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Seis opiniões socialistas

por Pedro Correia, em 20.02.13

«Sou do tempo em que um estudante em Coimbra foi impedido de falar perante o Presidente da República [em 1969]. Não sou do tempo nem quero ser do tempo em que estudantes impedem professores ou membros do Governo de falar.»

Augusto Santos Silva, TVI 24

 

«Perguntei-me se o caminho para mudar o estado de coisas passa por impedir os Ministros - ou as oposições, tanto faz - de falarem nas Universidades, lugar por excelência da liberdade. Quem vai decidir quem pode falar? Quem tiver mais cartazes, insultar e gritar mais?»
Paulo Pedroso, Banco Corrido

 

«Uma das coisas que mais me tem preocupado na vida política portuguesa é o tom da discussão e a linguagem utilizada. Não fico nada satisfeito - pelo contrário, fico profundamente preocupado - quando vejo o primeiro-ministro a ser sistematicamente apupado. Isso é mau, é negativo.»

Francisco Assis, Rádio Renascença

 

«O boicote arruaceiro de discursos ministeriais não é aceitável nem é tolerável numa democracia. O direito de manifestação tem regras e não pode sobrepor-se à liberdade de palavra. Ninguém é obrigado a ouvir um ministro; ninguém tem o direito de o impedir de falar. Por mais malquistos que sejam, os ministros integram um órgão de soberania, legitimado pelo voto dos portugueses, não podendo estar sujeitos à "acção directa" de pequenos bandos mais ou menos anarquistas. Isto devia ser uma "linha vermelha" para todos os partidos institucionalistas, no governo ou na oposição.»

Vital Moreira, Causa Nossa

 

«O protesto é legítimo e tem um espaço na democracia. Quem governa tem de estar preparado para enfrentar todas as críticas. Considero todavia que há limites que põem em causa a democracia e a governabilidade nos regimes democráticos. E esses limites atingem-se quando se impede o outro - quem quer que seja - do uso da palavra.»

Maria de Lurdes Rodrigues, SIC Notícias

 

«Não aceito que se estabeleça o princípio de que o País está num estado anormal e que, portanto, a reacção também pode ser anormal. Fora de um quadro democrático, toda a violência é legítima. Dentro de um quadro democrático, nenhuma violência é legítima. E a violência não é só física: é também a que coage o outro quando o impede de exercer a sua palavra.»

António Costa, SIC Notícias

 

(acrescentei os depoimentos de VM, MLR e AC aos três iniciais)

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3 comentários

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De Anónimo Desconhecido a 21.02.2013 às 10:09

O título do Post é enganador, é mesmo coisa de jornalista, fala de opiniões socialistas e depois coloca opiniões de pessoas ligadas ao PS.
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De Pedro Correia a 21.02.2013 às 11:30

Lamento, não tenho comigo nenhum socialómetro para avaliar do grau de pureza socialista dos políticos em causa. Pensei, aliás, que esse debate em torno do "verdadeiro socialismo" tinha ficado encerrado de vez em Portugal num certo dia de Novembro de 1975. Sendo do PS, estes políticos para mim são socialistas. Tal como Bernardino Soares e Jerónimo de Sousa, sendo do PCP, são comunistas. Em 1975, recordo-me, havia também um debate muito exacerbado sobre o "verdadeiro comunismo" - debate entretanto atirado para o local merecido, isto é, o caixote de lixo da história.
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De Anónimo Desconhecido a 21.02.2013 às 11:48

Não se enerve, foi o próprio "Pai do PS e da Democracia Portuguesa" que colocou o Socialismo na gaveta há tantos anos, mas já depois do 25 de Novembro 1975, o Pedro ás vezes parece que cristalizou no PREC....há mais vida para além de 1975.

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