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Aprender com as lições da história

por Pedro Correia, em 27.02.13

 

A corrupção galopa em Espanha, atingindo níveis nunca registados - e contaminando mesmo a Casa Real.

Um novo escândalo político abala o Reino Unido - desta vez nas fileiras dos liberais democratas, parceiros dos conservadores na coligação governamental.

Décadas de corrupção política e brutais medidas de austeridade puseram a Grécia à beira do abismo.

Na Bulgária, gigantescas manifestações de protesto prosseguem mesmo após a queda do primeiro-ministro conservador, Boiko Borissov. A corrupção e o crime organizado flagelam este país, o mais pobre da União Europeia.

 

Os italianos enfrentam um impasse governativo de dimensões colossais. Depois de metade dos eleitores ter voltado costas às urnas - e cerca de 57% dos restantes ter dado prioridade ao voto de protesto, contribuindo para o sucesso eleitoral de Silvio Berlusconi, que regressa à ribalta, e do comediante Beppe Grillo, à frente do novo movimento Cinco Estrelas, já a maior força política representada na câmara baixa do Parlamento. Recusando Mario Monti, o candidato ungido pela Comissão Europeia: de nada lhe serviram gestos demagógicos, como o de ter prescindido do salário de chefe do Governo.

"A Itália ingovernável", assinala o circunspecto Le Monde, por uma vez rendido a um título cheio de carga emotiva. As bolsas emitem sinais de alarme: uma das promessas de Grillo, que começou a abalar a política italiana a partir de um blogue, é realizar um referendo sobre a manutenção do país na zona euro.

 

Há sintomas crescentes de fim de ciclo. Por cegueira dos políticos que decidem o destino da Europa.

Mas é nestes momentos que importa separar o trigo do joio. Recusando populismos irresponsáveis, à esquerda e à direita. E fixando as lições da história.

 

A solução para o problema passa sempre por mais democracia - nunca por menos democracia nem com governos de directório iluminados pelos burocratas de Bruxelas, como o de Monti, que procurou - sem sucesso - demonstrar aos italianos que havido chegado a hora de "limpar" o país desse vírus que é a política. O problema com a política é este mesmo: por mais que se tente expulsá-la porta fora, ela regressa sempre pela janela.

A solução passa ainda menos por "tomar as ruas", como proclamam alguns irresponsáveis. Como já aqui referi, num contexto político muito diferente do actual, é totalmente inaceitável que a rua se substitua ao voto: os extremistas não podem contar, em circunstância alguma, com o apoio de quem acredita nas virtualidades do sistema democrático.

 

Os que encolheram displicentemente os ombros quando viram o Reichstag a arder em 27 de Fevereiro de 1933 - faz hoje 80 anos - foram tão culpados pelo crime de lesa-democracia como os que lhe lançaram fogo.


20 comentários

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De lucklucky a 27.02.2013 às 06:21

Recusando populismos?! hahaha!
Isso incluí recusar a Constituição da Republica Portuguesa que não é outra coisa que um monumento ao Populismo?
Não me diga que só o Berlusconi é que "compra votos"?

"A Itália ingovernável"

Excelentes notícias, desde que o Governo Italiano se tornou mais eficaz a iniciativa dos Italianos definhou.
As pequenas PME e empresas familiares que formavam o grosso da economia da Itália foram substítuidas que por gerações de Universitários que querem empregos...


"A solução para o problema passa sempre por mais democracia"

Ou seja a maioria ainda tem deve ter mais poder que as minorias, para forçar uma sociedade ainda mais igualitária, ainda menos redundante como a aposta de casino que ocorreu?
A Europa está onde está por ter demasiada Democracia. A maioria tem todo o poder para taxar e regular os outros, sem objecção de consciência alguma tolerada.
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De Pedro Correia a 27.02.2013 às 09:40

Discordo de si: nunca existe demasiada democracia. Mas você está a chegar, embora por uma via bem diversa, ao mesmo ponto que eu, Lucky. O seu comentário é um sintoma - entre milhões de outros - de que nada está bem assim. A questão é que tudo pode ficar infinitamente pior. Lembremo-nos da Alemanha em Janeiro de 1933, pronta a acolher o novo Messias que prometia regenerá-la.
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De lucklucky a 28.02.2013 às 16:28

Demasiada Democracia é um Governo votado por 40% de pessoas ter excessivo poder. Poder para levar o país à bancarrota, poder para taxar sem limites porque 40% votaram neles, poder para fazer leis, regras.
Isto não é exclusivo de Portugal é o estado presente da Democracia desde os EUA à Europa.

Precisamos de mais Republica e de menos Democracia.
As minorias precisam de ter direito a dizer não.

Concordo que tudo pode ficar pior.
Aliás desde à algum tempo que venho a sentir que o futuro é guerra civil mundial até a partição por diferenças políticas porque tudo se tornou política . Não são os países que tão em guerra entre si, mas pessoas dentros dos países.

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De Pedro Correia a 01.03.2013 às 12:04

Não entendo a sua aversão à democracia e muito menos o seu apego tão nietzschiano ao conflito bélico como forma de purificar o mundo, Lucky. Nas democracias as minorias têm sempre o direito a dizer não. E exercem convictamente esse direito. Portugal não é excepção, como vemos ouvimos e lemos todos os dias.
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De singularis alentejanus a 27.02.2013 às 10:16

Caro Pedro, e agora, que fazer? Creio que de entre os inúmeros problemas que estão a contribuir para que a democracia não funcione é o cinismo e cobardia dos políticos. Um dos graves problemas europeus é o desemprego, que para além do próprio problema, arrasta atrás de si inúmeros. Porquê? Porque a produção se deslocalizou para Oriente, para países em que o seu baixo preço se baseia em trabalho de escravos. Como é possível os nossos políticos, tão cinicamente defensores dos Direitos do Homem, negociarem com esclavagistas? O baixo preço que estamos a pagar por essa produção, fica-nos bem mais caro, porque a Europa está a pagar essa diferença em subsídios de desemprego. Isto aliado a uma outra situação bem caracterizada em Portugal. Os grandes desequilíbrios entre o Direito e o Dever de um lado, e o Dever e Direito por outro, leia-se relacionamento entre empregado e empregador e vice-versa.
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De rmg a 27.02.2013 às 20:19


Perdoar-me-à mas perguntar como é possível os nossos políticos negociarem com esclavagistas é
um atirar de responsabilidades pouco responsável .

Ora vá lá espreitar as etiquetas que tem numa quantidade de coisas aí em sua casa com "Made in ..." ?
E se tem poucas ou mesmo nenhuma , o que eu admito como possível dada a sua posição na matéria , o que é que acha das casas dos outros milhões de portugueses todos ?

Mas claro que é simpático ter televisores , computadores e electrodomésticos variados a preços impossíveis de obter se não fossem fabricados por "escravos" , a culpa há-de ser de alguém que não o próprio .

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De Palha d'Aço a 27.02.2013 às 10:18

Bem... quando o voto leva aos resultados que gente como Berlusconi e Grillo tiveram, dou por mim a duvidar de que a democracia seja o menos mau de todos os sistemas. Qualquer dia ainda me junto àqueles dois que foram cantar a Grândola ao Álvaro.
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De Pedro Correia a 01.03.2013 às 12:02

Muito bem. Só lhe peço que cante afinadinho. Estou farto de ouvir assassinar a 'Grândola'.
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De Blondewithaphd a 27.02.2013 às 11:29

Já vivemos tempos bem piores que estes...
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De Anónimo a 27.02.2013 às 11:43

Antes de tudo fico satisfeito por ter sido eu a postar aqui a Grândola, cantada pela Amália. Estava implícito, no comentário que fiz, o simbolismo da canção e não própriamente o seu conteúdo. Grândola é um simbolo, o simbolo do toque a rebate.
Na realidade vivemos um momento de viragem na história. A minha dúvida é, por aqui, pelo nosso burgo, quanto mais tempo durarão as estorietas.
Já chegámos a conclusão que aquilo que temos não passa da reprodução deles mesmos; também concluímos que a incompetência continua a ser meritória em detrimento do mérito competente; também concluímos que a orgânica deste sistema dito democrático resume-se a um descarregar de votos em tempo oportuno, e, a partir daqui, cessa a democracia.

Senhor Presidente da República, chegou o momento do senhor fazer o que lhe compete. Não mais se pode viver pelas rédeas trimestrais da bonificação de uma qualquer troika; e também não temos dinheiro para suportar políticos que desgovernam ao invés de cumprirem com aquilo que lhes foi determinado. Não podemos viver com políticos que pensam que o custo de seus erros deve ser suportado pelos outros; quem erra pague por seus erros! Tire estes tipos de nossa frente. Por favor, faça isso ou outros farão por si. Evite que a revolta saia à rua. Precisamos de paz para resolver o que temos pela frente. Se queremos paz necessitamos de gente competente para a promover.
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De William Wallace a 27.02.2013 às 17:10

Boa análise !
Embora por natureza tema por messias ao mesmo tempo anseio por um ou vários , espírito de tuga .
De facto o exército de desempregado é a maior ameaça na Europa , mas esse exército foi criado porque as grandes corporações pressionaram a desregulamentação de todas as actividades económicas e hoje em dia o grande factor diferenciador dos produtos é o seu preço conseguido pela mão de obra escrava oriental e pelo total desrespeito pelo ambiente.
Os políticos a soldo das grandes corporações subverteram os fundamentos da união europeia.
Até em Portugal o ministro da economia se presta ao serviço de agente imobiliário dos bancos atravessados com os investimentos imobiliários que lançaram , triste sina.
Não se depreenda que sou um daqueles que pretende o fecho de fronteiras , apenas e só defendo que se regulamente transparentemente o mercado e não se encoraje ainda mais as empresas beduínas.
Os europeus não devem baixar o seu nível de vida (saúde , educação , apoios sociais) os outros é que o devem subir.
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De Pedro Correia a 01.03.2013 às 12:01

O problema, meu caro, é saber de que estão afinal os europeus dispostos a abdicar: as fronteiras não voltarão a ser fechadas, e é impossível continuarmos a usufruir do melhor de dois mundos.
Já não estamos no tempo dos amplos mercados coloniais, nem das matérias-primas a desaguar na Europa a baixos preços, nem da natalidade elevadíssima, nem dos níveis de crescimento económico superiores a 5% que fizeram do nosso continente o que é, nas três décadas posteriores ao pós-guerra, e permitiram que o Estado-providência se tornasse no que se tornou.
De que parcela deste Estado-providência estamos dispostos a abdicar? Que nível fiscal estamos dispostos a suportar?
Estas perguntas não são retóricas. São cruciais. Iludi-las não nos conduzirá a lado nenhum. Ou antes: conduzirá ao progressivo definhamento da Europa, que vista de outras paragens parece uma senhora parada no tempo, alimentando-se da nostalgia de um passado que não regressa. Uma espécie de Gloria Swanson no filme 'Sunset Boulevard'.
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De William Wallace a 02.03.2013 às 02:48

O pretendi dizer era só que não é a Europa que tem de baixar (ainda mais) o seu nível , os outros é que têm de subir !

Creio que a memória das pessoas é curta , muito curta e se esquecem que estamos atolados nisto porque houve uns senhores gananciosos que se aproveitaram da falta de regulamentação para criarem esta crise com os negócios de casino que promoveram.

Depois choraram baba e ranho e lá foi meio mundo salvá-los e eles voltaram ao mesmo com a nuance de agora apostarem contra quem lhes deu a mão por subserviência pois o capitalismo liberal destes senhores é só para os outros e aqui chegámos.

No caso de Portugal considero que muita injecção de dinheiro na economia foi mal pensada e pior executada mas quanto a isso já pouco ou nada se poderá fazer.

Em relação aos impostos que pagamos e ao toma lá dá cá do momento é pura falácia, é o argumento de quem tem uma agenda liberal contra o povo e a favor das corporações transnacionais e beduínas.

Eu sou pelo capitalismo mas com regulação , com sentido ético e acredito firmemente nisso.

Actualmente existe muita despesa do estado que poderia ser cortada sem que nada de relevante acontece-se ao Português comum , sem sacrificar a saúde , a educação e a SS.

O que aconteceu durante anos e continua a acontecer é que se beneficiaram grupos económicos com projectos não rentáveis socialmente pois as hierarquias politicas estão a soldo dos mesmos.

De manhã preparam contratos , á tarde legislam sobre os mesmos beneficiando essas empresas e continua a não querer tocar-se nisso.


O desperdício é altíssimo e a vontade de quem quer no estado fazer mais e melhor não é estimulada antes pelo contrário , é se visto de lado e a inveja tão portuguesa vem ao de cima mas infelizmente também acontece nas empresas privadas. Além de que a cada ciclo politico existe uma interminável dança de cadeiras que prejudica qualquer reforma que se queira levar a cabo ou terminar por mais correcta que seja.

Pessoalmente se o PCP tiver uma boa ideia , é avançar mas não em Portugal não funciona assim e é esse modo de estar que nos trouxe aqui.

Pessoalmente vou dizer-lhe o que comigo se passou (passa) , estava a trabalhar há dois anos para uma empresa , essa empresa encerrou a delegação da zona onde eu era o único funcionário e passado um ano contratou outro funcionário (noutra zona geográfica onde já estava implantada há muito tempo sem necessidade desse funcionário) ao abrigo do impulso jovem , ou seja o estado (todos nós) está a pagar o meu subsidio e ainda por cima está a pagar o programa de impulso jovem - O que dizer disto ?

Voltando aos impostos é o seguinte , eles têm de baixar pois hoje em dia já não compensa investir e arriscar daí a situação a que chegámos agora não digam que tem ser á custa daquilo que nos cimenta como sociedade pois isso será o caminho para a destruição final do País e da Europa.

Quando uma família passa por apertos não corta no pão , corta no que é supérfluo ou iníquo , é a TV cabo , o cinema , o jantar fora , o fim de semana fora e só depois vá para a ginástica das crianças e por aí fora agora o básico saúde , educação) fica sempre para ultimo e assim deveriam proceder os nossos políticos mas isso para já é utópico como se vê.

E se mesmo assim precisar de exemplos eu dou-lhos :

1º - Renegociar todas as PPP de modo hard-core;

2º - Acabar com os subsídeos ás eléctricas e afins;

3º - Deixar falir os bancos salvagurardando unicamente os depositos dos pequenos aforradores;

4º - Eliminar todos os apois ás fundações criadas nos ultimos 15 anos ;

5º - Eliminar todas as empresas municipais criadas nos ultimos 15 anos incluindo todos os seus colaboradores no quadro de excedentários do estad;



6º - Reduzir os graus hierárquicos da administação centrral e regional em 45% (menos jobs for the boys)

7º - Fazer concursos de admissão de pessoal para o estado da âmbito nacinonal tal como se faz para o acesso ao Ensino Superior Publico.

...

Governar pelo exemplo e não pelo chicote

Cumprimentos
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De Pedro Correia a 02.03.2013 às 11:59

Agradeço-lhe o extenso e bem sustentado comentário. É sobretudo por isto que este blogue vale a pena: aqui é possível debater realmente ideias enquanto outros locais só servem para mandar umas bocas, típicas de treinadores de bancada.
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De AGrândola a 27.02.2013 às 21:01

Tanta coisa para o senhor técnico especialista tentar passar a mensagem de que "A solução passa ainda menos por "tomar as ruas"".
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De Pedro Correia a 01.03.2013 às 11:54

A "mensagem" surge a propósito dos 80 anos do criminoso incêndio do Reichstag, atribuído falsamente aos comunistas.
Em termos históricos, são 48 horas. Só isso.
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De rmg a 27.02.2013 às 21:30


É verdade que Mario Monti abdicou do seu salário como primeiro-ministro (que acumulava com a pasta das Finanças) , salário que no tempo de Berlusconi era de 24000€ brutos .

Mas não abdicou do seu vencimento de "senador vitalício" , cerca de 17500€ brutos por mês .

Como esta matéria não foi apresentada assim na imprensa nacional há que fazer visitas à francesa , por exemplo .
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De Pedro Correia a 01.03.2013 às 11:55

O que aliás só reforça o que eu pretendia dizer, meu caro.
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De rmg a 01.03.2013 às 17:44

Caro Pedro Correia

Era essa a minha ideia (reforçar o seu raciocínio) mas não ficou de facto claro no meu comentário .

Abraço
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De Pedro Correia a 01.03.2013 às 20:48

Outro para si, meu caro.

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