nicholas Blake, pseudónimo do consagrado poeta irlandês Cecil Day-Lewis, professor em Oxford e Harvard, activista político e, já agora, pai do actor Daniel Day-Lewis, criador do detective Nigel Strangeways e autor do que é, para mim, um dos melhores romances policiais de sempre, The Beast Must Die - A Fera Tem de Morrer, na edição portuguesa da Colecção Vampiro. Este livro está na base do argumento do extraordinário filme de Claude Chabrol, Que La Bête Meure - Requiem Para Um Desconhecido - de 1969, com Jean Yanne, Caroline Cellier e Michel Duchaussoy.

-Eric Ambler, escritor inglês cuja vida passou por quase todo o século XX, conjugou o romance de espionagem com o romance negro e deixou-nos também, em minha opinião, um dos melhores exemplos do género, sem cair na facilidade de ultrapassar os seus limites (estou-me a referir aos limites do género, cujo esquecimento, tão frequente em alguns autores, muito ajuda a sua produção literária),The Mask of Dimitrios - A Máscara de Dimitrios, na edição portuguesa da Editorial Século, a cuja belíssima colecção Mistério e Acção o policial, em Portugal, muito deve igualmente.

- Frank Gruber, fertilíssimo escritor americano, também conhecido pelos seus westerns, teve, quanto a mim, uma produção muito, mas mesmo muito, irregular,tendo publicado dezenas de livros de baixa qualidade. A série de aventuras dos seus heróis Johnny Fletcher e Sam Cragg faz-me, no entanto, perdoar-lhe quase tudo. São histórias hilariantes,passadas em ambientes que podemos descrever como pertencentes a uma América profunda, mesmo, paradoxalmente, quando têm lugar em Nova Iorque ou Chicago, histórias em que os ambientes mais modestos, os hábitos e valores da gente humilde do campo e dos meios operários são descritos com impiedosa precisão e os costumes urbanos são violentos e pouco sofisticados.São livros policiais excelentes, que, em português, encontramos, principalmente, na colecção Vampiro e de que, assim de repente, destaco Ossos do Ofício, A Raposa Que Ri e O Relógio Falante.

-Ed Mc Bain, um dos vários pseudónimos de um escritor americano, também conhecido pela sua obra, produzida sob o nome Evan Hunter, Sementes de Violência na edição portuguesa que conheço, da colecção de bolso da Europa-América. Este livro foi adaptado ao cinema, com o título The Blackboard Jungle, de Richard Brooks, com Glenn Ford e Sidney Poitier. Como escritor do género policial, ficou justamente famosa a sua extensa série sobre o dia a dia de uma esquadra de polícia, a do Distrito 87, situada numa cidade imaginária que corresponde, quase exactamente, a Nova Iorque. A série é claramente uma antecessora, não sei se voluntariamente por parte desta, de Hill Street Blues, que, muitos anos depois, viria a ter grande êxito na televisão. Em Portugal, encontra-se basicamente publicada na colecção Enigma, da editora DH, que foi, ao que julgo saber, propriedade de Andrade Albuquerque, que refere no seu post e que obteve algum êxito com o pseudónimo Dick Haskins.

Um abraço e cordiais SL
João Paulo Palha


P.S. Quanto a A Morte É Um Acto Solitário, dou-lhe os meus parabéns por ter conseguido chegar a meio. Eu, já lá vão mais de vinte anos, lembro-me de ter achado aquilo de um insuportável e ridículo pretenciosismo e de o ter largado aí pela página 30.
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De Pedro Correia a 30.09.2013 às 22:41

Caro João Paulo:

Deu-me muito prazer a leitura deste seu comentário e ter verificado que temos mais esta sintonia: a paixão pelo universo 'policial' - com várias ramificações, como muito bem sublinha.

Conheço bem Ed McBain na pele do seu ortónimo: li há muitos anos vários livros dele, como 'Sementes de Violência' (sem esquecer o filme homónimo, de 1955) e 'Mães e Filhas'. Evan Hunter trabalhou também muito em Hollywood: foi argumentista de Hitchcock, por exemplo.
Também conheço bem Eric Ambler. Se não me engano é dele o romance que dá origem ao filme 'Os 39 Degraus', também de Hitchcock. E escreveu 'A Jornada do Medo', que originou um filme protagonizado (e co-realizado) por Orson Welles. Gruber - com livros como 'A Raposa que Ri' - também é um autor "muito cá de casa", como diria o saudoso João Bénard da Costa.

Houve em Portugal excelentes colecções de policiais. A Rififi, por exemplo. Ou a Colecção Xis, da Minerva (que também editou Gruber, e outro autor que não mencionei, Patrick Quentin). Não há, infelizmente, espaço para tudo. Embora nunca falte oportunidade para regressar a este tão interessante tema. Hei-de voltar a ele.

Gostei de saber outra sintonia: o meu caro não passou da página 30 do romance de Bradbury. Eu fui um pouco mais longe, mas desisti por esse mesmo motivo. Se há pecado intolerável na literatura policial é o pecado do pretensiosismo.

Um abraço amigo. E saudações leoninas.
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De João Paulo Palha a 30.09.2013 às 23:10

Caro Pedro
Secundo praticamente tudo o que diz, permitindo-me, no entanto, uma correcção relativa a um pormenor: o autor de Os 39 Degraus é John Buchan e não Eric Ambler e encontra-se publicado em Portugal na colecção Clube do Crime, da Europa-América. Evan Hunter, tanto quanto sei, foi o argumentista de Os Pássaros, de Hitchcock, e Patrick Quentin, que menciona, muito bem, a propósito da excelente colecção XIS, tinha a curiosidade de constituir o pseudónimo que encobria quatro diferentes autores. A existência de vários autores por detrás de um pseudónimo não constitui novidade - veja-se o caso de Ellery Queen, nome por que ficaram conhecidos os primos Frederic Dannay e Manfred B.Lee - mas quatro parece-me um pouco bizarro. Trata-se de autor que não conheço muito bem, embora tenha alguns livros seus cá por casa, pelo que não me julgo em condições de me pronunciar sobre ele.
SL
João Paulo
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De Pedro Correia a 02.10.2013 às 14:05

Sim, claro, John Buchan. Aliás o livro que deu origem ao filme é muito recomendável. Também gosto muito de 'Laura' (do livro de Vera Caspery e do filme de Otto Preminger).
O título correcto do livro de Eric Ambler a que aludo acima é 'Viagem para o Medo' (bom título!).
Pseudónimo a quatro também me parece bizarro. E mesmo a dois tenho sérias dúvidas: nunca fui muito fã do Ellery Queen.
Como bem se percebeu por esta troca de impressões, estamos perante um tema inesgotável. Um dia destes havemos de pensar em fundar um blogue só sobre policiais, com mais alguns compinchas. Era capaz de ter algum sucesso...

Um abraço. SL
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De João Paulo Palha a 03.10.2013 às 13:35

Parece-me uma óptima ideia.
Um abraço,
João Paulo
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De Pedro Correia a 12.10.2013 às 21:30

Havemos de pensar nisso. Á sobremesa do próximo jantar leonino.
Abraço.

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