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Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 29.07.13

O tema religião continua  limitado entre nós a uns quantos colunistas, por exemplo Frei Bento Domingues, no Público, aos domingos, Fernando Calado Rodrigues, no Correio da Manhã, às sextas, e Anselmo Borges e Tolentino Mendonça, respectivamente no Diário de Notícias e Expresso, aos sábados. Não é ainda parte da nossa cultura, tradicionalmente laica e republicana. Nem - infelizmente - uma especialidade jornalística a cultivar. Por isso escolhi como blogue da semana o Religionline, um trabalho colectivo de Manuel Pinto, professor da Universidade do Minho, do jornalista António Marujo, ex-Público, com anos de experiência acumulada, e de Joaquim Franco. Contra o que possa parecer não é um blogue proselitista, é um espaço voltado para o “sentido da vida, a dimensão religiosa e a cultura”, com “notas, notícias, procuras e interrogações”, abrangente, atento e crítico. 


9 comentários

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De João André a 29.07.2013 às 13:52

Da minha parte Fernando, saúdo a existência destes espaços de discussão. Apenas aponto que, do meu ponto de vista (declaraçao de interesses: sou ateu), vejo este blogue como algo (embora não demasiado) proselitista. Além disso, dizer que reflecte sobre religião não será completamente correcto, uma vez que as discussões parecem ser essencialmente sobre uma religião: a católica (mal vejo sequer algum comentário sobre outras religiões cristãs). Mas isso não invalida o blogue. A discussão aberta é importante e a explicação do pensamento católico fundamental. Excelente escolha.
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De Fernando Sousa a 29.07.2013 às 15:30

É verdade, João, que o blogue é alimentado por crentes, o que se deduz facilmente dos posts, e que em grande parte incide na temática cristã, o que a certa altura até acho normal pelos saltos – e sobressaltos – da Igreja Católica, que enfrenta problemas como nunca o fez no passado. Mas recua no tempo (o blogue vem desde 2002) e verás como também tem reflectido ao longo dos anos, e com grande elasticidade, sobre o espaço religioso não-cristão e o ecuménico, o que o destaca do proselitismo. É claramente um lugar também de pensamento, não uma cadeira de Teologia, muito menos um púlpito. Daí a escolha, que fico contente que tenhas gostado. Um abraço.
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De Pedro Correia a 29.07.2013 às 15:15

Boa escolha, Fernando.
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De Fernando Sousa a 29.07.2013 às 19:24

Obrigado, Pedro. Tentei que fosse. É uma área complexa.
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De Anónimo a 30.07.2013 às 20:12

O que me surpreende na forma como a religião é debatida é que ela foca-se em si mesma, em matéria religiosa e muito pouco no Homem. O cristianismo tem algumas facções: os católicos (como eu), os protestantes, os anglicanos, os baptistas, mais os e os e os. Destes, os católicos (como eu) vertem muito a sua fé na lengalenga do pastor e das ovelhas. Significa isto que a fé católica, espartilhada como anda desde há muito, em particular desde a derrota de Maxêncio e a ascenção de Constantino, cheira efectivamente mais a carneiros que propriamente ao perfume dos altares. É assim, porque a história do pastor anda muito mal contada; isto é, o pastor, por hábito, tem-se alimentado das ovelhas, mas o Bom Pastor é aquele que se entrega como alimento para as ovelhinhas. Estou certo ou estou errado? Continuemos:
No caso concreto da Igreja portuguesa, e não só, ela agora vê-se despojada, em quase todos os seus membros, da missão que lhe foi destinada. E tudo isto se deve porque descobriram que a intelectualidade é o que está a dar. De tal forma o fazem mal que quase parecem cientistas, sem ofensa. Porque a ciência mede o que é visível, observado, e até muitos destes estão convencidos que detêm "o metro de Deus", ainda que não acreditem em Deus, ou seja, não compreendem que a ausência da evidência não é a evidência da ausência, mas conseguiram contaminar o que não devia ser contaminado.
Podia ir por aqui fora, mas paro.
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De Fernando Sousa a 31.07.2013 às 17:10

E parou muito bem, Anónimo, porque a escolha que fiz não foi ditada por motivos de natureza religiosa mas pela contribuição que o Religionline tem dado no meu entender para a divulgação ou reflexão de matérias religiosas, cristãs ou outras. Obrigado de qualquer modo. Eu nem conhecia Maxêncio...
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De Anónimo a 31.07.2013 às 19:20

E parei mesmo no ponto certo, Fernando. Na realidade o meu comentário não se dirigia à sua pessoa, à sua atitude, que é de louvar. Mas tinha outra intenção: provocar (suscitar, fazer aparecer, causar, fomentar, motivar).
No caso concreto do catolicismo, onde tanto se fala de uma nova evangelização, não se compreende que a Boa Nova só o é depois de algo de novo ter acontecido em cada um de nós e, consequentemente, na própria instituição. Causa que tem provocado ateus, cientistas e algo mais, fazendo crer a muitos destes que o papel evangelizador passou a residir no seu sábio parecer, mas isto é efectivamente parte daqueles que são "pobres de espírito", pobreza que é pouco vista nos círculos institucionais religiosos e seus adjacentes. Podia ir por aqui fora, mas paro novamente.
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De Fernando Sousa a 31.07.2013 às 19:29

"No caso concreto do catolicismo, onde tanto se fala de uma nova evangelização, não se compreende que a Boa Nova só o é depois de algo de novo ter acontecido em cada um de nós e, consequentemente, na própria instituição." De acordo.
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De Anónimo a 31.07.2013 às 20:01

Vamos então fazer alguma coisa para que tudo mude.

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