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RTP

por José António Abreu, em 25.08.12

A forma interessa-me pouco. De resto, que a hipótese tenha sido avançada por António Borges parece-me mais um modo (tristemente infantil mas também tristemente comum) de a testar do que um verdadeiro anúncio. O conteúdo, esse interessa-me bastante mais. Não sendo contra o princípio da concessão do serviço público, tenho uma dúvida: extinta a RTP 2 (que custa 40 milhões por ano mas, apesar de inúmeras falhas, ainda se percebe ter uma programação alternativa), o que constituiu afinal o serviço público de televisão? Por outras palavras: os portugueses vão entregar os 150 milhões de euros da taxa do audiovisual à Ongoing (perdão: ao consórcio vencedor) para garantir exactamente o quê?

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16 comentários

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De Vasco a 25.08.2012 às 11:06

Para garantir que a elite que se instalou à volta do negócio continua sã, promove e mantém a relação entre trabalho, sexo e endogamia e continua com as viagens de longa duração à custa dos "populares". Tudo para bem e instrução do povo.
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De José António Abreu a 25.08.2012 às 15:22

Pois, provavelmente (embora não esteja a ver muito bem onde é que o sexo encaixa na questão).
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De André Miguel a 25.08.2012 às 13:29

Essa do serviço público na televisão sempre me causou urticária. Será que os outros canais generalistas em sinal aberto não emitem para o público? Emitem só para privados em locais fechados?
Será que a opinião do povo sobre a finalidade dos seus impostos não conta? Pois...
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De José António Abreu a 25.08.2012 às 15:21

André: há aqui várias questões. Desde logo a Constituição, cujas exigências também neste caso já não fazem sentido. Os tempos em que era necessário um serviço público para assegurar o acesso de toda a gente à televisão e uma informação de qualidade (seja lá isso o que for) já passaram. Depois há aquele tipo de programas em que os privados não tocam: dos considerados «elitistas», como teatro, ópera e cinema menos comercial, aos documentários, magazines sobre etnografia, etc. Mas para assegurar isto (se o desejarmos fazer), um canal como a RTP2 serve muito bem - e é muito mais barato do que a solução anunciada por Borges. Eu preferia que o Estado privatizasse a RTP1, ficasse com a RTP2 (permitindo-lhe alguma publicidade, uma vez que as questões de concorrência, atendendo às diferenças de programação, não se colocariam) e, para além de parar com as transferências do orçamento, cortasse a taxa de audiovisual para um terço. Aí sim, já estaríamos a falar de poupanças significativas.
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De portuguesacoriano a 25.08.2012 às 17:56

Sim, também concordo com o seu ponto de vista.
Porque é que tal não surge como modelo?
Sem recorrer a estudos aprofundados vou tentar mostrar porque acho tudo isto estranho. Começando pelas taxas, 140 ou 150 milhões de euros anuais, certo?
Total de empregados, cerca 2.200, certo?
Segundo Miguel Relvas, a média salarial na Radio Televisão Portuguesa é neste momento 40 mil euros, certo?
Conta feita, 8,8 milhões mês, 105,6 milhões anuais, certo?

Parece que há até uma divida mas não tenho a certeza, nem me é indispensável nesta modesta análise.
Sem contar com a publicidade ou qualquer outra fonte de rendimento que possa existir, temos (o valor mais baixo que ouvi) 140 milhoes em taxas, subtraindo os custos de pessoal, ainda sobram cerca 34 ou 35 milhões que divididos por 12 meses representam cerca de 2,9 milhões mes.
Sei que fazer boa televisão envolve recursos dispendiosos, mesmo assim não consigo compreender como é que nos últimos 4 anos, para se fazer esse bom trabalho, o estado enterrou na R.T.P 1 bilião de euros.
Se eu fosse capaz de entrar na cabeça do sr . António Borges, fazia com que ele sugerisse a doação do canal 1.
E com os 140 milhoes das taxas garantia o bom funcionamento do canal 2.

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De portuguesacoriano a 25.08.2012 às 15:27

Na minha modesta inteligência, se tal se realizar é tão só mais um insulto.
Tanto pelo lado, do que a mim representa ou, deve representar o serviço nacional público de radio e televisão: divulgação da cultura e da língua. Penso que a breve prazo acabara por ser aglutinado por outros interesses. Como pelo lado do modelo apresentado: mais uma PPP.
Creio que a visão sobre estas é consensual: os lucros são para os privados, os prejuízos são entregues ao estado.
Isto apesar dos números que Mário Crespo me revelou ontem, deixarem-me de queixo completamente caído, simplesmente não encontro palavras alternativas a 1 MILHÃO POR DIA.
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De am a 25.08.2012 às 14:29

Seria mais justo:

- Distribuir o valor da taxa pelos outros operadores independentes ( SIC , TVI e depois RTP) e, então esboçar o tal cadeno de encargos de serviço público.

Assim cheira-me a sovaco de Socrates.
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De JS a 25.08.2012 às 16:09

"Assim cheira-me a sovaco de Socrates." .. e de todos os outros PMs que antecederam este.

Os PMs, em Portugal, só dependem dos 30.000 militantes -e respectivos mentores- do seu partido, que os elegem, ou demovem, de chefe, e ipso facto, os torna potenciais PMs.

Esta novela da reformulação de um "serviço público" é a prova provada de que a força política dos PMs -por muito bem intencionados que estejam- é diminuta ou mesmo nula. Atreve-te!.

Quanto o PM for eleito por uma sólida maioria do eleitorado, então terá força para ...
Até lá, esqueçam.
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De Bic Laranja a 25.08.2012 às 16:19

Também não sei definir o que é serviço público, mas que vai da lobotomia pelo preço certo à lavagem cerebral polìticamente correcta, ambiental e muito igualzinha de género, isso garanto. Também há quem inclua certa marmelada às cinco para a meia-noute, a rapariga frutada ou aquele apresentador que vai a Madrid a festas também frutadas. Pode ser. O melhor é «contratualizar» consultadoria a uma ou mais dessas grandes firmas de advogados da nossa praça para vários pareceres que aclarem melhor Constituição de 76. Pode até ser por ajuste directo. Ou «direto», já que se trata da R.T.P.

Cumpts.
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De luis a 25.08.2012 às 18:08

querem privatizar ok , mas acabam com a contribuicao para o audio visual,os contribuintes
ja pagam impostos a mais,quando houver eleicoes
o estado paga como qualquer um,ou entao ficam com a rtp2 e reduzem o valor do audiovisual.
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De luis a 25.08.2012 às 18:09

querem privatizar ok , mas acabam com a contribuicao para o audio visual,os contribuintes
ja pagam impostos a mais,quando houver eleicoes
o estado paga como qualquer um,ou entao ficam com a rtp2 e reduzem o valor do audiovisual.
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De Menezes a 25.08.2012 às 18:57

Exactamente.

Para quê?
Eu não sei, não entendo porquê? Alguém pode explicar?
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De c. a 25.08.2012 às 19:58

A democracia é uma questão de forma, melhor, de método - o que inlui formas - e aqui parece não se vislumbrar outro senão o da negociata mafiosa, expectável do governo Relvas.

Esperemos que a Troika não autorize.
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De sampy a 25.08.2012 às 22:54

O que eu acho incrível é a facilidade com se distorciona completamente a realidade dos factos. Serão as tais pessoas biblicamente estúpidas de que falava Vasco Pulido Valente. No argumentário político rasteiro, a verdade é sempre um acessório.

E qual é a verdade? No Jornal das 8 da TVI, a pivot lança a imagem da capa do Sol, a horas de sair para as bancas, e faz referência à manchete do jornal. Promete confrontar com a notícia a pessoa que vai ser entrevistada dentro de minutos. Assim o faz. A pessoa refere que sim, que é um dos cenários em cima da mesa; que é um cenário atraente, na sua perspectiva; que a decisão está nas mãos do governo.

Agora, compare-se com as interpretações e protestos que andam a ser veiculados por aí. Mesmo neste blog...

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