Neste caso a música até antecede em alguns anos o filme, Ana. Tarantino, como em muitos outros casos, só a popularizou. Para mim, nem é ao filme que a associo em primeiro lugar. Foi na escadaria que dá acesso à Basílica do Sagrado Coração, em Paris, que a ouvi pela primeira vez - foi um momento que nunca mais esqueci.
Sentado no sofá a ver televisão, nem imagina a vontade que me dá chegar ali à estante e colocar o vol. 1, seguido do vol. 2. Não o faço porque tenho dois jogos de futebol para ver, Tarantino é dos meus cineastas preferidos.
O Kill Bill (ambos os volumes, embora com ligeira preferência pelo primeiro) é um dos meus filmes favoritos e, certamente, o meu preferido do universo do Tarantino.
Talvez eu ganhe coragem um dia destes, Cristina, mas não prometo nada. Ainda me aventurei no Pulp Fiction (devo dizer que gostei imenso, mas foi um prazer doloroso) mas depois enchi-me de preguiça nas matanças do Bill, quando li as críticas e me falaram deles. É engraçado, a violência ficcionada não me alivia as tensões, como a tanta gente. Por isso só me obrigo a ver filmes violentos quando são mesmo imperdíveis, como o Seven ou o Silêncio dos inocentes, por exemplo. Nos outros, disfarço...
Digamos que podia ser, mas é de um realizador coreano. O filme venceu o Grande Prémio do Juri em Cannes e o Tarantino limitou-se a divulgar o mesmo nos Estados Unidos. Mas quem gosta do Kill Bill, não se incomoda com violência e gosta de uma boa história de vingança, este é o filme certo.