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A avenida Álvaro Cunhal

por Rui Rocha, em 08.06.13

Leio que por especial deferência e iniciativa de António Costa, Lisboa conta agora com uma Avenida Álvaro Cunhal. Não se trata de uma excepção, uma vez que outros municípios já cometeram ou preparam-se para perpetrar iniciativas de idêntico calibre. É bem verdade que o país tem muito mais ruas do que filhos que mereçam distinção, pelo que devem aceitar-se como normais a massificação e a erosão de sentido do destaque toponímico. Todavia, uma coisa é colocar, à falta de melhor, o nome de um qualquer patarata numa placa de uma rua. Outra coisa é atingir o nível de cretinice necessário a que se promova a glorificação por instituições democráticas de quem nunca quis a democracia. Álvaro Cunhal combateu, é certo, o regime salazarento. Mas devemos ser capazes de distinguir ainda que os tempos sejam propícios à confusão. Uma coisa é combater uma ditadura para promover a liberdade. Outra coisa é combatê-la para a substituir por uma outra forma de opressão. A liberdade e a democracia são um valor em si mesmas. E porque é assim, é inaceitável o raciocínio daqueles que por acção ou omissão contribuem para que prolifere uma distinção entre ditaduras boas e más. As ditaduras, de direita ou de esquerda, de cima ou de baixo, são o que são. E são más. Execráveis. É por isso que uma certa aragem de politicamente correcto que desemboca numa atitude de tolerância perante o comunismo não pode ser admitida. É certo que, contrariando o pessimismo de Adorno, depois de Auschwitz podemos ainda voltar à poesia. Mas não podemos permitir que volte o nazismo. Pelo mesmo motivo, é realmente lamentável que depois dos milhões de vítimas provocados pelo comunismo e de o sistema não ter levado a outros resultados que não a colectivização da violência e da fome, aqueles que o defenderam e nunca o renegaram acabem não só por beneficiar de um julgamento histórico injustificadamente benevolente como ainda vejam o seu nome inscrito numa avenida, em claro desafio à dignidade democrática da cidade e do país.


88 comentários

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De Carlos Cunha a 08.06.2013 às 19:53

há quem diga que o homem fez mais coisas, para além da política: escrevia, sem recorrer aos "escritores-fantasma" (tão esquecidos pela feira do livro), pintava, participou numa fuga de uma prisão digna de qualquer filme do género...e a sua vida e personalidade tem dado e dará para que muitos daqueles que o combateram ou seguiram dediquem o seu tempo a estudá-la e a escrever e a publicar....
o nome do homem foi dado a uma rua ou avenida nova, que não é rebaptizada...
o homem era comunista "a sério", completamente devotado à ex-união soviética e tentou instalar um regime do mesmo tipo em portugal, mas perante a oposição democrática que suscitou, recuou e não alinhou em aventureirismos "armados"...
o homem "merece / não merece / merece" uma rua com o nome dele?
foi dado em lisboa (com direito à internacional), seria certamente recusada noutros municípios, seria certamente aceite noutros,...e lá está ele ainda a dar que pensar, falar e escrever...
o que penso disso? acho que não está certo, se por acaso não existe ainda uma rua com o nome do alberto joão...
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De Alfação a 08.06.2013 às 19:54

O Costa quer é os votos da comunagem nas próximas eleições... Já abarbatou os do Zé que não fazia a menor falta e a de uma Roseta que anda de bicicleta com um capacete na tola e fica contente com isso.
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De Perdão, corrigindo: a 08.06.2013 às 20:05

...e os de uma Roseta...
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:06

Sim, oportunismo.
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De lucklucky a 08.06.2013 às 21:49

Um Totalitário, ou seja alguém que queria controlar todos os aspectos da vida dos outros homenageado por uma Democracia cada vez mais a caminhar para inaugurar a fase da Democracia Totalitária.

Faz sentido.
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:06

Não. Ainda não, pelo menos.
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De Mário Pereira a 08.06.2013 às 21:58

Não consta que o Cunhal tenha feito negociatas à custa da política, nem que tenha permitido que camaradas seus tenham enriquecido à sua sombra, nem que tenha tido responsabilidade nos crimes do Estaline.
Esteve preso uma data de anos por lutar contra uma reles ditadura, cujo principal mentor tem o nome em dezenas de ruas por esse país fora, sem que isso alguma vez tivesse incomodado a maioria das pessoas que agora se mostram tão indignadas.
Não garanto que ele, se pudesse, não deixaria que dessem o seu nome a uma rua, porque nunca o poderemos confirmar, mas lá que acho isso, acho...
Mas enfim, este é mais um daqueles temas que provam que os conceitos de esquerda e direita ainda fazem sentido: as pessoas de direita preferem ruas com o nome do Salazar; as de esquerda preferem ruas com o nome do Cunhal.
E repara-se que digo «de esquerda» e não «comunistas», que aliás o António Costa também é insuspeito de ser...
Felizmente, ainda vivemos em democracia, embora às vezes quase nem se note...
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De Amendes a 09.06.2013 às 00:54

Caro Camarada...

Não há diferença nenhuma entre Cunhal e Salazar...
nenhum deles era democrata !O resto é conversa.
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De lucklucky a 09.06.2013 às 01:27

Se apoiou Estaline e ajudou à defesa da URSS certamente teve responsabilidades, nem que seja morais.

"Felizmente, ainda vivemos em democracia, embora às vezes quase nem se note..."

Essa tem piada. Algo que Cunhal abominava.
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De cardoso a 09.06.2013 às 13:09

E o apoio à invasão da Checolosváquia em 1968?
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:19

E o resto.
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De xico a 09.06.2013 às 17:05

Cunhal não fez negociatas à custa da política, tal como Salazar não fez e não enriqueceu.
Para mim, todas as ditaduras são igualmente ignóbeis. Se a de Salazar era reles, como diz, significa que a que Cunhal defendia era magnífica?
O país tem ruas com o nome de Salazar que foram assim denominadas num período histórico em que se desprezou a democracia. Seria intolerável que se desse o nome de Salazar, hoje, quando prezamos a democracia. Por esse mesmo motivo me sinto ofendido com a atribuição do nome de Cunhal, quando este mesmo disse que não queira uma democracia para Portugal.
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:19

Exactamente.
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:08

Repare que o facto de recusar o comunismo não implica qualquer promoção de Salazar ou de outro regime totalitário. Sublinhei-o no texto. E reafirmo-o.
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De da Maia a 09.06.2013 às 00:29

Democracia... essa teve piada!

A maioria das ruas do país tem nome de pedreiros que, se saiba, pouco mais fizeram do que vestir o avental para os cozinhados e macavenquices.
Por exemplo, temos avenidas, ruas, em todo o país, com o nome de dois da irmandade, cujo contributo para o 5 de Outubro foi terem funeral marcado para o dia 6.
A saber, Candido dos Reis (que se suicidou por antever o fracasso), e Miguel Bombarda (que foi morto por um paciente). A partir daí o desplante e o despudor não tiveram limites... o panteão nacional de nomes em ruas vai de proxenetas a reis.

É desse tipo de democracia que fala, a que chapa o nome dos manos em quase todas as ruas?

Haja o mínimo de decoro... ponham o nome de quem queiram, onde queiram, podem andar com eles tatuados, mas não inventem histórias da carochinha.

E, como a data se aproxima, se tivessem vergonha faziam a distribuição de medalhas no dia 10 de Junho numa cozinha dos fundos, sempre disfarçaria o uso do avental.
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:09

Sim, uma cozinha seria um local adequado.
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De José Couto Nogueira a 12.06.2013 às 17:10

Esses senhores o Sr. da Maia classifica por usarem avental, fizeram muito mais do que isso - talvez por terem do avental um conceito diferente do seu. Certamente se pode dizer mais de Miguel Bombarda do que "foi morto por um paciente", assim como do Almirante Cândido dos Reis que, talvez por prezar a Honra, não suportou a derrota...
O Sr. da Maia tem um sério problema com aventais; se fosse a si aumentava a medicação e lia a História de Portugal do século XIX. Vai ver que se sente melhor.
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De da Maia a 12.06.2013 às 20:29

Sr. Nogueira:
- tinha a possibilidade de se opor ao que digo, mas limitou-se a confirmar.
- onde estão as grandes Avenidas de Machado Santos?
- quem afinal aguentou a Rotunda?

O que aconteceu a Machado Santos, bem como a Carlos da Maia e António Granjo?
- Mortos cruamente... ou não sabe da Camioneta Fantasma, na Noite Sangrenta?

Tem a certeza que quer falar sobre aventais?
Pergunte na loja mais próxima, e depois venha melhor preparado, ou talvez lhe aconselhem outra medicação...
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De António M P a 09.06.2013 às 04:02

O seu artigo é um vómito!
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De José Navarro de Andrade a 09.06.2013 às 20:16

Já tinha reparado e agora confirmo: porque razão os simpatizantes e militantes comunistas, quando repugnam um texto recorrem sistematicamente às expressões "vómito" e "náusea"?
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De Vasco a 09.06.2013 às 21:11

Repugna-os tudo o que não seja açorda.
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:10

Até a somatização está normalizada.
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:09

Veja lá, não vá ser figadeira...
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De Palha d'Aço a 09.06.2013 às 10:06

Ora essa, as ditaduras de direita são o que são. Já as de esquerda, como a estalinista, são porreiras.
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:11

É o que parece.
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De Vasco a 09.06.2013 às 10:34

A mania de dar nomes de pessoas a ruas, substituir nomes como Palácio de Cristal por corredores escanzelados é, em si mesmo, perfeitamente parola e sub-desenvolvida. Num país de "igualdade" não se destacam doutores, nem generais nem atletas. Até aquele imbecil que foi ministro da Economia de Sócrates tem uma rua não sei onde num subúrbio qualquer. É um pena ter de viver entre atrasados mentais. Não é por acaso que estamos onde estamos.
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:11

Não numa rua, mas num beco sem saída.
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De José Couto Nogueira a 12.06.2013 às 17:14

Sr. Vasco, ninguém o obriga a viver entre atrasados mentais. Quanto aos países "de igualdade" não destacarem os seus melhores, não imagino de que país esteja a falar. Mas certamente que acolherá o seu faceiro anonimato com com simpatia.
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De Muito bem a 09.06.2013 às 11:07

Quem este no Alentejo en 74 / 75 viu bem o que ele tentou fazer! Votos controlados, meter nas assembleias de votos e bater em quem colacava cartazes de outros. Não o esqueceremos nem a ele, nem a Salazar e pelas mesma razões! A diferença foi que o reinado ditatorial deste foi mais limitado, mais pequeno e só com milícias populares. É uma vergonha mais que do populista do António Costa, resto moribundo do Socrismo
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:12

Concordo.
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De Luis Eme a 09.06.2013 às 11:43

isso é que é "sectarismo", Rui. :)

como é que é possível acusarem de tantos males alguém que nunca foi poder no nosso País (nem mesmo no PREC, se bem que tenha tentado...)?

foi sim lider do único partido organizado que tentou resistir à ditadura...

e esteve preso incomunicável durante anos, numa situação rara (que normalmente leva à loucura) numa cela que pode ser visitada no Forte de Peniche.

isto não é mitologia.
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De Amendes a 09.06.2013 às 14:43

"Esteve preso incomunicável..."

Diga-nos uma frase do "prisioneiro" democrata Cunhal que o identificasse contra:

Gulag- Símbolo da repressão da ditadura Soviética...
Que funcionou de 25 abril de de 1930 até 1960... onde foram aprisionados e mortas milhões de pessoas...

Uma frase... um gesto: - Contra a invasão da Polónia e R. Checoslováquia....

Um bocejo... Contra o celebre Muro de Berlim... onde milhões de pessoas viviam aprisionadas e muitas perderam a vida na tentativa de fuga para a liberdade....

Meu caro... ainda hoje os comunistas, consideram Cuba e a Coreia do Norte países democratas .... gozando de amplas liberdades...

Diga-nos.... verdade ou mentira?
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De Roger a 09.06.2013 às 17:57

O que fez este homem de importante para merecer o nome numa avenida? Para mim nao fez nada, por ser o chefe do partido C.P. so em Portugal è que ainda existe esse partido, em muintos paises da Europa ja mudaram de nome,os comunistas lenine staline e outros fizeram tantos mortos que o hitler.Nome nas ruas e avenidas deviam meter os jovens do meu tempo que deicharam a vida em Africa: Esses sim em memoria por eles.
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:21

A Coreia do Norte, esse espaço de liberdade...
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De Rui Rocha a 09.06.2013 às 22:14

Reconheço, Luís. Quando se trata de defender a liberdade e a democracia, sou sectário. Quanto aos factos que sublinha relativos à vida de Cunhal, são tão verdadeiros como as consequências desastrosas do comunismo em milhões de vidas. Isso também não é mitologia. E foi disso que Cunhal foi cúmplice anos e anos a fio.
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De da Maia a 09.06.2013 às 23:23

... "são tão verdadeiros como as consequências desastrosas do comunismo em milhões de vidas"

Sim... mas mude a palavra para "capitalismo", e tente iludir que a afirmação não é igualmente verdadeira.

Rocha, Rui quando vai desenterrar o discurso do Muro, mas já não é de Berlim, passará às Lamentações...

Não sabe que houve investigações oficiais que mostraram a intervenção directa do governo americano, por exemplo, no Chile e Nicarágua (já para não falar no forjado para invasões do Iraque, e tantas outras, inclusivé Timor)?
- Qual foi o governante português que condenou o governo dos EUA, ou que declarou Kissinger ou Bush como persona non grata?

Portanto, está a dizer que os políticos portugueses, por não condenarem os genocídios arquitectados na condução geopolítica, são todos cúmplices?
- É capaz de ter razão.
- Ficou foi com uma lista muito extensa...

Ou, santa das ingenuidades, vai dizer que não acredita nisso... pois, mas os comunistas também argumentam que não acreditam na propaganda capitalista.

Este seu discurso é tão básico e fundamentalista, que parece que o escreveu usando uma burka....
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De Rui Rocha a 10.06.2013 às 00:27

Da Maia, nenhum de nós desconhece os vícios, as imperfeições ou os alçapões dos sistemas capitalistas e comunistas, ou as limitações das sociedades em que vivemos e que dizemos (ou dizem) democráticas. Há, todavia, em tudo isto, um critério a que sempre recorro. O critério do muro. Consiste o critério em saber quem o levanta. E em conhecer o número de pessoas que morreu tentando atravessá-lo de lá para cá e de cá para lá. Ora, se por absurdo, fossem reinstalados regimes comunistas no espaço a que chamávamos bloco de leste e se do lado de cá as coisas fossem exactamente como são hoje, há algumas coisas de que não tenho dúvida. 1) Seriam os regimes comunistas a levantar o muro. 2) Não faltaria quem tentasse atravessá-lo para cá, apesar de todas as misérias que o lado de cá possa ter, ainda que para isso pagasse com a própria morte. 3) Agora, como então, não existiriam muitos interessados em ir para o lado de lá. 4) Álvaro Cunhal, se fosse vivo, continuaria a apoiar e a defender os regimes do lado de lá. Como continuaria a defender o regime de partido único (o dele) e a compressão das liberdades individuais e de expressão. Os lados do muro, seja ele real ou não, não são simétricos, por muitos defeitos que o lado de cá possa ter. Como não seriam se do lado de lá estivesse um regime nazi e do lado de cá aquilo que temos.
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De da Maia a 10.06.2013 às 02:17

Esse discurso é bonito, Rui, e não deixo de o partilhar, apesar de conhecer o que é a censura nestes tempos.
Nestes tempos a prisão é diferente.
Um Assange não é procurado por um crime político, é por outro, inventado ou não.
Há uma outra prisão que consiste na ilusão e isolamento.

Como já disse algumas vezes, uma sopeira que leia romances Corin Tellado, nunca terá problemas com nenhum regime, e irá aos desfiles de todos, porque gosta de homens de uniforme.
Só tem problemas com a prisão quem lhe consegue ver as paredes.

E reconheço, é mais bonito ter uma prisão sem grades materiais, só com tijolos mentais...
Só que nem se acabou com as outras. Uma é bem simbólica, está numa ilha de regime comunista, está em Cuba... só que do lado americano, em Guantanamo.

Qual é o democrata que não condena um regime que prende pessoas por tempo indeterminado, sem direito a julgamento?
- Quantos democratas há em Portugal que não abrem boca sobre isso, já para não falar nos que acham bem?

O que é que se critica tipicamente nos regimes ditatoriais... prisões ou execuções sem julgamento.
Obama disse que era uma vergonha, que iria acabar com isso... pois, a cada vôo de Guantanamo, a cada "panela de pressão" que passe a "arma de destruição massiva", a cada "drone" atacando como num videojogo, mais perto estamos de regime ditatorial alargado.

O muro já está refeito, e o lado da Europa social-democrata, dos anos 80, desapareceu nele... porque esse muro não é construído de tijolos, é de leis e de um poder judicial condicionado ou ineficiente.

Há pelo menos uma evidência que não deverá negar. Enquanto se mantiveram os dois lados do muro, a ameaça comunista dava um poder negocial pelo lado do trabalho, que se veio a perder na Europa quando o muro caiu.
A democracia-cristã, a social-democracia, não visavam este capitalismo... nenhum partido europeu o fazia!
Com a queda do muro, esses dois partidos misturaram-se na nova vertente do Partido Popular Europeu, que aceitou o capitalismo mais liberalizado. O mesmo fez o Socialismo ao entrar na 3ª via de Blair.

Portanto, aquilo que vimos foi formar-se um grande partido único, em que mudar de governo não significa mudar de política, apenas se muda de nome e caras.

Assim, deve concluir que o peso na balança social dependeu da existência do papão comunista... foi essa ameaça que prendeu a irracionalidade predadora do "mercado à solta na selva". Haver partidos comunistas na Europa fez parte dessa balança que ajudou a formar a social-democracia.

E deve ponderar no seguinte... nenhum chinês levantou nenhum muro, e agora até tem muitos ocidentais a emigrarem alegremente para a China, preparados para a lógica do trabalho - que é igual nos dois lados.
A sopeira não questiona o método, espera o salário dos patrões, e gostará das cerimónias engalanadas que lhe permitem sonhar um dia ser Cinderela.
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De da Maia a 10.06.2013 às 16:27

Falando nisso, sai uma notícia de exílio de um americano na China:
http://www.publico.pt/mundo/noticia/se-eles-me-quiserem-apanhar-vaome-apanhar-1596977
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De José Couto Nogueira a 12.06.2013 às 17:21

Que numa conversa sobre Cunhal e uma rua de Lisboa apareçam os americanos, diz muito sobre os conceitos e preconceitos de muita gente... Já cá faltavam os americanos, culpados de todo o mal que acontece no planeta, inclusive culpados de Cunhal ser estalinista e de Costa querer homenagear o principal resistente ao Estado Novo (mesmo que com as piores intenções).
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De da Maia a 12.06.2013 às 20:15

José Couto Nogueira:
Eu sou do tempo em que havia um muro que simbolizava a oposição de duas ideologias. Isso aparece naturalmente em qualquer conversa em que se fale de comunismo, porque teve o epílogo na queda do Muro de Berlim. Isso faz parte da conversa, havendo dois lados.

Só faltava o preconceito de ver só um lado, pelo gosto do olho único.
Paciência, há quem veja com os dois olhos.
Se não tem essa memória, nem sabe do que estou a falar, procure informar-se.
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De lucklucky a 10.06.2013 às 22:18

Sim... mas mude a palavra para "capitalismo", e tente iludir que a afirmação não é igualmente verdadeira.

Não não é verdadeira.

É mentira mas nada supreende num totalitário.

O capitalismo salvou biliões da pobreza e doença e morte prematura.

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De da Maia a 11.06.2013 às 19:55

Lucky,
sou totalitário porque vejo o total, já você é simplesmente limitado.

Concordo, o capitalismo salvou milhões da pobreza e doença e morte prematura.
Biliões tenho mais dúvidas... você é tão limitado que não percebe que o mesmo argumento, com biliões pode sim ser usado pela China.

A sua falta de argumentação mete dó.

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