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A cópia

por João Campos, em 25.03.13

 

Há alguns dias, enquanto fazia zapping, detive-me por alguns minutos num dos canais de notícias (TVI? É difícil dizer; para quem não os segue com regularidade são todos iguais). Passava um daqueles programas de comentário político muito na moda para ex-governantes; no caso, era Marques Mendes quem botava faladura. E fiquei surpreendido pelos gestos, pelo tom, pela postura. Pergunto: é só de mim, que não tenho por hábito acompanhar este tipo de programas, ou o homem tornou-se numa cópia (necessariamente inferior) de Marcelo Rebelo de Sousa?


15 comentários

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De Luis Moreira a 25.03.2013 às 22:44

O Marcelo tem apenas um "tique" que este ainda não tem, cospe para cima da apresentadora...(Banda Larga)
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De João Campos a 25.03.2013 às 22:59

Sorte da apresentadora..!
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De Nuno Alberto Valadas a 26.03.2013 às 05:23

Caro Pedro Correia, vislumbrei as similitudes que referiu e presumo que as mesmas encontrem justificação na velha máxima:«se não os consegues vencer, junta-te a eles»....Mas, tenho para mim, que a «cópia» mais censurável, não radica nos trejeitos de Marques Mendes, mas sim no «copianço» que, de alguns anos a esta parte, grassa nas nossas estações televisivas no que concerne ao chamado formato de «comentário político». Com efeito, será caso para dizer que «não à festa, nem festança onde não vá Dona Comentança...». É, de facto, moda o aludido comentário político e, por este andar, nada me espantará que, a breve trecho, se congemine e se concretize um formato sucedâneo, que atribua tempo de antena a comentadores de comentadores...(pois, claro está, os «shares» televisivos a isso obrigam...). Ora, posto que um dos pilares do nosso Estado de Direito, radica, precisamente, na liberdade de expressão, até aqui, (aparentemente) nenhuma questão merecedora de especial atenção se levanta. Sucede, porém, que, do meu ponto de vista, com o actual modelo de «comentários políticos», se está a prestar um péssimo serviço à Democracia, por um lado, e à própria classe política, por outro. Senão, vejamos: DANOS PARA A DEMOCRACIA-- O formato do «comentário político», tem tido (na sua grande maioria), como intervenientes personalidades, assumidamente (ou próximas) da área política de Direita, assim se lesando, por via dos meios de comunicação social, a, igualmente, legítima propalação dos ideários de Esquerda (sendo certo, que tal crítica se reiteraria, caso a aludida desproporção fosse de sinal contrário).Sendo, de reter, que tal desproporção não pode encontrar justificação na liberdade adveniente da natureza privada de estações televisivas, pois tal natureza não as isenta do estrito cumprimento dos, universais, imperativos constantes no Código Deontológico que lhes é aplicável. - O formato do «comentário político» consiste, invariavelmente, na emissão de opiniões por uma única pessoa, assim se lesando, o «princípio do contraditório», tão caro e tão necessário para uma Democracia saudável. Assumindo, tal constatação, ainda maior gravidade, quando, conforme já referi, os comentadores estão, embebidos até ao tutano, de determinado ideário político, apenas variando uns dos outros, quanto à forma (mais ou menos hábil), como, subrepticiamente (com aparências de imparcialidade), conseguem transmitir o essencial daquilo a que se propõem e, dessa forma, levar a água ao seu moinho. Assistindo-se, assim, à efervescência de verdadeiros «caciquismos ideológicos», assumindo tal evidência, ainda maior gravidade (e devendo, por isso, ser sério motivo de reflexão) se tivermos, em linha de conta, por exemplo, que os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa, têm mais visualizações que os próprios debates parlamentares emitidos em sinal aberto pelo canal da Assembleia da República.... DANOS PARA A CLASSE POLÍTICA-- Seria conveniente, a bem da salvaguarda da imagem da própria classe política, que os seus elementos (em exercício de funções ou delas recentemente afastados) se abstivessem (ou ao menos que respeitassem, razoável período de nojo) de «encarnar» a pele de comentadores políticos. Com efeito, tal idiossincrasia, (e poucos o sabem) é exclusivamente lusitana....Quanto a esta matéria apenas me ocorre uma imagem futebolística e que «jogo» à vossa reflexão: será que é imparcial e, acima de tudo ético, um fiscal de linha, ao mesmo tempo que levanta a bandeirola, fazer, por meio de intercomunicador, a uma estação televisiva, uma apreciação técnica sobre a equipa de arbitragem? Não assumirá o mesmo (des)nível de imparcialidade e eticidade, a apreciação técnica, feita pelo quarto árbitro sentado no banco?-DESEJOS QUE FORMULO-1- Que o político se limite à mais nobre de todas as actividades, que é a POLÍTICA; 2- Que a análise da sua actividade seja feita por via de entidades, intrinsecamente, imparciais e que sirvam de auxiliares do POVO, para decidir em plena e livre consciência, sobre o rumo que pretendem para o país 3- Que ¾ do tempo dispendido, em comentários políticos, seja utilizado para debates com todas as forças políticas, assim se visando diminuir o, actual e assustador, fosso entre POVO e POLÍTICOS e a salvaguarda da DEMOCRACIA.
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De Pedro Correia a 26.03.2013 às 19:38

Caro Nuno: a reflexão que aqui deixa é interessante, mas queria ressalvar um pormenor: o texto que comenta não é meu mas do João Campos. Já agora, deixo uma achega: o último comentário dominical de MRS na TVI terá sido acompanhado por 1,7 milhões de espectadores. Ele é verdadeiramente imbatível no seu género. Qualquer um que pretenda concorrer com ele, no mesmo dia e à mesma hora, sairá irremediavelmente derrotado.
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De Nuno Alberto Valadas a 26.03.2013 às 23:30

Caro Pedro Correia, efectivamente tratou-se de um lapso, atento o facto de ter lido o seu nome numa publicação anterior.
As minhas desculpas ao João Campos.
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De Luís Lavoura a 26.03.2013 às 09:49

A minha questão é totalmente diferente: se estes dois fazem comentário político televisivo, por que não o há de fazer José Sócrates?
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De João Campos a 26.03.2013 às 18:54

Que me lembre, nenhum destes dois foi primeiro-ministro de um péssimo governo que acabou com o pedido de ajuda internacional. Isso, porém, será um detalhe; a mim não me chateia que Sócrates faça comentário político - ele que faça o que quiser, com a minha audiência não contará. Mas conta com o meu financiamento, que não tenho como não pagar a RTP - e isso já me chateia, e muito.
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De Luís Lavoura a 27.03.2013 às 09:17

não tenho como não pagar a RTP

Essa não é uma objeção válida contra o programa com Sócrates. Você pode aduzir este argumento contra todo e qualquer programa que a RTP apresente, logo, não se vê por que motivo o aplique apenas neste caso.

um péssimo governo

Essa é a sua opinião, que outros não compartilham. E muitos outros políticos, em particular Marcelo e Marques Mendes, também fizeram parte de governos que podem ser considerados péssimos.

que acabou com o pedido de ajuda internacional

Esse pedido foi resistido o mais possível por Sócrates. Foi-lhe imposto, essencialmente, pela política da oposição, em particular pelas pessoas que estão no atual governo, e também pelos banqueiros. Por vontade de Sócrates nunca Portugal teria pedido ajuda internacional.
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De João Campos a 28.03.2013 às 00:46

"Essa não é uma objeção válida contra o programa com Sócrates. Você pode aduzir este argumento contra todo e qualquer programa que a RTP apresente, logo, não se vê por que motivo o aplique apenas neste caso."

Como é que sabe que eu não utilizo o mesmo argumento para o Preço Certo em Euros, o Prós e Contras e os programas da bola da RTPN? Ou utilizar o argumento no caso do Sócrates obriga-me a fazer a ressalva para todos os programas da RTP de que não gosto?

"Essa é a sua opinião, que outros não compartilham."

No shit, Sherlock.

E muitos outros políticos, em particular Marcelo e Marques Mendes, também fizeram parte de governos que podem ser considerados péssimos.

Nunca disse o contrário. E..?

Por vontade de Sócrates nunca Portugal teria pedido ajuda internacional.

Naturalmente, o Governo foi excepcional, o país florescia, e os meninos da oposição e da banca é que foram marotos. Haja pachorra.
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De cr a 26.03.2013 às 11:43

Não é só de si, de facto o " pequenito " Mendes mudou completamente a postura desde que começou a fazer comentários politicos, por exemplo se visionar outras situações anteriores verificará que ele nunca " falava " com as mãos, esse foi um detalhe que ele adotou do sabichão Marcelo. Todo ele mudou, e ficou uma cópia perfeita. É triste quando assistimos a esta " carneirada " toda. Sabe que as mulheres são muito ligadas a detalhes e apanham com facilidade esses truques, quer na maneira de vestir, á parte física, posição das mãos, esgares da face... ;)
Ele começou a fazer os comentários muito apagadito,com os seus gráficos muito rabiscados, mas assim que começou a treinar, provavelmente ao espelho, não existe dúvidas que o pequenito superou as expetativas.
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De João Campos a 26.03.2013 às 19:32

Folgo saber que não fui o único a reparar nas semelhanças.
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De Anónimo a 26.03.2013 às 11:48

São tal e qual!

O MM se ainda não cospe já funga.
E o sotaque postiço da Linha?
O homem é de Fafe, haja paciência carago.

Li algures na blogosfera que o MM é o MRS em bonsai.


Este MM é uma espécie de UMM, o todo o terreno.

MJ
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De João Campos a 26.03.2013 às 19:33

"Li algures na blogosfera que o MM é o MRS em bonsai."

É uma piada algo cruel, mas que nem por isso deixa de ter piada... :)
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De cr a 27.03.2013 às 17:32

ah ah ah boa piada, o Marcelo Rebelo de Sousa em versão Bonsai, é mesmo muito bom!
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De Gui Abreu de Lima a 26.03.2013 às 23:17

em bonsai... que gargalhada que eu dei agora, senhores.

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