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Caninamente

por José Navarro de Andrade, em 08.08.13

O mastim que supostamente trucidou uma criança (o prudente advérbio de modo deve-se ao facto de a magistrada não ter dado como provada uma relação de causa e efeito entre as dentadas do pitbull e a morte da vítima) foi entregue no princípio deste mês, assim deliberou o tribunal, à guarda da Associação Animal.

A Sra. D. Rita Silva, responsável por esta organização, tendo todos os motivos para celebrar semelhante decisão, deu largas à sua filosofia:

“Vamos chamá-lo Mandela, porque tal como o líder sul-africano este cão também é um símbolo de liberdade. Esteve preso sete meses sem saber porquê, tal como Mandela esteve preso mais de duas décadas”.

"A ANIMAL dá SEMPRE nomes de humanos ou de outros animais aos animais que resgata. Fá-lo SEMPRE como uma homenagem."

“Desconfiamos que pode ter problemas de saúde. Depois, não excluímos o recurso a um comportamentalista animal e a uma especialista em recuperação de animais agressores.”

No contexto destas afirmações não surpreende que a senhora tenha afirmado, seriamente e sem angústias existenciais, que um cão possa ter consciência da injustiça do seu encarceramento, quem sabe se expressando com articulados uivos e latidos as suas razões. Dar ao bicho nome de gente é simbólico, ou seja, revela uma ideologia. Já dada como garantida a formidável divisão de toda a fauna terrestre entre animais sencientes e não-sencientes, anulando, assim, a vetusta distinção entre racionais e irracionais, está claro que chegou o momento de proceder à humanização de certos mamíferos, nomeadamente aqueles que foram domesticados ou, talvez em melhor concordância com o pensamento de Rita Silva, que nos domesticaram.   


24 comentários

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De João Silva a 08.08.2013 às 12:29

Bom dia,
Não me conhece, claro, nem eu a si, mas isso não me impede de ao ler o que escreveu, de respeitar o seu ponto de vista, mas também de não concordar com ele. Pelo menos, o tom irónico com que o faz deixando subjacente um sentimento de superioridade intelectual que parece sentir sobre os outros, aqueles que se regozijaram com o não abate do cão. Repare, quando alguém morre, de morte violenta, como foi o caso desta criança, acredito que, por maior desconfiança que possamos ter na nossa polícia de investigação criminal e nos nossos juízes, estas coisas não são tratadas de animo leve ou em tom brincalhão como no caso do empregado alcoolizado. Não acredito que a polícia ou o juiz não tivessem tratado este caso com a maior seriedade e sentido de responsabilidade. Falamos de uma criança que morreu, não se alguém deve ou não andar a recolher frigoríficos com uns copitos a mais.
Acredito que, se o animal foi ilibado da morte da criança, é porque se fez prova de que esta não morreu por culpa deste. Pergunto-lhe, leu, teve acesso ao processo, assistiu ao julgamento? Ou escreveu o que escreveu apenas baseado no que ouviu dizer ou leu algures?
Não vou discutir consigo o facto de achar que um cão é um animal irracional. Ou que possui inteligência. Quando alguém se acha superior aos outros, é muito difícil fazê-lo compreender o contrário. Mas sou capaz de lhe sugerir um exercício mental e físico: experimente ficar trancado numa jaula durante 7 meses, onde não se consegue mexer mais do que um metro, 24h por dia, e depois diga-me como se sente, física e mentalmente.
Se me disser - Ah! Eu não sou nenhum animal para ser assim tratado - deixe-me dizer-lhe que um cão também sente e sofre como você. Eu pessoalmente nunca daria aquele nome ao cão, mas não me faz confusão que outro o tenha feito. O que me faz confusão é a insensibilidade de alguns ao sofrimento dos outros, e de se acharem num patamar superior na escala da evolução, tratando os outros com desprezo.
Acredite, estude um pouco, procure inteirar-se um pouco sobre psicologia canina, sobre os seus instintos e a forma como se relaciona com as pessoas, e vai ver que começa a perceber porque é que o cão não foi considerado culpado, e por isso, não condenado á morte. Provavelmente, e de certeza que os únicos culpados são os donos ou as pessoas adultas que na altura estariam presentes, e na forma como trataram e educaram o animal ao longo da sua vida.
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De da Maia a 08.08.2013 às 14:52

João Silva:

Quando você diz "um cão também sente e sofre como você"... implicitamente você está a suprimir o raciocínio humano na interpretação da dor, ou a dar igual possibilidade de raciocínio a outro animal.

Isso é uma completa bestialidade.

Esquece outra coisa... no momento em que achar que o sofrimento animal e humano são o mesmo, quer abolir a diferença entre uns e outros. Se pensa que isso favorece os animais, está a esquecer que isso fragiliza todos os homens.
Eu sou completamente a favor do respeito pelos animais, mas não admito que isso seja feito por equívocos e enganos, que mais do que pretenderem elevar o estatuto animal, pretendem diminuir o estatuto humano... aniquilando o sofrimento racional na interpretação da dor.

Não transforme a psicologia canina na sua psicologia... porque a psicologia canina não foi escrita por cães. Foi escrita por pessoas que gostaram de confundir a reflexão com o reflexo.
Em particular, os cães nem sequer conseguem perceber que a imagem no espelho não é de si próprios, ao contrário do que acontece com outros animais.
Ah! - Atenção ao desligar o computador, porque o computador pode também sofrer... tem tratado bem da bateria do seu portátil? Tem o anti-vírus em dia? Já abandonou quantos computadores, sabe o que lhes foi feito? Não se esqueça dos filmes em que os computadores se vingam...
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De joao silva a 08.08.2013 às 17:11

Eu já sabia que você iria responder dessa forma pseudo-intelectual, má educada, e a roçar a ordinarice. Quanto mais escreve, mais evidente é a sua falta de cultura. Quando se resolve escrever sobre alguém que não se conhece, chamando-os de ignorantes e de animais, assiste a essas pessoas o direito de resposta. E quando você volta a escrever, volta a ser ordinário e mal educado. Por uma segunda vez. Isso demonstra a sua falta de carácter. A lição que lhe estou a dar não é sobre direitos dos animais, ou se estes são racionais ou irracionais, é sobre educação e respeito pela opinião dos outros. Se quiser, é também sobre código penal, dizer mal de terceiros é punível judicialmente, é imputar a alguém fato ofensivo de sua honra ou de sua reputação. Mas não se preocupe, aquilo que escreveu, para além de mal educado, é também inconsequente.

Agora deixe-me adivinhar, vai responder outra vez utilizando termos ofensivos e malcriados, ou vai escrever frases super-inteligentes demonstrando a minha grande ignorância?
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De da Maia a 09.08.2013 às 00:04

João Silva:
Não faço ideia de quem é, não sei se é nome verdadeiro, pessoa colectiva ou individual, com ou sem personalidade jurídica.
Claramente falta-lhe nexo cognitivo, mas isso não será apenas culpa sua. Lamento que a sua pessoa se considere ofendida, mas faço-lhe notar que eu não posso atacar uma pessoa que não conheço.
A única coisa que foi criticada foi o texto, e não a sua pessoa.
Quando critico um texto faço-o com a veemência que considero adequada, com outro texto.
São ideias que estão a ser debatidas, e não as pessoas.

Lamento que a sua resposta se resuma ao desespero de me atacar pessoalmente, indo ao ponto de invocar legislação... Assumo que as pessoas que escrevam com veemência tenham estofo intelectual para aguentar as críticas.
No seu caso, como se sentiu pessoalmente ferido pela troca de argumentos, só me resta pedir desculpa, pois não era minha intenção feri-lo, mas apenas trucidar a sua argumentação.

Sei perfeitamente que a linguagem pode ferir pessoas, o que não acontece entre outros animais.
Essa é uma outra diferença humana, que me leva sem problemas a pedir desculpa.
Porém, note, eu faço isto, porque eu não personalizo ideias.
Para mim as ideias não são pertença de ninguém, nós somos apenas seus veículos, e devemos deixá-las lutar, tomando depois partido pela mais sã.
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De Cristina Torrão a 08.08.2013 às 19:25

Caro da Maia:

Independentemente do drama do pequeno Dinis (que, na minha opinião, não teve, acima de tudo, adultos à sua volta que soubessem cuidar dele convenientemente - infelizmente, para ser pai e mãe ninguém tem de provar que goza das capacidades necessárias) e pondo de parte o reboliço à volta do cão que o matou, gostava que me dissesse porque é que dizer que "um cão também sente e sofre como você" é uma completa bestialidade!!! Sofrimento é sofrimento, dor é dor, independentemente da interpretação que se lhes dá. Não me diga que fica indiferente se vir alguém a torturar um cão e este a ganir de dores! E os cães também sofrem traumas, o que significa que o seu cérebro não é tão simples como se possa pensar. Posso-lhe garantir que os cães sonham (quando dormem - fazem gestos com as patas como se estivessem a correr, por exemplo, dão guinchos, rosnam, ganem... e, se calha acordarem a meio de um desses sonhos, ficam espantados, a olhar à sua volta) e sentem saudades (muitos cães deixam de comer, quando se separam dos donos, ou ficam letárgicos, ou entram em stress permanente). E são capazes de planear algo a curto prazo, não se limitam a agir conforme o momento. A nossa cadela, quando nos quer animar para uma brincadeira, depois de nos observar por uns momentos, desaparece, procura pela casa toda e acaba por surgir com uma bola. Teve a intenção de ir buscar a bola, antes de a ver, o que quer dizer que teve uma representação mental do objeto. E procurou-o com uma intenção definida. Além disso, apesar de não conseguirem falar, os cães conseguem fixar dezenas de palavras e entender várias frases.

Também gosava de saber porque é que assumir que os cães (e outros animais) sofrem "fragiliza todos os homens"?! Não estou mesmo a ver a ligação. Porque é que lhe faz tanta impressão admitir que um cão sofra? Porque se sente fragilizado com isso?

Ao dizer que "os cães nem sequer conseguem perceber que a imagem no espelho não é de si próprios, ao contrário do que acontece com outros animais", é o da Maia que transforma a psicologia canina na humana, porque está a julgar a inteligência do cão sob padrões humanos. Há várias formas de inteligência e os cães têm capacidades, por vezes, surpreendentes. O facto de não conseguirem reconhecer o seu reflexo no espelho em nada diminui a sua capacidade de aprender e conviver com os humanos.

Essa piada do computador era escusada, diga lá... E não se esqueça de que deitar computadores desnecessariamente fora prejudica muito o ambiente no qual nós, os "reis da criação", vivemos; o ambiente no qual os nossos filhos vivem, no qual os nossos netos e bisnetos hão de viver.
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De da Maia a 08.08.2013 às 23:43

Cara Cristina,
eu pensei que tinha sido claro, mas procuro explicar melhor.
Uma coisa é a sensação de dor, que todos temos, outra coisa é a interpretação da dor, e essa é necessariamente diferente pela capacidade de raciocínio.
A questão da dor não é completamente clara, até porque como sabe, é possível a certas pessoas desenvolver capacidades em que aceitam e transformam o que seria dor em prazer e vice-versa.
Portanto, há uma ligação ao raciocínio humano, que não pode ser generalizada a animais.

Eu não disse que os animais não sentiam dor, e nem sequer acho que esse sentimento é muito diferente do nosso, no que diz respeito à reacção imediata.
Falei sim em "... aniquilando o sofrimento racional na interpretação da dor", e isso é que é muito diferente, porque uma coisa é a dor, e a outra é a sua interpretação, digamos o sofrimento.
Não pode comparar a interpretação humana com a dos restantes animais, e por isso não pode comparar o sofrimento.
Repare é perfeitamente possível que note em certos animais capacidades de inteligência, tal como notará em certos humanos capacidades de serem bestas. Porém isso radica mais na nossa interpretação do outro.
A piada do computador não era escusada. Viu o filme AI do Spielberg?
Há possibilidade de fazer robots suficientemente sofisticados que se comportem como animais de estimação, e que a podem surpreender.
Não é nada difícil programar os tipos de reacção de que fala, é muito mais difícil fazer o robot andar sem bater nas paredes.
Chegados a esse ponto, onde depois também se pode pôr os robots a falar, e a assemelharem-se muito a humanos, como irá fazer a distinção?
Esse sim, poderia ser um problema complicado... porque, como é óbvio, bem programado, o robot também poderá argumentar que tem dor, que sofre na sua ausência, e também fará tarefas surpreendentes, para além de lhe ganhar sempre ao xadrez!

Esse tipo de realização de tarefas, ditas inteligentes, que podem ser feitas por máquinas, nada têm de inteligência. A inteligência é sempre feita sob comparação humana, porque não há outra comparação. Pode dizer que o cão tem outra inteligência, tal como pode dizer que qualquer coisa é inteligência, mas só estará a deturpar a noção. Aí verá inteligência em qualquer combinação de fenómenos físicos, porque também algumas reacções também escapam à previsibilidade.
A questão do teste do espelho é só uma forma de perceber que o cão não reflecte sobre a imagem reflectida, ao contrário de outros animais.

Finalmente, é perigoso desvanecer a diferença entre animais e humanos, especialmente numa época em que os direitos humanos estão longe de estar universalizados. Você pensa que os animais serão tratados como os humanos, para melhor, e eu acho que isso pode funcionar no sentido de se achar que se pode tratar um humano como um animal, para pior.
Porque a humanidade tem uma história de escravatura e servidão em que os humanos eram tratados como animais, e havia animais tratados muito melhor que humanos.
Essa história não deve ser esquecida, numa época em que a prepotência quer voltar em força.

Agora, note bem, eu sou contra touradas, contra experiências científicas grotescas em animais, etc... e até já tentei ser vegetariano. Uma coisa nada tem a ver com a outra.
Chamar "Mandela" a um pitbull que abocanhou uma criança é um desvio psicológico grave, e só mostra que há mentes perturbadas a manipular outras mentes perturbadas.
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De Cristina Torrão a 09.08.2013 às 12:43

"argumentar que tem dor, que sofre na sua ausência"? Caro da Maia, um cão nunca argumentará (graças a Deus), ele comunica com os humanos de outra maneira e, felizmente, é preciso construir uma relação de muita confiança com um cão para ir percebendo o que ele nos quer dizer. Um cão não se programa, como um computador, nem se liga e desliga, através de um botão. Felizmente! E felizmente, também, a minha cadela nunca me ganhará ao xadrez. Por outro lado, ela transmite-me um calor, quando dorme a meu lado, no sofá, que nenhum aquecedor do mundo (nem nenhum robô) poderá imitar!

Não vi o filme de que fala, mas parece-me que é ficção científica. E ficção é ficção!

Eu não quero que os animais sejam tratados como humanos, tratar bem de um animal não é tratá-lo como um humano, mas respeitando o seu ser e as suas necessidades. E não acho que tratar bem dos animais implique começar a tratar os humanos como animais. Nunca tratarei um humano como um animal, nem apoiarei quem o faça. E, se a humanidade tem uma história de escravatura e servidão, a responsabilidade é exclusivamente humana e não tem nada a ver com os outros animais. O facto de alguém tratar bem animais e tratar mal humanos tem a ver com distúrbios mentais. Mas garanto-lhe que é possível ser saudável e gostar e conseguir comunicar com animais.

Para desopilar, experimente ler isto (e desculpem a publicidade):

http://andancasmedievais.blogspot.de/2013/08/da-nossa-relacao-com-os-animais-v.html
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De José Navarro de Andrade a 09.08.2013 às 11:29

Caro João Silva:
Antes de mais obrigado pelo seu comentário e pela sua vontade de argumentar em vez de insultar. Na verdade discordamos vastamenter sobre este assunto, pelo que resumiriei um punhado de ideias, para além do que já foi dito:
1) Tenho, de facto, um irremediável sentimento de superioridade intelectual em relação aos animais.Ousaraia mesmo afirmar que o mais estúpido dos homens é mais inteligente que o mais esperto dos animais.
2) Fundamento esta superioridade em nenhuma questão moral, mas em meras condições biológicas (uma singular e exclusiva disposição dos neurónios do homo sapiens).
3) Aliás, porque não sou panteísta, estou convicto que a "moral" e a "ética" são conceitos exclusivamente humanos, pelo que só devem ser aplicados nos negócios entre humanos.
4) Os animais têm dor (sistema nervoso) mas não sabem o que é o sofrimento (intelecto), têm emoções (satisfação, medo, relações de lealdade e fidelidade), mas não têm sentimentos, os quais só muito recentemente, há cerca de 200 anos, a ciência humana descobriu situarem-se no cérebro e não no coração.
5) Pelo que os animais não têm personalidade jurídica, ou seja não têm direitos. Nós, os humanos, é que devemos, talvez por imperativo moral, assumir deveres perante eles, nomeadamento pelos animais que domesticamos, quer dizer, que pusemos à nossa guarda e ao nosso serviço.
6) Estes deveres, porque são emanados da cultura, assumem diversíssimas formas, dependentes, precisamente, da cada cultura em que a relação animal/humano se inscreve.
Fora destes singelos postulados, qualquer discussão, pelo menos para mim, é confusa e inconclusiva.
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De Cristina Torrão a 09.08.2013 às 12:21

Caro José:

Podemos ter um "sentimento de superioridade intelectual em relação aos animais". Mas olhe que, em algumas capcidades, os animais superam-nos totalmente. Nunca conseguirá correr à velocidade de um leopardo, nem farejar corpos soterrados depois de um terramoto, por exemplo. Eu respeito muito essas faculdades animais, apesar de ser "intelectualmente superior".

Além disso, nestes seus postulados, parte do princípio de que os animais são todos iguais (pensam e reagem todos da mesma maneira), o que não é verdade. Não pode comparar as necessidades e as capacidades de um elefante, um leão, ou um cão, com a de uma minhoca, ou de uma mosca. Não estou a dizer que uns têm mais direito a viver do que outros, mas que, no seu ser, são completamente diferentes.

Na minha opinião, também não se pode dizer que os animais (mais uma vez, todos metidos no mesmo saco) "não sabem o que é o sofrimento" e não "têm sentimentos". Mesmo os especialistas que se dedicam a estudar o comportamento animal são muito cuidadosos com expressões destas, pois ainda não chegaram a uma conclusão. Uma cobra, ou um crocodilo, que parecem reagir só por instinto, talvez não sofra. Mas eu estou convencida de que um cão sofre, e muito, quando está sozinho, por exemplo. Os cães são animais sociais, que vivem em, matilhas, e a solidão provoca-lhes muita angústia (note que, com isto, não me estou a referir ao caso do mastim, mas, sim, aos cães, em geral).
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De jpt a 08.08.2013 às 12:32

Isto é um demência total, linha a linha, palavra a palavra ... A mulher (e os seus) são doidos varridos?
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De Aníbal a 08.08.2013 às 14:38

Hitler também tratava muito bem os seus pastores-alemães, fazia-lhes festinhas e tudo.
Também ficou muito triste quando mandou abater a Blondie. Tadinha.

Isto é aterrador.
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De Tiro ao Alvo a 08.08.2013 às 19:17

Há gente que se passou para o outro lado e não aceita que algumas raças de cães sejam perigosas - para esses perigosas são as pessoas que não os sabem "educar". É assim a modos de um mundo de pernas para o ar.
Se bem me recordo, o cão, de nome "zico" e absolvido em "tribunal", matou uma criança que era neta do dono, na casa onde viviam - a criança terá tropeçado no animal e ele, inesperadamente, matou-a. Uma grande desgraça.
Que pensarão desta atitude os familiares da criança morta? E os verdadeiros admiradores de Mandela?
Pela minha parte, penso que casos como este, protagonizados pela Associação Animal, com o aplauso de alguns compatriotas desmiolados, só nos envergonham.
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De Pedro Correia a 09.08.2013 às 00:01

A dirigente desta tal associação Animal deve estar cheia de vontade de acolher a cobra que há dias matou duas crianças no Canadá e poder dar-lhe nome de pessoa. Rita, por exemplo.
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De cr a 09.08.2013 às 11:24

Bem visto Pedro, e como chamaria ela á cobrinha amorosa " Madre Teresa " ?
Eu gostaria de saber realmente, é o que pensariam todos estes iluminados, se as crianças fossem filhos deles ? adorava saber, mas com verdade.
Eu não sou contra os animais que têm tanto direito de habitar a terra como nós...mas existem francamente limites, na verdade a começar pelos donos, mas não podemos vir para aqui atirar " postas de pescada " a proteger todos os bichinhos queridos e fofinhos, pois que tal como os homens, também os há maus!
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De José Navarro de Andrade a 09.08.2013 às 11:42

Caro cr, permita-me que discorde de si num ponto: não há animais bons e maus. Estes conceitos são próprios da condição humana e distinguem-na do resto da fauna. O que se espera de uma piton senão que aja como uma piton? Pondo a questão doutra maneira: o crime foi deveras cometido pelo dono da "pet shop". E a piton? Deverá ser abatida, pois constitui um perigo público, ou devolvida ao seu habitat natural.
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De cr a 09.08.2013 às 11:59

Tem razão, esqueci de especificar, os animais serem bons ou maus, dependerão em muito da acção do Homem...se numa tourada correm em circulo atrás de uma animal incessantemente para o espetar até mais não, não podem esperar que ele depois seja um boi " amigo " e " queriduxo"...
se prendem uma piton, num aquário, também não se pode esperar que isso contribua para a felicidade do animal, na menor oportunidade ela vai tentar fugir como aconteceu, e usar dos seus plenos "poderes ", ela não sabe que ali estão duas crianças indefesas...
Concordo em absoluto consigo, o dono da loja, deverá responder por essas mortes sim.
Sou uma " cr" :)
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De Cristina Torrão a 09.08.2013 às 12:03

Nesse sentido, talvez se possa dizer que o crime foi cometido pelos pais das crianças (ou fosse quem fosse que tomava conta delas):

http://noticias.r7.com/internacional/policia-sacrifica-cobra-ilegal-que-estrangulou-duas-criancas-no-canada-06082013

«Os relatos iniciais indicaram que a cobra escapou da loja para a residência, mas a polícia disse nesta terça-feira que o animal estava sendo mantido dentro de uma caixa de vidro no mesmo apartamento em que as duas crianças estavam».

É para isso que eu quero chamar a atenção: a esmagadora maioria dos incidentes envolvendo animais e crianças tem a sua base na inconsciência e irresposabilidade dos adultos com quem elas vivem. E no caso deste mastim, também aposto que houve grande descuido. O cão apresenta as orelhas cortadas, provavelmente, foi preparado para lutas e ensinado a ser agressivo. Há humanos que precisam de ter um animal desses, para se sentirem fortes. Parece que este mastim pertencia ao tio da vítima. Ora, como é que os pais do Dinis consentem que um cão desses venha para sua casa?
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De JSP a 09.08.2013 às 00:33

A leitura de dois dos comentários suscita uma dúvida : casos clínicos ou imbecis infantilizados?
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De José Navarro de Andrade a 09.08.2013 às 11:36

Caro JSP, parece-me que estamos de acordo no essencial, mas por favor, não diminua nem insulte as pessoas com quem não se concorda.
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De João Silva a 09.08.2013 às 12:41

Quando se escreve em redes sociais utilizando uma escrita ofensiva sem justificação sobre terceiros, considero isso falta de carácter e cobardia de quem o faz. Neste caso, referindo-me à publicação que resolvi comentar, o seu autor diz o nome das pessoas a quem dirige a sua má educação. E digo má educação, porque tanto é mal educado aquele que utiliza uma escrita vernácula e ordinária, como aquele que esconde o mesmo em palavras supostamente inteligentes.

Não vou discutir com ninguém se considero os animais seres inteligentes ou não, à muitos anos quando nasci dizia-se que o homem era o único animal racional, mas passado todos estes (muitos) anos, em pleno século XXI, com toda a informação cientifica e empírica ao dispor de todos, julgava eu que já não houvesse tanta falta de informação. Mas quero acreditar que pelo menos os mais jovens consigam crescer e viver as suas vidas usufruindo desse conhecimento. E é aos mais jovens que devemos canalizar a nossa atenção e esforço.



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De JSP a 09.08.2013 às 15:12

Aceite, por favor, as minhas desculpas pelo eventual excesso de linguagem .
Mas as desculpas apresento-as , única e exclusivamente, ao senhor - e nunca a nenhum dos bípedes em causa.
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De jpt a 11.08.2013 às 16:49

Para além disto tudo, e dos bens-intencionados (infernais) protectores dos animais, ocorre-me que ninguém (nem mesmo eles, demoníacos, e repito-me) notou a imbecilidade (ontológica?) de chamar "Mandela" ao animal em cima deste fantástico argumento: "Esteve preso sete meses sem saber porquê, tal como Mandela esteve preso mais de duas décadas" ... Bem, presumo que o velho líder soubesse porque estava preso, o que quase se pode negar pela elaboração da (infernal) protectora.
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De Cristina Torrão a 12.08.2013 às 13:10

Bem, muitas vezes, os comentários a um post desviam-se do assunto principal, acontece aqui e em muitos outros sítios. Pela minha parte, não comentei essa coisa de chamar "Mandela" ao animal, nem comento, porque também não compreendo. O que me levou a comentar não foi o post em si, mas outros comentários e quis apenas chamar a atenção para outros pontos da relação humanos/animais, embora não me considere caso clínico, nem imbecil infantilizada, nem sequer infernal, ou diabólica.

P.S. Queria também chamar a atenção às pessoas que utilizam certos insultos que estão a desrespeitar outras pessoas que, por ventura, possam precisar de cuidados psiquiátricos. Não é vergonha nenhuma e pode mesmo acontecer a qualquer um (embora, pelas mais variadas razões, que podem ir das depressões/esgotamentos às mais cruéis psicopatias). Mas acho que, de uma maneira geral, deveria haver mais respeito por humanos que sofram desse tipo de patologias. É por isso que toda a gente esconde e considera uma vergonha precisar desse tipo de tratamentos. Trata-se de segregação social, com a qual não posso concordar. Antigamente, para se insultar/diminuir alguém, chamava-se-lhe «mouro», «cigano», ou «preto»; agora chama-se-lhe «caso clínico». Enfim...
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De Joao Silva a 12.08.2013 às 19:19

Sou um leitor habitual de alguns blogs e este "calha em caminho", e não tendo o hábito de fazer comentários em nenhum deles, acabei por o fazer neste, não porque achasse importante, mas porque estou farto da má educação das pessoas em tudo o que escrevem. A má educação é sinal de ignorância, não de inteligência e muito menos de superioridade seja lá do que for.

Se os animais possuem inteligência, se têm capacidades cognitivas semelhantes ao homem, ou se como este, sentem, se emocionam, e se têm uma alma, é hoje, do ponto de vista do conhecimento cientifico, não só totalmente aceite, como é algo de básico. E já à alguns anos que a comunidade cientifica e do pensamento filosófico assim pensa.
Algumas pessoas andam distraídas, outras encheram a sua mente com tantos preconceitos de superioridade, que se esqueceram que a inteligência não se baseia em conceitos definitivos, aquilo que hoje é aceite como verdadeiro, amanhã pode já não o ser, porque foram feitas novas descobertas. Chama-se a isso evoluir.

Como disse, não vou aqui discutir com ninguém se os animais têm ou não inteligência, se sentem ou se emocionam como as pessoas, nem vou chamar de ignorante a quem quer que seja. A inteligência e o grau de conhecimento de cada um merece o meu respeito.


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