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Vamos lá, rapaziada

por Rui Rocha, em 14.05.13

Momento 1:

 

Publicação no TAF da seguinte nota:

 

Leio hoje no Público"Em vésperas de extinção Gaianima faz ajustes directos de 130 mil euros." "Os contratos foram feitos com as empresas NextPower Comunicação Lda e com a Boston Media Comunicação Imagem SA".

Conheço relativamente pouco as máquinas partidárias, mesmo a do PSD, mas nesta notícia (além do relato preocupante de um ajuste directo numa empresa municipal) o nome da empresa "NextPower" soou-me familiar e fui investigar. Confirmou-se. Segundo o seu perfil do LinkedInFernando Moreira de Sá (julgo que militante do PSD), um activo apoiante de Luís Filipe Menezes e de Carlos Abreu Amorim, é CEO da NextPower e de outra empresa chamada Comunicatessen. Constatei também que os domínios oficiais na Internet das campanhas para o Porto e para Gaia foram registados em nome da Comunicatessen. Daí que surja naturalmente a pergunta: é afinal a Gaianima (empresa municipal de Gaia presidida por Ricardo Almeida, também presidente da Concelhia do PSD/Porto) que está a pagar as campanhas de Menezes e de Amorim?

 

Momento 2:

 

Miguel Noronha faz eco no Insurgente da nota publicada no TAF.

 

Momento 3:

 

Fernando Moreira de Sá responde no post de Miguel Noronha.

 

Com especial interesse, sublinhem-se

 

3. A Nextpower não trabalha a campanha de Carlos Amorim que, aliás, nem tem nenhuma empresa de comunicação a trabalhar com ele mas sim um assessor de imprensa que nunca trabalhou em agências…

 

11. Por último, deixo uma pergunta: acham que seria assim tão estúpido para fazer tudo às claras se existisse alguma coisa a esconder? Não acham, no mínimo, estranho?

 

Extremamente interessantes são também alguns dos comentários feitos por leitores do post do Miguel Noronha. Quanto ao ponto 3 da resposta de Fernando Moreira de Sá, importa ter em conta o que se dirá no Momento 4. Já no que diz respeito ao ponto 11, devo desde já salientar que é um argumento tão imbecil que dificilmente se compreende que seja utilizado por alguém que faz da comunicação e da mensagem a sua profissão. 

 

Momento 4:

 

Leitor do post de Miguel Noronha, perante a afirmação do ponto 3 da resposta de Fernando Moreira de Sá recorda que aqui está a time-lapse final da apresentação do candidato Carlos Abreu Amorim (Gaia não pode Parar). Um trabalho que nos orgulha.” – NextPower Norte.


Momento 5:

 

Este vosso servidor tenta contribuir modestamente com a transcrição de uma passagem que encontrou por aí e que também pode ter o seu interesse no esclarecimento do ponto 3 da resposta de Fernando Moreira de Sá:

 

A equipa de comunicação digital da candidatura de Carlos Abreu Amorim/Gaia Não Pode Parar lançou a primeira time-lapse de um evento de apresentação de uma candidatura autárquica em Portugal nas redes sociais.


Publicada na página Vimeo da candidatura e mais tarde partilhada na respetiva página de facebook e twitter, este vídeo resumo em pouco mais de 30 segundos as duas horas e meia do evento realizado no passado sábado nas Caves Ferreira, em Vila Nova de Gaia.

Segundo os seus criadores, a SpinFilmes/Nextpower Norte, a mesma foi filmada com duas diferentes câmaras GoPro (GoPro Hero2 e a mais recente GoPro Hero3) colocadas em dois locais específicos do espaço.

Segundo os autores deste trabalho, "a aposta nas redes sociais permite, de forma mais económica, conseguir passar a mensagem a milhares de pessoas. Estas serão as primeiras eleições autárquicas em Portugal onde o digital e em especial as redes sociais, vão ter um papel muito especial".

A Spinfilmes/Nextpower Norte, segundo dados da empresa, está a gerir, em termos de comunicação digital, mais de uma dezena de perfis de facebook relacionados com as próximas eleições autárquicas.

 

Conclusão preliminar

 

Sim, podíamos investir o nosso tempo discorrendo longamente sobre o momento e a oportunidade em que estas coisas surgem, trazendo ao caso máximas populares sobre comadres e as suas zangas ou aproveitando para salientar que é incrível como se escreve mal em certas actividades de "comunicação". Exacerbadamente rigorosos que fôssemos e até bateríamos no peito com indignação arengando sobre a utilização do dinheiro dos nossos impostos, as funções sociais do Estado ou a taxa de solidariedade imposta aos pensionistas. Claro que nada disto vale a pena. Resta-nos emigrar para longe desta porra toda ou ficar, fazermo-nos de parvos, e cantar com o Emanuel. Vamos lá, rapaziada:

 

 

 


8 comentários

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De Eu pimba a 14.05.2013 às 19:44

Épá, tanta empresa e tanto criativo e afinal de contas para o CAA se sair com aquela do Gaspar. Por sinal, eu até fiquei a antipatizar um pouco menos com ele (Gaspar).
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De Rui Rocha a 15.05.2013 às 14:09

Pois eu também. Alguém que foi alvo de declarações do Amorim recebe um pouquinho da minha simpatia.
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De da Maia a 14.05.2013 às 20:14

Eu gosto desta jovial iniciativa privada, muito neoliberal, especialmente das agências de comunicação, ou seja de publicidade.
Porque, enfim, os jornais, as revistas, as rádios, TVs, precisam de publicidade... que vem destas agências, que apanham estas "pensões" estatais de valores miseráveis, coitados.

Há os almoços. Ah, e os jantares, e as contas de telemóvel... é muita relação pública, ralação púdica, escondida na Moita de deus desconhecido, mas muito tentador prá rapaziada.

Como obra de referência temos Sabrina et al.:
http://www.youtube.com/watch?v=KpZpvo4rQAE
onde ninguém "deteta" erros de excel, e era muito citada por A. Guterres, lembramos da frase:
"No more jobs for the boys"... sim, nesse tempo não se chegava aos 40% de desemprego jovem.... mas, o emprego que se lhes deu foi iniciar a rapaziada ao fora-de-jogo, que é como quem diz, "à mama".
Enquanto isto continuar a ser um jogo de rapazolas, porque os padrinhos não gostam de arbitragem, vamos ter sempre os engraçadinhos que ficam "à mama", porque ninguém marca os foras-de-jogo.
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De Rui Rocha a 15.05.2013 às 14:10

Sim, sim, sim. O que é preciso é promover o empreendedorismo destes apreciadores de finos e francesinhas.
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De Tiro ao Alvo a 14.05.2013 às 21:53

Julgo ter entendido agora o que o CAA queria dizer com aquela de "a política deve sobrepor-se à técnica".
Dantes outros diziam de outra forma: primeiro dá cá o meu...
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De Rui Rocha a 15.05.2013 às 14:11

Ó Abreu!
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De Teresa Ribeiro a 15.05.2013 às 13:59

A sorte que eles têm de sermos um povo piegas, mais propenso a depressões que a arraiais de porrada. E ainda se queixam.
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De Rui Rocha a 15.05.2013 às 14:11

Exacto, Teresa. Somos dados à revolta voltada para dentro.

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