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Quero dizer que ele não a amava? De maneira menhuma. Ele amava-a; de certa forma era-lhe devotado. Mas não conseguia alcançá-la, e sucedia o mesmo do lado dela. Era como se tivessem bebido uma qualquer poção fatal que os manteria afastados para sempre, apesar de viverem na mesma casa, comerem à mesma mesa, dormirem na mesma cama.
Como seria – sentir desejo, ansiar por alguém que está ali mesmo em frente aos olhos, dia após dia? Nunca o saberei.
Margaret Atwood, The Blind Assassin. Tradução minha.
Seria um casamento normal, daqueles que não evoluem para o ódio, apenas para a incapacidade de comunicar, na sequência do desvanecimento dos (ilusórios, de resto) interesses em comum.