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Home sweet home

por Ana Vidal, em 29.08.13

 

Chego de fora mesmo a tempo de não precisar de me beliscar para saber que estou de volta a casa. Enquanto o país arde triste e realmente, no Chiado brinca-se aos fogos num simulacro comemorativo para turista ver, com figurantes e cheiro a fumo em spray. Enquanto morrem bombeiros e as populações se queixam de uma aflitiva falta de meios, corporações inteiras sobem e descem escadas de incêndio, de mangueira na mão, fingindo apagar um fogo inexistente. Diria o velho Camões, habituado aos lusos absurdos, que foi "um fogo que arde sem se ver". Digo eu, entre a estupefacção e a vergonha alheia, que isto é de um mau gosto atroz e de uma total falta de senso. E ainda falam da Cristina Espírito Santo.


3 comentários

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De Cristina Torrão a 29.08.2013 às 18:30

O incêndio no Chiado deve ser lembrado. Mas também acho que, devido à situação do país, nesta altura, devia haver comedimento. Vi, há dias, o Telejornal, na RTP internacional, e também não achei grande piada ao facto de ser transmitido diretamente do Chiado. Mostraram algumas histórias interessantes de pessoas que viveram o incêndio. Mas, com tanta desgraça pelo país, causada pelo fogo, não deveriam festejar o 25º aniversário de um incêndio com tão grande festa, como se de um arraial se tratasse.
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De Carlos Duarte a 29.08.2013 às 20:10

Mas deve ser lembrado porquê? Pelos bombeiros e autoridades municipais, acho que sim, como devem ser todos os acidentes. Agora, com "comemorações de bodas de Prata", ainda por cima com projecção nacional (e as pessoas que morreram, sim, MORRERAM nos fogos de há uns anos no Funchal?)...

Gosto muito de Lisboa, tenho pena pelo que se tenha perdido (sou demasiado novo para conhecer o antes) mas, caramba, foi um fogo não um novo 1755! Já aconteceram coisas muito piores por este país fora em 25 anos e não vejo sanha celebratória por parte dos meios de comunicação.
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De Ana Vidal a 29.08.2013 às 22:50

Carlos, se não conheceu o Chiado antes do incêndio é natural que desvalorize o que aconteceu, mas o património que se perdeu é irrecuperável e nesse sentido a tragédia foi nacional, porque o património é de todo o país.
Estou chocada e abismada com o mau gosto destas "comemorações" disparatadas, mas acho bem que se recorde o que ali aconteceu há 25 anos. Porque, ao contrário de si, conheci muito bem o "antes".

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