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Serei criminalizado pelas feministas do Bloco? *

por Pedro Correia, em 01.09.13

 

«tu serás sempre a mesma fresca jovem pura

que alaga de luz todos os olhos

que exibe o sossego dos antigos templos

e que resiste ao tempo como a pedra

que vê passar os dias um por um

que contempla a sucessão da escuridão e luz

e assiste ao assalto pelo sol

daquele poder que pertencia à lua

que transfigura em luxo o próprio lixo

que tão de leve vive que nem dão por ela

as parcas implacáveis para os outros

que embora tudo mude nunca muda

ou se mudar que se não lembre de morrer

ou que enfim morra mas que não me desiluda.»

 

Excerto do poema "Muriel", de Ruy Belo

 

* em alusão a esta notícia baseada nesta prosa piropofóbica que originou um comentário justamente perplexo da Ana Vidal


54 comentários

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De Apanhado! a 01.09.2013 às 11:36

Apanhado em flagrante delito de piropo, crime vil punido com pena que vai da simples coima a pelotão de fuzilamento, isto no caso de a piropada ser membro sem membro das forças armadas.
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De Pedro Correia a 01.09.2013 às 15:41

Neste caso, a gravidade do piropo é inversamente proporcional à patente. Se a piropada for generala, nada me rala. Se for coronela, problema dela. Se for majora, o caso piora. Se for sargenta, a coisa esquenta.
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De am a 01.09.2013 às 11:45

"Serei criminalizado..."

Será: Inibido de publicar no DO o habitual post "Belle Toujours"

DuraLex et"...
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De Pedro Correia a 01.09.2013 às 15:37

Tudo menos isso, AM. Se for preciso eu confesso tudo para não ser sujeito a tão dura pena.
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De Anónimo a 01.09.2013 às 12:13

Pedro,

por este poema vai ser criminalizado. Mas a razão não está no poema, o crime está se o poema se dirige ás feministas do Bloco. Este, o poema, só faz sentido se dirigido a quem de direito. Tem de ser a uma Lua tal que transforme o lixo em luxo e que faça resplandecer de oiro um pobre valdevino:

"Que noute para mim, que noute aquela!
Tempo, que tudo estragas e devoras,
Ah! Não me roubes as memórias dela.

Horas do meu prazer, benignas horas,
Ao menos consolai na idéia um triste,
Tende sequer fantásticas demoras".

Bocage
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De Pedro Correia a 01.09.2013 às 15:35

Coitado do Bocage: já tinha recolhido aos calabouços do Limoeiro com a nova brigada dos costumes, descendente remota do intendente Pina Manique. Por escrever coisas como estas: «Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos, / E a bocca, com prazer o mais jucundo, / Apalpar-lhe de leve os dois pimpolhos: // Vel-a rendida emfim a Amor fecundo; / Dictoso levantar-lhe os brancos folhos; / É este o maior gosto que ha no mundo.»
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De Teresa Ribeiro a 01.09.2013 às 13:03

Tenho a mesma opinião que elas acerca dos piropos de rua, mas não se combatem estas coisas por decreto. Cobriram-se de ridículo.
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De Pedro Correia a 01.09.2013 às 15:22

Afinal só os "piropos de rua" é que serão "criminalizados", Teresa? Se for entre quatro paredes climatizadas, por exemplo num restaurante 'gourmet' com vista para o rio e elogio do José Quitério na coluna gastronómica do 'Expresso', a coisa já é aceitável? Mas isso é um preconceito anti-operário, inconcebível num partido que se diz de esquerda! Os operários que "constroem a cidade para os outros" (vide Sérgio Godinho e José Mário Branco) e os trolhas que morrem "na contramão atrapalhando o tráfego" (vide Chico Buarque) não têm o direito inalienável ao piropo às burguesas que passam?
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De Teresa Ribeiro a 01.09.2013 às 16:04

Disse e reafirmo que acho ridículo criminalizar o piropo, portanto não faz para mim qualquer sentido desenvolver a questão pela via que tomas. Mas devo dizer que já ouvi "piropos" muito ordinários e que muito gostaria de não ter ouvido. Concordo com elas quando dizem que é assédio e que reflecte o mais puro machismo.
Não me parece intelectualmente honesto confundir rituais de sedução, que ambos os sexos adoptam, com o piropo ofensivo a que as bloquistas se referem.
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De Pedro Correia a 01.09.2013 às 16:35

Por essa lógica, Teresa, teremos de esperar pelo piropómetro das piropófobas. Não me augura nada de bom.
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De jpt a 01.09.2013 às 16:40

Teresa Ribeiro, independentemente de também eu achar que há "linhas de abordagem" que são uma vergonha, dá-me sensação que há um excessivo deslize de teclas nisso de fazer equivaler machismo a assédio. Primeiro é tudo subjectivo, o que alguém considera demasiado outrem considerará deficitário, e muito mais em tempos de muitissima maior igualdade comportamental entre sexos (ou géneros) do que no antigamente já antigo. Mais, o que é isso do assédio? Um homem (comecemos por eles) ter uma tirada considerada exagerada, ordinária ou, pura e simplesmente, indesejada é assédio? No sentido que se dá nestas questões a "assédio" isso é um total exagero, descabido.
Depois há o fundamental: também eu já ouvi muita coisa que não gostaria de ter ouvido: maledicência, boatos, invectivas. Sobre mim e sobre outros. Não serão ditos machistas mas muitos deles são "assédio" (assentes em poderes ou na capacidade de influenciar poderes, públicos ou privados). O geme-geme da codificação (ou da criminalização) das relações de género ou outras identitárias (esta tralha individualista do BE) esquece sempre o fundamental - e este é um caso típico, exemplar. São uma paródia, tornam tudo uma paródia. E até nos põem a falar das tralhas dele(a)s.
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De Teresa Ribeiro a 01.09.2013 às 18:07

Jpt, o perigo das generalizações é este, acabamos a misturar alhos com bogalhos.Concedo, em rigor só devemos chamar assédio (seja moral, seja sexual) quando as abordagens são repetidas. Não será esse o caso dos "piropos" de rua. Ainda assim não me parece forçado classificar de assédio (em sentido lato) esse hábito de "presentear" as mulheres que passam com "piropos".
Não tenho problemas em admitir que nem sempre me senti ofendida - recordo alguns comentários que até me fizeram sorrir - mas enquanto "instituição" revela bem as suas raízes marialvas. Nesse sentido era bom que evoluíssemos para a sua extinção, embora tal não se possa verificar por decreto.
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De jpt a 01.09.2013 às 20:57

Como muito bem diz o Pedro Correia teríamos que apelar ao piropómetro ... não querendo eu "defender a minha dama" (oops, lá está o machismo) assumindo o piropismo recordo que olhar alguém é (quantas vezes) entendido como piropo ou pior. Contestaremos o olhar?
Quanto a ensinar a rapaziada (e a raparigada) a ter algum tento na língua e graça/elegância na abordagem? Com toda a certeza.
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De Anónimo a 01.09.2013 às 17:12

Ó Teresa,

as bloquistas não se referem a nenhum piropo ofensivo, elas referem-se aos piropos que nunca lhes foram dirigidos. E isto para elas é crime, porque sentem-se discriminadas.
Deixemo-nos dessas merdas de piropos ordinários e outras coisas mais que se pretende tornar moda, porque o problema de muitas mulheres hoje, parece-me, já não se encontra na igualdade mas precisamente na necessidade de voltarem a ser tratadas como "desiguais". Creio que em muitas delas é aqui que reside o buzilis, porque reconhecem-se diferentes e querem ser tratadas como iguais. Não obstante, tomam atitudes que fazem lembrar o hitlerzinho e vemos as perseguições e as malícias de que se socorrem para atentar contra a liberdade dos outros. E associado a isto, vemos frustradas que ocupam cargos de juíz a deliberarem frustradamente sobre questões visívelmente macarrónicas, cujas decisões só recuam quando confrontadas com outros decisores. Vivemos a época da frustração de muitas mulheres, porque desejosas de poder dizem combater um poder que só reside nos seus sonhos. E nisto somos todos mesmo iguais!
E acrescento mais, muito disto acontece com o beneplácito de gajos armados em mariquinhas pé de salsa, que o mesmo é dizer, armados em intelectualoides e em gente muito evoluída, que fazem figura de espantalho a dizer amén a merditas sem sentido.
Ou aparecem gajos com tomates, unidos a mulheres que sabem o que querem, ou isto transformar-se-á numa babel onde ninguém se entenderá. Parece-me também que essas mulheres querem rreconstruir o jardim da mitologia judaica, só que destas vez ao invés de seduzirem munidas de maçãs querem fazer-se passar por amazonas.
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De Anónimo a 04.09.2013 às 00:55

Nem mais. Como a Teresa, também acho ridícula a ideia de criminalizar o piropo, mas (e peço desculpa pelo calão grosseiro, mas não sei como dizer isto de outra maneira) entre "você é linda" e "f***a-te até te rebentar" vai uma diferença enorme. Fingir que não, e que todo o piropo é inofensivo, e que é dito com intenção de elogiar e não de degradar, e que não contribui, pelo menos em parte, para uma cultura de medo que tem consequências reais e práticas na vida de uma mulher, é simplesmente desonesto.
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De Pedro Correia a 04.09.2013 às 11:25

"f***a-te até te rebentar" não é piropo. Chamar-lhe piropo é ofensivo para todos os homens e mulheres que praticam a saudável arte do piropo, intrínseca à cultura latina.
Como pode uma javardice dessas ser confundida, por exemplo com estes universais versos de Vinicius "Olha que coisa mais linda / Mais cheia de graça / É ela menina / Que vem e que passa / No doce balanço, a caminho do mar"?
Da 'Garota de Ipanema', canção-piropo por excelência.
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De da Maia a 01.09.2013 às 13:14

Lendo o texto das promotoras do BE, senti-me ofendido no género masculino.
Muito pior que o piropo elogioso é o simples discurso odioso.
Se o texto fosse dirigido contra uma raça seria considerado racista.
Há demasiada tolerância com estes discursos intolerantes, neste caso vindos de um feminismo jurássico, que já teve o seu tempo e razão de ser, mas que deixou descendência que pinta ainda cenários jurássicos, para evitar a extinção natural do feminismo.
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De Pedro Correia a 01.09.2013 às 15:28

Alguma da pior xenofobia é a xenofobia "de género", da Maia. Como se comprova.
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De jj.amarante a 01.09.2013 às 14:11

Aqui (http://conversa2.blogspot.pt/2013/08/os-nomes-das-coisas.html) tem um texto equilibrado sobre o tema, o seu post é um poema, não é um piropo. É a palavra "piropo" é excessivamente ambígua, nela cabe o comentário saudável e a agressão.
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De Pedro Correia a 01.09.2013 às 15:23

O melhor (ou seja, o pior) piropo pode ser um poema, caro JJA. Altamente criminalizável pela brigada piropofóbica de plantão no BE, portanto.
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De Anónimo a 01.09.2013 às 17:01

O BE já esclareceu que o objectivo não é criminalizar. http://www.publico.pt/portugal/noticia/be-quer-abrir-o-debate-sobre-piropos-e-nao-proibir-1604487

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De Pedro Correia a 01.09.2013 às 17:06

Que alívio. Já posso dizer à Catarina Martins "queria afogar-me no mar dos teus olhos" sem receio de me porem algemas.
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De Anónimo a 01.09.2013 às 19:03

Mas nunca deixou de poder, tão simpático como esse ou a pior ordinarice. Ela é que não pode deixar de o ouvir, de sorrir, achar piada ou de se sentir ofendida e ameaçada se o Pedro lho disser na rua quando passar por si. O poder é todo seu.
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De Pouca Discriminação a 01.09.2013 às 19:03

Só se disser o mesmo ao Semedo.
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De Pedro Correia a 01.09.2013 às 23:51

Ao João Semedo - que muito prezo - dedico uma quadra do Aleixo: «Para não fazeres ofensas / E teres dias felizes, / Não digas tudo o que pensas, / Mas pensa tudo o que dizes.»
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De Fica decretado: PESSOA está banido a 01.09.2013 às 15:50

O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão…
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.
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De Pedro Correia a 01.09.2013 às 17:13

O Pessoa, creio, seria inimputável.
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De Língua da Sogra a 01.09.2013 às 17:01

Ai, se ao Tony Carreira lhe dá para se queixar dos piropos, põe milhares delas a pagar multas...
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De Pedro Correia a 01.09.2013 às 17:11

Delas e deles, para não haver discriminação de género.
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De rmg a 01.09.2013 às 17:08

Caro Pedro Correia

De visita ao “Fio de prumo” da nossa Drª Helena já tive oportunidade de dizer o que penso e não gostaria de me repetir muito .

Esta questão está em vias de ser solucionada pela evolução natural da espécie e deste modo aconselho as pessoas que saem à rua a fazerem-no mais vezes a pé e a darem mais atenção ao que as rodeia .

Neste momento e entre os adolescentes e os outros “logo a seguir” já verifico um empate técnico , senão mesmo um ligeiro ascendente feminino quando em grupo .
E isso a mim , avô de netos e netas adolescentes que não anda “a dormir na forma”, parece-me saudável .

Até lá continuarão a persistir situações decerto complicadas para muita gente , mas isso também tem a ver com a maneira de lidar com elas , a minha filha de quase 40 anos vai não volta prega um estalo num , até hoje sem consequências para ela pois esta malta que ladra não morde .

Não resisto no entanto a contar uma história passada há pouco tempo comigo .
Aos 67 anos estou “ainda” sem barriga , tenho as costas direitas e gosto de me vestir decentemente ainda que nesta idade já não ande a gastar dinheiro nessas coisas, tudo ainda me vai servindo .
Pois há dias cruzei-me com um grupo de raparigas dos seus 14 ou 15 anos e diz uma : “que gajo tão bem vestido , pena é ser um velho!” .

Ainda hoje me rio com prazer deste piropo : nada daquilo era mentira .
Mas imagino que muitos velhos e velhas entrassem em depressão ...
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De Ana Vidal a 01.09.2013 às 17:27

Já esperava a escolha, mas não me parece muito realista: a tua musa está tão longe d' "o sossego dos antigos templos" como as bloquistas de serviço à cruzada anti-piropo. É mais gira do que elas, só isso.
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De da Maia a 01.09.2013 às 20:57

Só consegui ver um pouco do vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=qiLr-0iahEY
... e é fácil ver que o poema do Pedro também poderia ser declamado pela promotora na forma do pior insulto. Quando há vontade de destilar fel, é possível tornar o melhor néctar no pior ácido.
Preocupa o olhar hipnotizado por uma obcecação, onde não há nenhuma sabedoria, nem "sossego de antigos templos", conforme a Ana diz.
Quando a chama do olhar fica perdida, o corpo de pouco vale.
Há posturas de certa esquerda, mesmo quando movida por razões meritórias, parece que perde a alma, e só se vê o fel.
Parece ficar só um objecto que incorporou o objectivo.

Haverá iniciativas legislativas do BE contra as alcunhas... o "Gordo", o "Careca", o "Palhaço", o "Animal"?... Piores, porque sendo repetidas entre colegas, constituem assédio ofensivo.
Não haverá, porque isto trata-se apenas de um grupo de interesses - o feminismo, que vasculha agora na imaginação argumentos legislativos que justifiquem a existência para além do tempo próprio.

Pouca gente tem noção de como os países latinos são hoje em dia muito pouco machistas, quando comparados com a restante Europa. Houve uma autêntica revolução cultural rapidamente assimilada. Não de igual forma em todos os estratos, mas foi muito notável.
A mulher de João Silva não é tratada por Mme. Silva ou por Frau João Silva, que seria o que lhe aconteceria na França ou na Alemanha.

A promotora deveria preocupar-se com essa discriminação "civilizada", e não transformar gracejos em insultos, o que parece ser uma importação de visões alheias à nossa cultura.
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De Ana Vidal a 02.09.2013 às 01:22

Também não tive paciência para ver todo o video, mas reparei que a senhora usa uma saia feita de gravatas. Serão troféus, arrancados como escalpes a incautos piropeiros?
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De da Maia a 02.09.2013 às 11:36

Podia ser, mas só foi esgravatar em piropos de quem nem tem gravata nem graveto...
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De Pedro Correia a 04.09.2013 às 00:47

A senhora em causa parece não saber o que é um piropo. A partir daí, estão escancaradas as portas a todo o tipo de desconversa.

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