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Estes dois artigos da Economist demonstram o potencial que as vendas online podem trazer ao comércio. No caso em concreto, mostram que a tendência de perda de rendimentos que a internet acarretou (o nosso João Campos tem alguns excelentes posts sobre o assunto, ler 1, 2, e 3) começam a ser compensados com os novos modelos de negócio e as oportunidades de ajustamento da oferta que a internet (e especialmente os dispositivos móveis) têm trazido.

 

A Economist fala no fecho de muitas das "brick and mortar shops", ou seja, as lojas tradicionais, com existência real, dentro de um edifício. Com o seu fecho e a sua substituição pelas amazons do nosso mundo online ou mesmo pelas versões online das cadeias tradicionais, há um aspecto que fica por tratar: o que acontece aos espaços deixados agora vazios? É que se as lojas estão a fechar, ficam a sobrar muitos metros quadrados em locais centrais e extremamente atraentes.

 

Isto já sucedeu no passado, claro, com a saída de indústrias do centro das cidades (ou com as cidades a deslocarem-se para onde as indústrias existiam) e a abertura desses espaços para o imobiliário ou o comércio. Depois, com o surgimento dos centros comerciais ou das grandes superfícies (megalojas, retalho, etc), muitas lojas pequenas foram fechando. Agora, até as grandes superfícies vão sendo ameaçadas. Que se faz ao espaço que for libertado?

 

Esta é uma questão essencialmente política. Poderá, por um lado, ser guardado para o comércio (haverá sempre necessidade de lojas com existência física, pelo menos no futuro próximo). Por outro é espaço que poderia ser usado pelos governos (locais, regionais ou estatais) para evitar um regresso à especulação imobiliária (em Portugal poderia ser usado para promover o mercado de arrendamento) ou para dinamizar certas partes da cidade (a exemplo do que foi feito em Nova Iorque com o Meatpacking District).

 

Claro que não tenho uma bola de cristal para adivinhar o futuro, mas sei que haverá sempre soluções para quaisquer mudanças de paradigma. Aquele que a internet causou no comércio começa a ser absorvido e as suas vantagens começam finalmente a sobrepor-se aos problemas. Só que mudanças de paradigma podem causar avalanches. Uma consequência potencial poderia ser uma mudança completa da paisagem urbana. Só o futuro o dirá.

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24 comentários

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De 2025 a 20.08.2013 às 19:19

Monsieur Hollande gostaria de ler essa: "espaço que poderia ser usado pelos governos (locais, regionais ou estatais) para evitar um regresso à especulação imobiliária"... Aparte meu: como, se não é propriedade deles?
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De João André a 20.08.2013 às 22:10

Como escrevi muitas vezes, não sou um mágico para ter as respostas todas. Lancei apenas uma ideia para discussão aqui no blogue. Hipóteses? Se os edifícios ficarem vazios, o estado/câmaras/outros (não falo só de Portugal) podem adquiri-los e disponibilizá-los para arrendamento ou outro tipo de comércio (por exemplo, exclusivamente para restauração). Uma vez garantido que os imóveis não ficam abandonados (ou mal entregues) podem (e devem) ser vendidos.

Outra hipótese é a simples classificação da zona como destinada a determinadas actividades. Isto é tão só para evitar que certas zonas fiquem excessivamente desocupadas, o que levaria a uma enorme queda dos custos de ocupação que outro tipo de negócios menos agradáveis se instalassem (precisamente como aconteceu no Meatpacking Disctrict em Nova Iorque, inicialmente).

Mas até pode ser que eu esteja completamente errado e as actuais lojas sejam simplesmente substituídas por outras mais rentáveis. Como escrevi, não tenho uma bola de cristal.
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De Vasco a 20.08.2013 às 19:39

Seja o que for que se fizer cá, há-de ser copiado de outro lado qualquer--apesar da pertinência antecipada das suas questões. Pode ter a certeza de que ninguém fará nada até ser tarde demais. Ou não deixarão fazer porque quem manda não capta, não sabe, não pensa e não se preocupa. E reformam-se cedo.
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De João André a 20.08.2013 às 22:11

Pois, sabemos como as coisas funcionam em Potugal. Isto não quer dizer que qualquer solução minha fosse boa. Muito possivelmente seria ainda pior que as alternativas "à portuguesa". Há boas razões para eu me dedicar à engenharia química em vez da política.
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De lucklucky a 20.08.2013 às 20:20

Como era de esperar a ânsia de controlar o que é dos outros é permanente.
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De João André a 20.08.2013 às 22:04

Já não sei se você está a mangar comigo (e se rebola a rir com as minhas reacções), se simplesmente está tão cego ideologicamente que nem sequer lhe interessam as opiniões contrárias ou se é simplesmente completamente burro. Este é o seu último comentário despropositado que lhe aprovo. Da próxima vez que não tiver nada para dizer, apago-lho simplesmente. Se quer discutir, tenho todo o prazer (e não é pelas opiniões diferentes que isso me incomoda, bem pelo contrário). Se quer simplesmente desconversar, então vá pregar para outra freguesia (ou crie a sua, os blogues do sapo ou outros são livres - é disso que gosta, não?)
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De Vasco a 21.08.2013 às 10:10

Regra #1 de um blogger: nunca insultar um comentador, pois ficamos a pensar que terá demasiado jeito para ser deputado no futuro; o que é um ponto extremamente negativo para a credibilidade do texto. Mais a mais o comentador até fez uma observação pertinente—embora se esquecendo de considerar que uma das poucas funções legítimas de um Estado é a gestão do território.
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De João André a 21.08.2013 às 11:50

Caro Vasco, concordo quase completamente. A única coisa que me faz discordar é que a observação seja pertinente. O camarada cassete lucky diz sempre a mesma coisa em qualquer post meu que comente (de outros também, mas não os identificou como perigosos potenciais ditadores). Se eu um dia escrever que por aqui está bom tempo, lá me virá ele dizer que isso é resultado da influência desmedida do Estado no clima e que só demonstra as minhas ânsias de controlar tudo.

Aliás, o seu comentário sobre a gestão do território dá a resposta implícita à suposta observação implícita do camarada cassete lucky. Ele não lhe dará importância, porque provavelmente para ele qualquer coisa que o Estado faça será mau. É daqueles liberais tão radicais que a anarquia seria pouco. Entre ele e um qualquer extremista de esquerda que quer de facto uma ditadura do proletariado, com sovietes e execuções dos inimigos de classe não vejo qualquer diferença intelectual.

Já agora, é boa ideia apontar-me os erros, mas por favor não me insulte. Deputado? Ditador ainda vá, mas deputado? Haja decência ;)
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De Vasco a 21.08.2013 às 16:45

Ok, Ok, retiro o deputado então. Mas ao menos uma entrevista com a Judite no jornal da noite, cheio de tatuagens, numa das quais se pode ler em letra alemãs, para gáudio infinito do amigo lucklucky, "O Estado é que é fixe".
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De lucklucky a 22.08.2013 às 03:18

O essencial do que você escreveu resume-se a esta frase:

"Esta é uma questão essencialmente política."

Daí a minha reacção. Se é politica é para controlar os outros. É para isso que a política serve.
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De João André a 22.08.2013 às 07:42

Caro lucky, finalmente entendemo-nos. Discordamos na mesma, mas entendemo-nos.

Eu não vejo a política como servindo para controlar os outros. Não vou tentar convencê-lo seja do que for (não creio que seja possível), mas posso explicar a minha visão da política. A política é tão só a "arte" da coisa pública. Serve para administrar aquilo que não se pode considerar como pertencente apenas a uma pessoa (ou a grupo muito restrito de pessoas) mas a todo um colectivo que disso beneficia.

Dou um exemplo: a floresta. Claro que podemos ter florestas (ou bosques) privadas. Só que a floresta no seu todo "pertence" a todos. Eu posso querer arrancar todas as árvores à minha floresta e acimentar o chão. Provavelmente você diria que eu estou no meu direito. Só que isso provavelmente iria fazer com que uma barreira natural contra a erosão, chuvas, ventos, etc, desaparecesse. A minha acção privada iria prejudicar o público em geral. A política intervém então proibindo tais acções.

Pode a política ser manipulada e usada para controlar? Pois claro que sim. Tal como o liberalismo que me parece que advoga. Aliás, o período feudal era essencialmente liberal. Cada um poderia sair dos domínios do senhor feudal para quem trabalhava. Apenas cairía nas mãos de outro. Eu sei que este exemplo é extremo, mas é o equivalente a você me considerar um extremista esquerdista simplesmente por eu defender as minhas posições.

Não há nada que não possa ser mal usado. No papel a religião (quase todas, e sim, o islão também) é uma maravilha. As religiões de Abraão defendem todas o amor pelo seu irmão, proíbem o homicídio e muitas outras condutas, promovem a harmonia, etc. No entanto temos visto ao longo dos séculos que podem ser usadas para agrilhoar o próximo e fazer a guerra.

A política em si não serve para controlada. A política é usada pelas pessoas para controlar outros. Tão só isso.
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De lucklucky a 22.08.2013 às 21:25

Ok.

Para começar o período feudal tem muito pouco de liberal.
A propriedade privada e a vontade individual não era respeitada pela grande maioria. Ocupações de propriedade, assaltos, perseguições religiosas - dentro da mesma religião para não irmos mais longe - escravatura, limitações raciais certas partes de uma cidade, é uma lista infindável de violações da propriedade e da pessoa.

Há alguns que não entendem nada de liberalismo que gostam de dizer que na Somalia é que um liberal estaria bem. Errado. A Somália é muito menos liberal que Portugal porque respeita muito menos a vontade de uma pessoa dispor do que é seu do que Portugal, para não falar da vida. Infelizmente a cada ano nos estamos a aproximar da Somália.

Os casos particulares dão pano para mangas, mas por exemplo no caso da floresta discordo, se o proprietário faz tão bem aos outros por ter árvores então teria de ser pago - poderíamos também entrar por exemplo com o oxigénio - ter árvores que não seja para produção é um custo a não ser que se deixe tudo ao abandono o que implica responsabilidade.
Um caso diferente e uma das questões mais interessantes de propriedade é a questão da água. Em várias zonas dos EUA é proibido colectar água da chuva que cai na propriedade mas o petróleo já é possível explorar.

A Política é uma decisão em nome do colectivo.
Se a loja é reservada para comércio então o proprietário não a pode modificar para habitação. O colectivo impõe que a pessoa que queria modificar a loja para habitação e eventualmente o seu comprador não o possam fazer.

Você pode dizer que é justificado, mas não pode dizer que não é para controlar os outros. A política existe na maior parte dos casos para controlar a pessoa e já passámos há muito que objecto da politica seja apenas fazer leis para punir crimes entre pessoas, aliás o Estado nas Democracias está muito mais preocupado com as fugas aos impostos, ou seja com o seu próprio poder.
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De Lowlander a 22.08.2013 às 12:01

"Se é politica é para controlar os outros."

Quem escreve uma bacorada destas ou e desonesto ou nao sabe nem o significado nem a etimologia dos termos que usa.
Em qualquer dos casos nao tem nada de util a acrescentar a discussao.
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De Vasco a 22.08.2013 às 18:12

Não é bacorada nenhuma—no nosso caso.
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De C. Sãto a 20.08.2013 às 23:12

Bom tópico, e a questão de dinamizar a produção de riqueza virtual seria sem dúvida uma forma de resolver os problemas da falta de circulação de capital na economia. No entanto desde que houve a crise no Nasdaq tudo apontou no outro sentido. No sentido de não desenvolver nova riqueza e apenas manter a que existiam. Desde essa altura que poucas foram as empresas a obter rendimento com a internete, quando grande parte da actividade passa agora por aí.

Outro problema é o da centralização da internete ao contrário da ideia inicial. Porque o acesso está centralizado em providers que são poucos e controlam esse acesso. Com o risco sobre o comércio tradicional as trocas locais ficariam também na mão de grandes distribuições. Ficar dependente do pão por via de um pedido feito centralmente a um hipermercado não é um aspecto muito risonho. Esse tipo de coisas fazem lembrar antevisões de sociedades distópicas, mas é claro podem ser só fantasmas nossos. De qualquer forma julgo que era benéfico haver redes locais consolidadas, independentes de um provider centralizado, antes de se avançar com coisas dessas.
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De João André a 21.08.2013 às 07:50

Creio já ter lido precisamente sobre isso, sobre grupos e empresas que se preocupam em criar redes locais para satisfazer a sociedade local. Desde que não venha nenhum dos gigantes comprá-los e torná-los globais, seria boa ideia. Mas isso é coisa que tenho em comum com os liberais: o estado não se deve meter de maneira nenhuma nisso.

Nota, acho piada à forma como escreve "internete" em vez de "internet" e "provider" em vez de "fornecedor". Dá cor ao comentário :).
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De C. Sãnto a 21.08.2013 às 18:06

Sim, parece importante garantir que a infra-estrutura não definha se o fornecedor (:-) definhar. Não se têm tratado as vias de comunicação virtual da mesma forma, mas deveria. O estado pede para usar a internete, mas não tem nenhuma forma de o assegurar. Seria como ter apenas estradas com portagem. Se a sociedade caminha no sentido do seu uso parece errado que isso não passe pelo estado. Não é por razão de comercio é por razão de defesa nacional. Conceito que o liberalismo selvagem desdenha por não lhe interessar.
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De dfr a 21.08.2013 às 01:39

O mercado de arrendamento em Portugal promove-se não querendo mandar nas coisas dos outros.
Com a falta de respeito que há pela propriedade em Portugal - onde as rendas estão de algum modo condicionadas desde a guerra de 1914 -, só um louco, ou um membro da nomenklatura que detém o poder em Portugal, investiria um tostão em arrendamento.
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De João André a 21.08.2013 às 07:47

Cansa-me que tanta gente comente sem se dar ao trabalho de prestar atenção ao que eu escrevo. Eu nunca escrevi que se deve "mandar nas coisas dos outros". Proponho que alguns dos poderes (nem necessariamente nacionais) usem uma eventual crise do comércio tradicional para tentar dinamizar as suas cidades. Em Portugal, e a título de exemplo, falei de tentar ajudar a promover o mercado de arrendamento, mas nunca de forma forçada. Nunca seria a favor de ir ter com um proprietário de um imóvel e dizer "a partir de agora este espaço que era para lojas passa a ser para arrendar apartamentos" sem mais nem menos. Teria que haver uma reflexão cuidada da parte desses poderes para que os proprietários não perdessem com qualquer decisão.

Quando falo em intervenção do Estado (ou do poder local), falo sempre nisso dentro das funções do Estado, da mesma forma que o Estado tem a obrigação de decidir sobre impostos, gastos com combates a incêndios florestais ou que política internacional deve seguir. Por vezes toma más decisões, mas são decisões que fazem parte das suas obrigações.

PS - o mercado de arrendamento não está condicionado pela questão das rendas congeladas, paremos com esse mito. Há muitos casos desses, mas depois de ouvir essa conversa há 20 anos, a lógica dita que a maior parte dos casos de então para cá já desapareceram (ou porque muitas rendas foram pelo menos parcialmente ajustadas ou porque muitos inquilinos morreram). Além disso, fora estes anos de crise, o número de habitações em Portugal cresceu de forma brutal. Só que raras vezes foi para arrendar. Se quer culpar alguma coisa, culpe um sistema que estava feito para que toda a gente contraísse empréstimos para comprar casa (o tal "viver acima das nossas possibilidades", como se fosse possível outra coisa). Quando comprar é, no papel, mais fácil que arrendar, porque razão há-de algum construtor arrendar o apartamento?
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De André Miguel a 21.08.2013 às 14:08

Bom post.
O livro "A Cauda Longa" de Chris Anderson é um excelente estudo sobre este fenómeno. Indica caminhos, mas não faz futurologia.
Será muito interessante assistir em primeira fila esta mudança de paradigma do comércio.
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De João André a 22.08.2013 às 07:43

Nunca o li, mas já estive várias vezes perto de o comprar. Talvez o faça um destes dias.
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De André Miguel a 22.08.2013 às 09:50

João,
Compre, prometo que não se irá arrepender.
Pois entre outras coisas mostra também, e para não variar, como até nisto a nossa economia anda atrasada...
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De Ora bolas! a 21.08.2013 às 15:30

Pois eu gostei bastante da reflexão a que este post e os seus comentários me transportaram. E vieram-me imediatamente à cabeça imagens retidas do filme Blade Runner e das minhas viagens pelo Oriente (só por isso dou nota 20 ao post), onde, de facto, o comércio local é na rua e os pisos térreos dos prédios, caros de usar e manter, andam pela rua da amargura ou entregues a multinacionais.
Será sem dúvida uma coisa nova mas nem tanto pois terá sido assim algures no passado.
A evolução é cada vez mais rápida, o que no passado recente levava décadas a afirmar-se levará agora uma mão cheia de anos, as mentes tem que estar preparadas e abertas, as nossas e as dos políticos que nos representam pois um mundo sem regulamentação ainda está muito longe.
Belo filme o Blade Runner, para rever brevemente
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De João André a 22.08.2013 às 07:44

Nem me lembrei dessa comparação. É bem vista, mas apenas a tom de exemplo.

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