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De uma coisa este Governo não pode ser acusado: de não pagar os favores e os fretes que a Sociedade Civil, aquela supostamente isenta e independente, lhe fez no final do mandato do Governo anterior.

Perante um cenário de necessidade de cortes na Educação, os quais são de si questionáveis, pois são dos investimentos que dão mais retorno, o Governo corta a direito na Escola Pública e mantém intacto o financiamento da Privada. Aliás, o financiamento da Escola Privada será das poucas áreas do Estado que não sofre qualquer corte.

É amor.


21 comentários

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De Pedro Almeida a 06.08.2012 às 18:26

Acho que já ninguém tem dúvidas ao que veio e para onde vai este governo.
O anterior ainda se demorou algum tempo a perceber a coisa na sua plenitude, este ao fim de um ano já se tinham dissipado todas as dúvidas(esperanças).
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De André Couto a 06.08.2012 às 22:45

Esse parece-me um raciocínio cada vez mais enraizado. O problema é que não se vislumbra grande alternativa. Obrigado pelo seu testemunho. Um abraço.
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De Emanuel Lopes a 06.08.2012 às 18:32

Só quem não for muito tapado não consegue ver o bom trabalho que é feito em muitas escolas privadas neste país. Em Aveiro, as escolas públicas quase só oferecem os cursos gerias no secundário. Quem não tem intenções de seguir para a Universidade, tem quase obrigatoriamente de recorrer a uma escola privada. E estamos a falar de formação escolar extremamente necessária no nosso país. E as escolas privadas com os chamados contratos de associação já tiveram os fundos cortados em 2011. Não falamos de financiar os colégios das elites nas grandes cidades, falamos de subsidiar alternativas educacionais aos nossos jovens. E está à vista o que deu construir escolas onde já existiam escolas privadas com contrato de associação (veja-se as contas da Parque Escolar).
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De André Couto a 06.08.2012 às 22:48

Não neguei o bom trabalho que é feito nas Escolas Privadas. Eu andei em duas e sou testemunha disso. O que questiono é que os cortes surjam todos do mesmo lado. Estranho que se corte 14 milhões de euros na Escola Pública e nada na Escola Privada. Isto depois do aumento de €5.000, por turma, deliberado o ano passado...
A questão da gestão das contas da Parque Escolar é uma coisa, o mérito desse investimento e reforma é outra.
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De Menezes a 06.08.2012 às 19:53

Caro André Couto
Não se trata de financiar ou não a escola privada ou cortar na pública.
De facto, nós portugueses pagamos, através dos impostos, o direito a frequentar a escola, seja ela privada ou gerida pelo estado. Para mim enquadra-se no totalitarismo socialista o "estado" requerer para si o monopólio das escolas, não permitindo a liberdade de escolha. Isto é, só os mais ricos têm liberdade de escolha.
Pessoalmente não concordo com a educação imposta pela escola estatal. Não concordo com o NÃO ENSINO e com a DESEDUCAÇÃO praticada pela escola estatal. Como tb não concordo com a maioria dos programas das disciplinas nem com o facilitismo.
A escola dita "pública" é apenas a escola (mal) gerida pelo estado e cheia de preconceitos ideológicos. No ano passado a escola estatal recebeu dinheiros públicas (leia-se: dos contribuintes) para comemorar a implantação da república. Um filho meu teve má nota em história porque considerou que o "25 de Abril" foi um golpe de estado (que acabou com uma ditadura), e não uma revolução.
Se existem preconceitos, má gestão, deseducação, etc., como posso eu dar escolaridade aos meus filhos, se o estado, já com os impostos, não me faculta a liberdade de escolha.
Há uns 4 ou 5 anos consegui calcular o custo médio de um aluno na escola estatal. Deveriam ser números conhecidos, mas o acesso à informação foi de facto dificultada (segredo de estado? os impostos são pagos por nós contribuintes!). Para saber essa verba seria necessário apenas saber quanto recebe a escola e dividir pelo nº de alunos. Nada mais.
Em 2 escolas de Braga: "Alberto Sampaio" e "Sá de Miranda", chegamos (fomos dois) a ±600€/aluno/mês.
Não sei se sabe, mas só as escolas religiosas e as cooperativas de ensino tem "ajuda" do estado. Mas, mesmo nas outras, as propinas são em regra bem inferiores a 600€/mês.
Portanto, talvez não seja "destruir a escola pública". Talvez seja racionalizar gastos, melhorar o ensino e dar liberdade de escolha.
Só nos regimes ditatoriais e socialistas existem monopólios e falta de liberdade.
Mesmo em Inglaterra ou nos "Países Nórdicos", as "Public Schools" são escolas, privadas ou estatais, apoiadas pelo estado (leia-se: pelos contribuintes).
Sabe: não gosto de preconceitos, sobretudo ideológicos; e amo a liberdade.
Que a escola é estratégica para o equilíbrio social (além da formação pessoal e profissional), não tenho dúvidas. Mas porque tem de ser ela gerida pelo estado?
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De André Couto a 06.08.2012 às 23:12

Caro Menezes,
O "totalitarismo socialista", expressão sua que tresanda a preconceito ideológico, significa, lato sensu, igualdade na formação, independentemente da origem social e económica. O "não ensino" e "deseducação da Escola Estatal", novamente a tresandar a preconceito, significa, lato sensu, a garantia de preservação de valores sociais, cívicos e culturais que são a base do País. Sim, só uma Escola Pública forte pode assegurar isto. Sabe porquê? Porque me orgulho que o meu Estado gaste dinheiro a explicar às crianças os méritos da Revolução Republicana, o que se ganhou em democracia e igualdade em correr daqui com aquela corja de parasitas que viviam à conta do erário público, só porque tinham sido abençoados pelo dito sangue azul. A Escola Privada não me garante isto.
Abençoada Escola Pública, igualmente, que dá má nota a quem vilipendia o 25 de Abril como o seu filho fez. Não sei como pode esperar que ele tivesse uma boa nota mas é exactamente por existirem pessoas com o seu raciocínio que a Escola Pública é importante e a Escola Privada perigosa. Espero, aliás, com todas a minhas forças, que nunca chefe à Direcção de uma Escola Privada, com a liberdade que este Governo parece querer impor.
E não me leve a mal a sinceridade, são opiniões. Eu respeitei a sua e espero que respeite a minha. Esta foi, aliás, uma grande conquista do "Golpe de Estado de 1974", como o seu filho adjectivou, para seu grande orgulho.
Um abraço e obrigado pelo testemunho.
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De Menezes a 07.08.2012 às 08:48

Caro André:
1) O que é necessário é bom ensino, seja ele fornecido pelo estado ou por privados.
2) Monopólios são sempre maus pois limitam a liberdade de escolha.
3) Para que saiba, existem monárquicos em Portugal que são contribuintes e boas pessoas.
4) Ter "sangue azul" (compreendo a expressão) não é sinónimo de monárquico. Quantos amigos o André tem que, tendo "sangue azul", até são republicanos. Monarquia ou república é uma questão ideológica. Aliás veja a popularidade dos reis europeus entre as populações dos seus países.
5) O meu filho pediu-me ajuda e eu dei o meu ponto de vista sobre o 25 de Abril. Perdoe-me não ter dado o seu. Sou filho e neto de oposicionistas ao estado novo, e tenho orgulho nisso. O meu pai foi candidato pela CDE nas últimas eleições no tempo do Marcelo Caetano. O meu avô foi "mandatário (?)" em Braga do Humberto Delgado.
6) Quanto a "por existirem pessoas com o seu raciocínio que a Escola Pública é importante e a Escola Privada perigosa." (sic). Também já sei, mesmo no tempo da ditadura, que há quem considere as opiniões contrárias como perigosas. Pessoas como eu deviam ser expulsas da sociedade para não a prejudicar. A minha sorte é que a ditadura já acabou e eu não tenho medo das fogueiras medievais.
7) Um amigo meu gallego pôs no FB uma frase que resume: "Não se pode pedir ajuda ao estado quando é o estado o nosso principal problema". Veja o estado actual da nossa crise, as ppp's, a corrupção, a imoralidade.
8) Só para terminar: adorei essa de achar bem que um puto tenha má nota e tenha sido humilhado por não ter dado a opinião de "um democrata". Só de quem não tem auto-sentido crítico.
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De mm a 07.08.2012 às 09:24

"o que se ganhou em democracia e igualdade em correr daqui com aquela corja de parasitas que viviam à conta do erário público, só porque tinham sido abençoados pelo dito sangue azul"

expressão sua que tresanda a preconceito ideológico
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De André Couto a 07.08.2012 às 20:46

É verdade. Mas é assumido.
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De Menezes a 07.08.2012 às 22:02

1) Todos temos sangue azul. Eu só atingi o mais recente "titular" à 13ª geração (contando comigo).

2) Estatísticamente, o antepassado comum a todos os portugueses actuais terá vivido por 1350 (±). Veja Jorge Buescu, prof do IST.

3) Todos somos descendentes de D. Afonso Henriques, e de qualquer outro português dessa época (com geração não extinta).

4) Dizer que se tem "sangue azul" é tão estúpido como ficar incomodado com isso.

5) Parasitas, com ou sem sangue azul, ainda existem.

6) desafio-os aos 2 para ver se encontram "sangue azul" a correr nas veias, mais recente que o meu (porque todos temos). Se o forem poderei afirmar que são mais parasitas que eu?
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De Leonor Barros a 06.08.2012 às 20:14

Isto é abjecto e ilustra muito bem as intenções e a boa fé deste governo. Enquanto no ensino público assistimos a cortes brutais, o estado mantém o financiamento do privado. Se houvesse dúvidas quanto a quem nos governa teriam ficado esclarecidas com esta medida.
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De André Couto a 06.08.2012 às 22:51

Leonor, o problema é que medidas destas têm surgido todos os dias e mais vêm a caminho. Deixa passar um aninho ou dois e vais ver a quantidade de professores que vão para o desemprego... Primeiro retira-se qualidade e dimensão à Escola Pública para depois justificar a machadada final.
É dar tempo ao tempo. Está escrito nas estrelas.
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De Tiago Cabral a 06.08.2012 às 20:48

Ideologia pura. E no fim do mandato pode dizer que cumpriu o que prometeu. Implodir o ministério da educação.
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De André Couto a 06.08.2012 às 22:51

Já falta pouco, Tiago.
E as próximas vítimas serão os Professores.
Um abraço e obrigado pelo testemunho.
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De Menezes a 07.08.2012 às 09:41

Caro Tiago.
Vou responder ao seu comentário.
O ministério da educação nunca irá implodir. Também há ministério da agricultura sem que a agricultura seja monopólio do estado.
O melhor era de facto que o ministério faça (com dinheiro dos contribuintes) a gestão da educação, em vez de ser uma empresa de negócios cujo capital nem sequer é seu e sem responsabilidade directa por parte do executores, retirando liberdade de escolha aos cidadãos.
Pela minha parte gostaria que o estado fizesse a gestão do que lhe compete, legislasse e obrigasse a cumprir a lei, desse exemplo moral, etc. e que deixasse a tarefa de ensinar ou gerir escolas. Tenho a certeza que todos beneficiaríamos.
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De Tiago Cabral a 07.08.2012 às 15:05

Menezes, o ministério da educação está neste momento a implodir, pergunte aos professores. O ministério da agricultura não tem o monopólio da agricultura (que raio de exemplo foi buscar!) tal como na educação o Estado não tem o monopólio das escolas. Nem aqui a questão é essa. Está a entrar pelo caminho radical dos liberais, o Estado reduzido à sua expressão mínima e sem qualquer poder de intervenção. Na educação temos escola pública e escola privada. O que se está a fazer, este governo, é simplesmente querer acabar com a escola pública, com a qualidade desta, porque a tem. Por fim depois de conseguir esse "feito" então o objectivo de entregar o ensino em Portugal apenas aos privados, e aí sim um verdadeiro monopólio, será fácil de concretizar. Quem quererá que os seus filhos estudem em escolas com instalações degradadas e sem professores de qualidade? Eu digo-lhe quem: apenas e só quem não tiver condições financeiras para os inscrever em escolas privadas. Os mais pobres. E depois quer apostar comigo em como o abandono escolar por parte das classes mais pobres irá subir? E depois de uma hipotética privatização do ensino em Portugal, como fariam as escolas para seleccionar os seus alunos? Aceitariam todos que lhe batessem à porta ou só os melhores? Pode o Estado legislar o que quiser, tal como agora já legisla. Quer um exemplo? Vá ao colégio Planalto, por exemplo, com um puto com uma média de 11 valores e tente inscrevê-lo.
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De Menezes a 07.08.2012 às 23:29

1) Sou professor numa escola estatal, sei do que falo.
2) Quem escolhe a privada tem de ter dinheiro para isso… e paga 2 vezes, pelos impostos a que é obrigado que lhe garantem (garantiriam) a escolaridade, e depois as propinas da privada. A isso posso chamar monopólio. Não há livre concorrência nem liberdade de escolha, para quem já pagou.
3) O estado só comparticipa as escolas privadas da igreja (ao abrigo da célebre concordata), as cooperativas de ensino, e outras (raras) quando não há escola estatal próxima.
4) Para evitar o abandono escolar, o único apoio da escola estatal é a passagem administrativa, isso sim, prejudica, não exactamente os mais pobres, mas o que têm um ambiente familiar e social cultural mais baixo que, por acaso, são geralmente os mais pobres. Nos outros casos há uma família mais atenta e uma ambição maior.
5) A selecção dos alunos ficaria sempre ao critério das escolas. Na privada um EE (encarregado de educação) pode queixar-se que alguém não permite um bom ensino e uma boa educação para o seu educando. Na pública, actualmente, são TODOS prejudicados. E repare que, na adolescência, nenhum rapaz (sobretudo esses) vai fazer o papel de "copinho de leite". O mais natural é alinhar… com os piores. Quer apostar que uma privada, com uma gestão atenta, faria melhor do faz a escola estatal?
6) Dou-lhe mais 2 exemplos (atenção que os exemplos não são estatísticamente válidos).
Cheguei ao meu 6º ano do liceu com média de 11, fiz o 7º (hoje corresponde ao 12º) na privada e obtive uma média de 16 (há 30 anos). Os exames foram realizados no mesmo liceu onde andei. Nesse tempo os exames nacionais eram sempre realizados nos "Liceus Nacionais".
Outro: A minha 2ª filha não obteve aprovação a matemática nem a fisico-química no 10º ano. Não se pôde inscrever a essas disciplinas na escola (estatal) que frequentava. No 12º ano foi fazer essas disciplinas como "auto-proposta", recorrendo à privada (repare que a estatal não apoiou em nada). Fez o exame nacional na mesma escola (estatal) que frequentava. Tirou 13 a mat. e 16 a FQ. Notas superiores a grande parte das colegas de turma, no mesmo exame, na mesma escola.
Quer mais?

Quanto ao Planalto, não o conheço. Tente outra escola. E peça ao estado para lhe pagar as propinas, pois o estado recebeu o dinheiro e V/, Tiago, não usufruiu.

Eu paguei as propinas, por inteiro, da minha filha. Se não fosse a privada, teria havido abandono escolar!
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De Tiago Cabral a 08.08.2012 às 15:36

1 - Vejo que o Menezes sendo professor numa escola pública tem-se em tão pouca consideração. É pena, deveriam ser os professores os primeiros a lutar pela dignidade do seu local de trabalho. O Menezes faz exactamente ao contrário.
2 - Deste ponto deduzo que o problema principal para si é o pagar a dobrar. Em impostos e em propinas. Mas sabe Menezes, não está a pagar a dobrar. É a mesma fórmula que lhe permite por exemplo usufruir de cuidados médicos no SNS, de excelência diga-se, mesmo que as suas contribuições não cubram nem 1/3 dos gastos efectivos. Chama-se equidade e é a, até hoje, forma mais justa que o Homem encontrou para garantir o bem estar dos seus concidadãos.
3 - Vá ao concelho de Coimbra por exemplo.
4 - Não sei em que escola lecciona mas deve ser um caso mesmo raro! A dedicação dos seus colegas no combate ao insucesso escolar é por demais evidente. Se o Menezes não o faz é porque não sente disso necessidade.
5 - Apostas fazem-se na taberna. Repare bem na sua posição: Na escola pública TODOS os alunos são prejudicados! É notável como um professor do ensino público escreve uma coisa destas! Diga-me lá, leccionou em todas as escolas foi? Que ligeireza!
6 - Neste ponto, tal como no próximo, o Menezes explica que na privada se obtém melhores notas que na pública. Tudo bem, refere dois casos, o seu e o da sua filha e a partir daqui extrapola e deduz que com esses exemplos está provado o seu ponto! Mais uma vez, que belo professor me saiu!

Por último refere que a sua filha só não abandonou a escola por ter, o Menezes, dinheiro para pagar as propinas num estabelecimento privado. Esqueceu-se que num ponto lá mais acima tinha dito que o abandono escolar só acontece e, nas suas palavras, "mas o que têm um ambiente familiar e social cultural mais baixo que, por acaso, são geralmente os mais pobres. Nos outros casos há uma família mais atenta e uma ambição maior."
Bom então em que ficamos? Faz o Menezes parte de um ambiente familiar e social cultural mais baixo? Um professor com uma filha no privado? Não me parece. Sabe o que me parece? É que o Menezes não é professor. Passe bem
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De Menezes a 09.08.2012 às 15:39

Caro Tiago, tenho de responder:
1) Sendo professor da escola estatal não lhe posso reconhecer os erros?
2) Só não pagaria a dobrar se o estado pagasse integralmente as propinas de quem escolhe o privado. Tal como o SNS (que por acaso não usufruo pois tendo ADSE prefiro a privada, curioso serem os funcionários do estado os únicos a terem esta "regalia"). Faz um raciocínio errado dado que somos nós contribuintes que pagamos a escola estatal e o SNS, se assim não fosse quem o seria então?
3) Não creio que hajam excepções. Admito estar errado, aceito (facilita-me) que mo prove.
4) Garanto-lhe que o "combate ao insucesso escolar" se resume ao facilitismo e a "passagens administrativas", embora haja que não o admita, nunca me explicou o que faz ou que podia fazer. Quanto ao meu esforço é ±igual ao dos outros, mas pouco se pode fazer. Se tiver alguma ideia diga-me por favor.
Quanto ao seu "A dedicação dos seus colegas no combate ao insucesso escolar é por demais evidente", é de gargalhada. Evidente porquê? Deduz que eu não tenho essa dedicação? Onde foi buscar a informação? Se não me conhece tem de ser por preconceito. No ano passado tive aulas assistidas, e tive a classificação de "Muito Bom". Também lhe posso dizer que esta classificação enfureceu colegas que não comungam das minhas ideias. Talvez quisessem que as ideologias também contassem?
5) Se há indisciplina e não havendo meios para corrigir o "infractor", todos os alunos são prejudicados. Claro que são os mais desfavorecidos os mais prejudicados. As explicações (ensino privado não declarado), só são acessíveis a quem tem dinheiro, e são precisamente estes que têm mais cultura em família. Por acaso já costumo dar explicações a "quem quer" dentro da escola, nos furos do horário, sem que mas paguem. Nunca me apareceram maus alunos (porque não querem).
6) No meu ponto 6 escrevi (vá ver) "(atenção que os exemplos não são estatísticamente válidos)". Reconheço que nunca fiz um estudo estatístico, mas posso dar mais exemplos. Nunca disse "–está provado!", está bem?

Finalmentes: Sou professor do quadro da Escola Secundária Alberto Sampaio em Braga desde 1998, professor contratado 1990-98, técnico/investigador no Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro em Coimbra 85/90.
A minha filha reprovou a essas disciplinas no 10º ano. Acontece. Por acaso até sou prof de FQ. A minha filha está neste momento a terminar um curso de engenharia na Universidade de Aveiro (parece-me ser uma universidade credível), sem grandes notas, mas lá vai. OK. Pelos vistos o Tiago não tinha muitas informações a meu respeito. Deduzo que só faz este tipo de afirmações por preconceito.

Abç
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De lucklucky a 08.08.2012 às 00:15

Um socialista chateado por o dinheiro do socialismo não ir para o grupo que quer...

Eu que acho que as chamadas escolas "privadas" são assim uma espécie de escolas ppp, não têm liberdade para nada. São privadas só no nome...

Destruição da Escola Publica? antes fosse, infelizmente não é.
O Kremlin da 5 de Outubro continuará a forçar o igualitarismo mesmo que existam só escolas ditas "privadas".

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De Menezes a 09.08.2012 às 11:22

Caro Lucky
Reivindico não apenas a liberdade de escolha mas também a liberdade de ensino e a liberdade de educação.
Não reconheço como democrático que haja uma elite que sabe o que bom para o povo, mesmo que ele eventualmente não queira.

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