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Delito de Opinião

Soñando con soñar, eso es todo

Pedro Correia, 06.08.12

 

Há menos de dois meses tive o privilégio de ver ao vivo, no programa de Julia Otero na TVE, aquela que seria a última aparição pública de Chavela Vargas - um programa que tinha como entrevistados dois gigantes da canção espanhola: Joaquin Sabina e Joan Manuel Serrat.

Com voz pausada, já visivelmente debilitada pela doença, mas de forma bem audível, deixou-lhes uma pergunta:

«Díganme una cosa, cómo se sienten ahorita, qué piensan, qué están soñando? Soñando con soñar, eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos…”

 

Era a Chavela de sempre. A que na última entrevista ao diário argentino Clarín confessava que a sua longa e atribulada vida havia sido, essencialmente, "um milagre". E a que na última entrevista ao jornal peruano El Comercio assegurava, com uma fibra inelutável: "Ninguém me domará". 

Chavela, mexicana de adopção e coração, sonhou e cantou até ao fim: a sua voz inconfundível apagou-se ontem, aos 93 anos. Mas continuará a ser admirada pelas gerações futuras que a escutarão décadas adiante em temas imortais como Adoro, La Llorona, Obsesion, Volver, Cruz de Olvido, No soy de aquí, ny soy de allá. Ou neste fabuloso dueto com Sabina, que foi a Canção do Século nº 42 aqui no DELITO.

 

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