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Em cheio!

por André Couto, em 07.05.09

Sou contra o Bloco Central. PS e PSD têm programas distintos, há uma inconciliação absoluta no plano político e ideológico. (...) Se o eleitorado não nos der a maioria absoluta, o PS deve assumir as suas responsabilidades políticas sozinho, com acordos de incidência parlamentar dependendo das matérias, nomeadamente o Orçamento do Estado”, Alberto Martins, líder parlamentar do PS.

 

Gostei desta intervenção de Alberto Martins.

Apesar de muitos não gostarem, era essencial ao País uma governação reformista e corajosa como esta foi. É desejável e justo que o PS tenha nova maioria, porque há muitas reformas por realizar e porque provou ser um partido responsável e corajoso no seu uso. 

No entanto a tónica não deve ser colocada na renovação dessa maioria e muito menos num absurdo e contranatura bloco central. Se o Povo renovar a maioria absoluta, tanto melhor aos interesses do País, caso contrário o PS deve governar com acordos que se firmam ao longo da governação.

Admitir frontalmente a hipótese de governar sem maioria é igualmente honrar a história e o ideário do partido.

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12 comentários

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De RMG a 07.05.2009 às 23:11

Para este governo ser reformista falta-lhe, como diz o outro, comer muita Maizena. Se é justo o PS ter nova maioria, são os eleitores que vão dizer. Pelo que têm mostrado as sondagens, o PS não merece mesmo renovar a maioria.

Sobre os acordos com incidência parlamentar, o PS tem experiência e, como diz o post, não tenho dúvidas que honrará a História: uns dias queijo Limiano, outros, queijo da Serra.
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De André Couto a 07.05.2009 às 23:27

Eu conheço esse discurso desprovido de coerência. Das muitas críticas que vejo apontarem ao Governo nenhuma delas passa por inacção. O Governo tem sido contestado nas medidas que toma por mexer em quintinhas, feudos e privilégios que não têm razão de existir.
A caravana passa e segue num rumo melhor.
Isso é que interessa.
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De RMG a 07.05.2009 às 23:49

Acabei de ver numa sondagem do Expresso os portugueses a reconhecerem cada vez mais o tal discurso coerente e reformista. Mas - como diz o Ministro das Finanças cada dia que sai um indicador negativo como resultado das reformas levadas a cabo pelo governo -, de facto podiam ser resultados muito piores.
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De André Couto a 07.05.2009 às 23:58

De facto são "só" 38,8% a reconhecer o o esforço e a competência nas reformas efectuadas. Deve ter razão.
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De cristal a 08.05.2009 às 21:02

Melhor? Melhor para quem se faz o favor de me elucidar...
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De vitor nunes a 07.05.2009 às 23:54

Este governo a mim não me mexeu em quinta nenhuma,mexeu-me nos bolosos e de que maneira.Votei PS nas ultimas eleições mas desse mal já me curei.Mas como tambem já ouvi falar em bloco central,PSD tambem não.
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De André Couto a 07.05.2009 às 23:59

Em que medida é que o PS lhe mexeu nos bolsos?
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De vitor nunes a 08.05.2009 às 00:06

Não foi o PS,foi o governo de Portugal que me mexeu nos bolsos.Quer saber como? Elementar,meu caro,subindo os impostos,não satisfeito com isso criou condições para que eu ganhe menos.Chega assim ou quer que explique melhor?Volto a dizer que fui dos que tive esperança que estes senhores fossem capazes,mas em vão,desiludi-me depressa.Tambem votei PS,mas não volto a fazer tal asneira.
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De Pedro Correia a 08.05.2009 às 01:28

Este debate sobre o bloco central, em plena pré-campanha para as europeias, é totalmente idiota. Um daqueles debates bem à portuguesa, que não se destinam a nada nem conduzem a lado nenhum. Se haverá bloco central ou não, tudo dependerá dos resultados eleitorais de Outubro. Mais nada. Mas antes disso temos a primeira volta das legislativas, no dia 7 de Junho. É disso que convém falar. "Nós, europeus". (Terei lido isto já em algum lado?)
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De Anónimo a 08.05.2009 às 08:57

André, tenho-o lido e acho, sinceramente, que a fixação pelo PS mais parece um belo exemplo de sectarismo. Dizer que o PS é bom porque foi reformador não chega. É preciso falar das más reformas e maus caminhos. Saúde e ensino primário correram bem. Mas ensino superior, ensino secundário, modelos de gestão que não lembram ao diabo, gastos absurdos para 'salvar' empresas que, obviamente, não tinham salvação. E depois, a cereja no topo do bolo: obras públicas e aumento da receita fiscal. Foram feitas algumas coisas boas, mas comparando-as com as 'outras', não julgo ser tão óbvia assim a renovação da maioria...
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De Carlos Dias Ferreira a 08.05.2009 às 09:14

André:

Mais uma vez de acordo, em algumas premissas, o que não quer dizer que iremos nós os dois constituir um Bloco Central. O PSD e o PS, são partidos bastante diferentes, e ainda bem, têm sido e continuarão a ser, a alternância para a governação do país, este o ponto em que concordamos.
A partir da análise que faz sobre estes 4 anos de governo do seu partido permita que discorde em absoluto e faço-lhe apenas uma pergunta. André o país hoje está melhor do que em 2005? Se verificarmos as estatisticas (o engº Sócrates adora-as) em que área estamos melhor?
Outro ponto que discordo é o pensamento que já existe que o PS deve governar sózinho após as eleições, mas que eu saiba elas (eleições) ainda não se efectuaram portanto dar de barato que o PS as vence é passar um atestado de "burrice" aos Portugueses.
Quanto a reformas André, bem quanto a isso gostava que me desse exemplos concretos pois o que vejo é muito foguetório que se fez isto e aquilo mas a realidade mostra precisamente que as coisas não foram feitas ou estão longe de acontecer.
alguma humildade democrática não fará mal nenhum ao PS, e reconhecer os erros que cometeu também não, de "ilumunados e "shows oof" eu pelo menos esrtou farto e já agora de homens salvadores da Pátria, o último esteve no poder 48 anos!
Um abraço e nada de Maizenas neste fim de semana que desejo seja bom para si.
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De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 08.05.2009 às 09:59

André: É inédita, realmente, essa postura do PS, sem a arrogância habitual. Nem parece do PS... qualquer coisa se passa...
É que nem toda a gente sofre de falta de memória, sabe?
"... governação justa e corajosa"?, "É desejável e justo que o PS tenha nova maioria"?, "partido responsável e justo"?, "se o Povo renovar a maioria absoluta, tanto melhor aos interesses do País"?
Não é por uma "questão de gosto", André, que discordo desta sua análise. É um simples exercício de memória mesmo.

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