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Rigor "mortis"

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 18.01.09

Manuela Ferreira Leite não se cansa de pedir rigor  nas contas públicas. Faz muito bem.
Pena é que não aplique essa exigência  às palavras. Cada vez que abre a boca, nunca entra mosca. Ao somatório das “gaffes”, MFL decidiu, em Santa Maria da Feira, associar a mentira e a calúnia.

Sabemos há muito que a líder laranja não gosta de jornalistas, mas a utilização de  um jornalista como arma de arremesso contra Sócrates tratou-se de uma perversão e “acto falhado”. Perversão, porque recorreu à mentira  para receber aplausos. MFL mentiu  em relação aos factos (nenhum jornalista da Lusa se deslocou a Madrid), ao conteúdo (o correspondente da LUSA em Madrid não foi falar apenas com o PSOE e bastava ler jornais para ter lido as declarações do PP) e falsificou os argumentos (os contribuintes não pagaram a deslocação de nenhum jornalista, porque ele já lá estava).
A intervenção de MFL foi, também, um “acto falhado”, porque criticou os métodos do seu próprio partido e do governo de que fez parte como ministra das Finanças.
Não acredito que as mentiras tenham sido inocentes, nem que as sucessivas “gaffes” sejam fruto do acaso. Penso, antes, que ambas são deliberadas. É uma questão de estilo. Incapaz de fazer passar uma mensagem com conteúdo, que estabeleça a diferença entre ela e o actual governo, MFL recorreu ao caminho mais fácil. Falam dela pelos piores motivos, mas sempre é melhor ser acusada de incoerência do que constatar que as suas palavras esbarram num muro de silêncio e indiferença.
Quem acreditava que MFL poderia trazer mais seriedade e rigor à política, desengane-se. Ela é mais do mesmo. A pior faceta de um PSD que anda à deriva, desde que Durão Barroso  se pirou para Bruxelas e deixou, como legado, um bebé dentro de uma incubadora.
Como diz o André Couto, num post mais abaixo, ”para além de incoerentes, MFL e seus acólitos são uma lástima”.
 

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3 comentários

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De Antifarsista a 18.01.2009 às 17:07

"Cada vez que abre a boca, nunca entra mosca".

Muito original...
Escrito ao espelho, não?
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De Pedro Correia a 18.01.2009 às 17:55

O nível de argumentação, com este comentário, desceu ao zero. Como diria o governador do Banco de Portugal, entrámos em 'crescimento negativo'.
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De João Carvalho a 18.01.2009 às 18:04

Bem visto! Talvez para a próxima tenhamos de fechar-lhe a janela, para não entrarem tantos insectos aqui...

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