Eu dispensava dizer-te.
Chegou para matar a fome, sempre a dele, à minha frente, e a dos seus, que só presumo, e trazia novidade. Tinha ido a uma entrevista! e vinha cheio de esperança. Fosse a arrumar prateleiras, a entregar mercadoria ou até sentado à caixa, desde que revisse a tabuada, haveriam de o meter. Que alegria, meu menino, quando a vida pode mudar. Saberás o que te espera? O que é estudar e trabalhar, essa rima incessante, desde que o sol se ergue até à hora do jantar? Uma pessoa não quer ver alminhas desta alvura a perderem inocência. Sabes quanto vais ganhar? E levar para casa?


