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Às vezes o silêncio vale ouro

por André Couto, em 05.05.09

Todos percebemos o que queria dizer Manuel Pinho com a história das "papas maizena". Inclusivamente, na maioria dos casos creio, saberemos concordar com a sua opinião. Basílio Horta foi Ministro em quatro Governos Constitucionais com as pastas do "Comércio e Turismo", "Agricultura, Comércio e Pescas" e "Ministro de Estado, Adjunto do Primeiro-Ministro". Foi posteriormente candidato à Presidência da República. Nem todos se podem orgulhar de semelhante percurso, ainda para mais criado nos quadros do CDS. Paulo Rangel tem um tímido percurso político e nada provou, em abono da verdade.

Paulo Rangel geriu mal a situação, foi muito arrogante e não admitiu o óbvio. Podia facilmente ter-se justificado dizendo que não sabia da existência do programa, creio que ninguém lhe exige que saiba todos os projectos da AICEP.

Com as palavras de Manuel Pinho já ninguém recorda isso, involuntariamente deu razão a alguém que não a tinha, tirando o foco da essência do problema, passando este para algo completamente acessório.


3 comentários

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De Pedro Correia a 05.05.2009 às 22:40

André,
Somos prisioneiros das nossas palavras.
Equacionemos, por momentos, o seguinte cenário: o PSD, com Paulo Rangel à frente, ganha as europeias. Imagina a leitura que faremos dessa vitória a partir dos considerandos que aqui nos deixas: o PS perde mesmo contra um candidato com "um tímido percurso político" e que "nada provou, em abono da verdade".
Nessa hipótese, seria uma derrota ainda mais amarga. Não achas?
Abraço
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De André Couto a 06.05.2009 às 00:45

Pedro,
Somos prisioneiros das nossas palavras apenas no sentido em que as proferimos e eu não entrei por aí.
Se o PS perder as Europeias há mil justificações que surgirão à frente do perfil que tracei de Paulo Rangel. O facto de até hoje não ter provado nada e ter esse tal percurso tímido, não quer dizer que não se venha a revelar um político de qualidade. Deram-lhe uma guitarra, agora estamos a ver a música que sabe tocar. Se o PS perder será certamente porque o povo assim entendeu e, para mim, em todos os sentidos, o povo é soberano na opinião que emite.
Uma derrota é sempre amarga, seja ela contra Paulo Rangel ou contra Marques Mendes.
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De Pedro Correia a 06.05.2009 às 01:06

É evidente que o povo tem sempre razão, André. Como democratas que nos prezamos de ser, esse para nós é um ponto básico e consensual. Mas há que analisar os motivos de cada vitória e cada derrota. Perder para um adversário que consideramos sem carisma, sem currículo e sem prestígio (falo em tese, não digo que tenhas apontados todos estes defeitos a Paulo Rangel) é sempre mais doloroso do que perder para um candidato que consideramos forte e credível, ainda que não pense como nós.

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