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O "corralito" europeu.

por Luís Menezes Leitão, em 17.03.13

 

A imagem de cima mostra bem o desespero dos cipriotas, recorrendo a um bulldozer para abrir à força um banco depois da exigência do Eurogrupo em confiscar parte dos depósitos bancários em Chipre como contrapartida da aprovação do resgate. Neste momento os europeus ficaram a saber que para os eurocratas de Bruxelas vale tudo e que não há qualquer respeito pelos direitos das pessoas. Depois do confisco de salários e de pensões, da tributação das pensões a taxas expropriatórias, da sobretributação dos imóveis, agora sabe-se que também os depósitos bancários se podem facilmente evaporar por decisão de qualquer eurocrata bruxelense a que os governantes fantoches dos países resgatados facilmente dirão Amen.

 

Torna-se cada vez mais evidente que o euro foi um colossal embuste e que a União Europeia é neste momento uma ditadura sem qualquer suporte democrático. Quando os países decidiram aderir julgavam que se estava perante um espaço de segurança e liberdade, em que a propriedade das pessoas fosse respeitada. Se neste momento é possível na Europa confiscar os bens das pessoas e decretar um "corralito" como em qualquer república sul-americana, é manifesto que a União Europeia já não está em condições de resolver os problemas dos cidadãos europeus. E se é assim mais vale que a mesma acabe depressa.


13 comentários

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De G.A. a 17.03.2013 às 12:34

Completamente de acordo. Onde param as mentes iluminadas, principescamente remuneradas, que atulham o "espaço" europeu que não se apressam a pôr cobro a esta derrocada? E a nossa dignidade não conta? A incerteza e a consumição acabam por aniquilar o nosso quotidiano e sem alento como caminhamos?
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De da Maia a 17.03.2013 às 12:42

Têm que tirar as vassouras às bruxinhas de bruxelas.
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De Gonçalo Correia a 17.03.2013 às 13:36

A Europa democrática e livre tem neste episódio mais um exemplo da sua decadência. Para mim, o sector bancário é o expoente económico dessa decadência. O poder e o dinheiro unidos: plutocracia (hedionda). Pura e dura. São vários os exemplos espalhados pelo velho continente… Recentemente, em Portugal, a cartelização bancária (spreads e comissões no crédito à habitação) retrata até que ponto a concorrência bancária é uma ilusão. Melhor, uma falácia. No fundo, os bancos fazem arranjos de bastidores para que possam assegurar rentabilidades contabilísticas e, assim, comerem tudo ou quase tudo! A podridão económica em avançado estado de decomposição. Gente engravatada mas sem um pingo de ética, na política e na banca. Políticos e banqueiros de mãos dadas. E quem se lixa é…

Moral da história:
Dividir para reinar.
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De Carlos Cunha a 17.03.2013 às 13:46

totalmente de acordo. e no entanto...de que estamos à espera para seguir o exemplo dos cipriotas, pegar nos bulldozers e escavacar o que tem que ser escavacado, antes que essas sumidades de bruxelas escavaquem isto tudo de vez?
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De Anónimo a 17.03.2013 às 14:11

Concordo com o que diz, acrescento dito popular: "a homem sem dinheiro, até os cães lhe mijam nas pernas". A homem ou a país. Ou àquilo que Chipre é, nunca percebi essas questões de cipriotas gregos e turcos e arcebispo Makarios, ou lá como é que se escrevia.
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De José Catarino a 17.03.2013 às 21:59

Sem saber como, fiz o primeiro comentário anónimo na minha vida. As minhas desculpas. Faço questão de sempre assumir o que escrevo, mesmo se disparatado.
José Cipriano Catarino (não se dê o caso de também este surgir anónimo. )
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De Anónimo a 17.03.2013 às 14:19

Subscrevo e apoio o seu comentário. Faz algum tempo, em resposta a um comentário do Alexandre, tive oportunidade de dizer que o Chipre seria resgatado caso contrário veríamos uma base russa no mediterrâneo, por causa da questão da Síria.

Ora bem, o resgate está feito, só pelo motivo supra exposto. Como as posições mundiais ainda não estão completamente consolidadas, os líderes, filhos da pouca sorte, ou da muita, há sempre fartura neste tipo de carácteres, não têm escrúpulos em massacrar os povos para sustentarem sua vaidade e interesses.
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De Anónimo a 17.03.2013 às 22:19

Em aditamento a este meu comentário, deixo um link só para que reparem como os serviços de informação e contra-informação de um e outro lado começam a funcionar para justificar o injustificável, e ambos querem ser os bonzinhos. Como se fosse difícil determinar a quem pertencem os depósitos. Aqui vai:

http://economico.sapo.pt/noticias/russia-pondera-mais-ajuda-financeira-ao-chipre_164969.html




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De Anónimo a 18.03.2013 às 14:15

Permita, por favor, mais um aditamento, este:

http://economico.sapo.pt/noticias/gazprom-propoe-pagar-resgate-do-chipre_165043.html

Agora outro comentário: Esta questão do Chipre começou a aquecer, enganam-se aqueles que pensam que o Chipre por ser pequenino e maneirinho não tem assim tanta importância. Gostaria, antes de entrar em cogitações preocupantes, de deixar aqui uma pergunta: Porque será que se agitam tanto?

Por último, a senhora Merkel vai aprender de uma vez por todas que assuntos desta natureza não são próprios para meninas, e que é necessário ter tetosterona em níveis elevados para afrontar quem quer que seja. A festa começará a partir de agora.
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De Matilde a 17.03.2013 às 16:32

Não podia ter feito uma análise melhor. Perfeito e claro.
Eu penso que o sonho de soberania alemã sobre a Europa, não se diluiu no passamento de Hitler. Aliás é bem demonstrativo pelos movimentos novos nazistas que se expandem sem cotrolo e que nada é feito para os moderar.
Tenho muito receio que a breve prazo não sejamos todos, nós a Europa, os satélites dessa Alemanha a exemplo dos da antiga União Soviética.
Não foram pelas armas, mas vão pela fome.
Cumprimentos e um bom resto de Domingo.
Matilde.
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De fgh a 17.03.2013 às 16:58

Bem... creio que em matéria de confisco nós vamos bastante mais adiantados. Expropriámos sem indemnização - apenas pagas muito depois (Portugal esteve anos sem aderir à Convenção Europeia dos Direitos do Homem por causa desse "pormenor"); tivemos impostos retroactivos, tivemos (e temos ainda, em parte), uma lei do arrendamento equivalente a um confisco.. Mais?
Por mim, troco já com os cipriotas.
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De Pedro Santos a 17.03.2013 às 18:16

"Mr. Rearden, the law which you are denouncing is based on the highest principle - the principle of the public good."
"Who is the public? What does it hold as its good? There was a time when men believed that 'the good' was a concept to be defined by a code of moral values and that no man had the right to seek his good through the violation of the rights of another. If it is now believed that my fellow men may sacrifice me in any manner they please for the sake of whatever they deem to e their own good, if they believe that they may seize my property simply because they need it - well, so does any burglar. There is only this difference: the burglar does not ask me to sanction his act."
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De oscar maximo a 17.03.2013 às 19:21

Havia que deixar os bancos falir, sem mais, tratando cipriotas, russos e outros por igual. Depois, os depositantes desses bancos teriam de reposicionar a esperança de receber algum talvez nos 40%

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