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Regresso ao passado (IV)

por Pedro Correia, em 31.07.13

 

A publicidade é uma das formas mais interessantes de acompanharmos a evolução de uma sociedade através dos jornais. Por exemplo, em 1967 era frequente haver anúncios a televisores e frigoríficos nas páginas do Jornal do Fundão, algo impensável poucos anos antes. E registavam-se já técnicas publicitárias a que hoje estamos muito habituados.

Repare-se nisto, que encontro na edição de 26 de Março de 1967: "Vive no Fundão e tem telefone? (título) Ao atender, que as primeiras palavras sejam Quem tem Butagaz tem tudo".

Falta acrescentar que naquele tempo, por estas bandas, os números de telefone tinham apenas três algarismos (ou dígitos, como hoje diríamos).

 

Eram alguns dos primeiros sinais da acelerada transição de um meio marcadamente agrícola, numa vila ainda cercada de quintas em todo o seu perímetro, para a urbe moderna em que se tornou, embora sem perder as raízes rurais. Já então - recordo-me bem desses tempos da minha infância - quem vinha das aldeias situadas em zonas mais remotas do concelho era facilmente reconhecível, em comparação com as gentes da crescente malha urbana, pela indumentária e pelo tom de pele, muito mais moreno devido à constante exposição ao vento e ao sol. O que de algum modo ainda sucede, nomeadamente às segundas-feiras, quando muitos forasteiros acorrem à concorrida feira municipal, tradição que perdura.

 

Nesse ano de 1967 já o Jornal do Fundão tinha nomes sonantes das letras, das artes e do jornalismo a escrever nas suas páginas - e não apenas ligados à região, como em épocas precedentes sucedia com António José Saraiva (que escrevia regularmente do exílio em Paris), José Hermano Saraiva ou Francisco Rolão Preto, nome histórico do nacional-sindicalismo e da resistência monárquica.

Refiro-me a figuras como José Cardoso Pires, Mário Dionísio, José Gomes Ferreira, José Carlos Vasconcelos e Lauro António. Artur Portela Filho era "enviado especial" do jornal à Jordânia, em plena Guerra dos Seis Dias. Vítor Silva Tavares editava um excelente suplemento cultural - chamado "& etc", predecessor da editora homónima - com um grafismo que pedia meças ao da melhor imprensa com difusão nacional e onde se escrevia sobre filmes como Pierrot le Fou e Blow Up. A palavra "sexo" já surgia em títulos, apesar do olhar sempre vigilante da censura, que mirava com vistas implacáveis um periódico então com fama (e proveito) de simpatias pela oposição democrática.

"Arranjei uma gravurinha do século XIX - uma mãozinha com uma tesoura - que reduzi e apliquei na primeira página, quatro ou cinco vezes nos lugares onde tinha havido cortes. Aprendemos com a censura a ler os sinais gráficos. Tudo poderia constituir mensagem, subliminar, escondida. Era um jogo de gato e rato", lembraria o editor numa entrevista, muitos anos depois.

Marcas de um certo cosmopolitismo nessa Cova da Beira do Portugal de Salazar ainda situada a muitas horas de viagem de Lisboa. Marcas reflectidas no próprio noticiário comum. Na contracapa do jornal, sempre tradicionalmente dedicada à cidade da Covilhã, o destaque era dado - nessa edição de Março de 1967 - a uma "notável palestra do sr. Manuel Mesquita Nunes [provavelmente familiar do nosso Adolfo] sobre os problemas actuais da indústria de lanifícios", numa conferência de rotarismo.

 

Na mesma edição, leio a notícia de que dois primos meus - o alferes miliciano Manuel Correia Saraiva e o furriel miliciano António Eduardo Correia Saraiva - tinham regressado ao Fundão, cumprido o serviço militar no Ultramar. Eram as referências possíveis à guerra que se travava em três frentes africanas muito distantes do rectângulo luso e da qual só chegavam ecos esparsos às páginas dos jornais.

 

Imagem: uma rua do Fundão nos anos 50 (foto Caradisiac)


15 comentários

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De José da Xã a 31.07.2013 às 17:58

Pedro,

esse teu primo Manuel Correia Saraiva não se tornou um reconhecido advogado no Fundão? É que se for ele, resolveu alguns dos casos do meu sogro... (a vida tem destes coincidências!!!).

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De Pedro Correia a 31.07.2013 às 19:06

Correcto e afirmativo, meu caro. O mundo é pequeno, confirma-se. Um abraço amigo.
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De Maria_S a 31.07.2013 às 19:13

Que giro, eu devo ter andado nessa camioneta ou como se diz por lá, na carreira :).
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De Pedro Correia a 31.07.2013 às 19:58

Sim, Maria: na carreira. Hoje "carreira" significa outra coisa, bem diferente.
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De Fernando Marques Pinheiro a 01.08.2013 às 10:16

Tenho 91 anos, viajei muitas vezes em camionetas como esta e este reencontro deu-me muito prazer. Viajava de Lisboa para o Bombarral e regresso (na empresa Capristanos), e de Lisboa para a Vermelha e regresso (via Cadaval, na empresa Claras). Havia muitas paragens pelo caminho, para saída e entrada de passageiros, e como toda a gente se fazia acompanhar por muita bagagem, o funcionário que mantinha sempre a tiracolo a malinha dos bilhetes e do dinheiro, não tinha descanso, a trepar constantemente para o tejadilho e a descer (por uns degraus fixos nos exterior, nas traseiras). O andamento era lento, e nas subidas o motor estafava-se rodando ruidosamente. Viajava-se. Fosse longo ou curto o percurso, ao sair-se da camioneta tinha-se concluído uma aventura a que não faltariam peripécias.
Fernando Pinheiro
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De Pedro Correia a 01.08.2013 às 11:43

Caríssimo Fernando Marques Pinheiro:
Gostei muito que nos visitasse e deixasse aqui este comentário, com essa recordação que o tempo não apaga.
Esta minha série destina-se precisamente a suscitar uma saudável nostalgia junto dos nossos leitores. Nostalgia de um tempo onde as dificuldades materiais eram incomparavelmente maiores do que as actuais, o que também serve para relativizar de algum modo os problemas de hoje.
Eu sou um viajante permanente. Já dei várias vezes a volta ao nosso País (incluindo Madeira e Açores) e sempre descubro coisas novas, com um prazer que nunca parece terminar. Esta continua a ser uma das minhas formas preferidas de viajar. Em camionetas (da actual rede expresso) que nos conduzem a qualquer recanto de Portugal. Algo que a via férrea devia fazer mas não faz. Nem poderia, com tantas centenas de quilómetros de linha que têm sido encerrados nos últimos 20 anos. Lamentavelmente.
Espero que continue a aparecer por cá. Com essa excelente memória que felizmente possui.
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De Leão do Fundão a 01.08.2013 às 10:49

Caro Pedro:

Muitos Parabéns por este "Regresso ao Passado".
Espero que venham muitas mais lembranças.

Apenas um pequeno reparo quanto à data da foto. Suponho que será dos anos 50, pois na década de 60 já as "camionetas" da Empresa de Transportes do Zêzere, não partiam da hoje chamada Rua Jornal do Fundão (Na foto). Do lado direito (Onde aparece um senhor de chapéu), na década de 60 já existia o Cine Teatro Gardunha.
À esquerda na foto (Junto à primeira camioneta), o edifício onde funcionava a secção do Fundão da antiga Companhia Eléctica das Beiras (Hoje integrada na EDP), e onde se não estou enganado, num dos andares superiores residiu o saudoso António Paulouro. Mais atrás o edifício da Pensão Rivoli e ao fundo à direita a casa apalaçada da Praça Velha.

De notar que na década de 50, a Vila do Fundão seria uma das poucas, senão a única do país (?) a ter 3 Empresas de Camionagem. A já referida Empresa Transportes do Zêzere, os Transportes Barreiros e a ainda existente Auto Transportes do Fundão.

Um abraço e venham mais postais e recordações

Leão do Fundão
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De Pedro Correia a 01.08.2013 às 11:29

Obrigado pela sua atenção, meu caro Leão do Fundão. Já fiz a emenda. A foto não estava datada, como tantas vezes acontece. Mas tem toda a razão: só pode ser da década de 50. O Fundão, pelo seu natural dinamismo, foi precursor em várias coisas. Como bem diz, já nesta altura tinha três empresas de camionagem. E teve um dos primeiros jornais regionais com impacto nacional (algo que nunca sucedeu com a capital do distrito). E já tinha piscina municipal no começo dos anos 50 quando Castelo Branco não tinha nem no final da década seguinte.
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De Eduardo Saraiva a 01.08.2013 às 14:17

Pequenas informações, alusivas à fotografia, para a memória da Vila do Fundão - a minha terra.
Por vezes é difícil "encontrar" uma data para as fotos antigas. No caso da foto a que o Pedro recorreu para "decorar" o seu belo texto no "Regresso ao Passado", penso que a imagem se refere ao final dos anos 1940, princípios de 1950. O Cine Gardunha foi inaugurado, se a memória não me atraiçoa, em 1958. Do lado direito da foto não há sinais do novo edifício mas, encostado à casa da família Travassos (o senhor Travassos trabalhava na Associação Comercial) estão pedras soltas do antigo Barracão (por curiosidade foi palco da passagem de filmes - em outros tempos idos). O Cine Gardunha foi construído pelo Senhor Solipa (natural da Barroca e emigrante na Venezuela). A iniciativa do senhor Solipa testemunha a inciativa privada que existia na região. Pela importância da iniciativa privada é que o Fundão tinha as empresas de transportes - as carreiras. A AutoTransportes que fazia as ligações de Cebola (agora S. Jorge da Beira) - Fundão. A Auto também tinha camionetas de grande porte para o transporte de minério e mercadorais.
A empresa Transportes do Zêzere (o proprietário senhor Manuel Antunes era natural da Barroca) fazia a ligação Barroca do Zêzere - Fundão e tinha carreiras para Castelo Branco e a Covilhã.
A empresa do senhor Barreiros (natural do Castelejo) fazia a ligação Castelejo - Fundão.
As carreiras da Auto chegavam ao Fundão pelas 9 horas e partiam às 8 horas. A Transportes do Zêzere (vinda da Barroca), chegavam pela manhã e partiam à s 17.3o horas e o Barreiros regressava ao Castelejo pelas 17 horas.
O Fundão tinha, e mantêm, o mercado semanal às 2ª.s feiras. A Vila era invadida pelas gentes das Aldeias. Vinham fazer as compras e os negócios. Era uma salutar poluição/confusão e mexia, como se diz agora, com a economia local. No mercado quinzenal - o do gado - o Fundão rebentava pelas costuras, de pessoas. Estas carreiras eram sobre a zona do Pinhal porque do outro lado do Concelho, utilizavam o comboio. Curioso, às 2ª.s feiras, após a saída da carreira da Auto(18 h.) o Fundão entrava num silêncio. Era outra terra mas, confesso, tenho saudades daquela azáfama das 2ª.s feiras. A sociedade não conhecia o termo poluição sonora. Era um "ruído" que mexia com as pessoas e a terra. Nesse dia, o comércio abria às 9 horas e fechava às 20 horas. Não interrompia para o almoço. A refeição era tomada por turnos (como agora se faz na Banca).
O senhor Paulouro morava no 2º. andar e, após a construção do edifício do Jornal do Fundão, passou a residir no 2º. andar do novo prédio.
Na foto, ao lado da primeira camioneta, era o edifício dos CTT. Um prédio muito bonito mas que o "desenvolvimento" engoliu ou destruiu.
Aguardo, com curiosidade, o próximo "capítulo" do Regresso ao Passado". Um precioso contributo para a memória do Fundão.
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De Pedro Correia a 01.08.2013 às 17:59

Agradeço-te imenso esta achega tão detalhada, Eduardo. Sobre o mercado, senti exactamente o mesmo quando estive no Fundão em Junho e aproveitei uma segunda-feira para matar saudades deste evento: continua a ser um marco na cidade e recomenda-se. Prova evidente de que nem todas as tradições se perdem.
Em sentido inverso, sempre que passo à frente do Cine Gardunha (edifício de que me recordo desde sempre) não posso deixar de lamentar o acentuado estado de degradação a que chegou, perante a impotência das autoridades municipais. Neste caso ferem-se dois domínios: é um valioso equipamento cultural que se perde e é a memória histórica que se apaga em cada dia que passa.
Infelizmente há maus exemplos destes um pouco por todo este país, que padece de muita falta de memória...

Obrigado pelas tuas palavras, que sei bem serem sinceras. Um forte abraço.
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De Fernando Marques Pinheiro a 01.08.2013 às 15:43


Prezado Pedro Correia,
Como neste sistema de inserção de comentários há uma análise prévia dos conteúdos (como na extinta “Comissão de Censura”, cujas “tesouras” causavam fortes arrelias), e como no blog não encontro o vosso endereço de email, decidi utilizar esta porta para entrar não com um comentário na mão mas trazendo um relato em que há a palavra Zêzere – porque a fotografia da camioneta trouxe essa palavra para os comentários, numa alusão a uma Empresa de Transportes do Zêzere.
Palavra puxa palavra… e cá estou a contar a minha extraordinária ida a Ferreira do Zêzere.
--- --- ---
MEMORÁVEL CAVALGADA
(Fernando Marques Pinheiro)

Foi em 1943 que estive em Ferreira do Zêzere. E nunca lá voltei.
Cheguei depois da meia-noite, com os meus colegas, numa galera (carroça de quatro rodas puxada por mulas, como os wagons da conquista do Far-West).
Quando estávamos ainda a tentar dormir mais um pouco, deitados no chão duma sala do teatrinho, já alguns aldeãos conduziam cavalos e mulas à trela na direcção da praça principal de Ferreira do Zêzere, onde estacionariam à nossa espera.
Éramos quinze talvez, vindos de Leiria, de comboio até Tomar e depois na galera. Alunos dum curso de sargentos milicianos, acompanhados por um oficial miliciano e pelo veterinário do quartel.
Estávamos talvez no mês de Outubro, com a farda do exército desde Agosto desse ano.
Constava que Hitler decidira ocupar a Espanha e Portugal. Seria recebido condignamente, aqui, mas no quartel de artilharia ligeira de Leiria não havia cavalos e mulas que chegassem. Só para cada canhão eram necessárias seis mulas.
Ao entrarmos de manhã na praça principal de Ferreira do Zêzere (armados apenas com uma pistola presa no cinturão e sem balas), aquilo parecia uma feira.
À hora do almoço o veterinário tinha concluído a selecção dos animais requisitados. A organização havia sido primorosa. As famílias mais abastadas dariam almoço a um ou a dois milicianos. Eu fui levado a uma casa senhorial. Almocei no primeiro andar, sozinho, numa varanda das traseiras, muito ampla e com cobertura. Tinha uma vista linda para campos cultivados e arvoredo distante, e havia nessa varanda uma colmeia. Ouviam-se risos abafados das criadas, que apareciam e desapareciam rapidamente. Eu evitava gestos bruscos para não espantar as abelhas e fingia que não via as criadas.
Das estupendas sardinhas assadas, com batatas cozidas e salada de pimentos, pediu desculpa a dona da casa, dizendo não sei o quê. Não confessei que um banho e roupa lavada eram as coisas que mais me apeteciam.
Comi tranquilamente. Agradava-me a proximidade de tanta vegetação. Destacava-se uma horta bem tratada que vinha de longe abeirar-se da varanda.
Já não pensava na sala do teatrinho onde tentáramos dormir e onde encontrámos a poeira no ar e o cheiro a corpos suados, do baile concluído pouco antes.
Numa rua por onde se sai da praça principal, logo ao princípio, se bem me recordo as casas do lado esquerdo estão um pouco recuadas. Numa delas talvez alguém confirme que na varanda das traseiras, no primeiro andar, em tempos houve uma colmeia.
Entretanto, depois do almoço estávamos prontos para partir. Cada um montaria um cavalo ou uma mula e levaria pela arreata à sua direita dois outros animais.
Avançaríamos a passo pelas estradas, cavalgando de manta e cilha (sem selin, os pés a baloiçar), em coluna de três animais de frente. Percorreríamos assim nessa tarde 20 km até Tomar, e no dia seguinte 40 km até Leiria – onde chegaríamos já pela noite dentro, em plena escuridão.
---
Para quem é sentimental tenho aqui um segredo.
Eu sabia que os cavalos gostam de açúcar. Parti de Leiria com uma algibeira cheia de rebuçados. E ao entrar na posse da mula que cobicei dei-lhe um rebuçado. Gostou. Dei-lhe outro.
O homem que a tinha trazido estava parado e calado a olhar. Finalmente falou. Diria ao dono da mula que não estivesse triste, os animais seriam bem tratados, até lhes davam rebuçados.
Pouco depois acrescentou, em tom confidencial, que o dono da mula não tinha querido vir, pedira-lhe a ele que viesse. Tinha ficado em casa a chorar.
FIM

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De Pedro Correia a 01.08.2013 às 17:53

Meu caro:

Agradeço-lhe muito, agora a dobrar, o texto que aqui deixa. Um texto que, como terá ocasião de ver, destacarei aqui no blogue.
A moderação de comentários aqui no DELITO acontece apenas para prevenir expressões de carácter injurioso ou difamatório destinadas a terceiros à revelia da nossa vontade, nada mais. Há uma liberdade muito grande dos nossos comentadores, como não poderia deixar de ser.
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De Bernadete Asensi Tavares de Melo a 06.11.2013 às 20:39

Fernando Marques Pinheiro, é você quem me escrevia cartas, no ano de 1996 e tantos anos??? Estou a morrer de saudades, mexendo e remexendo cartas suas. Tive uma crise de apendicite e, sem fazer nada, revolvi remexer em papéis... e te encontrei e MORRI DE SAUDADES!!!!!!!!!!!!!! Onde tá vc????????
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De Adolfo Mesquita Nunes a 01.08.2013 às 19:03

Manuel Mesquita Nunes é meu tio-avô, irmão mais velho do meu avô; ambos vivos e de saúde, felizmente. É da Covilhã que venho, Pedro!
Um abraço,
a.
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De Pedro Correia a 01.08.2013 às 19:52

Logo calculei que fosse teu familiar, Adolfo. É uma dádiva termos familiares de gerações mais velhas vivos e com saúde. Nunca é de mais o convívio com eles. Estive em Junho no Fundão, voltei lá há dias: gosto cada vez mais de revisitar as raízes. E em cada regresso aprendo sempre alguma coisa sobre mim próprio.
Um abraço, meu caro.

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