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1. A Jorge Jesus, no Benfica, é pedido muito mais que o mero papel de treinador e gestor de recursos humanos, é pedido o papel de criador e valorizador de activos, activos esses que são alienados para enfrentar o passivo do clube. Não fosse isto e o Benfica podia, como fazem outros grandes da Europa, acumular no plantel valores como os vendidos nos últimos anos, e que dariam uma dimensão desportiva diferente pela antiguidade e desempenho técnico.

2. Ao analisar esta época, recuando a Setembro, tempo da venda de Witsel e Javi Garcia e lesões de Pablo Aimar e Carlos Martins, exercício que poucos analistas fazem, o que estranho não é o Benfica ter perdido três finais, é o facto de, perante os meios disponíveis e gestão seguida, lá ter conseguido chegar.

3. Vejamos, à entrada para a época desportiva 2012/13 o Benfica fez €71,49M em vendas e investiu €26M em aquisições. Mais uma vez o património desportivo do clube foi delapidado, com as vendas de Witsel e Javi Garcia, como sucedeu nas épocas anteriores. Nem assim, o Benfica deixa de, 9 meses volvidos, ter mais uma série de nomes cobiçados pelo mercado, como Garay, Matic, Enzo Perez ou Nico Gaitán, que prometem encaixe financeiro semelhante. 

4. Especialmente grave foi a oportunidade em que se desinvestiu este ano. Witsel e Javi Garcia são vendidos à segunda jornada, depois de toda uma pré-época trabalhada à volta de um meio campo composto por eles. Mais, quando o plantel parecia tornar-se curto, Bruno César e Nolito são dispensados em Janeiro, para reduzir custos. Em qualquer destes quatro caso não é feita qualquer contratação para suprir lacunas. Acresce a isto as indisponibilidades de Carlos Martins e Pablo Aimar, meio campo da época anterior e de Luisão, capitão e líder da equipa.

5. Nunca, desde que me lembro de ser gente, vi o Benfica jogar tão bom futebol e dar tanta luta na conquista das competições. Eu não sou da geração que viveu nas épocas de glória, sou da geração que só viveu vitórias dos adversários, e nunca o Benfica esteve tão perto de as quebrar. Se hoje assim é, deve-se a alguma visão estratégia de quem dirige, e a um grande gestor de activos e recursos humanos, que pratica autênticos milagres: Jorge Jesus. 

Se algo estiver errado no Benfica actual não é o treinador, é a estratégia da Direcção. É o atirar de areia para os olhos dos associados, com objectivos que contrariam a gestão praticada. É o momento absolutamente danoso em que são tomadas as decisões desportivas, privando o plantel de jogadores fulcrais com as épocas em curso, como aconteceu com todos os principais, à excepção de Di Maria e Coentrão. O Benfica não pode ser Campeão Nacional, muito menos Europeu, com esta estratégia, o triplete que este ano esteve quase a acontecer deve-se apenas ao facto de contar com um dos grandes treinadores da Europa nas suas fileiras. É importante que assim continue a ser.

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53 comentários

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De zé luís a 27.05.2013 às 12:51

Belo exercício, precisamente, de atirar areia para os olhos. O pessoal das barracas delira com "finais" assim. Parabéns, é a única equipa que vende jogadores, faz grandes negócios e consegue ir a finais.

Quanto a finais, o 3º lugar da Champions foi uma final? A taça da cerveja passou a ser uma vírgula? O que foi, afinal, jogar para o empate (numa final?) no Dragão, senão um ponto de interrogação?

Este é discurso de bimbo que só viu os outros ganhar. Eu venho do tempo em que só via os outros ganhar. Foi preciso mudar de discuros e perceber a realidade. Deixou de ser a preto e branco, passou a ser a cores, recua 26 anos e vai até Viena. Em 1984 não foi só o Big Brother, foi o despertar para o que era preciso fazer para ganhar e aparecer em finais.

NUnca vão entender isso olhando apenas para o seu umbigo. Ponto final.
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De André Couto a 27.05.2013 às 13:13

O Benfica não precisa de olhar para o umbigo dos outros. Tem na sua história experiência suficiente para trilhar um bom caminho...
Obrigado pelo seu testemunho, zé luís.
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De zé luís a 27.05.2013 às 14:48

Para quem só assistiu ao vivo ao triunfo dos rivais que deixaram de contentar-se apenas com presenças em finais não vejo como se congratula com êxitos passados. Porque esses, como tudo, são fruto de certas circunstâncias, normalmente irrepetíveis. Logo, a experiência de ganhar deve ser copiada e não vilipendiada, elogiada e não menosprezada na expectativa de chegar a sua vez de fazer figura.

Isso é pensar só no seu umbigo, sem perceber as condições para o sucesso que outros possam ter, mesmo vendendo jogadores e reinventando novas equipas.

Autismo é que não pode ser, porque afinal o André só ouviu falar na história de há 50 anos. Não viu, não conheceu e não sabe, no presente, como se faz.

Essa é a vossa, a sua, maior tragédia. Bem fica.
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De André Couto a 27.05.2013 às 16:16

Não vejo onde me congratulei com êxitos do passado, bem pelo contrário, disse que não me bastavam. Não vejo onde menosprezei o adversário, aliás, tive o cuidado de nem o mencionar.
Para quem vem de uma realidade superior, mantém uma vistosa preocupação com quem está, supostamente, abaixo.
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De zé luís a 27.05.2013 às 16:54

Congratula-se, evocando a história. Eu também sempre gostei dos Lusíadas...

E não, não olho de cima nem desaprecio os de baixo. Indico o caminho, exponho outra realidade, cruel talvez mas viva e a cores em todas as tv's. Cego é o que não quer ver.

E a sua história, recente, ao que lê relacionando êxitos passados, é uma história sórdida de apoucar os êxitos dos outros. Não ouviu o seu treinador a comemorar a época brilhante (sic) que fez na última jornada que teve um campeão que historicamente vos fica atravessado e ainda só estamos a 5 títulos de ganhar mais campeonatos?

Não sabe que o órgão oficial, escrito, do seu clube mencionou, com todas as letras, que o Porto tinha comprado árbitros para ganhar a Champions em 2004?
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De André Couto a 27.05.2013 às 17:54

Agradeço-lhe o comentário mas, da minha parte, não vou entrar por esse campo. O meu texto destina-se a debater o Benfica, nada mais que isso.
Obrigado pelo seu testemunho. Um abraço.
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De Telmo Lopes a 28.05.2013 às 14:59

Muito gostam eles de tentar introduzir o nome dos seus clubes para mais uma vez atingirem a ribalta à custa do Sport Lisboa e Benfica...
Gostei imenso de saber que este blog é democrático e deixa estes senhores comentarem, isto é o Sport Lisboa e Benfica :)

Saudações Benfiquistas
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De Luis Eme a 27.05.2013 às 13:40

embora concorde com muitos dos pontos de vista do André, uma das coisas mais importantes em relação à continuidade de Jesus, é se os jogadores continuam com ele.

pelo que se viu no final da taça, parece que não.

provavelmente o melhor para o Benfica e para o Jesus, é a sua partida. não vislumbro é quem o possa substituir...

e não se pode apenas falar de falta de "sorte" nas três derrotas decisivas da época. houve sobretudo falta de concentração, a que não deve ser alheio o cansaço físico e mental dos principais jogadores. uma boa parte dos jogadores acabaram a época de rastos.

é preciso mais e melhores jogadores, um Roderick ou um Urreta, não são soluções para colocar nos últimos minutos de um jogo, quando é preciso segurar um resultado...

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De André Couto a 27.05.2013 às 14:11

Caro Luis Eme,
Quando vi a reacção do Cardozo também me pareceu que o JJ tinha perdido as rédeas do balneário e, nesse caso, a única solução era a saída. No entanto, com o pedido de desculpas do Cardozo, abertura do processo disciplinar e reacção dos restantes, fiz uma melhor análise e acho que aquela reacção não tem tanta gravidade como pareceu no momento. O Cardozo é pouco cerebral, acumula casos polémicos como mandar calar adeptos e falar demais. Se fosse outro seria mais grave...
Concordo em especial com o seu último ponto. Uma equipa, para poder ganhar em todas as frentes, ou mesmo para lutar por várias e ter sucesso em uma ou duas, precisa de banco, de alternativas para rodar e mexer nos jogos mais complicados. O Roderick não era convocado no Deportivo e o Urreta mal jogou nos últimos clubes por onde passou. Fazer um triplete com este banco era impossível.
Um abraço e obrigado pelo seu testemunho.
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De João a 27.05.2013 às 13:55

Estou de acordo como Zé Luiz.
Que outro treinador esteve sob a sua gestão a qualidade de jogadores que Jesus tem. O Jesus tem a mentalidade de um treinador do meio da tabela quem que jogar para o empate não é mau.
Em todas as grandes decisões desta época, não conseguiu disfarçar esta tendência e o resultado esta a vista .
Basta ver o seu comportamento em campo para se perceber que não pode ser treinador do Benfica .
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De André Couto a 27.05.2013 às 14:14

"A qualidade de jogadores que Jesus tem"? Quem? O Jardel como alternativa aos centrais titulares? O Roderick, que não era convocado no Deportivo, como alternativa ao Matic? O Melgarejo e o Luisinho como únicos laterais esquerdos? O Carlos Martins, e o Pablo Aimar, como únicas alternativas ao Enzo Perez, e que passaram a época lesionados? Ter de inventar dois médios centro em Setembro, para suprir a venda do Javi Garcia e do Witsel?
Esse raciocínio não tem qualquer fundamento na realidade...
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De João a 27.05.2013 às 14:30

Não sabia que para ganhar ao Estoril e ao Guimarães e até mesmo ao Porto era preciso o Messi o Ronaldo e o Iniesta.
A equipa do Benfica tal como esta não é capaz de ganhar a estas equipas?
Bastava ter um outro treinador.
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De André Couto a 27.05.2013 às 16:18

Caro João, uma época não são três jogos, são sessenta. Há desgaste físico acumulado, pressão e desgaste psicológico, momentos de forma e balanceamentos. Só fala assim quem nunca jogou futebol ou outro desporto de prática regular... Um abraço.
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De zé luís a 27.05.2013 às 15:03

André, claramente não percebe nada disso porque vê as coisas no seu quintal e não compreende a mecânica ou dinâmica de outras parcelas produtivas.

O caso de sucesso no futebol, que você conhece pelo menos de ouvir falar nem que seja mal da parte de bimbos do género, é o do FC Porto.

Você percebeu como o FC Porto ganhou os dois últimos campeonatos alegadamente "perdidos" pelo Benfica?

Explico: com um ex-adjunto e rookie, um plantel que perdeu Falcao no fecho do mercado e teve de pôr - mérito do treinador, e eu sempre defendi essa opção, mas que muitos bimbos portistas não perceberam - Hulk a ponta-de-lança. Esta época, perdido Hulk, o que decidiu o último título e não os dois médios que o Benfica também vendeu, já depois do fecho de mercado (já e Setembro...), tínhamos a incógnita Jackson.

Hulk foi o remedeio antes e teve como alternativa um Janko que eu cedo passei a chamar Manco. Janko que nem podia jogar a Liga Europa para onde o Porto foi recambiado (acho desprezível esta recauchutagem de vencidos, seja com quem for), logo só servia para o campeonato, a prioridade sempre assumida.

Jackson foi a solução que deu resultado agora, mas já tão cansado quanto os do Benfica. Remedeio o já reformado Liedson. Disse logo: Europa outra vez desprezada e ainda era a Champions desta feita. A experiência do Levezinho poderia ajudar internamente, mas era tão manco como o austríaco. Depois soube-se de 23% de inferioridade num joelho, percebia-se porque não entrava em muitos jogos e não pelo que veio dizer, fraco de cabeça como de físico, agora na despedida. Lá esteve, circunstancialmente, no golo de Kelvin e o resto é história.

Falar de banco e soluções ofensivas - decerto sem precisar de lembrar quem o Benfica tem e tendo já despachado B. César e Nolito - é falar do FC Porto. Com o Benfica, via-se Abdulaye, Sebá e Kelvin todos da equipa B. Pois é, marimbou-se, o Porto, para a Champions mesmo tendo o acessível Málaga que, afinal, revelou ter muitas opções de ataque: J. Baptista, Saviola, Santa Cruz, Isco contra Atsu, Jackson, Liedson (?!), Izmaylov (?!) e James a regressar de lesão. É, o Málaga foi mesmo superior ao Porto, no fim da eliminatória, porque teve soluções para aquilo, mas já não vai à Champions porque não chegou, perdeu-se em pormenores e em segundos em Dortmund.

O Porto apostou as fichas no palco e no pano de jogo que quis. E não, nunca desistiu, porque ganhou sempre sendo obrigado a isso no que era preciso.

Faltas de opções no Benfica? Deixem-me rir. Só distraídos adeptos ou incompetentes treinadores podem queixar-se. É o umbigo maior do que o mundo. Repito, a vossa tragédia não compreender o mundo porque nem sequer olham para ele, querem conquistá-lo como vindos de outro planeta. Desse planeta que zombamos com gosto.
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De André Couto a 27.05.2013 às 16:33

Os meus Parabéns pelo seu Campeonato e pelo sucesso dos últimos anos. A única coisa que não conseguiu explicar, nem mencionar, e que eu, atento ao seu mundo também registei, são as gravações do Processo Apito Dourado e a inclinação de múltiplos campos para o lado azul. De qualquer forma admito que isso também faz parte da tal estratégia de sucesso, que nunca neguei.
Um abraço.
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De zé luís a 27.05.2013 às 17:02

Ah, o Pífio Dourado... Nunca mais saíamos daqui. Percebe-se em que nível de leitura e inteligentsia tem andado. Percebe-se o alheamento da realidade e adormecer com leituras de cordel nem que sejam vaquinhas amestradas ou salgadas.

Chegou a ler o acórdão da Liga sobre o Porto-E. Amadora? Quer que lhe envie o relambório dessa farsa da sub-cave, direito, trazeiras?

Quer as escutas do LFV a pedir árbitros? Viu o Paraty ontem na tribuna? Sabe quem era Paraty? Sabe quem escolhia observadores para ele não descer de divisão em 2003 e ir apitar um derbi em 2005?

Ui, nem o Pífio Dourado você conhece, apenas ouviu falar...

Reviu alguma coisa no Capela? Percebeu a Taça SLB? O mesmo SLB que ofereceu a última taça que ganharam no Jamor? Entendeu a razão de Paulo Vigarista prejudicar o Estoril na Luz só para deixar o Porto ser a 1ª equipa a vencer o benfas? Sabe o que foi Bruno Caixão em Campo Maior? O Caixão reservado para Barcelos, em Janeiro de 2012, a única derrota no campeonato em 99 jogos?

Eram três campeonatos seguidos sem derrotas, limpinhos, limpinhos, limpinhos...
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De André Couto a 27.05.2013 às 17:55

Agradeço-lhe o comentário mas, da minha parte, não vou entrar por esse campo. O meu texto destina-se a debater o Benfica, nada mais que isso.
Obrigado pelo seu testemunho. Um abraço.
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De jose abel a 28.05.2013 às 19:07

sim tem toda a razao jesus deve continuar
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De cr a 27.05.2013 às 14:30

André, mesmo não entender nada de futebol permita-me só uma pequena observação, como benfiquista. É perturbadora a quantidade de vezes que se fazem '' limpezas '' aos treinadores de futebol, na minha opinião algo exageradas, existe no entanto algo estranho, não entendo porque o treinador JJ gere os resultados, apontando para empates. Eu penso que ele deve pedir aos jogadores para deixarem '' a pele '' em campo, percebo que tal como noutras profissões existem dias menos bons para determinado jogador, agora toda uma equipa não se focar nas vitórias, isso não. Acho que ele deve fazer uma análise nesse sentido, ou pedir ajuda ao tal bruxo que ganha 40.000 euros, e sim deve manter-se no clube. Quanto ás mais valias do clube, bom isso sempre acontece e acontecerá em todas as equipas, veja-se o Hulk no Porto.
Eu não acho que o FCP jogue melhor que o SLB, mas que existe neles mais capacidade mental de resistencia ao jogo, não tenho dúvidas, e também ,qualquer coisa que se passa pelos balnerários que eles depois do intervalo, chegam ao campo revigorados.
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De André Couto a 27.05.2013 às 16:30

Caro cr, antes demais obrigado pelo testemunho, apesar de saber que a bola não é o seu tema de eleição! :)
Concordo com a parte em que diz que é perturbadora a forma como se "limpam" treinadores, daí defender a continuidade deste, mesmo perante resultados menos vistosos.
O futebol é um desporto peculiar que envolve a gestão de múltiplos campos e condicionantes. Eu não teria feito nenhuma substituição diferente das que o treinador fez, nem mesmo na Final da Taça. O Benfica estava a ganhar e o Vitória não atacava. Em tempos onde o plantel vacilou nos últimos minutos, reforçar a defesa e refrescar o ataque, ao invés de atacar, era uma opção lógica do prisma táctico e de gestão psicológica do jogo. Mais uma vez correu mal... Se ele se tivesse mandado para a frente, e sofrido os golos na mesma, iam chamar-lhe demasiado ambicioso e lunático, como aconteceu amiúde nas últimas épocas. Depois do resultado é sempre mais fácil fazer prognósticos... ;)
Um abraço!
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De cr a 27.05.2013 às 17:44

André tal como lhe disse não sou propriamente uma profissional do futebol, mas agradeço a sua explicação tão cuidada do assunto.
Acabei de ler o seu comentário e deu-me vontade de rir, porque percebi que a sua explicação tão pormenorizada de táctica, se deve ao facto de achar que eu sou um '' caro cr '' e não uma ''cara cr ''. :) nenhum homem explica a uma mulher como se refresca uma equipa, não sei porquê mas iam achar que o refrescar, seria beber um refrescozito, eh eh eh
Não me leve a mal de ter achado graça, é sincero e inesperado, por isso tiro-lhe o meu chapéu por uns momentos de boa disposição.
Adorei a sua explicação.

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De André Couto a 27.05.2013 às 18:01

Cara cr (LoL!),
Tenho memória de muitos comentários que já trocámos e para mim sempre foi "o cr" e não "a cr". Muito bom! Peço-lhe desculpa pelo equívoco e gabo-lhe a paciência de nunca me ter corrigido...
Ao contrário do que diz, se tivesse percebido que era "a cr" teria tido um cuidado ainda maior a exprimir a minha opinião. Quase que faria um manual de tácticas, refrescos e gestão psicológica em futebol, for dummies... ;)

Sempre que puder ajudar a transformar o futebol em algo menos chato apite... LoL! Beijinhos, que não abraços, e obrigado pelo avalizado testemunho!
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De l.rodrigues a 27.05.2013 às 15:29

O que eu tenho dificuldade em perceber é o discurso de que a liga portuguesa era prioritária, e o jogo com o Estoril ter sido o que foi.

Na altura ainda pensei: "a equipa rebentou, estava nos limites e acabou com aquele jogo contra os turcos...", mas o jogo com o Chelsea demonstrou-me que não era assim.

Ou seja, havia ali forças que não foram concentradas nos pontos cruciais das competições, ou então estes foram mal avaliados.

De quem é a culpa? Eu só posso reparti-las em partes iguais por direcção treinador e jogadores. Mas principalmente a direcção, que é quem define os objectivos: ou definiiu mal, ou foi ineficaz a transmiti-los à equipa.
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De André Couto a 27.05.2013 às 16:25

l.rodrigues, concordo em grande medida com o que disse. Eu acho que o jogo com o Estoril foi consequência de um jogo estrondoso, absolutamente fabuloso, que foi o conseguido contra o Fenerbahçe. Nesse jogo o Benfica dá a volta à eliminatória duas vezes, sempre com uma velocidade e pressão estonteantes. Daí eu referir a importância de uma segunda linha forte. Com suplentes à altura tínhamos entrado com pernas frescas contra o Estoril... Teria feito toda a diferença.
O Benfica perde todos os jogos nos últimos minutos porque a falta de pernas se estende ao cansaço psicológico.
Obrigado pelo seu testemunho. Um abraço!
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De Mascavado a 27.05.2013 às 15:40

E depois se ele ia para um estrangeiro longínquo como é que continuava a haver rábulas sobre o mister?
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De André Couto a 27.05.2013 às 16:21

E quem é que nos dava aquelas conferências de imprensa fabulosas? :)
Um abraço!
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De Mascavado a 27.05.2013 às 17:54

Aquelas comparências de empresa são realmente nebulosas.

Abraço.
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De Luís Lavoura a 27.05.2013 às 16:05

Esqueceu-se de referir um pormenor: o futebol português não está em tempos para andar a gastar dinheiro desnecessariamente com despedimentos sem justa causa. O Benfica não pode fazer como o Sporting, que andou a despedir treinadores uns após os outros sem justa causa, pagando a cada um deles uma bela (e devida) indemnização.
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De André Couto a 27.05.2013 às 16:21

Luís Lavoura, neste caso isso nem seria necessário, porque o contrato do treinador termina daqui a um mês de quatro dias. De qualquer forma parte de uma premissa que julgo correcta, a da estabilidade e continuação do investimento e projecto consolidados. É esse o caminho, não estamos em tempos de revoluções caras e desnecessárias, pelo menos no futebol! ;)
Um abraço!
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De João a 27.05.2013 às 16:31

Pois é. Precisamos de consolidar as derrotas.
A conversa é sempre a mesma.
Fazem-se planos para se atingir os objectivos. Adquirem-se jogadores para esses objectivos, falham.se jogos decisivos que não permitam que se cumpram os objectivos.
O treinador sempre disse que tinha o plantel que queria.
Agora que nada ganhou, aparecem os defensores do " bom futebol" a defender a continuidade de um técnico que em boa verdade, deveria ter lições de boas maneiras antes de poder vestir o nosso equipamento.
E não vale a pena vir com argumentos de autoridade de " só quem nunca jogou.... Porque eu joguei e sei do que falo.
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De André Couto a 27.05.2013 às 16:36

É pena que fale dos jogadores comprados e não fale dos jogadores vendidos e do momento das vendas. Qualquer bom jogador e treinador defende a sua direcção e o seu Presidente, como foi o caso.
Compreendo as suas palavras, são fruto de uma frustração idêntica à minha. O que interessa é o sucesso do futuro, independentemente de defendermos caminhos diferentes.
Saudações Benfiquistas! :)
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De JL a 27.05.2013 às 16:12

JJ é um bom treinador de campo, mas não é um bom na estratégia de jogo, nem na gestão de pessoas e método.
Perdeu J Garcia e Witsel, mas ganhou Matic (que aparentemente não conhecia bem). E Matic é de longe muito melhor que Garcia. Na caso de Witsel não recuperou mas reconheço que adaptou bem Enzo. O Benfica tem, contrariamente ao que afirma, o melhor plantel que há em Portugal, considerando não só os onze que jogam mas também o bloco de jogadores disponíveis.
Não pode um treinador andar a dizer que mesmo que não ganhe já fez uma época gloriosa. Não pode dizer que achava que 1-0 chegava. Não pode ...
E não pode, em Portugal, um treinador ganhar 4 milhões por época e nada conquistar. O Benfica tem o maior corpo técnico em Portugal.
Agora reconheço que o Benfica não tem uma estrutura de apoio. Não tem um director desportivo, não tem um sector de comunicação social em condições.
O Benfica, meu caro, se não ganha perderá definitivamente o comboio.
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De André Couto a 27.05.2013 às 18:05

O Matic era suplente do Javi Garcia, logo havia dois jogadores para a mesma posição. Quando o Javi Garcia saiu passou a haver só um, ainda que melhor que o titular, e deixou de haver o suplente. É uma questão do tempo que demorou a formar o Matic e da profundidade que o plantel perdeu. Com o Enzo Perez aconteceu a mesma coisa, ou seja, perdeu-se a alternativa ao titular.
Discordamos que o Benfica tenha o melhor plantel de Portugal. Como eu já disse, é olhar para a lateral esquerda, para a alternativa aos centrais, e para os suplentes da posição 6 e da posição 8.
Um abraço!
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De JL (JOão) a 28.05.2013 às 09:10

Caro André
(Já agora o meu nome é João). Tenho que o felicitar pelo debate sereno que tem aqui promovido. Eu não estou em desacordo com muito do que diz. Embora alguns dos argumentos que use são válidos também para o FCP. O Porto também não tem alternativa válida ao Fernando, por exemplo.
Mas eu parto para uma outra conclusão. O Benfica não perdeu tudo porque lhe faltavam essas alternativas. Perdeu porque JJ que fez um excelente trabalho no Benfica, pondo a equipa a jogar a níveis de que nem eu já me recordava, não foi capaz de ter uma gestão para o sucesso da equipa. E aqui a culpa não é só dele. Passa muito por toda a estrutura do clube.
Mas terá que reconhecer que um treinador não pode dizer ao fim de 4 anos a treinar o Benfica e já ter ganho um campeonato que independentemente do que a equipa fizesse já era uma época glorioso. E não pode no final da taça afirmar candidamente que julgava que o 1-0 bastava.
Eu afirmei antes de o Benfica perder efectivamente o campeonato que JJ devia sair. Porque para mim era claro que ele na estrutura do Benfica iria falhar nos momentos chave. O Benfica não pode sistematicamente, por exemplo, quando joga com o FCP adaptar-se à sua forma de jogar. E, mas não menos importante, o Benfoca não pode pagar a um treinador a brutalidade que lhe paga e o saldo não ter vitórias em provas. Mas isso já não será culpa dele. E aí o problema vai manter-se. Parece-me.
Obrigado pela atenção.
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De João Bugalhão a 27.05.2013 às 18:04

Que me perdoem todas estas análises, mas o problema do Benfica não é de qualidade dos seus jogadores, sobretudo se for para ganhar ao Estoril, ao Guimarães ou ao Celtic. O problema do Benfica é de dirigentes, e de ORGANIZAÇÃO.

Veja-se o comportamento de todos os elementos ontem no final do jogo, sem respeito pelos vencedores (abandonaram o campo sem assistirem à entrega do troféu), sem respeito pelas autoridades (sem as cumprimentaram, sobretudo os jogadores estrangeiros), e sem respeito por eles próprios (com as cenas lamentáveis no final do jogo, não foi só o Cardoso).

A explicação para tudo isto é só uma: Falta de ORGANIZAÇÃO...

O Benfica não tem uma estrutura que resista às pressões do exterior, nomeadamente a comunicação social que comanda o Benfica de fora para dentro. O Benfica está como o país, dirigido a partir da “rua”, como um barco ao sabor das ondas.

O Benfica deveria talvez comprar um “submarino” blindado, nem que fosse alemão!!!

Olhem vendam alguns desses fabulosos activos, e abram concurso!
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De Advogado do Diabo, a 27.05.2013 às 18:04

O Benfica é o abono de familia dos jornais desportivos, especialmente d'a Bola. Repare-se quantas "aquisições" fez o Benfica desde o jogo com o Porto, até ao final da semana passada. Esta noticias são sempre um enorme tónico para os que lá estão.
Foi a Bola que decretou que o Benfica já era campeão depois do empate do Porto com o Maritimo e ficou a quatro pontos, aparentemente fora da corrida. Foi a Bola que pôs o Benfica a ganhar a Liga Europa, embora tivesse de jogar com o campeão europeu, e foi a Bola que pôs o Benfica a passear no Jamor, e depois levar a taça para casa, como se a equipa do Guimarães fosse uma data de cromos que ali andam. É a Bola que enche as 1ªs páginas de fotos de jogadores que nem sabem onde fica Lisboa, mas cujo sonho desde pequeninos (diz o jornal) é jogarem no Benfica, tudo só para venderem jornais. E os benfiquistas andam há dezenas de anos nisto, a Bola a enganá-los, pondo-lhes as expectativas nos píncaros, e eles a comprarem o jornal acreditando religiosamente em tudo o que lá vem escrito. Depois o Jesus é que tem a culpa, não são os que falham golos de baliza aberta, e não correm o que deviam porque está calor.
Entretanto o "buraco" já vai muito perto dos setecentos milhões.

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