Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Derrotado em toda a linha.

por Luís Menezes Leitão, em 30.01.13

 

A ala socrática do PS deixou-se de tal forma contaminar pela irrealidade, que julgou que bastava um jantar com o seu querido líder para poder patrocinar uma espécie de Revolta na Bounty no PS. António Costa seria o imediato que destituiria o Capitão Bligh, que os socráticos odeiam por ser incapaz de cantar hossanas ao Governo anterior que atirou o país para a bancarrota. Para isso António Costa já andava à procura de figuras no PS que disputassem a Câmara de Lisboa, mas ninguém se mostrou disponível para defender a desastrada gestão de Costa/Salgado à frente da capital.

 

Seguro surpreendeu, porém, tudo e todos, e desafiou os adversários a ir a jogo, mostrando as suas cartas. De caminho pôs os pontos nos is, referindo não admitir que "nenhum combate político seja condicionado por agendas pessoais, pela mera ambição pessoal e o regresso ao passado". António Costa teve que mostrar assim que só tinha ternos e duques, pelo que recuou em toda a linha, evitando um confronto em que seria humilhado. Vê-se agora obrigado a disputar a Câmara em muito piores condições, uma vez que os lisboetas não esquecerão esta tentativa de fuga, a acrescer ao desastre das sua gestão.

 

Do lado do Governo, porém, as coisas não estão muito melhor. Esta debandada de secretários de Estado pode ser uma clara indicação de que já perceberam que o navio se afunda. Eis como Seguro pode passar num ápice de quase derrotado a plenamente vitorioso. It's politics, stupid.


6 comentários

Sem imagem de perfil

De lucklucky a 30.01.2013 às 12:21

O querido do complexo politico-jornalista desistiu... Parece que o tentado linchamento de Seguro afectou os bem pensantes mas mais ninguém...
Não nos devemos esquecer que o Governo rendeu-se ao complexo político-jornalista ao desistir de privatizar a RTP, comprando assim no máximo uns mesitos de paz, de modo que a campanha Costa foi como uma granada disparada pela inércia.
Imagem de perfil

De Perplexo a 30.01.2013 às 12:34

Bom raciocínio, só discordo de um ponto: que a gestão de Costa em Lisboa seja notoriamente má. Não sou socialista; votei nele porque estava aterrorizado com a perspectiva de Santava Lopes voltar e porque Costa disse que faria pequenas obras de reparação, que era o que a cidade precisava, em vez de obras emblemáticas. E é o que tem feito. Também há disparates, como as mudanças de tráfego no Marquês/Av.Liberdade, mas em geral tem vindo a asfaltar, emperiquitar logradoros e outras "coisinhas" que tardavam, além de começar a por as contas em dia. Pode não ser uma gestão avassaladoramente brilhante, mas não é com certeza catastrófica.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 30.01.2013 às 12:51

Muito bem, já aqui tinha comentado que Seguro surpreenderia pela positiva, e também afirmei que a céu aberto Costa seria derrotado. Creio que poucos neste país compreendem o rumo que Seguro procura dar ao PS e, consequentemente, ao país.
A ala dos nostálgicos, socratianos, não compreendeu que o único baptismo purificador e redentor era aquele que Seguro lhes proporcionaria, dando tempo a que estes se convertessem verdadeiramente, deixando o mestre entregue às artes de Socrates e Platão, esse que também leva pelo de Sócrates, compreendendo que das pedras também o Altíssimo pode suscitar filhos de Abraão.
Ora bem, esta analogia serve tão somente para referir que os socratianos não compreenderam que o reino estava próximo, e também não compreenderam que esse reino não se conquista pela espada, mas pelo espírito. O espírito das bem aventuranças tanto pode vir de mansinho como violentamente, e eles agora compreenderam que o baptismo verdadeiro não é aquele que surge pela carne (Costa) mas pelo fogo (Seguro) devorador que eles mesmo pediram.
Rapazes, contentem-se com o limbo. Costa, se quer fazer alguma coisa pela nação prove que é capaz de limpar a capital, porque o PS dispensa-o como faxineiro.
Ora bem, depois desta homília chegou a hora de deixar Seguro gerir a sua estratégia, que sabemos incomodar os (des)governantes (salvo seja), e permitir que ele a todos continue a surpreender. Amen!
Sem imagem de perfil

De Ajom Moguro a 30.01.2013 às 14:51

Encher pneus d´Costas .
Não topo o PS e até sou contra, mas Costa desiludiu-me. Para vacuidade já há Seguro de sobra. Mas percebe-se que o brindaram com um cortante cálice de poção mágica 2 em 1. Prolongamento artificial de vida por uns meses até que o veneno letal produza efeito. Dar tempo a um verbo de feira para unir o partido, mais que um acto deliberadamente inútil, é gato escondido a miar com a extensão traseira de fora.
Sem imagem de perfil

De Alexandre Carvalho da Silveira a 30.01.2013 às 15:40

As pequenas obras que o Costa tem feito em Lisboa, têm sido mesmo muito pequenas, porque não se vêm à vista desarmada. Há poucos dias atrás tive de ir a Lisboa coisa que já não fazia há muito tempo. Tive de andar bastante de carro e percorrer algumas das principais ruas e avenidas da cidade, e está tudo num estado lastimoso. Desde o tempo do Jorge Sampaio que não se via uma cidade tão degradada, e já nem falo do trabalhinho da Avenida da Liberdade.
Quanto às finanças da camara, sabemos que o problema foi resolvido com os 400 milhões que o Passos Coelho lhe deu pelos terrenos da Portela. Mérito do Costa: ZERO!
Quanto à disputa da liderança do PS, é um típico "agarrem-me senão eu mato o gajo". Este episódio serviu para quem ainda tivesse duvidas que o Costa não vale a água que bebe, é um produto dos média, é feito de plasticina.
Sem imagem de perfil

De Vasco a 30.01.2013 às 20:36

Portugal é do PS, o Estado é do PS. Não estava longe Ana Gomes do coração da maioria dos jornalistas, que nos obrigaram ontem a gramar mais um não-evento. Mas já que tivémos de gramar o filme, aproveito para alertar de que foi um episódio bastante realista e que revela com precisão as preocupações principais daquela gente. É só daquilo que eles percebem. De golpadas. Sugiro que se olhe para o que se passou ontem como um circo de hienas em vez de tentarem fazer daquilo uma esperança de solução contra um governo que está a governar bem e a tentar desminar o terreno. Se fosse eu, confesso, não sacrificava os portugueses com este nível de impostos. Isto é tudo inútil: quando a casa estiver arrumada, o PS ganha outra vez e volta tudo ao mesmo. Ao que nos trouxe aqui.

Comentar post



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D