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A coragem de seguir em frente

por Pedro Correia, em 09.11.12

 

Eis uma das melhores intervenções políticas que ouvi desde sempre: o inspirador discurso de vitória de Barack Obama, na madrugada de quarta-feira.

Alguns excertos:

 

"Quer tenham ou não votado em mim, eu escutei-vos, aprendi convosco. Fizeram de mim melhor presidente. Com os vossos relatos, e com a vossa luta, regresso à Casa Branca mais determinado e mais inspirado que nunca para o trabalho que há a fazer e o futuro que nos espera. (...) O melhor está por chegar."

 

"Nunca tive maior esperança nos Estados Unidos do que agora. Peço-vos que mantenham essa esperança. Não falo de um optimismo cego, do género de esperança que ignora a gravidade das tarefas que temos pela frente ou dos obstáculos no nosso caminho. (...) Sempre acreditei que a esperança é esse sentimento obstinado dentro de nós que persiste em acreditar, apesar de todas as provas em contrário, que algo de bom nos aguarda enquanto mantivermos a coragem de seguir em frente, trabalhando, lutando, conseguindo."

 

"Este país tem mais riquezas que nenhum outro, mas não é isso que nos faz ricos. Temos o exército mais poderoso da História, mas não é isso que nos faz fortes. As nossas universidades, a nossa cultura são invejadas no mundo, mas não é isso que leva o mundo a procurar-nos. O que torna a América excepcional são estes vínculos que mantêm unida a nação mais multifacetada do planeta."

 


8 comentários

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De Tiago Cabral a 09.11.2012 às 23:53

Mais ou menos na senda do discurso de vitória do nosso PR. :)
Agora mais a sério, a América tem muitos defeitos, mas nada a iguala no sentimento de união que todos aqueles estados têm, dando forma a uma verdadeira Nação.
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De Pedro Correia a 10.11.2012 às 19:43

Subscrevo, Tiago. Unidade na diversidade: a verdadeira grandeza é essa.
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De anabela a 10.11.2012 às 09:51

Fico a pensar nos nossos políticos que nem um discurso realista mas com esperança conseguem transmitir aos cidadãos deste país. Eu que não sou americana, que não vivo nos EUA, senti-me reconfortada com estas palavras.

Anabela
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De Pedro Correia a 10.11.2012 às 19:42

Mesmo nos EUA Obama é um caso excepcional, Anabela. E o melhor orador da política norte-americana desde John Kennedy.
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De monge silésio a 10.11.2012 às 14:42

Diário

11 Out. 2024

Releio o discurso de Barack Obama ex-presidente dos EUA. Foi o discurso-epílogo desta paz que se viveu numa Europa de gente desejosa com tempo contínuo garantido.
Os que queriam mais do Estado acabaram por o destruír desde que o Bank of China pôs no mercado 23% da dívida soberana americana e a Alemanha deixou de crescer.
Nessa ocasião,a UE andava a crescer 0,6% e a pagar a milhões de pessoas prestações sociais, saúde e educação, mas a Índia já tinha uma média de crescimento anual de 6% e a China 7%. Os EUA e a UE já não têm mais riqueza mundial que Brasil, Índia, China, Indonésia, Africa do Sul, Colômbia, Arábia Saudita e Irão.
É o discurso de queda do Ocidente.
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De Pedro Correia a 10.11.2012 às 19:54

É um cenário possível, caro Monge Silésio. Mas não o mais provável - além de ser o menos desejável.
Nos próximos 12 anos a China terá muitos problemas: é um país com crescimento assimétrico, profundas desigualdades sociais, maciças migrações internas dos campos para as cidades e um sistema político incapaz de acompanhar o progresso económico. Isto terá sérias consequências num futuro próximo.
Outros países que menciona - e desde logo o Irão - irão registar graves convulsões, a vários níveis.
A escassez de recursos energéticos, a reivindicação de novos direitos sociais e políticos nas chamadas economias emergentes e as rivalidades de âmbito regional terão importância crescente nas relações internacionais e determinarão graves tensões nas próximas duas décadas.
Muita coisa vai mudar: convém não olhar para o futuro com os olhos do presente.
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De lucklucky a 11.11.2012 às 14:20

Conversa fiada que não vale coisa alguma.

O elogio do José Socrates americano.
Ainda pior que ele, pois José Sócrates não conseguia enganar a este nível.
Este nível está reservado para os melhores e por isso mais perigosos populistas.

Entretanto Senado Democrata já está dizer para aumentar a dívida para quase 19 "trillions"...

http://times247.com/articles/reid-willing-to-raise-debt-ceiling-to-18-8-trillion
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De Pedro Correia a 12.11.2012 às 23:29

E, no entanto, os eleitores americanos consideraram que não havia outro melhor.

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