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Os assassinos do euro

por Pedro Correia, em 18.03.13

Uma espécie de vitória póstuma da União Soviética, este confisco dos depósitos bancários dos cipriotas - totalmente inimaginável, totalmente inaceitável. Burocratas que nunca se submeteram a uma eleição, no conforto climatizado dos seus gabinetes em Bruxelas, tomam decisões em nome de estados soberanos que afectam irremediavelmente os povos desses estados, despromovidos de cidadãos a súbditos. São assassinos em potência. Os assassinos do euro. Os assassinos do projecto europeu, que se arrisca a repetir o destino de Lenine: glorificou-se em formato múmia.

 


4 comentários

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De zé luís a 18.03.2013 às 22:37

À semelhança do sr. JMDB, não será isto o ressuscitar da ideologia "socialista" extensiva a muitos outros revolucionários de pacotilha convertidos aos meravedis de Bruxelas? A vingança, sim, do pilhar o dinheiro dos outros em nome do alegado "bem-comum"?
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De Pedro Correia a 19.03.2013 às 00:11

O que mais me impressiona é a nítida sensação de que estes factos só ocorrem porque a Alemanha já vive em clima de pré-campanha eleitoral para as legislativas do próximo Outono. Os países periféricos da UE andam a ser transformados em trunfo - da pior maneira possível para nós - pelos estrategos eleitorais da chanceler Merkel. O que agora sucede em Chipre pode render-lhe mais uns quantos milhares de votos.
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De José António Abreu a 19.03.2013 às 12:01

Pedro:
Não concordando eu com a «solução» para o Chipre, este é o ponto que me faz discordar da tua frase sobre "burocratas que nunca se submeteram a uma eleição". Merkel e os parlamentares alemães foram eleitos e respondem perante o seu eleitorado, sendo que os eleitores alemães têm tanto direito às suas posições como os portugueses ou os italianos. Ainda que, de facto, isso signifique o colapso do euro.
Repara, por exemplo, neste artigo (espero que o link funcione) da edição em inglês da Der Spiegel, onde se explica que nem sequer o plano original para o Chipre tem garantias de passar no parlamento alemão. A democracia tem coisas destas.
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De Pedro Correia a 20.03.2013 às 00:45

Meu caro: pelos vistos essa questão já nem se põe em Berlim, com a recusa do parlamento cipriota e o recuo "europeu".
Chipre - que representa apenas 0,2% do PIB da UE - parece estar a ser testado como balão de ensaio para uma reconfiguração do euro ou para servir de "vacina" a outros países. Em breve saberemos.
Acontece no entanto que o projecto europeu, tal como foi concebido pelos seus fundadores, era o oposto da política de 'diktakt' que aos poucos se tornou realidade em Bruxelas. A votação unânime dos ministros das Finanças no Eurogrupo sobre Chipre ilustra bem esta política de 'diktakt' que só pode terminar mal.
E atenção à geopolítica: será do interesse estratégico da Europa - e dos EUA - ter um porta-aviões russo chamado Chipre nessa zona-chave que é o Mediterrâneo Oriental, quase às portas do Médio Oriente? Como se já não bastasse o conflito greco-turco e a divisão da ilha em pano de fundo...
De facto, podem querer despedir a política, substituindo-a pela finança, mas ela acaba sempre por voltar, nem que seja pela porta das traseiras.

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