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Insanidade em Bruxelas

por José Gomes André, em 17.03.13

Pela calada, o Euro e a União Europeia sofreram hoje um abalo terrível. O resgate de Chipre levou o Eurogrupo a impôr condições muitíssimo severas, que não só lançaram os cipriotas em desespero como produzirão ondas de choque muito além do Mediterrâneo. Os dirigentes europeus demonstraram, mais uma vez, uma completa indiferença pelas regras do jogo democrático e pelos enquadramentos legais. Qual é a legitimidade da UE para levantar impostos sobre os depósitos bancários individuais? E como podem os responsáveis cipriotas enganar a população desta forma, negociando uma jogada de bastidores que constitui um autêntico assalto às poupanças dos cidadãos? E talvez pior ainda: que mensagem envia a UE aos restantes povos europeus? Que o (pouco) dinheiro que têm nos bancos não está a salvo em nenhumas circunstâncias? Quem achou uma boa ideia aterrorizar os depositantes, num momento de crise generalizada como este? Querem acabar com a pouca credibilidade que ainda resta no sistema bancário? A insanidade grassa em Bruxelas.


1 comentário

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De xico a 17.03.2013 às 15:47

A quem acha que é a mesma coisa, sempre digo que lançar impostos sobre os ganhos da população pode ser mau mas é equitativo. Lançar imposto sobre um capital que já foi taxado, só porque está depositado por ser a poupança de alguém que se privou para agora ter de pagar pelo que ganhou o mesmo e estoirou o dinheiro em lagosta e férias nas Caraíbas, é roubo. A não ser que aos que não pouparam seja seja obrigatório tomar óleo de rícino.

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