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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 14.11.12

«Houve [em Lisboa, segunda-feira] só um cartaz com o Hitler: não é mau, comparado com outros países que já receberam a chanceler alemã, mas não deixa de ser uma vergonha. Mas bastou esse gesto selvagem (que equivale a dizer que Adolf Hitler era como Angela Merkel) para fazer eco na conferência de imprensa, levando a chanceler a dizer que não se importava.

Não se importa porque é tão desprovido de inteligência ou plausibilidade que não produz efeito nenhum. Há que saber insultar as pessoas. É preciso ser-se burro para responsabilizar a engª Merkel pela nossa situação financeira. Digo engª porque os portugueses, que não se coíbem de tratar os políticos pelos doutores e engenheiros que são, costumam tratá-la por srª Merkel, apesar de ela ser licenciada em Química, como era a engª Thatcher.»

Miguel Esteves Cardoso, no Público


4 comentários

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De Anónimo a 14.11.2012 às 22:21

Estou em crer que o que responsabiliza a senhora Merkel é a nossa situação financeira, isto deve ser motivo para a tornar responsável. Situação esta que, com o desmantelar daquilo que poderia ter sido uma economia com base em bens transaccionáveis, usando a solidez de muitos de nossos recursos (pescas, florestas, agricultura, turismo, serviços...), tornou-se, enquanto durou, também, uma fonte de riqueza e prosperidade para as indústrias alemãs. Não obstante tudo quanto de errado foi feito, em particular para beneficiar certos sectores.
Aqulilo que muito me admirou nos líderes europeus, e em particular na senhora Merkel, que não perde pitada para se colocar em bicos de pés, é o facto de pretenderem dar um tratamento igual para aquilo que é substantivamente diferente. Relativamente a esta questão, paro por aqui para não fazer deste comentário uma espécie de testamento.
Vamos agora aos doutores e engenheiros, que são os monarcas da República. Permita-me citar 3 (três exemplos):
1 - Uma multinacional levou a efeito uma reunião (para parecer bem, diz-se meeting) no país vizinho. Essa reunião pretendia, pedagogicamente, também traçar o perfil do gestores nos diferentes países do mundo. Curiosamente ou não quando chegou a vez de Portugal a imagem que surgiu foi a do marialva, com chapéu e tudo;
2 - Em conversa com gestores de topo austríacos, uma das coisas que os surpreendia, e enfadava, era a demasiada importância que os portugueses com quem tinham contactado davam ao seu cognome;
3 - Numa reunião que ocorreu em Portugal com um executivo inglês e um director de uma determinada instituição deu-se o seguinte episódio logo que se apresentou perante a secretária:
- Senhor dr. ... o senhor doutor... (da instituição em causa) vai recebê-lo dentro de momentos. Deseja um café?
- Eu não sou o senhor doutor, sou o senhor... e vou reunir-me com o senhor fulano de tal. E a reunião que marcámos foi precisamente para esta hora e não para daqui a momentos.
Devo acrescentar que este último era um MBA, e os anteriores na mesma linha e noutras linhas de formação.
Se algum dia ouvirem dizer que os estrangeiros têm uma ideia errada a respeito de Portugal, quero que saibam que se referem a estas situações. Em geral eles têm uma boa imagem de nós. A questão da nossa imagem perante o mundo é uma produção nacional, geralmente para fazer sobressair quem diz que ouviu dizer. Mas isto já vem do passado.
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De Helena a 15.11.2012 às 08:54

Tmbém tu MEC...

A chanceler Angela Merkel licenciou-se e doutorou-se em Física ( o marido é professor universitário de Química). Não é e nunca foi Engenheira ( o divã de Freud explica essa fixação lusa pelos engenheiros).

A biografia oficial pode ser consultada aqui:
http://www.bundeskanzlerin.de/Webs/BK/De/Angela-Merkel/Biografie/biografie.html
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De Carlos Cunha a 15.11.2012 às 09:08

a "universidade" mec também atribui "créditos": parece que para o mec um licenciado em química tem equivalência a engenheiro químico.
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De Cristina Torrão a 16.11.2012 às 19:05

Esse tipo de insulto é mesmo de uma falta de imaginação gritante.

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