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Ligaram a máquina de lavar

por Rui Rocha, em 07.08.12

Estamos a falar de dinheiro, muito dinheiro, que ao longo de anos saiu ilegalmente de Portugal. Desde património que saiu depois do 25 de Abril até rendimentos escondidos incluindo, suspeita-se, rendimentos ilícitos. Estamos a falar de dinheiro não declarado ao Fisco, de capitais que saíram pelas enormes nesgas dos sistemas financeiros e dos seus intermediários. Com esta amnistia fiscal, mais de 2,7 mil milhões de capitais que tinham fugido ilegalmente de Portugal vieram, nas últimas semanas, absolver-se de culpa. 2,7 mil milhões. É mais do que o Estado corta este ano em pensões e salários dos funcionários públicos. 


Pedro Santos Guerreiro, no editorial de hoje do Jornal de Negócios


6 comentários

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De Luís Lavoura a 07.08.2012 às 16:42

Aquilo de que Pedro Santos Guerreiro (PSG) se queixa é normal, e completamente legal, no sistema de justiça norte-americano. Nesse sistema, uma pessoa pode, legalmente, reconhecer a culpa de que é acusado (mesmo que até esteja inocente!), pagando uma compensação por isso e evitando ser julgado e continuar a ser acusado. A pessoa faz um acordo com o acusador, paga-lhe uma indemnização em troca de ele abandonar a acusação.
PSG queixa-se de o Estado português ter aceitado coisa similar - ter perseguido pessoas no caso Monte Branco e agora receber dinheiro delas para abandonar o caso. No nosso sistema legal, isto não é aceitável. Mas, no sistema legal norte-americano, sê-lo-ia perfeitamente.
É tudo uma questão de diferentes noções de justiça.
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De Pedro Barbosa Pinto a 07.08.2012 às 17:32

"... incluindo, suspeita-se, rendimentos ilícitos."

Suspeita-se? Mas não é suposto o dinheiro limpo circular livremente pelo mundo? E estas amnistias não se tornaram cíclicas? Não houve uma (um pouquito mais cara, é verdade) ainda aqui há uns poucos anos atrás?

Quanto a mim, isto foi uma grande oportunidade para as comissões dos negócios BPN/SLN, Freeports, Submarinos e quejandos poderem finalmente conhecer este lindo jardim à beira-mar plantado! Por cinco por cento do valor, vão ser férias bem baratas. Digo férias porque assim que se sentirem lavadinhas (ainda que não bem cheirosas), lá vão elas rapidamente outra vez para bom recato no estrangeiro. Por si acaso, como dizem os nuestros hermanos!

E dir-nos-ia um Prof. Marcelo se uma Judite de Sousa o questionasse sobre o assunto: - "Pois é verdade, há alguns malandros que se vão safar, mas devemos é olhar para a parte positiva da medida, pois a verdade é que a maior parte deste dinheiro acaba por ficar por cá porque é de gente que já deu provas que gosta do risco, digo, de arriscar, e portanto todos acabamos a ganhar já que podem haver mais investimentos e assim serão criados novos postos de trabalho e blá, blá, blá e tal e coiso, e vamos aos livros!
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De Outside a 07.08.2012 às 19:54

Um dos poucos jornalistas a praticarem jornalismo, em coerência e isenção de Factos.

A Justiça, cega, justa e imparcial deveria ser ética e moral ao invés de legal (inerente ao legislável).

Bem postado.
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De lucklucky a 08.08.2012 às 00:08

PSG elogia o sistema corrupto de X votar em A para este tirar a Y.

Quando o Poder Político não pára de crescer tem o que merece. E quando as pessoas julgam que é legitimo qualquer nível de impostos também terão a "recompensa".

Uma sociedade destruída pelo socialismo cada vez mais obsceno. Estaremos na URSS só que mais lentamente e sem KGB.
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De Ricardo Santos a 08.08.2012 às 10:24

"Quando alguém adere ao RERT, assina um papel em que assume ter tirado ilegalmente dinheiro de Portugal. É uma confissão de culpa, arquivada no esquecimento do sistema. Em troca, paga 7,5% para ser amnistiado. É uma factura comprada de inocência."

Perante este facto, não seria pertinente colocarem-se algumas questões, a saber:

- Quem assume a retirada do dinheiro continua a ter acesso aos Fundos estruturais, entenda-se QREN e outros, através das empresas das quais são sócios?
- Quem assume a retirada de dinheiro continua a ter acesso a Concursos Públicos?
- Quem assume a retirada de dinheiro continua a ter direito a benefícios fiscais?

Caminhamos a passos (não, não é ironia) para que tudo isto acabe muito mal. As pessoas não vão aguentar muito mais tempo este esbulho, este confisco, esta podridão toda.

Sente-se o cheiro fétido a cadáver... da República...
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De Anónimo a 12.08.2012 às 15:55

http://www.youtube.com/watch?v=uaNuRB44zgw&feature=relmfu

Admira-me tanta indignação, e puritanismo, que gerou a opinião e afirmações de D. Januário. Se isto não é pragmatismo, então, o que é!?

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