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Delito de Opinião

Pensar duas vezes

Laura Ramos, 28.09.12

Absolutamente de acordo.

Eu diria que essa é a grande necessidade nacional, sem prejuízo da rua.

Parar para pensar. Ler as fontes. E não as notícias das notícias das notícias.

Exigir qualidade à nossa indignação.

Avaliar com a própria cabeça.

Lembrar Pavlov.

Recusar a facilidade do logro que é usar o nosso descontentamento como catalisador de outras ordens de valores. Ou então perder as peneiras. É consoante os casos.

3 comentários

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    Laura Ramos 28.09.2012

    Mas claro, Fernando, suponho sempre isso, sem qualquer dúvida.
    Agir é fundamental. Mas com sentido crítico e sem pulsões primárias (a não ser quando o primário nos for negado). Ou então, se quiseres, com pulsões aguerridas, genuínas mas não ingénuas, realmente ao nosso próprio serviço.
    O que exige o desejo da boa informação, o gosto da autonomia, e às vezes, também, a capacidade de resistir ao impulso de lavrar doutrina feita à pressa, só pelo gosto de cada um se ouvir a si próprio.
    Se quiseres uma síntese, e lembrando o João Pedro George, não é fácil dizer bem...
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    Fernando Sousa 28.09.2012

    Entendo-te. E se não te entendo mais não é por culpa minha, é por fazer parte de uma geração em que a ingenuidade fez parte da genuinidade, e assim abriu caminhos. E bem novos. Hoje sabemos mais. Mas em parte nenhuma da História saberemos o suficiente, pelo que as multidões continuarão a descer à rua, por pulsões tão primárias como as que estão por exemplo na DUDH, todas por cumprir. Ou por mero sentido de injustiça, como aconteceu já duas vezes entre nós. Isto porque a injustiça não é coisa que venha nem nos livros nem nos jornais, é uma coisa que se sente.
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