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Fundações

por Ana Margarida Craveiro, em 26.09.12

Estive sempre convencida de que uma fundação era um legado para o futuro. Uma pessoa rica morre, e deixa os seus bens a uma fundação por ela criada, para que o seu nome fique perpetuado a bem da sociedade, num qualquer campo de acção escolhido. Mas não. Em Portugal, uma pessoa rica que quer deixar um legado para o futuro morre, deixa os bens aos filhos, e cria uma fundação com dinheiro dos contribuintes. Está certo.


8 comentários

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De Luís Lavoura a 26.09.2012 às 09:26

Não Ana. Em Portugal, a maioria das fundações não são isso.
Tome por exemplo a Fundação Casa da Música. Não houve ninguém que tivesse morrido. Essa fundação foi fundada pelo próprio Estado com o objetivo de gerir um bem (a Casa da Música) que pertence ao próprio Estado.
Por que é que o Estado o fez? Porque uma fundação, enquanto entidade de direito privado, tem uma agilidade superior para fazer coisas sem ter que obedecer às múltiplas regras que dificultam a ação do Estado.
Ou seja, (a maioria d)as fundações em Portugal são "Estado paralelo". Nada têm a ver com alguém que tivesse morrido e deixado um legado. São uma forma de o Estado fugir às suas próprias regras.
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De amendes a 26.09.2012 às 10:46

Bem vindo a Portugal...
Como é que está o clima em Marte?
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De cenas underground a 26.09.2012 às 09:29

Plenamente de acordo!
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De Vasco a 26.09.2012 às 10:28

O único "rico" que fez uma fundação de jeito em Portugal era Arménio e chamava-se Gulbenkian. Os partidos políticos e as cabeças miseráveis que se mexem nos corredores das instituições portuguesas já tentaram dar cabo dela muitas vezes. Um dia hão-de conseguir.
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De Luís Lavoura a 26.09.2012 às 11:14

Mas parece que mesmo a Gulbenkian é subsidiada pelo Estado.
Champalimaud também fez uma verdadeira fundação, mas também ela é subsidiada pelo Estado.
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De Vasco a 26.09.2012 às 13:54

Eu tinha a ideia de que tanto a Gulb. como a Champalimaud eram totalmente auto-sustentadas, bem como aquela gerida por António Barreto (não me ocorre agora o nome da Fundação), "mas isto um tipo nunca sabe"
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De Albino Forjaz a 26.09.2012 às 18:51

Ó sr. Lavoura, olhe que, lá por ter chegado de Marte, nem tudo lhe é permitido. Essa de a Fundação Champalimaud ser subsidiada pelo Estado não lembraria ao mais verde dos marcianos...
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De Ssssstress a 26.09.2012 às 10:39

Chamem-lhe o que quiserem. Batizem-nas como entenderem. Adocem-lhes os nomes com designações pomposas.
Mas acabem com elas!
Sei que as generalizações são perigosas. Mas que diabo, há fundações que (aparentemente) servem para uma qualquer entidade ser beneficiada sem que para tal tenha o valor que o justifique.
De entre muitas (e como exemplo) lembro a Fundação para o desenvolvimento do carnaval de Ovar.
Sem pretender desmerecer o dito carnaval e o seu desenvolvimento, parece-me a mim que "tudo isto é um carnaval" onde são enterrados subsídios cujos montantes fazem falta noutras áreas.

Cumprimentos!

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