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Saquem das camisolas de lã que afinal os cientistas estão todos errados e não há aquecimento global mas sim um arrefecimento global como prova o aumento do gelo do Ártico.

 

Certo? Bom, nem por isso. Vou tentar ser um pouco metódico e explicar algo que muitas vezes escapa no meio do ruído: as tendências climáticas não são feitas ano a ano. Especialmente por variarem com a estação, as comparações devem ser feitas ao longo de vários anos, preferencialmente décadas e idealmente séculos. É nessas escalas de tempo que os climatologistas se movem. Os meteorologistas (notaram a diferença nos termos?) podem falar em mudanças de climas em termos de horas, dias ou semanas, mas para os climatologistas, se a temperatura for de 35 graus hoje e 12 graus dentro de um ano, eles nem piscam os olhos. É como comparar a vida de um elefante com a de um mosquito.

 

Há no entanto mais questões a considerar. Parece que o aquecimento está a abrandar. Isso em si seria uma boa notícia. Repito para que fique claro: eu, que concordo com a existência de um aumento global das temperaturas no planeta e que concordo que tem origem antropogénica, ficaria muito feliz por estar errado. Eu e a esmagadora maioria dos cientistas que concordam com esta tese (e com muito melhores argumentos). Esses cientistas, na ausência de financiamento para estudar o aquecimento global, teriam financiamento para estudar outros fenómenos. O dinheiro não desaparece e ainda há muito para compreender no clima.

 

Ainda assim, vou abordar os pontos em questão. Primeiro ponto, o "aumento" do gelo no Ártico. Primeiro que nada, como se refere neste artigo, a "recuperação" do gelo é relativa. Há mais área gelada que no ano passado, mas ainda é muito pouco gelo. Por outro lado há a questão da espessura: sabemos que se houver menos área, teremos quase de certeza menos volume de gelo. Se a área aumentar, isso não significa que o gelo seja espesso, pelo que o volume total de gelo pode ser reduzido. Não há ainda evidências numa ou noutra direcção, mas serve para arrefecer ânimos (bad pun alert). Resumindo: há mais gelo que no ano passado mas ainda é muito pouco. Há mais área com gelo, mas não temos dados sobre o volume. Conclusão científica? Nenhuma: teremos que esperar mais uns anos.

 

Temos agora a questão do abrandamento do aquecimento. Os cientistas não sabem por que razão o aquecimento está a abrandar, mas isso não é o mesmo que dizer que não vão estudar as hipóteses que estão a formular. Os cientistas, por natureza, não dão opiniões profissionais sem terem uma boa noção daquilo que vão dizer. Nisto diferem dos opinadores profissionais e amadores, que dão opiniões opostas em dias consecutivos porque são pagos (ou não) para darem opiniões de forma interessante, não pela qualidade ou exactidão das mesmas. É por isso que os cientistas não se excitam quando começam a ver os sinais de aquecimento global (já têm décadas) e não se excitam quando este começa a abrandar. São apenas novos dados para tentar estudar o que se passa.

 

O que se poderá então estar a passar? Não sou climatologista, apenas um engenheiro químico, mas poderei avançar algumas hipóteses:

1. Ciclos solares: são ainda mal entendidos e o actual ciclo solar poderá corresponder a uma diminuição da energia que o Sol envia para a Terra. As temperaturas poderão descer. Isso poderá também significar que o efeito do CO2 antropogénico é menor que o previsto.

2. Oceanos: caso nos estejamos a esquecer, os oceanos cobrem cerca de 70% da superfície da Terra. Aliás o planeta poderia muito bem chamar-se "Água" (como refere Bill Bryson). Estes, especialmente devido às propriedades termodinâmicas da água (não vos vou aborrecer com isso) e à influência da vida, poderão estar a absorver o CO2 ou simplesmente a absorver o excesso de calor (são como um reservatório de frio, se quisermos). A sua influência não tinha sido correctamente descrita em modelos anteriores e por isso as previsões podem falhar.

3. Evaporação e degelo: mais uma vez devido à termodinâmica, quando uma substância derrete ou evapora, precisa de uma determinada quantidade de calor (pensem na acetona a arrefecer a mão enquanto evapora). Esta contribuição pode não ter sido levada em conta. Por outro lado, uma das consequências do aquecimento são as alterações climáticas, as quais podem estar a levar à presença de mais nuvens. Ainda que o vapor de água também tenha um forte efeito de estufa (é uma das teorias que explicam Vénus), o início poderá ser visto mais como um para-sol gigante que aumenta a área de sombra.

4. Partículas na atmosfera: os vulcões que entraram em erupção nos últimos anos enviaram partículas para a atmosfera que reflectem raios solares para o espaço. Por outro lado, as necessidades energéticas de algumas nações têm sido resolvidas com centrais termo-eléctricas, as quais poderão não ter filtros para captação de partículas resultantes da combustão. Apesar de enviarem muito CO2 para a atmosfera, estas centrais iriam no curto-prazo provocar poluição atmosférica que reduziria a temperatura (tal como nos anos 70-90, antes de se tomarem medidas contra essas partículas que, por exemplo, também provocavam chuvas ácidas).

5. Outros: como disse, não sou climatologista e não conheço os cenários todos. Gente muitíssimo mais capaz que eu poderá propor outras hipóteses, provavelmente mais realistas.

6. Os modelos estão errados e teremos vivido apenas um ciclo de aquecimento que nenhuma influência humana teve. Seria mau para a ciência, mas bom para a humanidade. Eu ficaria feliz por isso.

 

Haveria mais coisas sobre as quais eu poderia escrever, como a diferença entre temperaturas médias e temperaturas máximas ou mínimas, aquecimento global vs alterações climáticas, capacitância de um sistema, química da molécula de CO2, etc. Creio, no entanto, que já chateei o suficiente quem quer que tenha lido tudo. Fico-me por aqui. Deixo apenas o esclarecimento: quaisquer erros e barbaridades científicas que estejam aí para cima são da minha autoria. Nao levem as minhas opiniões como as da comunidade científica. Trata-se de gente geralmente respeitável e que dá o seu melhor sem excessivos preconceitos. Não merecerão ser colocados no mesmo cesto que eu.


14 comentários

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De Pedro Correia a 25.09.2013 às 19:03

Excelente texto, João. Deixas uma série de estimulantes pistas de reflexão. E, parecendo que não, vais ensinando alguma coisa a quem percebe destes assuntos muito menos que tu. Como é o meu caso.
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De João André a 26.09.2013 às 08:34

Obrigado Pedro. Para ensinar algo a uma pessoa que seja já compensa escrever o texto. Mas espero que isto essencialmente ajude as pessoas a ler outros textos sem reacções a quente.
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De lol a 03.10.2014 às 16:49

FARSAAAAAAAAAAAAAAA
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De jpt a 25.09.2013 às 19:48

Gostei do cesto. Obrigado (e também estou no "quem me dera que estejam errados". todos festejaríamos - se ainda estivéssemos/estivermos vivos no tempo em que isso fosse/será comprovado)
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De João André a 26.09.2013 às 08:32

Dependendo da nossa idade actual (e que a sorte o permita), poderemos já ter algusn sinais sobre o assunto. É "apenas" questão de vivermos mais um par de décadas e ver como as coisas de desenvolvem.
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De da Maia a 25.09.2013 às 20:24

Creio que fez um bom esforço para um assunto complexo, onde a modelação tem sido demasiado ambiciosa para ser levada a sério. Uma coisa é aprender a mexer cada peça, outra diferente é saber jogar xadrez, mesmo que se decorem umas aberturas empiricamente.

Essencialmente tratou-se de um assunto político mundial, onde há um senso comum óbvio - devemos ter cuidado com o excesso de poluição, e não apenas atmosférica.
Algo completamente diferente, e isso fez/faz parte de uma agenda política que mascarou factos científicos, será pensar que o aquecimento se deve apenas à poluição.
Falta aí na lista, o próprio ciclo terrestre, que tem a ver com oscilações de órbita, por exemplo do eixo de rotação. São conhecidos ciclos de centenas de anos (aprox. 500 anos), que nos atiraram para uma pequena "idade do gelo" desde o Séc. XVII, saindo de um "pequeno verão" do fim da Idade Média.

O século XIX, início da poluição industrial massiva, foi dos séculos mais frios de que há registo, os gelos chegaram a ligar o estreito de Bering, havendo até notícias de exploradores que se propuseram a passar a cavalo.
As Passagens Noroeste e Nordeste foram classificadas como impossíveis de travessia por causa do gelo compacto. Amundsen apenas passou no Séc. XX com quebra-gelos.
No entanto, desde Melgueiro, a muitos outros exploradores portugueses anteriores, essas passagens foram feitas no período quente em que havia maior degelo. O gelo depois impediu a passagem e os registos foram ignorados, também por outras razões de encobrimento estratégico.
Tirando o caso de Veneza, que se está a afundar no pântano veneziano, a maioria das cidades históricas afastou-se significativamente da costa.
Em Portugal, basta ver o caso de Alfeizerão ou Atouguia da Baleia, que chegaram a ser grandes portos. Do lado oposto, não há nenhuma cidade histórica que tenha sido ameaçada por avanço águas, os centros são interiores, e a zona portuária foi-se afastando na maioria dos casos (ex: Roma, Atenas).

Houve um recuo de águas, não apenas por mão humana, e o caso holandês, de ganhar terrenos, não teria sido possível sem esse arrefecimento.
É claro que agora, seria natural o aquecimento... e toda a falta de planeamento que levou à construção no limite costeiro corre risco. Há assim uma certa vontade de manter a Terra nessa pequena idade do gelo, de que deveria sair agora naturalmente, mesmo sem poluição...

Portanto, houve conveniência de muitos actores em misturar ciência com política, para prejuízo da clareza do problema. Esse tipo de ilusões informativas pode fazer ganhar algum tempo, mas fica aprazado.
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De João André a 26.09.2013 às 09:16

Tem toda a razão, deixei os ciclos de Milancovitch (ou Milanković) fora da equação. Fi-lo por duas razões: 1) não parece (tanto quanto sei) que haja evidência de influência das variações na órbita ou inclinação da Terra no aquecimento actual; 2) geralmente são ciclos que se reflectem em variações de clima ao longo de vários séculos ou milénios. Claro que há ainda muito que não sabemos (a iliteracia científica leva o público frequentemente a culpar os cientistas por não saberem tudo na perfeição), mas parece-me que os ciclos serão menos "culpados" que outros efeitos.

A "pequena Idade do Gelo" dos séculos XIV a XIX é de facto importante de realçar, especialmente porque as causas para a mesma não são claras. Haverá provavelmente uma conjugação de efeitos que a poderão ter causado e sustentado (uma delas até é antropogénica, resultante da redução da população humana em certos períodos). O século XIX foi particularmente frio, mas convém lembrar que foi também nessa altura que se deu a explosão do vulcão Tambora, que terá sido a origem do "ano sem verão" e que continuou a influenciar o clima do planeta por mais alguns anos. Há ainda que apontar que a temperatura actual é mais elevada que no período medieval e que a temperatura disparou (de um valor inferior àquele que tinha antes da época medieval para esse máximo que está acima) a uma velocidade bastante mais elevada que então. Claro que parece que estamos de facto perante um ciclo de aquecimento que teria lugar mesmo sem influência humana (já li artigos nesse sentido), mas o aquecimento sentido não parece ser explicável apenas por variações naturais.

Claro que um dos grandes problemas são modelos. Estes são feitos para levar em conta situações do passado, são testados contras as variações do passado e funcionam bem e depois falham em sistemas mais actuais. É o grande problema da complexidade destes sistemas, a qual tento explicar no post. É também o problema de termos geofísicos a trabalharem com meterologistas e matemáticos mas sem comunicarem grandemente entre si.

Quanto aos avanços e recuos das águas, dá o exemplo das cidades históricas. Há apenas um problema com esse exemplo: as cidades são actualmente ainda históricas porque sobreviveram, ou seja, nem as águas as engoliram nem o clima mudou tanto que tenham desaparecido. Casos passados de cidades engolidas pelas águas torná-las-iam essencialmente desconhecidas. Seja como for, é uma questão ainda relativamente pouco importante: a água tem uma enorme capacitância e o gelo também. Mesmo com o aquecimento acelerado, há demasiada água e gelo para que se sintam estas variações de forma acentuada em apenas um par de séculos.

A mistura de ciência e política é de facto o maior problema desta questão, assim como a iliteracia científica (especialmente de políticos). Não falo tanto na iliteracia científica no sentido de compreender a ciência em questão (um biólogo possivelmente não compreenderá muito melhor um modelo climático que um advogado), mas no sentido de compreender como funciona a ciência e o processo científico.

Só uma nota (a despropósito, não em relação ao seu comentário) sobre uma acusação frequente: não há dinheiro apenas para investigação que prove o aquecimento global (ou como sendo de origem antropogénica). Tal como me foi dito por um investigador sénior de um instituto de estudos sobre o clima, há dinheiro público para investigações que vão no sentido oposto. O problema é que acabam por confirmar a visão geral ou são tão mal feitos para desprovar a influência humana que não passam no crivo da avaliação dos pares. Há obviamente preconceitos envolvidos, mas pelo que me foi dito, as evidências obtidas e a "sensação" dos cientistas é que o clima está a aquecer e que o principal factor é a influência humana.
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De da Maia a 26.09.2013 às 14:23

Estamos essencialmente de acordo, mas quando eu referi oscilações de órbita terrestre, dei apenas a mudança do eixo como exemplo mais conhecido, pois associou-se às idades do gelo.
Há outras alterações orbitais, porque o modelo elíptico à Kepler, que levou à lei de Newton, é apenas uma excelente aproximação. As medições só recentemente são mais fiáveis para se poder falar num sincronismo perfeito do ano terrestre.
As alterações gregorianas são de período e não de distância efectiva. A diferença entre as estações correspondem a 1.5% da distância da Terra ao Sol, e provocam diferenças de temperatura até 15ºC ou mais.
Portanto, qualquer alteração orbital mesmo de 0.1% poderia ter influências de 1ºC no geral, usando esta aritmética simplificada... mas que são basicamente as contas de merceeiro que se fazem quando se olha para o passado, porque não há dados minimamente fiáveis do passado, especialmente antes da Idade Contemporânea. Alterações de 0.1% na órbita podem ser provocadas por acumulação de muitos factores, mesmo até aproximações de grandes corpos - a Terra não está sozinha no Sistema Solar.

Há muitas extrapolações, em que é mais o passado que se ajusta aos modelos do que o contrário. O caso das cidades é muito significativo. Não se sabe de nenhuma cidade que tenha desaparecido debaixo de água nos últimos milhares de anos, e pelo menos há registos históricos contínuos nos últimos milhares.

Sempre que se fazem extrapolações científicas entramos na mitologia religiosa científica... cada um vende a sua crença e nada mais. As bactérias num jarro podem ter um modelo perfeito do seu universo até ao momento em que deito a água fora.
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De Teresa Ribeiro a 25.09.2013 às 22:14

Como é um assunto que me interessa, gostei muito de ficar a saber um pouco mais através desta excelente reflexão. Obrigada.
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De João André a 26.09.2013 às 08:35

De nada Teresa, é sempre o prazer para mim que gostem dos textos. E ainda mais, que possam ser informativos.
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De Paulo Sousa a 26.09.2013 às 00:00

Uma abordagem corajosa que vai contra a religião laica que se vai constituindo. Como todas as outras pretende condicionar comportamentos acenando com a punição do fim do mundo aos hereges que se atrevem a emitir gases...
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De João André a 26.09.2013 às 08:31

Talvez eu não o tenha deixado claro o suficiente, mas o essencial do que quis dizer é que a maioria dos cientistas não vê esta questão como uma "religião laica", como lhe chama. A maioria dos especialistas, a favor ou contra a tese do aquecimento global antropogénico, é-o por razões científicas. A maior parte do ruído em torno da questão vem normalmente de leigos, pessoas que no máximo serão como eu, cientistas ou com formação científica mas sem conhecimentos decentes sobre a disciplina. Infelizmente é a estes que é dada mais atenção. Vejam-se as previsões sobre quando teríamos um Ártico sem gelo no verão: a maior parte dos climatologistas apontam para entre meados e fins do século XXI. Os media (incluindo blogues, tweeter, facebook, etc) deram essencialmente eco aos tresloucados que deram a data de 2015. Isto envenena imediatamente a discussão, seja porque lado for.
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De Anónimo a 27.09.2013 às 18:45

Quando li este seu pensamento confesso que fiquei com, digamos, alguma esperança, que realmente assim fosse.
Mas eis que a notícia quase principal, do dia de hoje, sexta feira (espero que nada tenha a ver com o fim de semana em brasa que se avizinha) é de que o aquecimento global é uma certeza (quase) sem retorno.
Ao ponto de se dizer que até 2100 a temperatura média subirá 5 graus.
É uma certeza mundial, unânime pelos vistos em toda a classe ciêntifica.
O que tem a dizer sobre isto?
Cumprimentos
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De Romão a 27.09.2013 às 21:07

Assunto interessante onde as opiniões de vários cientistas se dividem, deixo este artigo da revista Nature da autoria do Prof. Luiz Carlos Molion

"(...) De 1350 a 1920, o clima se resfriou, com temperaturas 1,5ºC a 2ºC inferiores às de hoje, particularmente na Europa Ocidental, período bem documentado denominado Pequena Era Glacial. Porém, após 1920, o clima voltou a se aquecer e as temperaturas se elevaram.
Que ocorreu um aquecimento global nos últimos 100 anos não há dúvida! A questão que se coloca é se o aquecimento observado é natural ou antropogênico e se é controlado pelo CO2?

Análises de climas passados mostraram que variações da temperatura e da concentração de CO2 não estão relacionadas entre si, ou seja, o CO2 não controla o clima global. Ao contrário, a temperatura do sistema climático, ao aumentar, induz o aumento do CO2 na atmosfera. No término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a temperatura do planeta já tinha aumentado 0,4 0C, mas o homem emitia menos de 10% do carbono que lança hoje na atmosfera. No período pós-guerra, quando a industrialização se acelerou e o consumo de petróleo e consequentes emissões aumentaram significativamente, houve, contrariamente ao que prevê a teoria do aquecimento global antropogênico (AGA), um resfriamento global, a ponto de, em 1976, os climatologistas afirmarem que uma nova era glacial estava em via de começar. Esse período de resfriamento coincidiu com o resfriamento dos oceanos.

Recentemente, entre 1977 e 1998, ocorreu um breve período de aquecimento dos oceanos e do clima, e é esse aquecimento que está sendo atribuído às emissões humanas. Na realidade, os fluxos naturais de carbono entre os oceanos, vegetação e solos (incluídos vulcões) somam 200 bilhões de tonelada por ano.

As emissões humanas são insignificantes em relação às naturais. Não há evidências científicas, portanto, que o CO2 emitido pelo homem interfira no clima global, sendo variabilidade deste natural. Também não há comprovação que o nível dos mares esteja subindo. Al Gore, em seu filme A Verdade Inconveniente, laureado com o Oscar em 2007, afirmou que o nível dos mares irá aumentar 20 pés (6 metros!).

Os satélites, que medem o nível do mar, detectaram um aumento de 3,4 mm por ano durante 1993 e 2006. Isso corresponde a um aumento inferior a 5 cm nesses 14 anos. Essa elevação terminou em 2006 e foi provocada por um ciclo lunar de 18,6 anos.
O pico desse ciclo ocorreu entre 2005 e 2007. Elevou o nível do mar nos trópicos, gerando marés altas e acelerando as correntes marinhas, que levaram mais calor para os polos. As águas oceânicas mais aquecidas entraram por debaixo das geleiras flutuantes, derreteram a sua base e sua parte aérea despencou.

Ou seja, um ciclo natural, que já ocorreu antes e se repetirá em torno de 2025. Um ponto importante é que o CO2, o dióxido de carbono, tem sido tratado pela mídia como se fosse um vilão, um poluente! CO2 é o gás da vida! Nós e os animais não produzimos a comida que ingerimos. Quem o faz são as plantas, via fotossíntese, por meio da qual retiram CO2 do ar e o transformam em amidos, açúcares, fibras dos quais nos alimentamos. Na hipótese absurda de eliminar o CO2, a vida acabaria na Terra.

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