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Socialistas que vale a pena escutar

por Pedro Correia, em 04.12.12

«As eleições em democracia são de tantos em tantos anos exactamente porque um governo não pode estar dependente da popularidade do momento, porque senão ninguém fazia política nem ninguém tomava as medidas que por vezes é necessário tomar e que são circunstancialmente impopulares - e depois podem vir a revelar-se virtuosas e as pessoas a posteriori até acharem que se fez muito bem. Veja-se o caso do governo do Bloco Central: foi odiadíssimo enquanto esteve em funções [1983-85] e agora é quase idolatrado. O infelizmente falecido Prof. Ernâni Lopes e o Dr. Mário Soares são quase idolatrados como salvadores da pátria. A opinião pública é volúvel. Não podemos pôr sobre os políticos uma espada de Dâmocles que os ameace dia-a-dia.»

Augusto Santos Silva, TVI 24 (27 de Novembro)

 

«É preciso explicar aos portugueses que os sacrifícios valem a pena. (...) Já fizemos outros ajustamentos no passado em circunstâncias também muito difíceis. Não devemos destruir a imagem que o País tem no contexto internacional. (...) Fiz parte do Governo do Bloco Central. Hoje já se pode dizer isto em Portugal sem correr grandes riscos. Houve uma altura em que ter participado nesse governo era quase criminoso. (...) Não há interesse para o País numa crise política.»

António Vitorino, TVI 24 (27 de Novembro)

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8 comentários

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De João Campos a 05.12.2012 às 00:01

Ao ASS tem feito bem a oposição. Não me lembro de o ouvir dizer uma única coisa acertada enquanto o PS foi Governo...
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De Pedro Correia a 05.12.2012 às 01:10

Há políticos assim, João. Nasceram para comentadores e só no comentário político conseguem brilhar.
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De Anónimo a 05.12.2012 às 11:29

Ou eu ando doido ou ninguém se deu conta que a crise é mesmo política. É isto que tem faltado para deitar abaixo os blocos.
Parece-me que o único que não queria ser político e fez política a sério, a ponto de deitar abaixo blocos, foi João Paulo II no século passado. Ou arranjamos um Papa igual a este ou acabaremos todos no inferno.
A cultura, tal como a política, nasce da primazia do espírito; e a única coisa que aglutina uma nação é a sua própria história. Não obstante as diversas fases de escuridão que os povos atravessaram é sempre a cultura que os liberta, e esta nunca se subordinou à economia, tenha ela a forma estatal ou privada.
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De Ricardo Sardo a 05.12.2012 às 13:50

Passoscoelhistas que vale a pena ler:

"Cinco perguntas que faço a mim próprio como eleitor

1. Lembras-te qual foi o político que em 2005 prometeu pôr Portugal a crescer 3 por cento ao ano, criar 150 mil postos de trabalho e aumentar a convergência entre o nível de vida porutuguês e a média europeia?

2. É-te indiferente seres governado por alguém que falta reiteradamente à verdade?

3. Vives melhor ou pior do que vivias em Setembro de 2009?

4. Vives hoje num país mais prestigiado, mais livre e mais soberano do que vivias em Setembro de 2009?

5. Em consciência, entendes que o actual chefe do Governo merece continuar como primeiro-ministro de Portugal?"

As respostas vieram na caixa de comentários:

"As respostas a estas questões ajudam a orientar o nosso sentido de voto. Ou, pelo menos, a sabermos bem aquilo que não queremos."

Ou
"Talvez o pior de tudo seja isto: ao longo deste tempo o maior responsável pelo estado a que chegámos nunca chegou a esboçar um pedido de desculpa aos portugueses."

Ou ainda
"Dizer toda a verdade é isto: Portugal será o único país da OCDE a manter-se em recessão em 2012. Se a culpa não é do político que apresentou um programa eleitoral fraudulento em 2009, talvez seja do D. Fuas Roupinho. Ou do cavalo do Gary Cooper."

Ou tavez
"Muitos dos que poderiam votar no domingo já votaram com os pés, André. Esse é um dos fenómenos deste Portugal socrático: temos o segundo maior ciclo migratório dos últimos 90 anos. Cada vez mais portugueses são forçados a procurar fora do País o seu sustento.
Também isto nos deve servir de matéria de reflexão."

Tudo aqui, em Junho de 2011, em vésperas de legislativas: http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/3067914.html

Bastava actualizar as datas. Mas as respostas, agora, são outras. Até Junho de 2011, quem mentia repetidamente era mentiroso. A partir de Junho de 2011 quem mente repetidamente já não é mentiroso. Até Junho de 2011, quem fazia o contrário do que tinha prometido era fraudulento, a partir de Junho de 2011, que faz o contrário do que tinha prometido já não é fraudulento.

Tudo uma questão de coerência, credibilidade e ética, portanto. Ou de quem nos paga o ordenado...
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De Pedro Correia a 05.12.2012 às 15:50

Ainda bem que avivou a memória dos nossos leitores recordando essas minhas questões - que viriam a ser partilhadas pela maioria dos eleitores portugueses nas legislativas de 2011. Para que todos percebam que a crise não começou há um ano e meio. Já vinha de trás - do tempo em que você e outros entoavam hossanas a quem hipotecou a soberania financeira de Portugal, levando o País à beira da bancarrota.
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De Será o mesmo?! a 05.12.2012 às 15:58

Aquele Santos Silva não é um que gostava do malhão?!
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De Alexandre Pires a 05.12.2012 às 16:32

Tão bem prega Frei Tomás.......
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De Pedro Correia a 06.12.2012 às 23:53

... Não faças o que ele faz.

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