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O comunicado da presidência.

por Luís Menezes Leitão, em 13.07.13

 

Não sei o que terá passado pela cabeça dos líderes dos três maiores partidos portugueses para aceitarem a humilhação de entrar numa negociação dirigida pelo Presidente da República, onde são confrontados com comunicados como este. Costuma dizer o povo que se é tolo quem pede, mais tolo é quem lho dá. E da infantilização dos principais líderes partidários não pode resultar nada de bom para o regime. O Presidente pode achar que os actuais líderes partidários nunca deixaram de ser meninos das jotas, mas cabia a estes demonstrar ao Presidente o contrário. Porque só por milagre alguém vai acreditar num acordo entre meninos patrocinado pelo reformado de Belém. Os mercados já o estão a demonstrar.


10 comentários

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De Anónimo a 13.07.2013 às 14:49

Partilhei com o Pedro Correia a reflexão sobre esta situação, que anexo aqui:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5556929.html#comentarios
Mas devo acrecentar o que vejo em concreto sobre a qustão da nossa dívida. Ela jamais será paga nos montantes actuais, e as únicas alternativas passam por duas situações:
1 - o perdão parcelar da mesma;
ou
2 - a recompra da dívida por preço substancialmente inferior ao seu montante (pois eles, os mercados e não só, já ganharam com os juros) com renegociação do pagamento do valor acordado em prazos razoáveis.
Se há algo que devemos ter em memória é a experiência dos países sul e latino-americanos que se viram vilipendiados e explorados durante os denominados períodos de "ajustamento".
Deixo aqui um link da entrevista a Rafael Correa, Presidente do Equador, que decorreu na TVE. Ele aborda esta realidade:
http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=Lr2fLh6f2nU&feature=endscreen

Aqui chegados, devo dizer que estranhei muito o discurso de Paulo Portas na reunião na Assembleia sobre os estado da Nação. Referiu ele, citando Sá Carneiro para justificar a sua própria mudança de atitude, a estratificação das prioridades, nomeando-as desta forma:
Primeiro a nação, depois o partido e depois o interesse pessoal. Confuso fiquei porque não vejo que Paulo Portas tivesse hoje mais conhecimento sobre a realidade de Portugal e dos mercados que antes de seu pedido de demissão. Por isto a demonstração de grande responsabilidade e de sacrifício pelos interesses da nação, perante mim, caíu por terra.
Depois não entendo a posição do Presidente da República. Ele sempre apadrinhou uma política ruinosa, e que se viu desmascarada pela carta de demissão do ex-ministro das Finanças. E durante o curso da mesma, onde os resultados desastrosas eram visíveis, não tomou providências para, em tempo útil, fazer incluir o PS na gestão do executivo.
Ora, está visto que o PS não irá comprometer-se com o desastre que ambos, executivo e Presidente, ofereceram ao país.

Concluo deixando uns links respeitante a Evo Morales e à cimeira da UNASUR:
http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=jWcjoO6yfVw&NR=1

http://www.youtube.com/watch?v=DFrtCLQ0Rs4&feature=endscreen&NR=1

Espero que Portas e o governo português sejam capaz de sair bem desta situação humilhante em que colocaram o país e o povo português.
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De am a 13.07.2013 às 14:55

Cavaco Silva ficará conhecido na história como o " "Destruidor"...

As pescas... a agricultura (" coisinhas" pelas quais agora derrama tantas lágrimas e apelos ) e, finalmente, com esta trapalhada: a independência de Portugal por cinco ou mais gerações!
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De moribundo a 13.07.2013 às 16:03

Diga logo de uma vez que quer eleições em setembro, todos sabemos que se tal acontecer ganha o PS mas, a abstenção (que pouco ou nada a vós interessa) vai disparar para uns 60 a 70%. Diga-me sinceramente, onde se baseia para se sentir bem como cidadão, sendo governado por um governo, sabe lá Deus ou o Diabo como a isso chegou, mas, mandatado apenas por uma minoria da população? Minoria essa, certamente composta por reformados e activos da função pública, porque os restantes,(refiro-me a privados e seus assalariados) poucos ou nenhuns vão votar; sabe porquê?
- Porque como disse o Presintente: "chegou a hora dos políticos portugueses colocarem os interesses do país acima dos seus interesses pessoais" Todos sabemos que assim sempre foi, como tal, para quê e porquê ir as urnas? Eleger mais porcaria? Não contem comigo.
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De Luís Menezes Leitão a 13.07.2013 às 18:46

Eu não quero eleições em Setembro nem em Junho. Quero um governo que governe e um presidente que presida. E penso que não será pedir muito.
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De moribundo a 13.07.2013 às 22:05

Também eu, mas isso não vai acontecer.
Hoje vivemos o resultado da abrilada, todos os que naquele tempo tomaram o poder, jovens cheios de ideais e de boas intenções, não fizeram outra coisa desde 74 a não ser conduzir o país a isto, são esses o verdadeiro peso morto que nos afunda dia após dia, Portugal é um estado anafado sem economia para se sustentar é assim que somos, é assim que nos vêm. Hoje, os abriloes têm suas reformas suas moradias, seus luxos etc. Os ideais da juventude são cantigas do passado. É um pouco como você mesmo cita, ou diz: "se tolo é aquele que pede mais tolo é aquele que dá"
Esse governo e esse presidente de que fala só vai surgir quando certa camada da população ficar farta de possuir faculdades sem emprego, pode então ser que se decidam a investir num novo rumo, reiniciando o ciclo, mas se tal surgir creio que será de forma natural e espontânea, não há como prever revoluções.
Para já julgo que o Presidente esteve bem em tentar formar uma junta de salvação nacional. Você tinha solução melhor?
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De Anónimo a 14.07.2013 às 13:07

Li com interesse seu comentário. E sobre esta solução que o Presidente apresenta ao país fico com a sensação que para a junta (dupla) funcionar o Presidente resolveu aparelhar uma canga (o PS) para que a carroça avance. E eu penso que isto já não vai com amarras.
Provavelmente o Presidente acabará por aceitar a solução encontrada pelo PSD/CDS e convocará as eleições no próximo ano.
Sobre a questão de se fazer isso pelo interesse da nação, assumamos que este povo, todos nós, desacreditados de há muito nos políticos e nas corporações que espartilham o coração da nação, já aprendemos a viver por nossa cabeça e lá vamos fazendo aquilo a que nos empurram a fazer: usamos o estado para ver se caiem umas migalhas e, para que não fique tudo para eles, ficamos com o que pudermos reter. Foi isto que eles fizeram ao longo de uma geração, mas continuam a fazer. Os vícios são danados de contrariar.
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De moribundo a 14.07.2013 às 21:57

-- Mas você optou por responder como anónimo ou fala pelo Sr. Leitão?
Seja como for; neste país ainda há gente que sua, deixa lágrimas e até sangue para contruir algo com suas proprias mãos, sabe porquê? Porque só se realizam na autenticidade genuina das suas criações. Podem até ser uns "pobretanas" mas têm honra e são felizes por assim serem. As vezes ficam tristes por ver tanto usurpador e gatuno que se mune de diplomas e esquemas, que consegue estatutos para viver a ilusão de que são seres especiais, como que superiores aos demais. Mas na verdade, quando olham lá para dentro só vêm podridão, a sua podridão, deve ser nesse momento que mentem a si próprios e fogem de si mesmos buscando mais ilusão. A isso sim, é que eu chamo viver de migalhas, infelizes.
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De Anónimo a 15.07.2013 às 12:15

É uma questão de percepção. Não sei se reparou bem no seu comentário. Aqui quem sua fica sem a sua parte; e se chama migalhas ao que eles levam, recordo-lhe o velho ditado: grão a grão enche a galinha o papo.
Repare que agora, depois de terem espoliado a nação com a teoria do ir mais longe e do custe o que custar, aquilo que começava a vigorar era o salve-se quem puder, porque o rei vai nu. O Pedro resolveu dar uma de patriota, pois nisto de ter a probabilidade de umas eleições à vista, por causa da fuga do parceiro, convém ter um discurso que até mereça palmas diante do Sacrário do Santíssimo, e se tiver um patriarca por perto tanto melhor, talvez a bênção seja de alguma utilidade.
Continuemos, a nação foi espoliada, mas os lugares já estão cativos, para alguns: veja bem as nomeações que ocorreram durante uma parte da legislatura, e outros regressam para onde estavam como prémio de tanta burrice.
Eu gostaria de saber quantas são as pessoas neste país que se podem dar ao luxo de ir fazer uma tournée pelo governo e outras instituições da nação e depois ter lugar garantido para continuar com sua vidita.
Neste país a honra não dá pão a ninguém, quando muito ajuda a viver na ilusão.
Aqui chegados, convenhamos que o estado tem sido usurpador do suor dos cidadãos. Quem quiser manter esta situação ou é burro ou come leitão.
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De Anónimo a 15.07.2013 às 12:42

Para que não fique incompleto o anterior comentário acrescento duas informações:

- O anónimo que escreve é o mesmo que postou o primeiro comentário deste texto, como anónimo, e só estou mandatado pela minha consciência;

- e deixo esta outra informação:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=114679

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De moribundo a 15.07.2013 às 15:21

Já havia dito a mim mesmo de que não vale a pena seguir a politica portuguesa, pois provoca-me sentimentos de repulsa e mau estar, estraga-me a qualidade de vida, o meu dia-a-dia. Mas devo ser sadomasoquista porque lá vou revoltando de vez em quando, só para ver a cena, resultado; quem paga o perdido é o meu figado.
Esse BPN realmente têm bem estampado a cara do "mister boca de borracha". À tantos anos que esse caso ou casamento dura que já deviam criar um logo novo, tipo: BPN seguido-se a cabecinha do boca de borracha a sorrir.
Espantoso, ainda vão ensacar mais 600M.
Passe bem ser Anónimo, não volto tão cedo.

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