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Estupefacções

por José António Abreu, em 14.09.12

É impressão minha ou algumas das pessoas que bradaram contra a constituição de um governo sem legitimidade popular em Itália (e muito mais teriam bradado e aquelas que o fizeram tê-lo-iam feito mais alto não fosse ele substituir o liderado por Berlusconi) estão a exigir a constituição de um governo de iniciativa presidencial?

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12 comentários

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De Um Jeito Manso a 14.09.2012 às 08:58

Pois é, meu Caro, parece que isso acontece e parece que isso é uma possibilidade. Mas pode ser a única alternativa ou o menor dos males.

Se quiser ver, escrevo sobre isso e concluo que provavelmente é isso mesmo que vai acontecer:

http://umjeitomanso.blogspot.pt/2012/09/passos-coelho-e-paulo-portas-um.html

Mudam-se os tempos, sabe o que é.
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De José António Abreu a 14.09.2012 às 09:28

Um Jeito Manso: o seu texto é interessante (gosto da profundidade da análise sobre Galamba) mas penso que tem três pequenas falhas:

- Ignorar que certos efeitos (p. ex., aumento do desemprego, queda do PIB) são inevitáveis num processo de ajustamento como o nosso (veja Finlândia no início da década de 90, Argentina no início da década de 00, Islândia há três anos, etc.);

- Ignorar que, apesar de todos os erros do governo (e são muitos), há resultados positivos; leia, por exemplo, a entrevista ao chefe da missão do FMI (há um post meu com link para ela apenas um tudo-nada mais abaixo) ou isto:
http://adoutaignorancia.blogs.sapo.pt/314392.html
http://quartarepublica.blogspot.pt/2012/09/austeridade-questao-economica-e-questao.html

- Ignorar a reacção da Troika, e dos países que nos estão a financiar (o que entendo se estiver genuinamente convencida de que, no limite, sair do euro seria preferível a isto).

Quanto a mudarem-se os tempos, mudarem-se as vontades, é verdade - só que tão depressa significa hipocrisia; e, em muitos casos, é pena que assim seja: se, por exemplo, Durão Barroso tivesse conseguido implementar reformas em 2002/2003 talvez não estivéssemos na situação actual - mas então toda a gente se escandalizou com a conversa do «país de tanga», o presidente até alertou que havia mais vida para além do défice e, em vez de reformas, vimos Barroso escapar para Bruxelas e, depois do curto interregno anedótico de Santana Lopes (que, ironia das ironias, até tinha decidido implementar portagens nas SCUT e uma nova lei das rendas), acabámos nos braços de Sócrates. Bem-vindos à insolvência. E a verdade é que, com ou sem novo governo, melhor não vamos ficar nos próximos tempos.
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De Rui Dantas a 14.09.2012 às 10:17

Quem terá mais legitimidade popular? Um governo não eleito, ou um governo eleito à custa de um programa mentiroso e que fez, desde que governa, o oposto do que prometeu?
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De José António Abreu a 14.09.2012 às 10:38

Tem razão: como a História demonstra, os governos não eleitos revelam uma enorme legitimidade popular.

Quanto aos que, eleitos, fazem o contrário do que prometeram, eu chamo-lhes democracia da era televisiva, em que a mensagem tem de ser adoçada para se vencerem eleições - por exemplo: as promessas vãs de António José Seguro; por exemplo: Obama ainda não fechou Guantánamo.
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De José António Abreu a 14.09.2012 às 10:39

"chamo-lhe" e não "chamo-lhes".
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De Rui Dantas a 14.09.2012 às 11:39

Não falei de promessas vãs, essas já estávamos habituados. Falo de jurar a pés juntos que não se vai fazer alguma coisa, de argumentar até porque é que seria o caminho errado, e fazê-lo após 2 meses.

Mas está percebido o que entende por Democracia: enganar o povo, esse incómodo, de 4 em 4 anos. Tem legitimidade popular nos próximos 4 quem conseguir enganar melhor.
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De Mário Pereira a 15.09.2012 às 00:59

"A mensagem tem de ser adoçada para se vencerem eleições".
Já tinha ouvido chamar-lhe muita coisa, mas esta é original.
Assim se branqueiam, com todo o desplante, as aldrabices dos políticos.
Porreiro, pá....
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De José António Abreu a 16.09.2012 às 10:05

1. Vê na frase algo que indique que eu concordo com isso?

2. Acha que não?
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De Rui Serra a 14.09.2012 às 11:00

Acho piada como uma senhorinha da margem sul é tão acintosa para com o PM de Massamá... O blogue tem aspirações a piadismo. As considerações sobre Galamba são próprias de meia estação...
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De José António Abreu a 14.09.2012 às 11:05

"uma senhorinha da margem sul "

Rui Serra: não vamos por aí.
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De Mário Pereira a 15.09.2012 às 01:09

Governo de iniciativa presidencial?
Essa só pode ser para rir.
Nem o Cavaco se metia nisso, nem isso resolvia nada.
Quer dizer, tinha o mérito de tirar de lá o Passos "Erro de Casting", que está completamente desorientado, mas ainda era capaz de ser pior a emenda do que o soneto.
Não senhor, se for para este gajo sair, venham novas eleições.
Na Grécia não fizeram duas seguidas?
E quem lá está agora (ainda que não sozinho) não é o partido que fez o mesmo que o PS cá?
Uma vez que o nosso destino é seguir o caminho dos gregos, há que "botar" lá o Seguro... Com o PSD, o CDS e, se for preciso, o PPM, ou a Nova Democracia, ou até, porque não?, o Bloco? Sem o Louçã, pode ser que os gajos se tornem menos radicais*...

* Radicais "à portuguesa", de brandos costumes. Uns radicais burgueses, ou, para usar uma expressão que vingou, a esquerda caviar.
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De José Luiz Sarmento a 15.09.2012 às 22:28

Bom, se não diz os nomes dessas pessoas, então deve ser mesmo impressão sua.

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