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Um governo de cábulas.

por Luís Menezes Leitão, em 11.09.12

 

Parece que o Governo decidiu fornecer aos gabinetes ministeriais um guião a explicar as medidas de austeridade do Prof. Gaspar. Como ninguém conseguiu perceber essas medidas, é natural que os próprios governantes só o consigam fazer com o recurso à cábula. Estou mesmo a imaginar o trabalho dos assessores dos gabinetes: "Senhor Ministro, tem que empinar o guião do Prof. Gaspar! Repita lá devagar comigo: A su-bi-da da TSU com-ba-te o de-sem-prego por-que re-duz bas-tan-te (sublinhado) os de-sin-cen-ti-vos à con-tra-ta-ção de tra-ba-lha-do-res". Outro assessor dirá: "Senhora Ministra: Perceba de uma vez, como o Prof. Gaspar explica, que a subida da TSU, sendo um imposto, não pode ser vista como tal porque "as contribuições dos trabalhadores sobem, mas as contribuições das empresas descem". Olhe, afinal se calhar isto não está muito claro. O Prof. Gaspar não poderia explicar isto melhor?". Pobres assessores dos gabinetes ministeriais, imagino o trabalho que vão ter.

 

Hoje no Público (link indisponível) há um deputado do PP que diz sob anonimato: "Governar um país é coisa para gente crescida e madura!". Concordo inteiramente. Mas acrescento ainda que ser deputado ao Parlamento implica também assumir as responsabilidades pelo que o governo faz, já que o governo depende do parlamento, e pode ser derrubado por ele. Falar sob anonimato não é seguramente o que se espera de um deputado ao parlamento. Espera-se, isso sim, que exerça as competências para que foi eleito.


2 comentários

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De Anónimo a 11.09.2012 às 22:49

Esta sobre um deputado opinar anonimamente afigurou-se-me logo três hipóteses:
- Ou existe a lei da rolha e há que ter cautela, ou a liberdade no exercício das funções pode estar em risco, ou, por último, pode estar aí uma indicação não oficial de que o CDS/PP vai fazer fogo. Seria bom que assim acontecesse.

Por favor, não me perguntem como correu o meu dia. Não tive tempo de consultar os astros e, como tal, qualquer informação que eu desse incorreria em graves lacunas. Assim, caso queiram saber, a resposta é: Não Sei.
Mas sei que estou muito mal disposto com o que ouvi de Victor Gaspar.
Vou começar pelo final da entrevista que deu à SIC. Disse Victor Gaspar que o trabalho determina a sorte (mais coisa menos coisa).
Neste caso, faço um apelo ao Senhor Presidente da República e aos deputados do nosso Parlamento:

POR FAVOR, PAREM COM O TRABALHO DELES!

Victor Gaspar tem de perceber que ser economista e financeiro não é um passaporte para conhecer o mercado e, em particular, a economia. Este conhecimento está acessível a quem lida, repito, lida com estas questões no dia-a-dia, e não a quem fala sobre elas. Senhor Victor Gaspar, o mercado são as pessoas, e quando se estouram com as expectativas destas o mercado vai jogar o pau com os ursos.
Estou convencido que se Victor Gaspar tivesse contratado como acessores advogados, vendedores e empresários com reputação de tal (quero com isto dizer que patrões não), ou seja, aqueles que mais lidam com estas situações (as pessoas) no dia-a-dia, não teria cometido os erros que nos conduziram a esta situação, em pouco mais de um ano.

Disse ainda Victor Gaspar que regressariamos aos mercados em 2013. Mas, afinal, nós estamos nas mãos de quem? Não são os ditos "mercados" que determinam esta situação ruínosa? Nós temos de sair destes "mercados" rapidamente e em força, mas não para Angola e para o Brasil, mas através de regulação forte e feia!

Sempre me enterneceu a ingenuidade, mas não aquela que coloca a vida de um povo de pernas para o ar. A Catalunha já pede a independência, por causa dos "mercados". E nós, o que pedimos!?

Quanto às cábulas: isto é que me sairam cá uns cábulas!
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De Anónimo a 12.09.2012 às 21:17

Peço desculpa pelo erro. Onde se lê "acessores" leia-se assessores.

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