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Às vezes o silêncio vale ouro

por André Couto, em 05.05.09

Todos percebemos o que queria dizer Manuel Pinho com a história das "papas maizena". Inclusivamente, na maioria dos casos creio, saberemos concordar com a sua opinião. Basílio Horta foi Ministro em quatro Governos Constitucionais com as pastas do "Comércio e Turismo", "Agricultura, Comércio e Pescas" e "Ministro de Estado, Adjunto do Primeiro-Ministro". Foi posteriormente candidato à Presidência da República. Nem todos se podem orgulhar de semelhante percurso, ainda para mais criado nos quadros do CDS. Paulo Rangel tem um tímido percurso político e nada provou, em abono da verdade.

Paulo Rangel geriu mal a situação, foi muito arrogante e não admitiu o óbvio. Podia facilmente ter-se justificado dizendo que não sabia da existência do programa, creio que ninguém lhe exige que saiba todos os projectos da AICEP.

Com as palavras de Manuel Pinho já ninguém recorda isso, involuntariamente deu razão a alguém que não a tinha, tirando o foco da essência do problema, passando este para algo completamente acessório.

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22 comentários

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De Jorge Assunção a 05.05.2009 às 21:59

"passando este para algo completamente acessório."

Eu não acho que seja acessório, André. É mesmo um tema essencial para perceber porquê que esta gente merece ser corrida de lá para fora. E quanto ao político de percurso tímido e que nada provou, está a deixar nervosa muita gente. Muita gente, mesmo.
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De Jorge Assunção a 05.05.2009 às 22:03

Só mais um ponto: concordo com o título do teu post, mas acho que o primeiro a quebrar o silêncio e que não devia nem sequer foi o Manuel Pinho, foi o Basílio Horta. Rangel observou, e bem, isso mesmo - daí o ministro ter ficado tão irritado.
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De André Couto a 06.05.2009 às 00:40

Discordo, Jorge.
Não acho que o facto de Basílio Horta estar à frente da AICEP seja motivo para se remeter ao silêncio quando outrem lhe usurpa projectos e funções.
Ele não fez política, até porque, sinceramente, não lhe é conhecida grande ligação ao Partido Socialista. Apenas chamou a atenção para uma situação que é chata, alguém propor algo que já está na esfera de competência de outra entidade.
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De Daniel João Santos a 05.05.2009 às 22:07

Apesar de ter razão, penso que Manuel pinho perdeu-a toda com as palavras que proferiu.
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De André Couto a 06.05.2009 às 00:40

Concordo, foi exactamente isso que tentei transmitir.
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De Pedro Correia a 05.05.2009 às 22:40

André,
Somos prisioneiros das nossas palavras.
Equacionemos, por momentos, o seguinte cenário: o PSD, com Paulo Rangel à frente, ganha as europeias. Imagina a leitura que faremos dessa vitória a partir dos considerandos que aqui nos deixas: o PS perde mesmo contra um candidato com "um tímido percurso político" e que "nada provou, em abono da verdade".
Nessa hipótese, seria uma derrota ainda mais amarga. Não achas?
Abraço
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De André Couto a 06.05.2009 às 00:45

Pedro,
Somos prisioneiros das nossas palavras apenas no sentido em que as proferimos e eu não entrei por aí.
Se o PS perder as Europeias há mil justificações que surgirão à frente do perfil que tracei de Paulo Rangel. O facto de até hoje não ter provado nada e ter esse tal percurso tímido, não quer dizer que não se venha a revelar um político de qualidade. Deram-lhe uma guitarra, agora estamos a ver a música que sabe tocar. Se o PS perder será certamente porque o povo assim entendeu e, para mim, em todos os sentidos, o povo é soberano na opinião que emite.
Uma derrota é sempre amarga, seja ela contra Paulo Rangel ou contra Marques Mendes.
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De Pedro Correia a 06.05.2009 às 01:06

É evidente que o povo tem sempre razão, André. Como democratas que nos prezamos de ser, esse para nós é um ponto básico e consensual. Mas há que analisar os motivos de cada vitória e cada derrota. Perder para um adversário que consideramos sem carisma, sem currículo e sem prestígio (falo em tese, não digo que tenhas apontados todos estes defeitos a Paulo Rangel) é sempre mais doloroso do que perder para um candidato que consideramos forte e credível, ainda que não pense como nós.
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De André Couto a 06.05.2009 às 12:12

Tenho para mim, não sendo uma teoria minha, que em política as eleições não se ganham, antes se perdem.
Se isso acontecer, o que não creio, não tem de ser mérito de Paulo Rangel, mas demérito do PS.
Como te disse mil justificações apareceriam à frente da qualidade de Rangel. Pelo menos na minha opinião.
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De João Carvalho a 05.05.2009 às 22:54

Tenho de concordar com o Pedro, André. Não vale a pena sermos Manuel Pinho!
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De André Couto a 06.05.2009 às 00:47

Percebo o que o Pedro quis dizer, mas não acho que a análise de uma eventual derrota passe por ali. É uma boa coisa para discutirmos num jantar do DdO! Por falar nisso, contamos contigo no próximo?
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De João Carvalho a 06.05.2009 às 01:39

Nem imaginas o quanto gostaria. E vai acabar por ser, um dia. Isso é garantido.
Para já, porém, o Pedro explicar-te-á(vos-á) a dificuldade. A Cristina também está em condições de explicar. E o Joaquim.
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De André Couto a 06.05.2009 às 12:13

Creio que será o mesmo motivo pelo qual não foste ao último. Também sou conhecedor dele.
Aguardemos então o dia em que será possível! Eh! Eh!
Abraço!
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De joão melo a 05.05.2009 às 22:58

sim claro ...o rangel é um estupido..um idiota..não tem valor nennhum não é andre?

enfim..
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De André Couto a 06.05.2009 às 00:48

Foi isso que eu disse?
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De João Carvalho a 06.05.2009 às 01:40

Esse comentário acima nem deves alimentar!
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De André Couto a 06.05.2009 às 12:14

É mesmo isso...
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De Amêijoa Fresca a 05.05.2009 às 23:29

Esta gente socialista,
por pura teimosia,
é de pensamento simplista
aliado a overdoses de hipocrisia!

A vergonha perdida
numa verborreia tenebrosa,
é patologicamente iludida
de uma forma escabrosa!

A clareza e seriedade
são valores a fortalecer,
para bem da nossa sociedade
que se encontra a apodrecer!

O mexilhão sente-se enganado
com tanta falsidade,
este socialismo desatinado
é feito de áspera lanosidade!
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De M.Coelho a 05.05.2009 às 23:41

Pois eu acho que ele devia ter mencionado a farinha 33.
Talvez não se lembrem, mas fazia uma pessoa valer por três e ainda dava brindes ao freguês.
Nada melhor para o Rangel a quem ainda falta comer muita papa, que para ser gente política precisa de se multiplicar por três e anda fartinho de andar por aí a oferecer brindes, verdadeiras pérolas de como não se faz.
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De RMG a 05.05.2009 às 23:57

O Pinho para tentar ser um Ministro pouco medíocre ainda tem que fazer muitas piscinas. Com ou sem foto ao lado do Phelps. Felizmente para nós, já não vai a tempo.
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De André Couto a 06.05.2009 às 00:50

Sempre cheio de certezas. Deve ter uma bola de cristal. Só tenho pena que seja anónimo e que não possamos conversar mais tarde.
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De RMG a 06.05.2009 às 10:30

Tenho, no caso em questão, duas certezas: a primeira é a de que o Ministro Pinho é efectivamente medíocre; outra, é a de que, nem que fique mais 20 anos como Ministro (credo!), a comer Maizena , Nestum ou Cerelac, nunca passará de um Ministro medíocre.

Mas eu percebo: enquanto fala da Maizena não fala da sua incompetência enquanto Ministro ou, se preferir, da sua competência apenas para anunciar aquilo que nunca chega a ver a luz do dia. Atchim, fábrica de vacinas.

Para terminar, lembro-me de ter votado em Basílio Horta, numa eleição contra Mário Soares. Por me lembrar disso, não deixei de me rir à brava com os elogios que lhe faz.


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