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Da educação

por Ana Margarida Craveiro, em 09.05.09

Ao ler a página sobre educação sexual nas escolas, surge-me uma só pergunta: e os pais? Será que a educação sexual e reprodutiva das crianças e adolescentes não é responsabilidade das tarefas educativas em casa?

Faz-me confusão este estado que tudo abarca, desde o sal do pão e o açúcar dos doces regionais às relações afectivas e ao sexo, de jovens e de adultos. Sei bem que esta tendência do estado para se substituir nas responsabilidades e nas decisões nada tem de exclusivo em Portugal. Passa-se relativamente o mesmo por todos os estados ocidentais. Mas, ainda assim, continuo a pensar que é preciso, de alguma forma, resistir a isto. As crianças não são propriedade do estado, para as formatar e educar. Foi a isso que dissemos não, em tempos de bipolaridade. As nossas crianças são propriedade dos pais, que têm primazia nas suas escolhas, nos valores que lhes querem legar, nas atitudes que pretendem formar. A escola deveria ser um local de ensino, nada mais. A educação dá-se em casa.

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6 comentários

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De Ana Vidal a 09.05.2009 às 17:16

Concordo, excepto com a frase "as crianças são propriedade dos pais", embora perceba o que quer dizer neste contexto.
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De ana a 10.05.2009 às 00:40

"As nossas crianças são propriedade dos pais, que têm primazia nas suas escolhas, nos valores que lhes querem legar, nas atitudes que pretendem formar. A escola deveria ser um local de ensino, nada mais. A educação dá-se em casa."

E em que é que a educação sexual nas escolas contraria estes princípios? E as crianças não podem ser propriedade dos pais. Se assim fosse quantas, por exemplo, não frequentariam a escola?
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 10.05.2009 às 03:49

Por acaso, concordo quando a Ana Craveiro diz que as crianças são propriedade dos pais. Isto, até ao dia em que comecem a voar sozinhas, porque ganharam asas. Ou será que os pais só têm responsabilidades e nenhuns direitos?
Eu fui propriedade dos meus pais e agradeço-lhes por isso.
Não sei nada de questões de ensino. Mas, há umas semanas, uma amiga, professora, pediu-me que avaliasse os diplomas que aí andam por causa da edcucação sexual nas escolas. Não tive muito para lhe dizer, a não ser que, em questões dessa natureza, é a família que dever escolher o que quer para os seus.
Que isto, das crianças, não é o mesmo que a fruta normalizada por Bruxelas. Ou é?
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De TragédiaGeeK a 10.05.2009 às 09:30

A Educação Sexual nas escolas já se faz, enquadrada noutras disciplinas. Esta disciplina vai mais além do que já é ensinado (anatomia, higiene, funcionamento dos órgãos genitais, doenças sexualmente transmissíveis, prevenção de gravidez, etc)? Onde posso ver mais informação sobre o que será ensinado na nova disciplina? A Ana fala numa página que leu mas não diz qual. O que li nos jornais não me parece muito diferente daquilo que os meus filhos já estão a aprender, ou aprenderam, na escola e que considero bastante útil e indispensável.

Quanto aos filhos serem propriedade dos pais, são-no no sentido em que são responsáveis por eles e pela sua educação. Julgo que os pais têm todo o direito em questionar o que é ensinado quando esses conteúdos chocam com os seus valores, desde que esses valores não interfiram com o bom funcionamento da sociedade, não gerem ódio pelos que são diferentes, nem os diminuam enquanto pessoas capazes de pensar por si e fazer as suas próprias escolhas.
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De Luís Lavoura a 10.05.2009 às 16:07

Eu tinha a Ana Margarida em boa conta, mas ela neste post descarrilou. Descuidou-se, gravemente.

1) Evidentemente que a educação das crianças é uma fundamental responsabilidade dos pais. E não somente deles: também dos outros familiares, dos amigos, das pessoas que contactam com as crianças na rua, da escola, e do Estado.

2) A tendência do Estado para se substituir nas responsabilidade é de facto lamentável mas, infelizmente, ela é causada em grande parte pela desresponsabilização da sociedade. Ou seja, o Estado faz aquilo que a sociedade deveria fazer mas que, lamentavelmente, não faz. Quando a sociedade se mostra incapaz de ensinar às crianças que não se deve escarrar para o chão, nem se deve deitar lixo para o chão, torna-se necessário, infelizmente, que o Estado crie nas escolas cadeiras de educação cívica, ambiental, sanitária, sexual, etc para lhes ensinar isso. É precisamente o que se passa a nível sexual, onde gerações sucessivas de pais portugueses se manifestaram incapazes de ensinar um módico que fosse aos seus felhos.

3) Quanto a as crianças serem propriedade dos pais, isso é uma enormidade bárbara. Propriedade como? Os pais podem fazer o quê com elas? Tudo? As crianças são seres humanos ou não? COmo pode um ser humano ser propriedade de outro?

4) A educação, como dito no primeiro ponto, não se dá em casa: dá-se em todo o lado. Dá-se na sociedade. Dá-se na rua, na escola, no supermercado. Em toda a parte as crianças são objeto de educação, e frequentemente de má educação. Inclusivé na escola. Eu tenho filhos na escola e penso, frequentemente, que eles vêem de lá muito mal educados - pelos colegas, não pela professora. E muitos vezes lamentam que eles estejam na escola, porque aprendem lá muita coisa que não deveriam. E não é a educação sexual, não. E não matéria é dada pela professora, não.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 10.05.2009 às 18:04

Pena é que, a avaliar pelos exemplos que vemos diariamente, os pais se tenham demitido da função de educar e até exijam escolas abertas 12 horas por dia porque, alegadamente, não têm tempo para os filhos.

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