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O desastre de Lisboa.

por Luís Menezes Leitão, em 12.12.12

 

A gestão de António Costa na Câmara de Lisboa constitui a maior calamidade que aconteceu nesta cidade desde o terrramoto de 1755. A cidade está cada dia mais suja, uma vez que a recolha do lixo passou a ser feita em dias irregulares. O trânsito tornou-se completamente caótico. Não satisfeita com o deserto em que transformou o Terreiro do Paço, a Câmara resolveu destruir a circulação no Marquês de Pombal, tornando-a um autêntico pesadelo para quem tem que circular nessa área. O ACP acaba de salientar muito justamente os disparates que ali foram feitos, sendo de antologia a ideia de pôr bicicletas a circular nos corredores dos autocarros. Mas já se sabe que nada vai ser alterado, pois isso significaria assumir que foram mal gastos os 750.000 euros do dinheiro dos contribuintes que ali foram dispendidos, sem ninguém perceber com que necessidade. A não ser que o objectivo fosse criar a lagoa do Marquês, como um reformado avisou atempadamente e as últimas chuvas confirmaram.

 

Como Presidente da Câmara António Costa mal se vê. Toda a gestão da Câmara parece ser efectivamente exercida por Manuel Salgado, a ele se devendo decisões juridicamente inenarráveis como a de transformar toda a cidade de Lisboa em área de reabilitação urbana, um reconhecimento antecipado do desastre em que estão a fazer cair a cidade. António Costa aparece apenas em cerimónias protocolares, e mesmo nessas as coisas têm corrido pessimamente, como se verificou pelo hastear da bandeira ao contrário na cerimónia do 5 de Outubro.

 

Era por isso fundamental que surgisse em Lisboa uma candidatura alternativa a António Costa que não hesitasse em denunciar o caos em que tinha caído a cidade. Fernando Seara, tendo um perfil simpático, não me parece que tenha o peso político necessário para ombrear com Costa, um político já muito experimentado nestas andanças. Mas, como bem salientou Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Relvas decidiu dar o beijo da morte à sua candidatura, coisa que Costa imediatamente aproveitou, desafiando o próprio Miguel Relvas a concorrer.

 

Não consigo compreender a razão porque o Governo quer tanto favorecer António Costa em Lisboa. Em Julho o Governo injectou na Câmara 286 milhões de euros, a troco de um simples "reconhecimento de propriedade" dos terrenos do aeroporto, o que permite a António Costa aparecer agora a oferecer na véspera das eleições reduções de impostos aos lisboetas. Com este apoio encapotado do Governo, é evidente que António Costa vai ser reeleito e lá continuarão os lisboetas a suportar este desastre por mais quatro anos.


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