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TSU - Tshame on you

por Rui Rocha, em 03.10.12

Como se sabe, a alteração da TSU apresentada por Passos Coelho no dia do concerto do Paulo de Carvalho tinha como consequência um aumento da contribuição suportada pelos trabalhadores e a sua transferência, quase integral, para os empregadores. Para o Estado sobrariam, com essa operação, cerca de 500 milhões de euros. Embora não existam dados concretos, o brutal aumento de impostos hoje apresentado por Vìtor Gaspar deve representar uma arrecadação muito superior a essa importância, pelo que só em parte pode aceitar-se que as medidas de hoje substituem as que Passos anunciou. Ora, isto significa que em 7 de Setembro o governo preparava não só uma descida do rendimento de trabalho correspondente aos 7% do agravamento da TSU, como também um aumento significativo de impostos. Percebe-se agora que o que esteve em cima da mesa foi então um projecto cuja consequência seria a aniquilação do pouco poder de compra que resta, com o consequente e definitivo afundamento do consumo interno e da economia, impossível de compensar com eventual acréscimo de competitividade do sector exportador. Convenhamos. É preciso estar num estado de total alheamento da realidade para imaginar que uma solução desse tipo fosse  viável sem uma colossal reacção social. E é também necessário ter muita lata para, depois de um ano e meio de governo, o executivo considerar a mera hipótese de avançar com medidas desta gravidade sem se dar ao trabalho de apresentar uma minuciosa explicação sobre os resultados concretos de redução de despesa supérflua do Estado que prometeu.

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5 comentários

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De monge silésio a 03.10.2012 às 21:52

Exatamente, Rui.
Mas num país a sério:
1.- A Comissao Politica Nacional do cds DEMITIA-SE, pois está a fazer um trabalho digno da partidocracia mais velhaca.

2.-Na verdade, sob ignorância da realidade (chama-se incompetência), veio dizer aos militantes que nao havia mais aumento de impostos. Tinha a alternativa, nada dizer, e todos percebíamos: as circunstâncias agudizaram-se. Mas não. Pensando que "cortar na despesa" é afiar lápis ou tirar um sofá veio alertar aquilo que é a sua verdade em tempos normais: menos impostos, mais vida para além do Estado.
Cortar na despesa é despedir funcionários de munic´pios, menos escolas, menos hospitais, menos malta no Estado e menos "amigos", menos rendas (n há guito, repete-se), ...e sob eleitoralismo ISTO NÃo é DITO.

3.- O CDS podia fazer a excepção da partidocracia reinante. Mas não. Tem a sua verdade, e expô-la. Mas não basta. é preciso dizer a verdade no momento actual. Aos militantes, deveria ter afirmado em que vai propôr por corte na despesa. Em vez disso, punhaladas atrás das costas, a politiqueira, o tiririquice mais ignóbil, o estrategismo bacôco.
4.- O Grupo Parlamentar do CDS que trabalhe em projetos-de-lei de redução da despesa, como passar a haver 18 câmaras, p. ex., ...em vez de a CPN andar a enviar larachas sem nada na manga. Já vimos disto no PS e no PSD, a mentira.

5.-Se o CDS quer de novo ser excepção da partidocracia não mente. Assim, Demitam-se.
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De lucklucky a 03.10.2012 às 22:14

É este tipo de posts que chocam, pais parece que as pessoas não percebem o país onde vivem.

Qualquer português deveria saber o mínimo das contas e que a jogada da TSU resolvia 1/6 do problema - 2 mil milhões de euros.
Quando valor da nova dívida este ano no igcp vale à volta de 12 mil milhões.

Agora este ataque socialista no valor de 5 mil milhões a quem cria riqueza supostamente resolve 40% do problema no máximo ... Terão a resposta com o desastre económico que vão criar.
Em vez de atacarem o Estado atacam os Privados. Gaspar até se gaba que os Pensionistas e Funcionários Públicos vão estar melhor.

Eu vou todos os meses ao site do igcp ver a evolução da dívida. É isso que é preciso resolver porque os 30 anos de Regime Social Populista a viver do aumento da dívida acabaram.

Agora os portugueses vão ver quanto custa o socialismo que tiveram nestes anos todos.
E como os números mostram não acabou. Haverá mais disto. Até porque o socialismo é destrutivo.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 04.10.2012 às 00:01

Ficou hoje demonstrado que a "história" da baixa da TSU não era para ser levada a sério: era apenas um balão de ensaio. Tal como foi apresentada, a baixa da TSU era inexequível, e no seguimento da contestação geral que sofreu, era urgente apresentar alternativas que fossem aceites pela troika. Pois bem, elas aqui estão na forma do maior saque fiscal até hoje levado a cabo em Portugal.
Vitimas? os mesmos de sempre, ou seja quem trabalha, ou quem teve a ousadia de criar um negocio ou uma empresa.
Nestas circunstancias, a tendência natural é apontar o dedo aos responsaveis por este estado de coisas, esquecendo-nos que andàmos varias decadas a assistir impávidos e serenos ao desperdicio das oportunidades que puseram à nossa disposição; temos uma tendência mortal para irmos atrás dos "gajos porreiros".
Não há inocentes na politica portuguesa, porque todos contribuiram com a sua quota parte de tabuas e pregos para o caixão em que se transformou este país: o centrão, PS, PSD e CDS, com as centrais de negocios que patrocinou, e que tem capturado praticamente a totalidade dos recursos do país; e os comunistas com o PREC e a sistemática sabotagem à economia indigena que leva a efeito, de que a actual greve selvagem no Porto de LIsboa é um exemplo, e que já está a ter repercussões nas exportações que são muitas delas irrecuperáveis. O Jerónimo de Sousa hoje já foi mais de trinta vezes à televisão mas ainda não houve uma alma caridosa que lhe perguntasse o que é que ele pensa sobre o assunto!
É o país que temos, regressàmos ás fronteiras do sec XV, e agora temos de contar apenas com aquilo que formos capazes de produzir.
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De portuguesacoriano a 04.10.2012 às 01:55

pois é, números e gráficos não faltam, mas é só para falar do défice, de e como reduzir o mesmo com receita e coisa e tal. Acerca dos cortes não foram feitos estudos, sabe-se apenas que nunca nenhum governo nos tempos recentes cortou tanto, sabe-se que os cortes são enormes, números , alguém viu?
Equidade!? O Sr. Ministro sabe lá o que é passar fome e ter forças para levantar a moral e ir trabalhar, a pé, como cheguei a ir. E depois olhar para dentro de uma qualquer repartição publica e ver um qualquer porra de um funcionário publico se arrastando por corredores ou por entre secretarias e ainda me olhar e falar com ar arrogante. O Sr. Ministro é muito sensato, só não admite é que na coisa publica ninguém consegue meter ordem nem cortar um só cêntimo. Só não admite que ser funcionário publico é pertencer a um estatuto social superior, onde não existe patrão, onde os chefes, chegam a chefe como se fosse uma diuturnidade, só não admite que no sector publico reina a anarquia, só não admite que é o sector que menos contribui e que mais mama neste país.
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De marta a 04.10.2012 às 10:09

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=427400380650335&set=a.200431580013884.50049.100001411307949&type=1&theater

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