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A entrevista de Manuela Ferreira Leite.

por Luís Menezes Leitão, em 13.09.12

 

Manuela Ferreira Leite, a meu ver, enterrou ontem definitivamente Vítor Gaspar, demonstrando em absoluto a sua total incompetência. O seu discurso foi o mais mortífero que alguma vez vi fazer para um  Ministro das Finanças, mas tudo o que disse constitui a verdade nua e crua. Efectivamente, um Ministro das Finanças não é um teórico que julgue que pode testar modelos abstractos, transformando o país em cobaia das suas experiências. É uma pessoa de bom senso que tem que conhecer profundamente a estrutura produtiva do país e o impacto que as suas medidas têm, ajustando as mesmas perante os efeitos que produzem nas pessoas. Afinal é para as pessoas que se governa. E nem na União Soviética se viu o Ministro das Finanças a gerir a tesouraria das empresas. Como ela bem disse, o Ministro das Finanças perante a contestação generalizada a uma medida, não pode julgar que é o único soldado com o passo certo no batalhão.

 

Passos Coelho julgava que tinha o partido na mão, convidando para o Governo Paulo Rangel (que não aceitou) e Aguiar-Branco, os seus opositores na última eleição. Deixou, porém, de fora Manuela Ferreira Leite, que teria tido um desempenho como Ministro das Finanças muito melhor do que Vítor Gaspar, como qualquer comparação demonstra, incluindo as duas entrevistas desta semana. Se Durão Barroso não tivesse decidido entregar o governo e o país a Santana Lopes nada do que se passou desde então teria ocorrido. Passos Coelho tem agora o rosto da oposição interna à sua frente a apelar aos deputados do partido para que não alinhem nesta aventura. 

 

É bom que os deputados do partido oiçam Manuela Ferreira Leite e terminem de vez com este disparate. Margaret Thatcher foi um dos melhores governantes que a Grã-Bretanha alguma vez já teve, mas o seu partido não hesitou em a derrubar quando ela teimou no disparate da "poll tax", que pôs o país a ferro e fogo e iria arrasar eleitoralmente o Partido Conservador. Efectivamente, um partido político tem que atender ao interesse nacional, não tendo que ir cegamente atrás dos governantes quando eles embarcam em aventuras disparatadas.

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