Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Até já mandam a fonética às urtigas

por Pedro Correia, em 31.05.13

 

O leitor pronuncia reCtificativo? Pois eu também. E garanto-lhe que estamos bem acompanhados.

Em Portugal pronuncia-se genericamente assim, tal como acontece noutros países de língua oficial portuguesa.

Pronuncia-se desta forma e escreve-se em conformidade, sem omitir um c tão sonoro. Mas não em todo o lado, como mandariam as boas regras. Lamentavelmente, isso não sucede nas televisões generalistas portuguesas, manietadas pelas absurdas imposições do acordês, que aceitam sem um sussurro de protesto. O "acordo ortográfico" consagra o predomínio do "critério fonético a desfavor do critério etimológico", como reconheceu o professor Malaca Casteleiro, pai desta aberração. Mas alguém se esqueceu de comunicar a novidade aos responsáveis do Portal da Língua Portuguesa, gerido pelo Instituto de Linguística Teórica e Comunicacional, que proíbe a utilização do c em reCtificativo apesar de todos o pronunciarem entre nós, como ainda esta noite se ouviu à hora dos telediários.

Em todos os canais.

O pivô do Jornal da Noite da SIC, Rodrigo Guedes de Carvalho, falou em "orçamento reCtificativo", um dos assuntos do dia. Tal como o pivô do Telejornal da RTP, João Adelino Faria. E a apresentadora do Jornal das 8 da TVI, Judite Sousa.

O mesmo fizeram outros jornalistas que leram notícias ou produziram comentários em estúdio, como Bernardo Ferrão e José Gomes Ferreira (SIC). E todos os políticos que abordaram o tema em peças várias nos três canais: João Semedo (BE), João Almeida (CDS), Eurico Dias (PS), Duarte Pacheco (PSD) e Pedro Soares (BE).

Enquanto ouvíamos dizer reCtificativo, as legendas nas televisões insistiam na burrice ortográfica: retificativo. Mandando às urtigas o "critério fonético" a que o professor Malaca se apegava noutros tempos, de pulsação acelerada, como Tristão suspirando por Isolda...

Autoria e outros dados (tags, etc)


36 comentários

Sem imagem de perfil

De BRASILEIRO a 01.06.2013 às 00:00

Perdão, mas engano seu: no Brasil, retificar e todos os seus derivados falam-se e, consequentemente, escrevem-se sem essa letra. Inclusive retificativo.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.06.2013 às 00:14

Sim. Clarifiquei o meu texto para não haver confusões. Mas enquanto o C emudece no Brasil, é bem sonoro em Portugal. Como também na palavra caraCterístico, por exemplo.
Não faz qualquer sentido a variante europeia da língua portuguesa ceder à ortografia sul-americana eliminando uma consoante que aqui é pronunciada. Tal como não faria sentido os brasileiros deixarem de escrever excePção ou recePção.
Incongruências de quem procurou justificar uma "unificação" ortográfica com base nas variações fonéticas...
Sem imagem de perfil

De Francisco Seixas da Costa a 01.06.2013 às 14:06

Caro Pedro Correia: no que me toca, há muito que pronuncio "retificativo", mas ouço muita gente a usar o "c" da antiga grafia, pelo que me parece correto que se possam usar as duas grafias.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.06.2013 às 14:42

Por acaso ontem acompanhei com atenção os três noticiários e concluí isto mesmo, meu caro: todos -- jornalistas e políticos -pronunciaram 'reCtificativo'. No audiovisual esta pronúncia tem pertinência acrescida para desfazer a quase homofonia com o adjectivo 'ratificativo', cujo significado é bem diferente.
Num 'acordo' tão cheio de "facultatividades", este é um caso flagrante em que a dupla grafia se impunha para respeitar as pronúncias do português, nas suas variantes d'aquém e d'além Atlântico. Mas não. Diz-se de uma maneira, escreve-se de outra.
O que constitui mais uma agressão à língua.
Sem imagem de perfil

De Francisco Seixas da Costa a 01.06.2013 às 14:49

Concordo em absoluto. Impunha-se a dupla grafia.
Sem imagem de perfil

De fgh a 01.06.2013 às 16:30

Uma ortografia com duplas grafia e ademais criadas do nada é tudo menos uma ortografia.
O que vale é que o tratado não está em vigor - nem poderá estar se o direito e a boa fé significam alguma coisa.
Até hoje, nem Portugal nem o Brasil ganharam - antes terão perdido e muito com a cultura do autoritarismo e este "acordo" é bem exemplo dela.
Sem imagem de perfil

De fgh a 01.06.2013 às 17:09

Não fale em ratificação que o golpe do "2º protocolo" do acordo não foi ratificado, como devia, por todos os estados, o que quer dizer que se mantém em vigor a regra da unanimidade, que os estados instituíram no próprio acordo.
São tudo maçadas de uma coisa que se chama Convenção de Viena do Direito dos Tratados - a que Portugal aderiu e que está aqui a estorvar uma nova ordem mundial brasílica, como anunciava o ministro qualquer coisa Ribeiro, e que está ameaçada pela "teimosia" de consoantes que os brasileiros se lembraram de mudar em 1930, numa manifestação de nacionalismo proto-fascista.
Sem imagem de perfil

De Galizes a 01.06.2013 às 23:55

Caro Pedro Correia, concordo com as suas observações anti-acordistas, mas não posso deixar de discordar com a sua menção à "variante europeia da língua portuguesa"! Como é que a nossa forma de falar é uma variante!? Varia de quê!? Varia do nosso português!? Agora,sim, varia. Estamos a variar e a avariar, e depois deste desAcordo estamos mesmo todos variados! :)
Assumindo que variámos, então, somos uma variante, mas porquê europeia!? Só porque Portugal está localizado na Europa? Portugal só por si não será suficiente para adjectivar a nossa forma de falar PORTUGuês que por "acaso" nasceu em PORTUGal?
Muita gente designa uma das variantes da Língua portuguesa como "português do Brasil" ou "português brasileiro", e o nosso português fica relegado para uma Europa que nos ignora?
Batalho para dar brio ao nosso português pré-acordista, que estando no continente europeu é acima de tudo PORTUGUÊS e não europeu.
Abraço
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 02.06.2013 às 00:21

A nossa língua tem expansão universal. Já estive em mais de seis dezenas de países e em todos, sem excepção, encontrei pessoas que falam português. Pode não ser como língua materna, mas é falado como segunda ou mesmo terceira língua. E muito bem. Com as mais diversas pronúncias, sotaques, vocabulário e regionalismos.
É isto que os acordistas são incapazes de entender: a grande riqueza de um idioma está na sua diversidade e na sua capacidade de se adaptar a contingências geográficas, históricas, sociais e culturais.
É o que sucede com o português. Reconhecendo e aplaudindo as diferenças, temos o dever - perante as gerações passadas e as gerações futuras - de defender a nossa maneira específica de falar e de escrever, o nosso vocabulário, as nossas pronúncias e a nossa sintaxe.
Se for preciso invocar os direitos inalienáveis das minorias, assim faremos. Numa altura em que todas as minorias são protegidas.
Tendo connosco a força da razão contra a pseudo-razão da força daqueles que querem impor o padrão sul-americano do português como matriz, alegando critérios demográficos, contra a norma euro-afro-asiática - nos seus diversos cambiantes -, por ser usada por "menos gente".

Um abraço agradecido e solidário.
Sem imagem de perfil

De Panurgo a 01.06.2013 às 00:30

Para quê dar importância a uma ninharia como esta?
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.06.2013 às 14:43

Atentados à língua portuguesa a abrir os três telediários, no mesmo dia e à mesma hora, para mim não são ninharias, Panurgo.
Sem imagem de perfil

De fgh a 01.06.2013 às 21:38

Tudo é uma ninharia quando é o mundo que está em jogo:
«O entendimento entre todos os falantes da língua portuguesa e a sua divulgação constituem o instrumento indispensável na resolução de problemas de coesão social, desenvolvimento, democracia e segurança. Só assim poderemos participar, e a nossa participação é essencial na criação de um estado mundial de ordem baseada no direito e de progresso. (...) Por isso Portugal ratificou o acordo ortográfico da língua portuguesa e criou um fundo para o aprofundamento da língua nas regiões do mundo que contam com comunidades de portugueses e nos países da CPLP.»
J. A. Pinto Ribeiro | Ministro da Cultura
[ citado por Marco Antinossi | Agência Lusa | S. Paulo | 10-06-2008 | 16:01:33 ]
Criação de estado mundial com o lema brasileiro da ordem e progresso.
Supõe-se que para durar mais de mil anos.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.06.2013 às 22:49

«A nossa participação é essencial na criação de um estado mundial de ordem baseada no direito e no progresso.»
Se a megalomania pagasse imposto, este ex-ministro estava falido.
Sem imagem de perfil

De da Maia a 01.06.2013 às 15:38

Bamos lá ber, não debia ser "retificatibo"?

Não é ninharia o seguinte:

- todo o Instituto em questão ILTEC apresenta menos publicações científicas internacionais do que um investigador normal tem sozinho noutras áreas (igualmente teóricas). E só em conferências... é pessoal que anda a passear, mas não se sujeita a critérios internacionais.
- o Malaca Casteleiro não tem currículo internacional. Doutorou-se aos 43 anos.... mas pelo decreto de 1979 podia passar de assistente a catedrático (ele e outros gagos decretinos).
- o Instituto tem o nome "computacional" porquê? Porque fizeram/pagaram um software de base de dados?
Porque contrataram a
http://knowledgeworks.org/

É este tipo de pessoal que coordena a "unificação da língua"?
Chamam unificar a permitir dupla grafia:
"demónio" e "demônio"
e centenas de exemplos semelhantes semelhantes, porque tiveram vergonha de nos obrigar a escrever a "demônio" como fazem os brasileiros, e mal se atrevem a enfrentar os brasileiros, que são menos invertebrados que os políticos nacionais.

Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.06.2013 às 22:43

Mas já surgem expressões como 'electrônica' em notas curriculares publicadas no Diário da República...
Sem imagem de perfil

De Rui Duarte a 01.06.2013 às 00:34

Muito bem o texto, muito mal o que lhe subjaz: a estúpida cretinice e invencionice do dito abortivo (des)acordo.
O dito a impor-se e determinar a pronúncia (como está a acontecer de faCto) e não a segui-la.
A racionalidade está em não cumprir, como é dever não tomar laxante por ordem de um qualquer sapateiro que usurpou o lugar do verdadeiro médico.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.06.2013 às 14:51

Isso mesmo, Rui. A heterografia dominante está a fazer imperar o caos na pronúncia de largas dezenas de palavras, como bem se queixam professoras e professores do ensino básico e secundário. Tenho ouvido com frequência pronunciar "contato" e dislates similares. E já li a palavra "eletrônica", escrita assim mesmo, num currículo publicado no Diário da República. À boleia do acordo, validado ou não por este, começa a valer tudo.
Até por isso, anotei aqui com todo o o gosto o profissionalismo dos jornalistas dos três canais da TV.
Sem imagem de perfil

De Maria Eugénia Alves a 01.06.2013 às 16:13

Os meus alunos, à boleia de um "acordo" que não dominam, nem dominarão tão depressa, estão a dar muitos mais erros do que davam há uns tempos atrás. Porque agora, neste tempo híbrido, vale tudo! assistimos, impotentes, ao massacre da Língua Portuguesa, com uma passividade que dói.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.06.2013 às 22:44

Não admira, Maria Eugénia. Esse é precisamente o testemunho que tenho ouvido de vários colegas seus. Daí a importância de os professores se mobilizarem num movimento de frontal oposição ao AO.
Sem imagem de perfil

De Maria Eugénia Alves a 01.06.2013 às 23:01

Sabe, está a ser difícil nas escolas continuar a escrever com a antiga grafia. Primeiramente, as pessoas aderiram ao AO sem perceberem patavina, mas para serem "modernas". Depois, veio a imposição do Ministério, e as que ainda resistiam, acabaram por aderir com medo de prejudicarem os alunos, que deverão escrever já ao abrigo do AO, em exames de 2014.
Daquilo que percebo, na minha escola, no meu grupo de Português, só eu e mais um ou outro colega continuamos a resistir à imposição do acordês.
Como vê, está a ser difícil...



Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.06.2013 às 23:05

São milhares, em muitas escolas, Maria Eugénia. Mas deviam organizar-se numa associação de professores objectores ao AO: ganhavam imediatamente visibilidade - e força. O Ministério nada fará, em termos disciplinares: não falta, na 5 de Outubro, quem seja frontalmente contra esta aberração. E os acordistas são tigres de papel.
Imagem de perfil

De Conceição C. a 01.06.2013 às 15:11

Não percebi o destaque que deu ao termo FaCto ". Até parece dar a entender que a palavra perdeu o C!
Por aqui e por ali, leio cada coisa que fico abismada, nem tanto por certos fundamentalismos pró ou contra, mas por ler alguns comentários que denunciam bom domínio da língua, para, de imediato, os seus autotes mostrarem um completo desconhecimento do AO.FaCto , impaCto , rePto , raPto , faCCioso , fiCÇão , compaCto ...

Petulância rima com ignorância!

Sem imagem de perfil

De Rui M. Duarte a 01.06.2013 às 15:39

"Não percebi o destaque que deu ao termo FaCto ". Até parece dar a entender que a palavra perdeu o C!"

Facciosismo? Não percebeu? Fácil. Multiplicam-se, na escrita e mesmo na oralidade, os brasileirismo puros "fato", "contato", bem como as invencionices puras e simples como "impato", "pato", "intato", etc..
Abundam no Diário da República expressões como "de jure" e "de fato", "uniões de fato"… O treinador do FCPorto certa vez, referindo-se às arbitragens alegadamente prejudiciais ao seu clube, disse que eram "fatos". Pedro Santana Lopes, que assinou o dito sem o ler, assevera que agora se escreve "fato" como fato de roupa e no Brasil.
Quer provas? Que não são "facciosismos". Vá aqui http://issuu.com/roquedias/docs/jrd_ao_estado_choldra/1#print
Ou aqui: http://aventar.eu/2012/08/31/monti-de-fato/

Tem abundância de matéria para deixar estarrecido qualquer um.

Quem é faccioso? São faCtos, Senhor, são faCtos…

E tem toda a razão: petulância rima com ignorância. E mais ignorante é quem quer ignorar a realidade e aponta o dedo aos outros sem nada saber…
Sem imagem de perfil

De Rui Duarte a 01.06.2013 às 21:33

Peço desculpa por ter utilizado um vocábulo que a comentadora Conceição C. não utilizou. Assim, na minha intervenção, em vez de ler-se "facciosismo" deve ler-se "fundamentalismo".
Imagem de perfil

De jpt a 01.06.2013 às 08:30

O comentário de "Panurgo" toca no ponto central. É importante estipular o que é realmente importante e, como tal, passível de debate. E há, também, que hierarquizar esses assuntos segundo a importância relativa. Urge, pois, um Acordo Importativo.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.06.2013 às 14:45

Isso resolve-se já com outro acordo concebido na vetusta academia, JPT. De preferência sem passar cavaco ao zé povinho, para manter a tradição 'acordística'.
Sem imagem de perfil

De IO a 01.06.2013 às 15:01

Temos o mesmo problema com o "espetador"...que toda a gente sabe que é um espeCtador e assim é pronunciado por todos,
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.06.2013 às 15:22

Eu dou já por mim a pronunciar EgiPto com um P bem sonoro. Aliás como egíPcio, egiPtólogo ou egiPtologia.
Sem imagem de perfil

De fgh a 01.06.2013 às 16:13

Caro Pedro Correia,
O objectivo deste acordo é impor a Portugal a ortografia brasileira que está adaptada à fonética brasileira.
Como seria demasiado escandaloso dizer isso, apresentaram o critério fonético e iriam depois conceder a Portugal os c e p que os brasileiros mantêm e que em Portugal teriam primeiro de desaparecer: não é inocente a afirmação de um acordista de que escreve sempre concepção porque pronuncia o p. E a gente vai ver, e todos os acordistas pronunciam e escrevem as consoantes que lá se pronunciam e aqui desapareceriam. Coincidências!
O resto é mesmo para abrasileirar e os "fatos" no diário da república - e sem rectificação posterior - não são inocentes.
Rectificação escreve-se "retificação" porque os brasileiros assim o querem e, convém não ser ingénuo - assim o terão pago - tal como Filipe II afirmou quando do seu negócio.
Assim além dos aliados da maçonaria, terá os comprados se não com dinheiro, com cargos, menções bibliográficas, acções de formação, promoções etc.
Estamos a falar de dois países com altos índices de corrupção e o processo de imposição do acordo não será excepção. A ingenuidade não se recomenda.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.06.2013 às 22:46

O AO é uma espécie de cavalo de Tróia. Primeiro impõe-se a ortografia brasileira, depois a sintaxe, logo a seguir o vocabulário.
E a variante europeia do português é para suprimir. Quanto mais cedo melhor.
Sem imagem de perfil

De PPorto a 01.06.2013 às 21:04

(Pedro, não me perdoo só ter lido o seu post agora, nem me perdoa alguém que insiste que vamos chegar atrasados ao jantar e a mais não sei bem ou quê)

Toda a gente diz rEtificativo, palavra em que aquele c mudo fazia tanta falta como um c mudo em "ilação".

Quanto ao Rodrigo G Carvalho, ele é caturra, portanto precisa de dizer consoantes mudas que ninguém diz.

Este reCtificativo lembra-me uma criatura que um destes dias me jurava que desde sempre dizia "contraCto", e que achava mal que o AO tivesse tirado o c a tal coisa, até porque agora já não havia ligação ao Inglês se escreve contract.

São caturrices.

Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.06.2013 às 22:41

Caturrice parece-me a sua ao insistir que ninguém diz reCtificativo depois de eu me ter dado ao incómodo de anotar aqui exactamente o contrário: todos quantos falaram naqueles telediários pronunciaram assim a palavra.
Mas como sou paciente relembro aqui a lista desses "caturras", para utilizar a sua elegantíssima expressão:
- Rodrigo Guedes de Carvalho
- Bernardo Ferrão
- José Gomes Ferreira
- Judite Sousa
- João Adelino Faria
- João Semedo
- João Almeida
- Pedro Soares
- Duarte Pacheco
- Eurico Brilhante Dias
Disseram assim - e disseram muito bem.

Para quem duvide, é fácil comprovar consultando o Telejornal (da RTP), o Jornal da Noite (da SIC) e o Jornal das 8 (da TVI), nas suas edições de ontem.
Lá vem a evidente falta de sintonia entre o que se diz e aquilo que os acordistas pretendem impor nem que seja a tiro de caçadeira.
Com o seu aplauso e de mais uns tantos...
Se a realidade teima em contrariar o acordo, abata-se a realidade!
Sem imagem de perfil

De GONIO a 02.06.2013 às 21:44

Sobre as aberrações do AO, há exercícios que nos levam ao delírio. Por exemplo:
- a parte de cima de uma casa chama-se "tecto". Como o AO, diz que é "teto". Para mim, esta nova forma lê-se tal como "teta".
- com a aprovação de uma lei na AR começou a ler-se em todo o lado "co-adoção" (com ou sem hífen, ainda não percebi...) como se fosse "co-adopção". Para mim, a versão AO deve ler-se "coadução", pois é o "P" que permite que se leia "co-adóção".

Nem em acordês sabem pronunciar as palavras como estão (mal) escritas... Ninguém (dos inventores do AO) reparou nisto?!
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 05.06.2013 às 23:06

em vez de 'cô-adóção' passou a ler-se 'cuadução', tudo bem fechado: basta ouvir os noticiários. A má grafia conduz à má pronúncia - e de que maneira.
Imagem de perfil

De Mário Pereira a 02.06.2013 às 23:35

Perante esta palhaçada do (des)acordo, confesso que me apetecia dizer qualquer coisa como: Merda para o AO e para os seus autores.
Mas como não quero ofender ninguém (até porque o nosso Presidente foi um dos seus principais impulsionadores e é uma pessoa muito susceptível...), esqueço os autores e digo apenas isto: Merda para o AO! Trata-se de uma palavra genuinamente portuguesa, que já no seu latim original se escrevia com estas cinco letras. Tão perfeita que nunca precisou de evoluir, nem em Portugal, nem no Brasil...
A ortografia da Língua Portuguesa pode mudar? Claro que sim. Mas como consequência de uma evolução natural e de uma necessidade sentida pelos seus falantes/escreventes e nunca para se tentar criar uma impossível uniformização com o Brasil, num esforço desesperado e patético de contrariar o inevitável predomínio da variante brasileira no mundo.
Há muitos anos anos que os brasileiros se decidiram a seguir o seu próprio caminho nesta matéria. A uniformização ortográfica tornou-se impossível a partir dessa "emancipação".
Há que assumi-lo sem complexos nem dramas. Os outros que falem e escrevam como quiserem, que têm toda a legitimidade para isso. Mas nós não temos menos...
Alguma vez passaria pela cabeça dos ingleses alterar a sua ortografia para a submeter à força muito maior da americana?
Ah, morte, que andas tão ceguinha...
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 05.06.2013 às 23:07

Pode juntar-se ao grande Millôr Fernandes, que em tempo oportuno disse isso mesmo: «O AO é uma merda».
Não há como um brasileiro para afirmar aquilo que é preciso, sem rodeios.

Comentar post



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D