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Sucessos do programa de ajustamento (1)

por Leonor Barros, em 30.11.12

Desemprego em Portugal sobe para 16, 3%.


20 comentários

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De Isabel T. a 30.11.2012 às 10:52

O sucesso é mesmo esse Leonor,é vergarmos aos alemães até eles acharem que Portugal já está com mão de obra qualificada ao preço da china,para depois dizerem que vão instalar não sei quantas fabricas e criarem não sei quantos postos de trabalho.
Toda esta gente da Europa me enoja com estas politicas e infelizmente temos um PM que perdeu completamente o rumo e nem um PR temos para nos defender.
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 11:23

Estamos à deriva, Isabel. Estou quase a ser uma rapariga obediente e a fazer o que o Passos Coelho e o Relvas querem: ir daqui para fora cheia de mágoa pelo estado lastimoso em que estes senhores todos puseram o meu país e nos humilham e achincalham todos os dias.
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De monge silésio a 30.11.2012 às 11:40

Longe portanto dos 23%.

Se o país não produzia, há empregos de porcaria.
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 11:43

Devemos regozijar-nos portanto. Há comentários que nem vale a pena.
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De José António Abreu a 30.11.2012 às 12:08

Leonor: não devemos regozijar-nos (muito pelo contrário) mas devemos perceber que neste tipo de processos 16% é um valor 'normal'. Quanto existem sectores que cresceram demasiado, quase inteiramente à custa do crédito (construção civil e imobiliário, por exemplo), o ajustamento não se faz sem dor - se o Estado (i.e., os contribuintes) suportar estes sectores, estará apenas a manter o status quo e a agravar o problema. Claro que depois o comércio também se ressente da diminuição do consumo e surge ainda mais desemprego. Mas - permite-me que o refira de novo - não estou a ver processos de ajustamento por excesso de endividamento sem altas taxas de desemprego - e isto com ou sem moeda própria. Pelo que devíamos finalmente aprender - mas duvido que o façamos - o valor do equilíbrio orçamental e de uma política que não privilegie o consumo.
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 12:14

Sim, já ouvi isso muitas vezes, jaa. Em relação ao consumo qualquer leigo sabe que se as pessoas se vêem reduzidas ao essencial obviamente isso se repercute na produção, já que a procura é nula e que assim sendo o desemprego aumenta. Não é preciso ser-se particularmente inteligente ou ter uma licenciatura, a menos que se faça parte do governo.

Onde uns vêem números e taxas, eu vejo pessoas e dramas, muitos dramas pessoais, muita miséria. A economia esquece-se das pessoas e o governo também.
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De José António Abreu a 30.11.2012 às 15:17

A Política esqueceu-se da </i>Economia</i> durante muitos anos (com prestimoso auxílio dos responsáveis das empresas do regime - onde se incluem os bancos-, embriagados com o lucro fácil e incapazes de ver para além da ponta do nariz).Agora estamos a pagar a factura.
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De jo a 30.11.2012 às 12:54

Tudo isso seria verdade se o défice ou a dívida tivessem diminuido ou mostrado tendência para diminuir, mas não aconteceu.
O país está a tomar uma purga amarguíssima só para ficar mais doente.
A conclusão não pode ser que como não sabemos fazer melhor este caminho é o bom, porque claramente não é.
E a função do governo é encontrar caminhos, não é dizer que ninguém lhe mostra outro. Se precisam que lhes apresentem alternativas ao desastre que estão a criar, então talvez não seja má idéia irem-se embora.
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De José António Abreu a 30.11.2012 às 14:46

jo :
- O défice em 2010 ultrapassava os 11% do PIB (o que significa um buraco orçamental de aproximadamente 22%), na sequência de políticas de estímulo ao crescimento;
- Mesmo que estimular o consumo não aumentasse o défice público, aumentaria o défice externo (que se vem equilibrando);
- Estimular o consumo faria, ainda, com que não existissem estímulos de mudança (ninguém muda de actividade se estiver bem); ora a Economia portuguesa precisa de mudar ou depressa voltaríamos ao ciclo da última dúzia de anos - empurrando o problema com (cada vez mais) dinheiro emprestado;
Assim sendo, seria mais útil estarmos a debater onde e como cortar do que a necessidade de cortar. Os cortes são inevitáveis. Depois de pormos a Economia a funcionar, então poder-se-á ver que recursos desviar para as áreas onde se cortou. Sendo conveniente fazê-lo com muito cuidado, aumentando sempre os gastos abaixo do - ou, no limite, ao mesmo nível que - o crescimento do PIB.
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De Cláudia Almeida a 30.11.2012 às 12:08

Já alguma vez ouviu a expressão "às vezes é melhor estar calado"? Se calhar aplicava-se aqui.
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 13:37

Aqui aplica-se muitas vezes :)
Beijinhos
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De monge silésio a 30.11.2012 às 12:13

Durante vinte anos, para a nossa sociedade civil "foi melhor estar calado"? Se calhar foi...não doía. A realidade não tem palavras, ...é.
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De monge silésio a 30.11.2012 às 12:23

Obviamente que não desejava.
Ninguém, penso eu no seu perfeito juízo.

Mas não confundir direitos são desejos, e estes infinitos...recursos finitos. É a reserva do possível (antes da reserva da Lei) que o Direito Constitucional vai ter que reaprender.
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De am a 30.11.2012 às 12:38

Para as leonoras deste mundo... o País começou há um ano meio com PPC...

Então quando falam da Alemanha dá-me vontade de as mandar àquela parte...
A Alemanha ficou totalmente arrasada com II G.M , hoje é o pais mais prospero da UE... À custa de muito trabalho... Trabalho e cabecinha... Nós, infelizmente, só agora caimos na realidade... Sempre vivemos de chulice: Especiarias do Oriente, Pedras Preciosas do Brasil... millhentas ouramas DÁfrica...Perdida a árvore das patacas veio UE... Só que esta não está para sustentar quem não sabe governar-se... Chegou a hora da verdade...
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 13:39

A mim também me dá muitas vezes muita vontade de mandar alguns comentadores àquela parte. Sabes deus quantas e sabes deus como ainda aturo certas coisas. Não se preocupe em responder, tudo o que for abaixo do nível não será publicado.
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De am a 30.11.2012 às 15:28

mande à vontade... desabafe...
A sua resposta é tipica de quem não tem argumentos...


E sff pense na: Auto Europa / Ziemens / Continental... só as tres melhores empresas estrangeiras a operar em Portugal!
Bom fim de semana.

Ultima hora: - " A CM de Lisboa via gastar
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 17:39

Argumentos para responder ao que disse ali em cima? Tenha paciência.
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De Tiago Cabral a 30.11.2012 às 17:44

Somos de facto uns velhacos, vivemos a chular os outros, a explorá-los. Agora vem a paga! É uma catarse nacional. Bem-vindos juros usurários, a bênção da nossa cura. Seremos um povo mais regrado, após esta merecida provação! Haverá quem morra sim, mas e então? Morrerão honrados, escanzelados mas honrados. Ditosa pátria amada é por ti que alguns de nós terão uma morte cruel, mas merecida. De tão chulos que fomos! Demos graças (a Deus?).
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 21:51

Pergunto-me muitas vezes que tipo de gente é esta que fala de cátedra e tem sempre pronto um discurso moralista para proteger Passos Coelho. A parte de proteger o Passos Coelho é óbvia, eles 'andem' aí, mas fora essas, que raio de vida é que esta gente tem para estar sempre pronta a atirar pedras como se o povo fosse culpado e não os governantes que puseram o país nesta miséria?
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De lucklucky a 30.11.2012 às 23:41

Este seria um dos poucos sucessos se servisse para desmascarar os empregos inúteis, mas com este Governo ao volante a premiar a economia política-social os empregos inúteis continuam.

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