Já vai com uns dias de atraso, perdoem-me, é da arritmia do Verão, mas não resisto a citá-lo, porque põe o dedo no ponto em que mais dói nesta ferida em que se transformou a nossa democracia:
"Era necessário que todos os partidos, ou alguns deles, fizessem sacrifício das suas posições partidárias e dos seus interesses, e não o fizeram. Tendo, todavia, exigido que os portugueses ganhassem menos, pagassem mais impostos, ficassem desempregados, tivessem problemas muito sérios do ponto de vista social, económico e financeiro".
A convicção de que "o interesse nacional é igual ao do partido" terá um preço.
"Isto paga-se, no longo prazo, no médio prazo, paga-se. Quase ninguém respeita os políticos, os partidos políticos, a não ser as tribos, a tribo do PS, a tribo do PSD, a tribo do CDS, a tribo do Bloco ou do PC, [que] respeitam o seu partido, como as claques de futebol". - António Barreto à Lusa, via Jornal de Negócios