Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Ainda sobre a caridade

por José António Abreu, em 12.11.12

Na esquerda também existe. Só que, como tudo o resto, tem de passar pelo Estado.


8 comentários

Sem imagem de perfil

De Pelo Estado e pela cegueira a 12.11.2012 às 09:08

À imprestabilidade da esquerdalha que considera que o BA faz caridadezinha e é um novo MNF e, do alto do seu umbiguismo, declara não lhe dar um grão de arroz, soma-se a mais imbecil cegueira voluntária.

Ninguém daquela cambada sabe o papel que o VOLUNTARIADO tem EM PAÍSES MAIS OU MUITO MAIS DESENVOLVIDOS que o nosso?
Imagem de perfil

De José António Abreu a 12.11.2012 às 11:57

Tudo o que passe ao lado do Estado é uma ameaça para a esquerda porque é mais difícil de controlar. Não por acaso, o ataque às manifestações tradicionais de grupo/comunhão (com a fé religiosa e a família à cabeça) é um dos pontos basilares do marxismo.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 12.11.2012 às 12:56

Que eu saiba, o marxismo não ataca a família. Aliás, os dirigentes comunistas (do PCP) fazem gala em ter famílias tradicionais, muito conservadoras e mongâmicas.
Imagem de perfil

De José António Abreu a 12.11.2012 às 14:21

Friedrich Engels and the Marxist Theory of the Family.

Friedrich Engels' study, "The Origin of the Family, Private Property and the State[1884] clearly derives from Marx's basis theory in which the Economic Base heavily influences the nature of the Superstructure. Engels ,who may be seen as the originator of Marxist theories of the family, claimed that it was economic developments and specifically the development of private property which necessitated the development of the monogamous family which would help to ensure that men's private property would be inherited by their own biological descendants.

Engels believed also that the development of the State could be explained partly by the need for laws to regulate the inheritance of private property. He noted, however, that the monogamous family could be expected to result in the exploitation of women in several respects. The historical accuracy of Engels' theory has been called into question and it has been suggested, for example, that it could not account for the development of the family among poorer people who actually had little or no private property to pass on.

Louis Althusser and Eli Zaretsky

The Marxist Louis Althusser distinguished between repressive state apparatuses such as the Police, the Courts and the Armed Forces and Ideological state apparatuses such as the Family ,the schools, the Church and the mass media. Ideological state apparatuses including the family operate via the socialisation process to maintain the existence of the capitalist system and the dominance of the capitalist class within that system .{If the power of ideological state apparatuses is insufficient to maintain the dominance of the capitalist class, this class may ultimately maintain its power by the use of the repressive state apparatuses.}

Other Marxists such as Zaretsky have suggested several mechanisms by which the family may help to sustain the capitalist system and the capitalist class.

1. Whereas according to Functionalists, the socialisation process as it operates within the family (and elsewhere) is seen as encouraging conformity with desirable norms and values which contribute to overall social stability, according to Marxists the socialisation process in the family and elsewhere results in the transmission of a ruling class ideology whereby individuals are deceived into accepting the capitalist system and the dominance of the capitalist class more or less without question. Especially children are encouraged to accept parental authority more or less without question in the family which prepares them to accept authority more or less without question in the work place in later life.
2. The growth of the home centred privatised family encourages concentration on family concerns, relatively orthodox interests and relatively moderate mainstream political views at the expense of wider loyalty to ones workmates and more active and radical engagement with political issues which thereby reduces the likelihood of meaningful political action to challenge the capitalist system.
3. Insofar as the family operates as a unit of consumption it can be targeted by advertisers to encourage the increasing purchase of goods and services upon which the continuing profitability of capitalist industries depends.

Pesquisado à pressa e retirado daqui:
http://www.earlhamsociologypages.co.uk/marxismfamily.html
Sem imagem de perfil

De Trago notícias para o Anacleto a 12.11.2012 às 13:19

Estive a dar uma vista de olhos pelas instituições apoiadas pelo BACF (Relatório de Actividades de 2011) e encontrei lá (entre muitíssimas outras) estas, que tenho a certeza terão gostado à beça dos disparates do Anacleto e Cia.:

- A.A.M.A.- Assoc. dos Amigos da Mulher Angolana
- AMORAMA (Associação de Pais e Amigos de Deficientes Profundos)
- Associação CAIS
- Associação Guineense de Solidariedade Social
- Associção de Moradores do Casal Ventoso
- Associação Mulheres Contra a Violência
- Centro Social da Musgueira
- Fundação AMI
- GIRA - Grupo de Intervenção e Reabilitação Activa
- SER+ Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à SIDA
- Ser Alternativa - Assoc. de Apoio Social
- Alzheimer Portugal
- Fund.Port. p/ Estudo Prev. Tratam. da Toxicodependência
- UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta

- várias CERCIs e várias organizações de apoio a Reformados, Pensionistas e Idosos
Imagem de perfil

De José António Abreu a 12.11.2012 às 14:28

Mas os privados não têm nada que andar a meter-se em assuntos do Estado, diria ele. O Estado é que devia apoiar todas essas instituições. Sendo que, no mundo socialista ideal que existe na cabeça dele mas nunca foi possível implementar em lado algum, elas seriam desnecessárias.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 12.11.2012 às 09:24

Há outra diferença importante: como a caridade é feita em dinheiro em vez de em géneros, dá mais liberdade ao (suposto) pobre em como a gastar.
Imagem de perfil

De José António Abreu a 12.11.2012 às 12:05

Se estivermos a falar de subsídios, sim. Mas também podemos estar a falar de outras coisas: gratuitidade no acesso a serviços, distribuição de manuais escolares, etc.

De qualquer modo, ambas as vias têm vantagens e inconvenientes. A caridade em produtos foca-se no essencial, a caridade em dinheiro dá maior responsabilidade mas aceita um risco superior de má utilização. Eu não recuso nem uma nem outra - mas parece haver quem recuse.

Comentar post



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D